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A malária é uma doença infecciosa febril aguda com potencial letal. A região Amazônica é vista como uma área endêmica. A letalidade nessa região é considerada baixa devido à alta suspeição diagnóstica e tratamentos instituídos de maneira precoce. Sobre a malária, analise as afirmativas a seguir.

I. O período de incubação varia de acordo com a espécie de plasmódio, sendo de 8 a 12 dias para a espécie Plasmodium falciparum.

II. A infecção pela Plasmodium ovale apresenta o pior prognóstico.

III. A transmissão pode ocorrer por transfusão sanguínea ou vertical. Está correto o que se afirma apenas em

A II.
B I e II.
C I e III.
D II e III.

Paciente, sexo masculino, 62 anos, hipertenso e diabético, é admitido no pronto-socorro com quadro de perda de força do lado direito do corpo há três horas. Ao exame, PA 156x92 mmHg; FC 82; FR 16; SpO2 95% em AA e NIHSS de 18 às custas de hemiparesia completa e desproporcionada com predomínio braquiofacial à direita, hemi-hipoestesia superficial em dimídio direito, hemianopsia homônima à direita, desvio do olhar conjugado para esquerda vencido pelo reflexo óculo-cefálico e afasia global. Glicemia capilar de 143. TC de crânio sem contraste, sem sinais de sangramento, com ASPECTS ( Alberta Stroke Program Early CT Score ) de 8, perdendo pontos em putâmen e ínsula à esquerda. Angio-TC de crânio e cervical mostra obstrução no segmento M1 da artéria cerebral média esquerda. Não há contraindicações para a terapia com trombólise intravenosa. Com base no quadro clínico, é correto afirmar que:

A Há indicação de trombectomia mecânica, sem necessidade de se fazer RM de crânio, sendo dispensada a trombólise intravenosa.
B O paciente é candidato à trombólise intravenosa e à trombectomia mecânica; não é necessário realizar nenhum exame de imagem neste momento.
C Há indicação de trombólise intravenosa e, portanto, mesmo que haja obstrução proximal, a trombectomia mecânica não está indicada por conta de aumentar o risco de sangramento.
D O paciente é candidato à trombólise intravenosa e à trombectomia mecânica, sendo necessário realizar RM de crânio para calcular o core isquêmico na sequência DWI, antes de realizar a trombectomia mecânica conforme o estudo DAWN .

Paciente, sexo masculino, 33 anos, previamente hígido, chega ao pronto-socorro trazido por familiares com quadro de cefaleia holocraniana de forte intensidade e febre há cinco dias, apresentando, ontem, alteração do comportamento marcada por períodos de agitação psicomotora alternando com sonolência, apresentando, hoje, uma crise tônico-clônica generalizada. Ao exame, Tax 39,6°, abertura ocular ao estímulo tátil vigoroso e retirada inespecífica à dor simétrica nos 4 membros, sem outras alterações relevantes. TC de crânio com contraste pós-venoso sem alterações. Hemograma, eletrólitos e função renal sem alterações. Realizada punção lombar, com pressão de abertura de 18 cmH20; 102 células/ml (88% de linfócitos); 45 mg/dL de glicorraquia (glicemia capilar de 67 mg/dL); e, 72 mg/dL de proteinorraquia. Considerando o quadro clínico hipotético, pode-se afirmar que a sequência correta do atendimento é:

A Coletar a história e fazer o exame físico; coletar exames de sangue incluindo dois pares de hemoculturas; realizar TC de crânio; realizar punção lombar; e, iniciar ceftriaxona 2 g 12/12h EV e ampicilina 2 g 4/4h EV.
B Coletar a história e fazer o exame físico; coletar exames de sangue incluindo dois pares de hemoculturas; iniciar ceftriaxona 2 g 12/12h EV, aciclovir 10 mg/kg 8/8h EV e dexametasona 10 mg 6/6h EV; realizar TC de crânio; e, punção lombar.
C Coletar a história e fazer o exame físico; coletar exames de sangue incluindo dois pares de hemoculturas; realizar TC de crânio; realizar punção lombar; e, iniciar ceftriaxona 2 g 12/12h EV. A ampicilina pode ser dispensada por não haver fatores de risco nem sinais clínicos de neurolisteriose.
D Coletar a história e fazer o exame físico; coletar exames de sangue incluindo dois pares de hemoculturas; iniciar ceftriaxona 2 g 12/12h EV, aciclovir 10 mg/kg 8/8h EV e dexametasona 10 mg 6/6h EV; e, realizar punção lombar. A TC de crânio pode ser dispensada por não haver sinais focais.

Os antidiabéticos orais são parte importante da terapêutica medicamentosa do Diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e exercem efeitos variados sobre a glicemia e o peso corporal em função de seus diferentes mecanismos de ação. Sobre os principais antidiabéticos orais utilizados no tratamento do DM2, assinale a afirmativa correta.

A A metformina age aumentando efeito periférico da insulina e, por isso, está associada ao aumento de peso corporal.
B A clorpropamida é um secretagogo de meia-vida curta, estando bem indicada para controle da glicemia pós-prandial e com pouco risco de hipoglicemia.
C Nos casos em que houver insuficiência cardíaca, as tiazolidinedionas (glitazonas) demostrarão maior benefício, devendo ser preferidas em relação à metformina, devido ao seu efeito diurético.
D Empagliflozina é um inibidor do SGLT-2, o transportador de glicose no túbulo renal, e reduz a glicemia promovendo glicosúria. Possui menor risco de hipoglicemia e favorece perda de peso.

Considerando que as espondiloartropatias soronegativas são um grupo heterogêneo de doenças que são agrupadas dessa forma por compartilharem algumas características, assinale a afirmativa correta.

A O uso prolongado de corticoide diminui inflamação no esqueleto axial em pacientes com espondilite anquilosante, reduzindo risco de fratura.
B Chlamydia trachomatis é o patógeno mais comumente encontrado em cultura do líquido sinovial de pacientes com artrite reativa que manifestam uretrite.
C Fazem parte dos critérios CASPAR para diagnóstico de artrite psoriásica: psoríase cutânea familiar; fator reumatoide negativo; e, neo-formação óssea justa-articular.
D O acometimento das enteses (entesite) diminui a probabilidade de espondiloartropatia soronegativa e deve motivar a busca por diagnóstico alternativo como a artrite reumatoide.

Paciente, 78 anos, sexo masculino, portador de doença de Parkinson em estágio avançado, internado por disfagia e necessidade via alternativa para alimentação; além de ajuste medicamentoso, está com um cateter venoso central em veia jugular interna esquerda há 7 dias por dificuldade de acesso venoso periférico. Evolui com febre, calafrios, piora da função renal e leucocitose. Radiografia simples de tórax sem alterações, urina sem alterações e urocultura parcial negativa. Foi coletado um par de hemocultura do MSD e um par de hemocultura do cateter venoso central, ambos crescendo Staphylococcus aureus MRSA sensível à vancomicina, com 11 horas e 15 minutos e 11 horas e 56 minutos, respectivamente. Diante do caso hipotético, assinale a afirmativa INCORRETA.

A O cateter venoso central deverá ser retirado e a ponta enviada para cultura; se indicado, um novo cateter venoso central deverá ser passado em outro sítio.
B O local do acesso venoso central está diretamente associado ao risco de infecção, sendo mais comum quando é realizado na veia femoral e menos comum quando realizado na veia subclávia.
C O tratamento com vancomicina deverá ser empregado, com a dose variando conforme a função renal, a necessidade ou não de terapia de substituição renal e com a dosagem da vancocinemia no vale.
D É imperativo considerar, antes de se passar um acesso venoso central por conta de dificuldade de acesso venoso periférico, se há medicações indispensáveis por via parenteral e se elas não podem ser feitas por hipodermóclise.

Paciente, 33 anos, sexo feminino, previamente hígida, está há 3 dias com dor em flanco esquerdo, febre e polaciúria. Ao exame, vigil e orientada, PA 102/65, FC 108, FR 18, SpO2 99% em AA, sinal de Giordano positivo à esquerda. Coletados exames complementares e dois pares de hemoculturas periféricas, que evidenciam bilirrubinas totais de 1,7 mg/dL e creatinina de 2,5 mg/dL. Considerando o quadro clínico hipotético, assinale a afirmativa correta.

A A paciente não está séptica, pois não há hipotensão que justifique expansão volêmica e nem o uso de drogas vasoativas.
B O diagnóstico é de infecção do trato urinário, provavelmente uma pielonefrite, mas a paciente não está séptica, já que não há alteração do escore qSOFA.
C Não é possível saber se a paciente está séptica, pois não há informação sobre a temperatura axilar e nem sobre a leucometria, que são empregadas no conceito de SIRS.
D O diagnóstico é de infecção do trato urinário, provavelmente uma pielonefrite, e há critérios de sepse, pois a paciente teve uma elevação aguda de 3 pontos no escore SOFA.

A infecção crônica por Helicobacter pylori é muito prevalente em humanos e causa inúmeros problemas digestivos. Avanços recentes no conhecimento sobre essa entidade motivaram a escrita do “

IV Consenso Brasileiro sobre a infecção por Helicobacter pylori ”. De acordo com tal documento, assinale a afirmativa correta.

A Existe uma forte correlação positiva entre infecção por Helicobacter pylori e esôfago de Barret e adenocarcinoma distal de esôfago.
B O diagnóstico de linfoma MALT associado à infecção por H. pylori deve motivar invariavelmente tratamento quimio-terápico associado à terapia de erradicação.
C O controle de cura da infecção por H. pylori deve ser feito pelo menos quatro semanas após o tratamento; pode ser utilizado o teste de antígeno fecal com anticorpo monoclonal.
D A terapia tripla padrão composta por inibidor de bomba de prótons, amoxicilina e claritromicina por 7 dias é recomendada como tratamento de primeira linha para infecção por H. pylori.

O Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (PNPCIRAS, 2021-2025) foi elaborado pela Anvisa com a finalidade de reduzir a incidência de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) e de Resistência Microbiana (RM) em serviços de saúde, por meio da implementação de práticas de prevenção e controle de infecções baseadas em evidências. São considerados objetivos específicos desse programa, EXCETO:

A Reduzir nacionalmente a incidência das IRAS prioritárias.
B Aprimorar o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica das IRAS e RM.
C Prevenir e controlar a disseminação de micro-organismos multirresistentes prioritários nos serviços de saúde.
D Promover a implementação e o fortalecimento dos programas de prevenção e controle de IRAS, nos níveis terciários de atendimento especificamente.