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Texto associado
Texto III

Quando eu for bem velhinho — continuação 2

O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito
de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa
que dá sentido e razão ao tempo como uma majes-
tade humana. Este imperador sem rivais que diz que
5 passa quando, de fato, quem passa somos nós.
Uma lenda escandinava, traduzida à luz da
análise pelo sábio das línguas e costumes euro-
-europeus Georges Dumézil, conta a história de um
camponês que, sem querer, libertou o diabo de um
10 caixote que ele transportava para um padre na sua
carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre
fazendo alguma coisa — começou a surrar o seu
involuntário libertador, perguntando ansiosamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que ele
15 construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela
ficou pronta. E logo o diabo perguntou novamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que o
diabo juntasse todos os excrementos de cavalo do
reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava
20 cumprida. Aterrorizado porque ia apanhar novamen-
te, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o
diabo recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo
era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não
conseguia alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas
25 não o tempo inteiro como ordenara o camponês.
Não tendo observado a tarefa, o diabo voltou para
a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apa-
nhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio
30 das Chagas num poema escrito nos mil seiscentos
e tanto:
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
35 ___ Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
_
40 ___ Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
_
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
45 ___ Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou
é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?

DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro
Caderno, p. 13. Adaptado.

A palavra em destaque está acentuada de acordo com a
norma-padrão em:

A É preciso prestar contas à você.
B Quanto à essa lenda, sabe-se que é escandinava.
C O diabo nunca mais voltou à Dinamarca.
D O diabo cumpriu à tarefa.
E A divulgação dessa lenda é atribuída à Georges Dumézil.

O cuidado de enfermagem que visa à continuidade do tratamento
na residência do usuário, após a alta hospitalar,
caracteriza-se como um serviço de atenção

A domiciliar
B intensiva
C secundária
D ambulatorial
E de emergência

Qual conduta de enfermagem é INADEQUADA como
cuidado ao recém-nascido com icterícia hemolítica e em
fototerapia por hiperbilirrubinemia neonatal?

A Colocar protetores oculares.
B Realizar mudança de decúbito.
C Suspender a amamentação.
D Aumentar a ingesta hídrica em 30%.
E Controlar, rigosamente, a temperatura.
Texto associado
Texto III

Quando eu for bem velhinho — continuação 2

O tempo do carnaval era obrigatório. A despeito
de todas as mudanças, ele continua sendo a pausa
que dá sentido e razão ao tempo como uma majes-
tade humana. Este imperador sem rivais que diz que
5 passa quando, de fato, quem passa somos nós.
Uma lenda escandinava, traduzida à luz da
análise pelo sábio das línguas e costumes euro-
-europeus Georges Dumézil, conta a história de um
camponês que, sem querer, libertou o diabo de um
10 caixote que ele transportava para um padre na sua
carroça. Livre e solto, o diabo — que está sempre
fazendo alguma coisa — começou a surrar o seu
involuntário libertador, perguntando ansiosamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que ele
15 construísse uma ponte de pedra e, em instantes, ela
ficou pronta. E logo o diabo perguntou novamente:
“O que devo fazer?” O camponês mandou que o
diabo juntasse todos os excrementos de cavalo do
reino da Dinamarca e, num instante, a tarefa estava
20 cumprida. Aterrorizado porque ia apanhar novamen-
te, o camponês teve a feliz ideia de mandar que o
diabo recuperasse o tempo. Sabendo que o tempo
era precioso, o diabo saiu em sua busca, mas não
conseguia alcançá-lo. Trouxe dele pedaços, mas
25 não o tempo inteiro como ordenara o camponês.
Não tendo observado a tarefa, o diabo voltou para
a caixa.
O tempo como potência impossível de ser apa-
nhada foi brilhantemente descrito por Frei Antônio
30 das Chagas num poema escrito nos mil seiscentos
e tanto:
Deus pede estrita conta de meu tempo.
E eu vou do meu tempo dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
35 ___ Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.
_
40 ___ Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!
_
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
45 ___ Chorarão, como eu, o não ter tempo...

Afinal, somos nós que brincamos o carnaval ou
é o carnaval que brinca conosco o tempo todo?

DAMATTA, R. O Globo, Rio de Janeiro, 10 fev. 2016. Primeiro
Caderno, p. 13. Adaptado.

A concordância do verbo em destaque está adequada à norma-padrão em:

A Um grupo de foliões, devidamente fantasiados de super-heróis, passaram pelas ruas do centro da cidade.
B As tarefas que o camponês impôs ao diabo deixou -o completamente atarantado.
C A pausa do carnaval continua sendo o elemento que, para as pessoas, fazem o tempo parecer uma majestade humana.
D Os que transformam a escolha em obrigação preferiria fazer justamente o oposto.
E Gostaria de saber se somos nós quem brincamos o carnaval ou se não é o contrário.
Texto associado
Considere as informações a seguir para responder às questões de n os 32 e 33.

S.R.C., 24 anos, casada, nulípara, deu entrada no Centro Obstétrico com colo apagado e dilatado para 5 cm, bolsa íntegra e, à palpação, foi identificado feto único em situação longitudinal, posição esquerda e apresentação pélvica.

Para avaliação e controle da dinâmica uterina (DU) de
S.R.C., deve ser observado o número de contrações que
ocorrem em

A 5 minutos
B 10 minutos
C 15 minutos
D 30 minutos
E 60 minutos

O modelo de Acolhimento e Classificação de Risco obstétrico
em maternidades impõe mudanças assistenciais
no(a)

A serviço de arquivo e documentação
B alojamento conjunto
C centro obstétrico
D sala pré-parto e parto
E sala de admissão hospitalar

O sono é o momento de reorganização funcional do sistema
nervoso e tem o papel de garantir o equilíbrio físico e
mental da criança.

Um dos distúrbios mais frequentes do sono infantil é a
soniloquia que significa

A terror noturno
B sono agitado
C sono insuficiente
D falar durante o sono
E andar durante o sono

Um Técnico de Enfermagem deve ser advertido por escrito
quando, transgredindo as recomendações de ordem
pessoal previstas na Norma Regulamentadora n o 32,
apresentar o seguinte comportamento:

A usar propés, gorro e máscara em área de acesso
restrito.
B alimentar-se em áreas assistenciais nos plantões
tranquilos.
C guardar sua refeição na geladeira da copa do seu
andar.
D usar jaleco ou avental sempre abotoado.
E usar uniforme privativo no centro cirúrgico.