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A experiência do adoecimento pode ser considerada desafiadora para o sujeito, na medida em que exige lidar com uma nova condição orgânica, além da readaptação emocional e subjetiva e de seus papéis sociais. Neste sentido, o processo de avaliação em Terapia Ocupacional

A deve ser elaborado de forma individual, contemplando os aspectos mais emergentes do momento que, nos processos de hospitalização, serão os clínicos ou biológicos.
B implica na compreensão deste sujeito em sua totalidade e complexidade, devendo envolver os aspectos socioculturais, dados clínicos e de desempenho ocupacional, cotidiano e subjetividade.
C exige do profissional conhecimento de todos os instrumentos e técnicas de avaliação das funções orgânicas, favorecendo a escolha mais adequada sobre qual instrumento usar a partir do conhecimento do terapeuta.
D contempla apenas as etapas pós-remissão ou cura da condição orgânica que gerou o adoecimento, conhecida como fase da reabilitação, no preparo para alta e retomada do cotidiano pelo sujeito.
E deve ser desenvolvido em equipe multiprofissional, a partir do reconhecimento de cada um dos diferentes núcleos profissionais separados: o médico avalia a condição orgânica; o psicólogo, a condição emocional e psíquica; o terapeuta ocupacional, o impacto nos papéis ocupacionais, e assim por diante.

Diversos autores apontam para a grande variedade de instrumentos de coleta e aferição para os processos avaliativos em Terapia Ocupacional. Entretanto, é consenso, nas principais publicações na área, que a avaliação em TO deve contemplar

A o perfil ocupacional e a análise do desempenho ocupacional.
B as condições socioculturais e os traumas psíquicos.
C a análise da atividade e a aplicação da Medida de Independência Funcional.
D o cotidiano e o tempo ocioso.
E o ambiente, a família e os conflitos familiares.

No contexto hospitalar, nos casos de instalação de uma incapacidade que definirá um novo status funcional ao sujeito, por exemplo, um traumatismo cranioencefálico, o uso de equipamentos de autoajuda

A não é recomendado, visto ainda não ser possível estabelecer o grau de severidade da incapacidade.
B deverá ser iniciado apenas nos casos de prescrição médica, após a avaliação das condições clínicas do paciente.
C não é indicado devido ao alto potencial de contaminação e/ou infecção.
D é recomendado imediatamente após o diagnóstico da lesão e deverá respeitar o período de luto do paciente por sua nova condição funcional.
E deverá ser iniciado ainda no período de hospitalização e ter continuidade após a alta.

Na atenção à criança hospitalizada, um dos principais recursos do cuidado em Terapia Ocupacional, no sentido de reconhecer e validar a atividade de vida diária central para a infância é

A a escolarização.
B o vínculo mãe-bebê.
C o brincar.
D a tecnologia assistiva.
E a humanização.

O uso de dispositivos de tecnologia assistiva na Terapia Ocupacional (TO) deve ser recomendado a partir de considerações de aplicação – motivo, função a ser substituída, materiais – mas, também, considerando-se os aspectos psicossociais do uso para o sujeito, que impactam diretamente na adesão ao tratamento. Assinale a alternativa que corresponde a um aspecto psicossocial referente ao uso de dispositivos de tecnologia assistiva, de acordo com os principais autores da área na TO.

A Garantir que o dispositivo respeite os princípios de mobilização nos processos cicatriciais.
B Não assumir que a intervenção tecnológica é melhor, mesmo que ela seja possível.
C Considerar que os dispositivos sempre auxiliam na auto estima do paciente.
D Não considerar a possibilidade de que um único modelo de dispositivo será adequado a diferentes indivíduos com a mesma problemática.
E Assumir que o uso do dispositivo será benéfico enquanto estiver favorecendo o desempenho ocupacional do sujeito.

Leia as definições a seguir e assinale a alternativa que nomeia, correta e respectivamente, os tipos de órteses listadas.

I. não apresenta partes móveis e geralmente imobiliza uma ou mais articulações, mantendo o segmento em uma posição específica.

II. projetada para mover ou mobilizar uma ou mais articulações. Apresenta partes móveis para permitir o controle ou a restauração do movimento.

III. projetada para bloquear o movimento de uma articulação em determinada direção e permiti-lo em outra.

IV. contém dois componentes estáticos que são conectados entre si; permitem movimento em um único plano, dentro de um arco de movimento específico e predeterminado.

A I - articulada; II - drop-out ; III - estática; IV - dinâmica.
B I - progressiva; II - articulada; III - dinâmica; IV duplo-estática.
C I - estática; II - dinâmica; III - drop-out ; IV - articulada.
D I - mecânica; II - articulada; III - estática; IV - progressiva.
E I - dinâmica; II - drop-out ; III - progressiva; IV - estática.

Grupo integrado de componentes que inclui os símbolos, recursos, estratégias e técnicas utilizadas pelo indivíduo para auxiliar o desenvolvimento do processo comunicativo. Essa definição refere-se

A ao Projeto Terapêutico Ocupacional.
B à Órtese.
C à Prótese.
D ao Sistema de Comunicação Alternativa.
E à Língua de Sinais.

Método no qual todo movimento é feito de maneira lenta e suave, na amplitude de movimento máxima em que o paciente não sinta dor; os movimentos são realizados com a utilização da consciência cinestésica; o objetivo é a pessoa tomar consciência das partes do corpo que consegue movimentar, quais as tensões e resistências que impõe ao movimento, e, com isso, aprender a executá­-los de forma que utilize os grupos musculares necessários para aquele movimento, e não sobrecarregue outros músculos, economizando energia e prevenindo outros prejuízos ao corpo. Trata-se do método:

A Bobath.
B Kabath.
C Eutonia.
D Integração sensorial.
E Self healing.

De acordo com as Diretrizes para o Cuidado das Pessoas com Doenças Crônicas nas Redes de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, o componente hospitalar será acionado

A para todo o acompanhamento da doença, devido à necessária notificação aos sistemas de vigilância epidemiológica.
B para os processos de agudização da doença crônica, que, em sua fase estabilizada, deverá ser acompanhada pelo componente da Atenção Básica.
C em nenhum momento, visto que a doença crônica é manejável quando acompanhada pela Unidade Básica de Saúde, não havendo necessidade de acionamento de níveis tecnológicos mais complexos
D para o diagnóstico correto e a prescrição medicamentosa adequada, que depois poderá ser seguida em domicílio
E para os processos de maior complexidade, tais como procedimentos cirúrgicos, investigativos e de monitoramento.

De acordo com a Terapia Ocupacional psicossocial, pautada pelas diretrizes do cuidado nas Redes de Atenção Psicossocial – RAPS, a internação em hospital geral

A deverá ser compreendida como um recurso para o processo de cuidado do sujeito e comporá seu Projeto Terapêutico Singular, em articulação com os demais serviços da RAPS.
B será utilizada sempre que o sujeito estiver em crise que envolva agitação psicomotora e/ou traga riscos ao sujeito e seu entorno.
C não compõe o rol de ações consideradas por esse modelo de TO, visto defender apenas o cuidado em liberdade, realizado em serviços substitutivos na comunidade.
D deverá ser realizada apenas com autorização judicial, visto que a Lei nº10.216 protege as pessoas com transtornos mentais de serem internadas sem a devida necessidade.
E na prática, é utilizada em último caso, apenas para as situações que envolvem a saúde clínica dos sujeitos.