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Geovani Martins: como a favela me fez escritor Nasci em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, em 1991. Em 2004, aos 13 anos de idade, mudei com minha mãe e meus irmãos para o Vidigal, na Zona Sul da cidade. Destaco esses lugares e essas datas para dizer que O sol na cabeça, meu primeiro livro, publicado em março de 2018, teve início com o choque provocado por essa mudança. Era tudo diferente: o jeito de falar, de brincar na rua, as regras no futebol, a música, o ritmo das pessoas, até o sol parecia queimar de outra forma. Eu ficava no meio, tentando me adaptar. Depois dessa primeira mudança encarei mais umas tantas; até o ano de 2015 já havia me mudado 17 vezes. A partir desse trânsito constante entre tantas casas, becos, ruas e praças, parti para o livro com a ideia de que a periferia precisa ser tratada sempre como algo em movimento. A favela hoje é centro, produz cultura e movimenta a economia. O favelado cria e consome como qualquer outra pessoa do planeta. E quando digo consome, não me refiro apenas a Nike, Adidas, Samsung, Microsoft. Falo também da cultura pop que faz a cabeça dos jovens do mundo todo, como os filmes e as séries de sucesso mundial. A cultura erudita, como Shakespeare e Machado de Assis, também encontra seus públicos por becos e vielas. (Geovani Martins. https://epoca.globo.com. 06.03.2018. Adaptado) Uma passagem do texto que permanece correta após o acréscimo das vírgulas é:

A Falo também, da cultura pop que faz a cabeça, dos jovens do mundo todo... (3° parágrafo)
B Depois, dessa primeira mudança encarei, mais umas tantas... (2° parágrafo)
C ... teve início, com o choque provocado, por essa mudança. (1° parágrafo)
D ... até o sol, parecia queimar, de outra forma. (2° parágrafo)
E a periferia precisa ser tratada, sempre, como algo em movimento. (2° parágrafo)

Uma loja colocou à venda 80 peças do tipo A e 40 peças do tipo B, e após uma semana havia vendido 1/4das peças do tipo A e 2/5 das peças do tipo B. Em relação ao número total de peças colocadas à venda, o número de peças que não foram vendidas nessa semana representam

A 3/5
B 7/10
C 3/10
D 9/10
E 2/5

Em um depósito há um determinado número de caixas que deverão ser empilhadas, de modo que cada pilha tenha o mesmo número de caixas. Na realização da tarefa foi constatado que, se cada pilha tiver 5 caixas, ou 6 caixas ou 8 caixas, sempre restarão 2 caixas fora das pilhas. O menor número de caixas que deverão ser empilhadas nesse depósito é

A 124.
B 126.
C 120.
D 122.
E 118.

Uma pessoa tirou 150 fotos com seu celular e excluiu 14 delas. Considerando-se as fotos restantes, a razão entre as fotos de boa qualidade e as fotos de baixa qualidade é 3/5. Sabendo-se que havia somente fotos de boa ou de baixa qualidade no celular, o número de fotos de boa qualidade era

A 62.
B 68.
C 57.
D 51.
E 73.

Um determinado produto, se for comprado a prazo, terá 10% de acréscimo sobre o valor da etiqueta, e passará a custar R$ 93,50. Se esse produto for comprado à vista, terá 20% de desconto sobre o valor da etiqueta. O preço desse produto à vista é

A R$ 79,00.
B R$ 81,40.
C R$ 68,00.
D R$ 72,50.
E R$ 75,80.

Uma máquina trabalhando ininterruptamente 5 horas por dia produz um lote de peças em 3 dias. Para que esse mesmo lote fique pronto em 2 dias, o tempo que essa máquina terá que trabalhar diariamente, de forma ininterrupta, é de

A 7 horas e 05 minutos.
B 7 horas e 30 minutos.
C 7 horas e 50 minutos.
D 6 horas e 45 minutos.
E 6 horas e 35 minutos.

Uma pessoa possui um móvel com algumas gavetas, e quer colocar em cada uma delas o mesmo número de blusas. Ao realizar a tarefa percebeu que, colocando 7 blusas em cada gaveta, 3 blusas ficariam de fora, porém, não seria possível colocar 8 blusas em cada gaveta, pois ficariam faltando 2 blusas na última gaveta. O número total de blusas é

A 30.
B 32.
C 36.
D 34.
E 38.

Na Guiné, Moçambique e Angola, os movimentos de libertação sempre fizeram cuidadosa distinção entre o povo português, que os apoiava, e o governo ditatorial que estava tentando esmagá-los. Desde o início, tais movimentos temeram que uma revolução política na África portuguesa ainda pudesse deixá-los na condição de dependência neocolonial de Lisboa e dos interesses econômicos europeus aos quais Lisboa estava ligada e pelos quais às vezes atuava como agente. Por isso, a emergência de ideias “terceiro-mundistas” no seio das forças armadas portuguesas foram observadas com grande interesse pelos movimentos marxistas na África. (Maxwell, K. O Império derrotado: revolução e democracia em Portugal. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. Adaptado) O trecho citado evidencia o fato de que, no contexto da Guerra Fria, havia forte associação entre

A o nacionalismo conservador e a luta pela autodeterminação dos povos.
B o terceiro-mundismo e os ideais e valores associados ao bloco capitalista.
C as lutas anti-coloniais e a defesa de vínculos identitários com a metrópole.
D as lutas socialistas e os processos de descolonização e libertação nacional.
E os princípios democráticos liberais e o anti-autoritarismo comunista.

No Brasil pós 1930, a relação entre intelectuais e os valores autoritários que emanavam do Estado não deve ser vista como passiva, com homens letrados e artistas “bem-intencionados” tornando-se vítimas das manipulações de políticos espertalhões. As soluções autoritárias para a “questão nacional” ou para o campo cultural, sobretudo aquelas que envolviam a educação das massas e a imposição de valores nacionalistas às elites regionais, eram compartilhadas por vários intelectuais ideologicamente distintos entre si, como liberais, fascistas, católicos e positivistas. (Napolitano, M. História do Brasil República: da queda da Monarquia ao fim do Estado Novo. São Paulo: Contexto, 2016. Adaptado) À época, os intelectuais passaram a ver no Estado

A um agente de efetivação de um projeto politicamente descentralizado, em que prevalecesse a autonomia dos estados.
B um meio para construir os valores da “brasilidade”, forjando uma nação integrada que unisse elites e classes populares.
C um potencializador das práticas econômicas e sociais rurais, evitando choques oriundos da industrialização e da urbanização.
D um mecanismo de reafirmação da identidade religiosa católica brasileira, em detrimento de outras crenças e religiões.
E uma forma de afirmação de um ideal racista, voltado para a defesa da cultura popular e das políticas de branqueamento.

Ainda hoje, as interpretações mais difundidas, embora reconheçam a inequívoca vocação democrática da Constituição de 1946, sublinham suas limitações e sua incidência sobre aquilo que consideram ser a fragilidade da experiência democrática brasileira nesse período. (Schwarcz, L. M.; Starling, H. M. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado) Entre as limitações citadas no trecho, é correto identificar

A a exclusão do voto feminino.
B a manutenção do voto censitário.
C a proibição de manifestações de rua.
D a inexistência do direito ao habeas corpus.
E a exclusão do direito de voto aos analfabetos.