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Com base nas disposições do Estatuto Estadual da Igualdade Racial (Lei Estadual do Rio do Grande do Sul nº 13.694/2011), analise as assertivas abaixo:

I. As iniciativas que objetivem a criação de núcleos de estudos sobre a saúde da população negra deverão ser priorizadas pelo Poder Público.

II. As pessoas negras não estarão inclusas em políticas públicas destinadas à redução do risco de doenças como o diabetes.

III. A inclusão do quesito raça será obrigatória em todos os registros administrativos direcionados a empregadores e trabalhadores do setor privado.

IV. Não serão beneficiários de incentivos específicos para melhorias no saneamento básico os membros das comunidades remanescentes de quilombos. Quais estão corretas?

A Apenas I.
B Apenas III.
C Apenas II e IV.
D Apenas III e IV.

Considerando as disposições da Constituição do Rio Grande do Sul, assinale a alternativa correta.

A São Poderes do Município, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, exercido pela Câmara Municipal, o Executivo, exercido pelo Prefeito, e o Judiciário, exercido pelos Juízes de Direito lotados na comarca cuja circunscrição territorial abranja o Município.
B Ao Estado é permitido ato de discriminação sindical em relação a seus servidores e empregados, bem como influência nas respectivas organizações.
C É dever do Estado proteger e estimular as manifestações culturais dos diferentes grupos étnicos formadores da sociedade rio-grandense.
D A Constituição do Rio Grande do Sul não poderá ser emendada mediante proposta de iniciativa popular.
Texto associado
Leia o poema a seguir para responder à questão: Vietnã Mulher, como você se chama? – Não sei. Quando você nasceu, de onde você vem? – Não sei. Para que cavou uma toca na terra? – Não sei. Desde quando está aqui escondida? – Não sei. Por que mordeu o meu dedo anular? – Não sei. Não sabe que não vamos te fazer nenhum mal? – Não sei. De que lado você está? – Não sei. É a guerra, você tem que escolher. – Não sei. Tua aldeia ainda existe? – Não sei. Esses são teus filhos? – São. (Wisława Szymborska, [ poemas ])

Com base na leitura do poema, é correto afirmar que a mulher que responde às perguntas

A não sabe de onde vem e, por isso, inventa para si uma história sobre a própria vida.
B deseja ter filhos, mesmo que digam para ela que seu país foi destruído pela guerra.
C perde, na guerra, as suas referências, mas não se esquece de seus filhos.
D se esconde, pois não deseja que seus filhos a encontrem no meio da guerra.
E não confia em quem conversa com ela e, por isso, mente sobre os seus dados.
Texto associado
Leia o poema a seguir para responder à questão: Vietnã Mulher, como você se chama? – Não sei. Quando você nasceu, de onde você vem? – Não sei. Para que cavou uma toca na terra? – Não sei. Desde quando está aqui escondida? – Não sei. Por que mordeu o meu dedo anular? – Não sei. Não sabe que não vamos te fazer nenhum mal? – Não sei. De que lado você está? – Não sei. É a guerra, você tem que escolher. – Não sei. Tua aldeia ainda existe? – Não sei. Esses são teus filhos? – São. (Wisława Szymborska, [ poemas ])

No poema, os travessões indicam

A a introdução de explicações.
B a mudança de interlocutor.
C a ênfase em algumas palavras.
D a alteração no ritmo de uma frase.
E o início de uma enumeração.
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder à questão: Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente Cuidar decorre das expectativas sociais sobre o conceito cultural de família e continua a ser parte das obrigações femininas. Costuma acontecer que, nas famílias, uma mulher é escolhida como cuidadora pela pessoa de quem cuida, ou é autoescolhida, ou, ainda, exerce sua função por falta de outra opção. No Brasil, o espectro de idade delas vai de 26 a 86 anos. São mulheres que abrem mão da vida pessoal, profissional, social e afetiva. E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento, ela se empobrece do ponto de vista econômico e social e passa a ter, desde então, uma existência restrita e confinada, unicamente dedicada ao familiar em situação de dependência. As que são apoiadas por algum tipo de renda consideram esse aporte insuficiente. E as que vivem com pouca renda reduzem as opções de suporte frente à carga das necessidades. A maioria afirma que não recebe ajuda de ninguém e nenhuma recompensa econômica por sua dedicação. Cuidar sempre afeta a vida da cuidadora. Em estudos que as comparam com a população em geral, são representadas com pior saúde física, mais frequente uso de medicamentos, taxas elevadas de depressão e ansiedade, estresse, menor satisfação com a vida e sensação de sobrecarga. Existem evidências de que o comprometimento cognitivo e a doença mental do idoso são mais onerosos do que os problemas físicos para quem cuida deles. Os agravos da própria saúde mental da pessoa que acompanha o idoso frequentemente aumentam à medida do tempo gasto no cuidado. (Maria Cecília de Souza Minayo, “Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente”. Adaptado)

A partir da leitura do texto, é correto afirmar que o trabalho de cuidado de idosos dependentes

A é feito, geralmente, tanto por homens quanto por mulheres, embora estas sofram mais por terem a renda mais baixa.
B impõe mais dificuldades quando os idosos apresentam limitações físicas, já que as mulheres não têm força suficiente para realizar esse cuidado.
C é realizado principalmente pelas mulheres, que são escolhidas pela família por serem mais amorosas com os idosos do que os homens.
D tem um impacto negativo nas dimensões físicas, mentais, sociais e econômicas das mulheres que cuidam.
E afeta principalmente as mulheres jovens, que deixam de trabalhar para cuidar de seus pais e avós.
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder à questão: Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente Cuidar decorre das expectativas sociais sobre o conceito cultural de família e continua a ser parte das obrigações femininas. Costuma acontecer que, nas famílias, uma mulher é escolhida como cuidadora pela pessoa de quem cuida, ou é autoescolhida, ou, ainda, exerce sua função por falta de outra opção. No Brasil, o espectro de idade delas vai de 26 a 86 anos. São mulheres que abrem mão da vida pessoal, profissional, social e afetiva. E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento, ela se empobrece do ponto de vista econômico e social e passa a ter, desde então, uma existência restrita e confinada, unicamente dedicada ao familiar em situação de dependência. As que são apoiadas por algum tipo de renda consideram esse aporte insuficiente. E as que vivem com pouca renda reduzem as opções de suporte frente à carga das necessidades. A maioria afirma que não recebe ajuda de ninguém e nenhuma recompensa econômica por sua dedicação. Cuidar sempre afeta a vida da cuidadora. Em estudos que as comparam com a população em geral, são representadas com pior saúde física, mais frequente uso de medicamentos, taxas elevadas de depressão e ansiedade, estresse, menor satisfação com a vida e sensação de sobrecarga. Existem evidências de que o comprometimento cognitivo e a doença mental do idoso são mais onerosos do que os problemas físicos para quem cuida deles. Os agravos da própria saúde mental da pessoa que acompanha o idoso frequentemente aumentam à medida do tempo gasto no cuidado. (Maria Cecília de Souza Minayo, “Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente”. Adaptado)

Considere os trechos a seguir: • “As que são apoiadas por algum tipo de renda consideram esse aporte insuficiente.” (2º parágrafo) • “… o comprometimento cognitivo e a doença mental do idoso são mais onerosos do que os problemas físicos…” (3º parágrafo) As palavras destacadas têm como sinônimos, no contexto em que foram empregadas, correta e respectivamente,

A “contribuição” e “custosos”.
B “suporte” e “temidos”.
C “fardo” e “dispendiosos”.
D “enfoque” e “raros”.
E “controle” e “econômicos”.
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder à questão: Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente Cuidar decorre das expectativas sociais sobre o conceito cultural de família e continua a ser parte das obrigações femininas. Costuma acontecer que, nas famílias, uma mulher é escolhida como cuidadora pela pessoa de quem cuida, ou é autoescolhida, ou, ainda, exerce sua função por falta de outra opção. No Brasil, o espectro de idade delas vai de 26 a 86 anos. São mulheres que abrem mão da vida pessoal, profissional, social e afetiva. E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento, ela se empobrece do ponto de vista econômico e social e passa a ter, desde então, uma existência restrita e confinada, unicamente dedicada ao familiar em situação de dependência. As que são apoiadas por algum tipo de renda consideram esse aporte insuficiente. E as que vivem com pouca renda reduzem as opções de suporte frente à carga das necessidades. A maioria afirma que não recebe ajuda de ninguém e nenhuma recompensa econômica por sua dedicação. Cuidar sempre afeta a vida da cuidadora. Em estudos que as comparam com a população em geral, são representadas com pior saúde física, mais frequente uso de medicamentos, taxas elevadas de depressão e ansiedade, estresse, menor satisfação com a vida e sensação de sobrecarga. Existem evidências de que o comprometimento cognitivo e a doença mental do idoso são mais onerosos do que os problemas físicos para quem cuida deles. Os agravos da própria saúde mental da pessoa que acompanha o idoso frequentemente aumentam à medida do tempo gasto no cuidado. (Maria Cecília de Souza Minayo, “Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente”. Adaptado)

Considere o trecho a seguir: • “E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento, ela se empobrece do ponto de vista econômico e social e passa a ter, desde então, uma existência restrita e confinada, unicamente dedicada ao familiar em situação de dependência.” (2º parágrafo) Foi empregada em sentido figurado a palavra

A “trabalho”.
B “banhado”.
C “econômico”.
D “existência”.
E “dependência”.
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder à questão: Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente Cuidar decorre das expectativas sociais sobre o conceito cultural de família e continua a ser parte das obrigações femininas. Costuma acontecer que, nas famílias, uma mulher é escolhida como cuidadora pela pessoa de quem cuida, ou é autoescolhida, ou, ainda, exerce sua função por falta de outra opção. No Brasil, o espectro de idade delas vai de 26 a 86 anos. São mulheres que abrem mão da vida pessoal, profissional, social e afetiva. E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento, ela se empobrece do ponto de vista econômico e social e passa a ter, desde então, uma existência restrita e confinada, unicamente dedicada ao familiar em situação de dependência. As que são apoiadas por algum tipo de renda consideram esse aporte insuficiente. E as que vivem com pouca renda reduzem as opções de suporte frente à carga das necessidades. A maioria afirma que não recebe ajuda de ninguém e nenhuma recompensa econômica por sua dedicação. Cuidar sempre afeta a vida da cuidadora. Em estudos que as comparam com a população em geral, são representadas com pior saúde física, mais frequente uso de medicamentos, taxas elevadas de depressão e ansiedade, estresse, menor satisfação com a vida e sensação de sobrecarga. Existem evidências de que o comprometimento cognitivo e a doença mental do idoso são mais onerosos do que os problemas físicos para quem cuida deles. Os agravos da própria saúde mental da pessoa que acompanha o idoso frequentemente aumentam à medida do tempo gasto no cuidado. (Maria Cecília de Souza Minayo, “Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente”. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a expressão destacada pode ser substituída pelo que está entre colchetes, preservando-se o sentido original e a norma-padrão de regência.

A Cuidar decorre das [procede nas] expectativas sociais sobre o conceito cultural de família… (1º parágrafo)
B … e continua a ser parte das [constar com as] obrigações femininas. (1º parágrafo)
C … é escolhida como cuidadora pela pessoa de quem cuida [por quem assiste]… (1º parágrafo)
D São mulheres que abrem mão da [renunciam para a] vida pessoal, profissional… (2º parágrafo)
E Cuidar sempre afeta a [tem implicações na] vida da cuidadora. (3º parágrafo)
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder à questão: Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente Cuidar decorre das expectativas sociais sobre o conceito cultural de família e continua a ser parte das obrigações femininas. Costuma acontecer que, nas famílias, uma mulher é escolhida como cuidadora pela pessoa de quem cuida, ou é autoescolhida, ou, ainda, exerce sua função por falta de outra opção. No Brasil, o espectro de idade delas vai de 26 a 86 anos. São mulheres que abrem mão da vida pessoal, profissional, social e afetiva. E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento, ela se empobrece do ponto de vista econômico e social e passa a ter, desde então, uma existência restrita e confinada, unicamente dedicada ao familiar em situação de dependência. As que são apoiadas por algum tipo de renda consideram esse aporte insuficiente. E as que vivem com pouca renda reduzem as opções de suporte frente à carga das necessidades. A maioria afirma que não recebe ajuda de ninguém e nenhuma recompensa econômica por sua dedicação. Cuidar sempre afeta a vida da cuidadora. Em estudos que as comparam com a população em geral, são representadas com pior saúde física, mais frequente uso de medicamentos, taxas elevadas de depressão e ansiedade, estresse, menor satisfação com a vida e sensação de sobrecarga. Existem evidências de que o comprometimento cognitivo e a doença mental do idoso são mais onerosos do que os problemas físicos para quem cuida deles. Os agravos da própria saúde mental da pessoa que acompanha o idoso frequentemente aumentam à medida do tempo gasto no cuidado. (Maria Cecília de Souza Minayo, “Cuidar de quem cuida de idosos dependentes: por uma política necessária e urgente”. Adaptado)

Em “E, mesmo quando seu trabalho é banhado de amor e reconhecimento...” (2º parágrafo), o trecho em destaque pode ser substituído, sem prejuízo do sentido original e da correção gramatical, por:

A de fato assim que
B visto que
C desde que
D até no caso em que
E na medida em que
Texto associado
Leia o texto a seguir para responder à questão: A cultura dos macacos-pregos Nos últimos anos, os arqueólogos que trabalham na Serra da Capivara, no Piauí (um dos complexos pré-históricos mais importantes do Brasil, famoso pelas belas pinturas nas rochas), passaram a enfrentar uma nova dor de cabeça. Tanto lá quanto em outros lugares do País e do mundo, lascas de pedra simples, que sobravam do processo de fabricação de ferramentas, costumam ser um bom indício da presença de antigos seres humanos. O problema é que outra espécie de inteligência sofisticada também anda produzindo lasquinhas muito parecidas há milênios na região. Como saber quem fez o quê? O culpado por embolar o meio de campo arqueológico se chama Sapajus libidinosus: é o macaco-prego-amarelo. Os dados indicam que esses primatas andam produzindo lascas de pedra há pelo menos 3 mil anos, e é possível que isso esteja acontecendo há mais tempo ainda. Num trabalho de pesquisa constante, que vem ganhando força nos últimos vinte anos, cientistas do Brasil e de outros países estão documentando a grande versatilidade tecnológica e comportamental dos macacos-pregos. Esses primatas usam diversos recursos da natureza – por exemplo, pedras, raízes e galhinhos – como ferramentas para explorar seu ambiente, descolar comida mais nutritiva e até paquerar, e acabam assim produzindo lascas de pedra de forma não intencional. Tudo indica que essas capacidades são transmitidas culturalmente de geração em geração, podem se transformar ao longo do tempo e variam dependendo das populações de cada espécie. Isso significa que, à sua maneira, esses bichos têm se mostrado exemplos valiosos para a compreensão de como a inteligência e a cultura evoluem. (Reinaldo José Lopes, “A cultura dos macacos-pregos”, Revista Superinteressante . Adaptado)

De acordo com o texto, os arqueólogos

A pensavam que os únicos seres racionais eram os humanos e, por esse motivo, não valorizavam a cultura de outros primatas.
B consideravam a presença de lascas de pedra num local para determinar que humanos viveram ali, até descobrirem as habilidades dos macacos-pregos.
C desconheciam a espécie dos macacos-pregos, que passaram agora a ser o foco da maioria dos estudos arqueológicos.
D acreditavam que os macacos-pregos eram capazes de produzir lascas de pedras, mas descobriram que estas são produzidas apenas pelos humanos.
E imaginavam que as lascas de pedras eram de uma época muito antiga, mas descobriram que elas começaram a ser produzidas recentemente.