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Atenção : a questão deve ser respondida a partir do Texto I. Texto I “É preciso fazer uma reflexão. O turismo e os turistas que chegam a Florianópolis causam uma agonia. A invasão das praias mostra um retrato do Brasil popular, mas sem nenhuma delicadeza. Me sinto encurralado pelos hábitos de mal gosto de grande parcela dos turistas que acham que som alto à beira mar e lixo jogado em todo canto fazem parte do relax das férias. Não compreendo essa identidade do brasileiro do quanto mais bagunçado melhor. Tudo pode em nome da liberdade individual e do politicamente correto. E não bastasse o comportamento dos que chegam de fora, os locais acabam cooperando, liberando seus instintos, juntando-se à bagunça geral. E os preços então? Uma explosão numérica sem limites. Mas enfim, deve ser essa a tão sonhada identidade brasileira.” (PRATA, Anselmo. Turismo em Santa Catarina – Vale a pena? Disponível em https://www.ronaud.com/sociedade/turismo-em-santa-catarina/)

A forma impressa do Texto I mostra um problema de correção, que é

A “bagunçado” em lugar de “desorganizado”.
B “mal gosto” em lugar de “mau gosto”.
C “relax” em lugar de “relaxamento”.
D “Tudo pode” em lugar de “Tudo é possível”.
E “à beira mar” em lugar de “a beira mar”.
Texto associado
Atenção : a questão deve ser respondida a partir do Texto II. Texto II Além de ter palmeiras onde canta o sabiá, minha terra tem um monumento muito visitado. E para chegar até o Cristo Redentor, uma das maneiras mais práticas é pegar o trenzinho que sobe até o topo do Corcovado, através de um trilho que atravessa a floresta. Em um dos trechos, o trem segue mata adentro até fazer uma curva, na qual um clarão na mata e o vão das alturas descortinam uma vista deslumbrante. É a Cidade Maravilhosa vista de cima. O trecho ficou conhecido como “A curva do ohhhh”, em função da representação onomatopeica da interjeição, produzida pelos turistas que seguem no trem rumo à estátua mais famosa do Brasil. Tão certo como encontrar o Redentor de braços abertos é escutar o “ohhhhhh” em uníssono, expressado pelos passageiros rumo ao Cristo. Em Paris, acontece algo semelhante na linha 6 do metrô. Durante a ligação entre as estações de Bir-Hakeim e Passy, o trem passa por cima do rio Sena, atravessando a ponte Bir-Hakeim na superfície. A Torre Eiffel, exibida que é, aparece toda frondosa e não há passageiro que resista. Não chega a ser um “ohhhh” tão expressivo quanto acontece sobre os trilhos cariocas, mas já vi mesmo o mais concentrado ou sisudo francês largar um livro, parar de mexer no celular ou simplesmente desviar um pouco os pensamentos e dar uma espiadinha na velha dama de ferro imponente. ( Somos todos turistas – Crônicas de Paris. Disponível em https://cronicasdeparis.com/index.php/2017/07/02/somos-todos-turistas/)

“O trecho ficou conhecido como “A curva do ohhhh”, em função da representação onomatopeica da interjeição, produzida pelos turistas que seguem no trem rumo à estátua mais famosa do Brasil. Tão certo como encontrar o Redentor de braços abertos é escutar o “ohhhhhh” em uníssono, expressado pelos passageiros rumo ao Cristo.” Nesse segmento do texto, o cronista classifica “oh” como interjeição; nos trechos “A curva do ohhhh” e “é escutar o ohhhhhh”, esse mesmo vocábulo deve ser classificado, respectivamente, como

A interjeição / interjeição.
B interjeição / substantivo.
C substantivo / substantivo.
D substantivo / interjeição.
E interjeição / advérbio.
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Atenção: a questão deve ser respondida a partir do Texto III. Texto III Má educação dos turistas em templos e bares irrita japoneses “Os japoneses estão irritados com o comportamento de turistas que visitam templos, fontes sagradas e até mesmo lojas em Tóquio. A falta de educação dos visitantes, que sobem em telhados, levam sua própria comida para locais que vendem alimentos e usam qualquer coisa como cinzeiro tira do sério quem vive no local. O templo de Nanzoin em Sasaguri, Fukuoka, deixou claro, em cartazes feitos em nada menos que 12 idiomas, para nãojaponeses ficarem longe, após uma série de advertências verbais aos turistas. Alguns dos visitantes tocaram música alta, mergulharam em uma cachoeira sagrada e um subiu no telhado para tirar melhores fotos. No Izakaya Bar, em Kyoto, o dono perdeu a paciência ao ver os turistas trazendo comida para consumir em suas mesas, usando os pratos como cinzeiros e sacudindo suas cinzas de cigarro no chão. A solução foi fingir que está lotado quando vê grupos com mais de cinco turistas se aproximando. Em 2016, uma mulher invadiu uma área proibida no Parque Ueno, em Tóquio, enquanto outras foram vistas no Parque do Castelo de Osaka, arrancando flores para colocar nos cabelos. Em 2018, o Japão recebeu 31,2 milhões de visitantes estrangeiros.” (https://casavogue.globo.com/LazerCultura/Viagem/noticia/2019/03/ma-educacaodos-turistas-em-templos-e-bares-irrita-japoneses.html. Acesso em 03/08/2022.)

“No Izakaya Bar, em Kyoto, o dono perdeu a paciência ao ver os turistas trazendo comida para consumir em suas mesas, usando os pratos como cinzeiros e sacudindo suas cinzas de cigarro no chão. A solução foi fingir que estava lotado quando via grupos com mais de cinco turistas se aproximando.” A expressão verbal que mostra inadequação na substituição por um substantivo cognato, é

A “o dono perdeu a paciência” / o dono mostrou perda de paciência.
B “ao ver os turistas” / com a visão dos turistas.
C “para consumir em suas mesas” / para consumição em suas mesas.
D “usando os pratos” / fazendo uso dos pratos.
E “A solução foi fingir que estava lotado” / A solução foi o fingimento de que estava lotado.
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Atenção: a questão deve ser respondida a partir do Texto III. Texto III Má educação dos turistas em templos e bares irrita japoneses “Os japoneses estão irritados com o comportamento de turistas que visitam templos, fontes sagradas e até mesmo lojas em Tóquio. A falta de educação dos visitantes, que sobem em telhados, levam sua própria comida para locais que vendem alimentos e usam qualquer coisa como cinzeiro tira do sério quem vive no local. O templo de Nanzoin em Sasaguri, Fukuoka, deixou claro, em cartazes feitos em nada menos que 12 idiomas, para nãojaponeses ficarem longe, após uma série de advertências verbais aos turistas. Alguns dos visitantes tocaram música alta, mergulharam em uma cachoeira sagrada e um subiu no telhado para tirar melhores fotos. No Izakaya Bar, em Kyoto, o dono perdeu a paciência ao ver os turistas trazendo comida para consumir em suas mesas, usando os pratos como cinzeiros e sacudindo suas cinzas de cigarro no chão. A solução foi fingir que está lotado quando vê grupos com mais de cinco turistas se aproximando. Em 2016, uma mulher invadiu uma área proibida no Parque Ueno, em Tóquio, enquanto outras foram vistas no Parque do Castelo de Osaka, arrancando flores para colocar nos cabelos. Em 2018, o Japão recebeu 31,2 milhões de visitantes estrangeiros.” (https://casavogue.globo.com/LazerCultura/Viagem/noticia/2019/03/ma-educacaodos-turistas-em-templos-e-bares-irrita-japoneses.html. Acesso em 03/08/2022.)

Analise o segmento de texto a seguir. “Os japoneses estão irritados com o comportamento de turistas que visitam templos, fontes sagradas e até mesmo lojas em Tóquio. A falta de educação dos visitantes, que sobem em telhados, levam sua própria comida para locais que vendem alimentos e usam qualquer coisa como cinzeiro tira do sério quem vive no local.” Assinale a opção em que a preposição destacada é uma exigência de um termo anterior.

A com.
B de.
C em.
D dos.
E para.

Maria, jornalista, redigiu matéria a respeito dos escândalos de corrupção rotineiramente praticados em determinado ente federativo. Para tanto, detalhou as omissões dos agentes públicos no cumprimento dos seus deveres, os particulares beneficiados por esses atos e ainda as operações fraudulentas, realizadas junto a pessoas jurídicas cujos sócios eram familiares dos referidos agentes, com o objetivo de encobrir o repasse de recursos. A matéria teve repercussão nacional, sendo certo que a sua elaboração somente foi possível em razão do fornecimento de informações por outros agentes públicos que tinham conhecimento dos fatos. Por essa razão, em uma investigação criminal conduzida pelo Ministério Público, Maria foi intimada a fornecer os dados dos agentes públicos que lhe forneceram as informações que subsidiaram a matéria. À luz da ordem constitucional, em relação à requisição do Ministério Público, Maria

A está obrigada a atendê-la, considerando o interesse público envolvido.
B não está obrigada a atendê-la, considerando que pode resguardar o sigilo de sua fonte.
C está obrigada a atendê-la, considerando a liberdade de informação e a vedação ao segredo.
D está obrigada a atendê-la, considerando que a publicidade das fontes é essencial à credibilidade do jornalista.
E não está obrigada a atendê-la, mas apenas se tiver assumido um compromisso formal de sigilo junto aos agentes públicos que lhe forneceram as informações.

Com o objetivo de uniformizar certas práticas administrativas no âmbito dos Municípios situados em seu território, o que, segundo estudos realizados pelo Tribunal de Contas, aumentaria a eficiência administrativa e reduziria o gasto público, o Estado Alfa aprovou norma exigindo que, em cada contratação cujo valor superasse 1% do orçamento anual, seria necessário que o Prefeito do respectivo Município, antes da assinatura do contrato, o submetesse à aprovação do Governador do Estado. Considerando os balizamentos estabelecidos pela ordem constitucional, é correto afirmar que a referida norma

A é constitucional, considerando que os Municípios estão submetidos às normas do respectivo Estado, e este às normas da União.
B é constitucional, mas apenas se a norma tiver sido previamente aprovada pela assembleia estadual dos Municípios.
C é inconstitucional, pois norma dessa natureza somente poderia ter sido editada pela União, não pelo Estado.
D é constitucional, mas apenas se a norma tiver sido inserida na Constituição do Estado Alfa.
E é inconstitucional, pois a norma afronta a autonomia política dos Municípios.

Mário, com 18 anos de idade, soldado do Exército brasileiro, convocado para o serviço militar obrigatório, e Pedro, com 40 anos de idade, oficial do Exército brasileiro há 12 anos, pretendiam concorrer a cargos eletivos na eleição municipal que se avizinhava. Sobre o fato apresentado, assinale a afirmativa correta.

A Mário e Pedro são inalistáveis.
B Mário é inalistável, enquanto Pedro é alistável e elegível, mas deverá afastar-se da atividade.
C Mário e Pedro são alistáveis, mas, para que sejam elegíveis, ambos deverão afastar-se da atividade.
D Mário é alistável e elegível apenas para as eleições municipais, enquanto Pedro é alistável e elegível para os cargos de todos os níveis da federação.
E Mário é inalistável, enquanto Pedro é alistável e elegível, mas será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará para a inatividade no ato da diplomação.

J.J. desejava ser nomeado para o cargo de Secretário de Estado em São Paulo. Como estava inelegível por ter tido suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas, em razão do exercício de um cargo eletivo há alguns anos, tinha dúvida se existia algum óbice à realização desse objetivo. Ao se inteirar da temática, J.J. constatou corretamente que a referida situação

A impede sua nomeação para o cargo almejado, em razão de expressa vedação.
B não impede sua nomeação, considerando a independência entre as instâncias.
C não impede sua nomeação, já que a inelegibilidade somente gera efeitos na seara eleitoral.
D somente impede sua nomeação caso a vedação tenha sido inserida no código de conduta do Poder Executivo.
E não impede sua nomeação, salvo se a vedação foi expressamente inserida na decisão do Tribunal de Contas.

Ana, com base na Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), requereu ao Poder Executivo do Município Alfa que lhe fornecesse a relação dos contratos celebrados pelo Município com determinada sociedade empresária. À luz da sistemática legal, o requerimento de Ana

A deve ser negado, considerado o direito à intimidade.
B pode ser atendido, caso sejam indicados os motivos determinantes da solicitação.
C pode ser atendido, somente após a prolação de decisão judicial autorizando o fornecimento da informação.
D está sujeito ao juízo valorativo da autoridade competente, que deve ponderar os interesses envolvidos e decidir.
E deve ser atendido, em razão do caráter público da informação, mesmo que não sejam indicados os motivos.