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A construção de projetos de cuidado em Terapia Ocupacional em saúde mental, de acordo com os principais autores da área, implica

A no reconhecimento do modelo asilar como o mais adequado e potente para a reabilitação dos sujeitos com transtornos mentais e a atuação do terapeuta ocupacional.
B na construção compartilhada de hipóteses diagnósticas, estratégias farmacológicas e de reabilitação e inclusão social em paridade com os profissionais médicos.
C no reconhecimento da pessoa com transtorno mental como um sujeito de direitos, cuja cidadania é pré­ -condição para qualquer estratégia de cuidado.
D na negação da doença mental, invenção moderna do pós-guerra, e na compreensão ecológica da loucura, ou seja, como algo que é inerente à relação do sujeito com o seu meio.
E na capacidade do sujeito de gerir sua própria vida e sua própria doença, caracterizando o terapeuta como um mediador entre sujeito e o seu estar no mundo.

Na atenção às situações de crise em saúde mental, o reconhecimento da necessidade de atenção intensiva e contínua e a recusa dos diferentes modos de desresponsabilização dos serviços, colocam como desafio para os novos serviços de saúde mental:

A o direcionamento das situações de crise para o setor da segurança pública, cabendo aos serviços de saúde a garantia do tratamento e do acolhimento às famílias.
B a produção de uma atenção 24 horas radicalmente distinta da internação no hospital psiquiátrico.
C a criação de hospitais ou enfermarias especializados em crise, para internações de curtíssima duração.
D o corpo a corpo com o sujeito em crise no território, cabendo ao profissional a total responsabilização pelo cuidado.
E a flexibilização dos meios para garantir a internação de pessoas em crise nos hospitais psiquiátricos ainda existentes, garantido o acesso à saúde por direito

A assistência em Terapia Ocupacional sob a perspectiva do desenvolvimento da criança deve

A ter como foco a necessidade de adaptar os ambientes pelos quais a criança circula, de modo a favorecer seu processo de desenvolvimento e graduar a complexidade de estimulação.
B considerar as bases teóricas que abordam o processo de desenvolvimento e a relação da criança com o mundo externo, buscando intermediar e facilitar esse encontro.
C centrar-se nas técnicas que dão ênfase ao tratamento do que é patológico, ou seja, do que provoca dificuldades no desempenho da criança, bem como no impacto de tais dificuldades.
D partir do pressuposto de que o brincar é a atividade produtiva da criança e, por isso, o processo de reabilitação se dá principalmente a partir da criação de brincadeiras dirigidas.
E mediar a relação do bebê pré-termo junto aos adultos que compõem sua rede social, buscando estimular a interação com o meio externo, de modo a favorecer a interpretação de estímulos.

No contexto de avaliação de crianças que apresentem desordens neuromotoras, o terapeuta ocupacional deve

A dirigir sua intervenção às habilidades, no caso da abordagem bottom-up, ou aos padrões de desempenho, no caso da abordagem top-down.
B delinear o perfil de desempenho da criança e estabelecer as prioridades para a intervenção, a partir das dificuldades observadas.
C observar a simulação em consultório das atividades básicas de vida diária e intervir diretamente, propondo adaptações no cuidado ofertado pelos pais.
D validar a participação da família e da própria criança como essencial para a determinação e obtenção de resultados.
E construir suas possibilidades de intervenção correlacionando o desempenho observado ao desenvolvimento típico esperado para a idade.

Método alicerçado nos princípios da humanização e amplamente apoiado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde; considerado um tipo de assistência neonatal, em equipe de caráter interdisciplinar, que favorece maior contato e maior participação dos pais no cuidado ao recém-nascido de baixo peso; desenvolve-se em 3 fases sequenciais, desde o início do nascimento até os 7 anos de idade, e passa pela unidade de terapia intensiva neonatal, pela unidade mãe-bebê e pelo ambulatório de seguimento. Trata-se

A da Avaliação Pediátrica Multiprofissional
B da Brinquedoteca
C do Follow-up Pediátrico
D da Mãe Canguru
E da Estimulação precoce

Sobre as ações do terapeuta ocupacional no contexto da assistência na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN), é correto afirmar que

A suas intervenções têm o intuito de oferecer ao bebê um nível ótimo de estimulação, buscando ajustar os estímulos ofertados aos momentos em que o bebê apresenta sinais de retraimento.
B o atendimento individualizado aos pais deve ser priorizado e realizado em espaço extra-hospitalar, pelo fato de o processo de internação do recém-nascido ser fonte de angústia, medo, culpa e raiva, além de interferir na autonomia e na capacidade de cuidar.
C o profissional deve treinar equipe e orientar cuidadores quanto aos manuseios terapêuticos e ao posicionamento adequado do bebê, de modo a favorecer sua organização.
D seu olhar dirige-se exclusivamente ao neonato, buscando avaliar seu estado global e observar sua evolução, de modo a identificar possíveis atrasos no desenvolvimento e iniciar a estimulação precoce.
E a intervenção junto ao contexto se dá a partir de adaptações que busquem ajustar o ambiente da UTIN às necessidades de estímulo do bebê, como inserção de cores nas incubadoras e nos aventais dos profissionais.

A permanência do recém-nascido na unidade de tratamento intensivo pode dificultar a interação entre mãe e filho, prejudicar o desenvolvimento do apego e ocasionar desordens em seu relacionamento. Em relação ao desenvolvimento das relações de apego entre mãe e seu bebê, são possibilidades de intervenções do terapeuta ocupacional:

A estimular a mãe a tocar seu bebê, conversar com ele e olhá-lo no olho, orientando-a quanto ao toque adequado e favorecendo sua percepção das necessidades da criança, além de favorecer a interação e o apego emocional.
B auxiliar a mãe a expressar suas dúvidas, angústias e medos, atendendo-a em setting adequado, trabalhando o seu luto do bebê idealizado e contribuindo para a construção simbólica do bebê real, por meio de interpretações.
C sensibilizar o pai quanto à necessidade de contribuir para a organização dos cuidados à casa e à rotina, para que a chegada do bebê não sobrecarregue a mãe e para fortalecer a unidade familiar em sua distribuição de papéis.
D substituir procedimentos de cuidado ofertados pela equipe, como alimentação parenteral, sonda e/ou monitoramento, por cuidados básicos ofertados pelos pais, como troca de fralda, banho e cuidados com a pele
E orientar a equipe a reorganizar o espaço de cuidado e a rotina de procedimentos, postergando ações específicas da unidade de modo a priorizar momentos de interação dos pais com o bebê.

A brinquedoteca, prevista pela Política de Humanização do SUS, configura-se como espaço saudável nas unidades de saúde que oferecem atendimento pediátrico em regime de internação. Assinale a alternativa que descreve corretamente suas diretrizes de funcionamento.

A Sua implementação deverá ser precedida de uma divulgação e sensibilização junto à comunidade, que deverá participar do espaço, de modo a promover a ampliação de vínculos afetivos.
B Os horários de funcionamento da brinquedoteca deverão ser definidos pelo hospital, e o horário de acesso de cada criança deverá ser definido pelos pais e/ou cuidadores, em parceria com a equipe.
C Os brinquedos disponibilizados deverão remeter ao espaço da internação, de modo a facilitar o contato das crianças com os procedimentos e promover sua aceitação.
D A família e os acompanhantes das crianças internadas deverão contribuir com a organização e higiene dos brinquedos, proporcionando momentos de responsabilização de familiares.
E Para as crianças impossibilitadas de andar ou sair do leito, os profissionais deverão facilitar seu acesso às atividades desenvolvidas pela brinquedoteca, dentro das enfermarias.

Proposta da Política Nacional de Humanização cujo intuito é garantir o elo entre o paciente, sua rede social e os diversos serviços da rede de saúde, a partir da ampliação do acesso de familiares e de pessoas que compõem a rede social do paciente às unidades de internação. Trata-se

A do direito ao acompanhante.
B do grupo para familiares e cuidadores.
C da visita aberta.
D da construção da rede de apoio.
E da sala de espera.

A respeito da participação dos visitantes e acompanhantes no processo de internação hospitalar, é correto afirmar que

A visita e acompanhante são elementos de obstrução ao trabalho do hospital, compreendidos como uma demanda que precisa ser contida, pois dificulta a possibilidade de ação da equipe.
B a falta de estruturas física e profissional destinadas ao acolhimento dos visitantes e dos acompanhantes justifica a necessidade de restrição do horário de visitas e da participação dos acompanhantes no cuidado.
C sua presença favorece uma continuidade entre o contexto da vida em família e na comunidade e o ambiente hospitalar, de modo que a pessoa não desenvolva o sentimento de perda de contato com sua vida cotidiana.
D a participação de visitantes e acompanhantes no processo de avaliação contribui para melhor captar os dados do contexto de vida do paciente, afinal, diante da presença deles, a comunicação com o paciente é preterida.
E sua presença contribui para diminuição do trabalho da equipe, pois visitantes e acompanhantes também são responsáveis por observar a apresentação do paciente e registrar as mudanças observadas.