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Considerando-se os instrumentos da política fiscal e seus efeitos sobre a distribuição de renda,

A teoricamente, uma estrutura tributária regressiva pode ser corrigida por uma regressividade maior do lado do gasto público, implicando um efeito positivo na distribuição dos benefícios.
B os conceitos de déficit público representam cálculos “acima da linha”, em que se explicitam o efeito do déficit na variação da dívida pública, pela ótica do seu financiamento.
C a progressividade dos impostos sobre a renda pessoal é não apenas uma possibilidade teórica, como é imune, na prática, a isenções, deduções e abatimentos concedidos pelo governo.
D o conceito de dívida líquida do setor público é um cálculo “acima da linha”, dado pela soma das dívidas interna e externa do setor público, em todos os níveis de governo, junto ao setor privado.
E a distribuição dos benefícios dos gastos públicos varia de intensidade, de acordo com a natureza dos bens produzidos, entre públicos e semipúblicos.

Considere uma economia aberta em que o governo recolha impostos e efetue gastos. A despesa agregada da economia é representada pela seguinte relação: Y = C + I + G + X − M, cujas variáveis equivalem, respectivamente, à renda interna bruta, ao consumo agregado, ao investimento, aos gastos do governo, às exportações e às importações. A partir da contabilidade nacional,

A o produto nacional líquido equivale ao produto interno bruto descontado das reservas internacionais detidas pelo Banco Central.
B os investimentos agregados brutos equivalem ao valor da formação bruta de capital fixo descontada a depreciação do estoque de capital.
C o equilíbrio macroeconômico fundamental expressa a identidade entre o valor agregado dos investimentos e a somatória da poupança nacional e do déficit em transações correntes do balanço de pagamentos (M − X).
D o produto interno bruto, medido pela ótica da produção, equivale à soma do valor de mercado dos bens e serviços finais e intermediários.
E a mensuração do PIB pela ótica da despesa considera, em seu cálculo, o valor dos salários, lucros, juros e outras remunerações aos fatores de produção.

De acordo com a teoria microeconômica convencional, na presença de falhas de mercado, a atuação do governo pode promover ganhos de bem-estar. Portanto,

A bens públicos, no sentido microeconômico do termo, são bens e serviços que o governo impediu o setor privado de fornecer à sociedade.
B a ocorrência de externalidades positivas, tais como uma pandemia, prescinde da atuação do governo para coordenar as ações individuais na direção do bem comum.
C a regulação do preço cobrado por um monopólio natural leva a uma redução do bem-estar dos consumidores se for equiparado ao seu custo marginal de produção.
D a regulação dos mercados por parte do governo pode ser benéfica na presença de poder de mercado, como monopólios naturais ou legais que podem impor perdas substanciais de bem-estar aos consumidores.
E o atual risco de crise de abastecimento de energia elétrica no Brasil levou à adoção de sobretaxas nas tarifas de consumo, o que equivale a um imposto de Pigou, dado o seu efeito positivo sobre o meio ambiente.

Sob as condições da teoria quantitativa da moeda na equação de trocas, tem-se que

A uma variação positiva na quantidade de moeda levará a uma variação negativa na renda nacional, se sua velocidade de circulação for estável.
B uma política monetária expansionista trará impacto nulo no nível de preços, se o nível do produto e a velocidade de circulação da moeda forem estáveis.
C a multiplicação do estoque de moeda pela sua velocidade de circulação resulta na apuração da renda nominal.
D o pleno emprego faz com que uma política monetária tenha efeito sobre a renda apenas no longo prazo.
E a velocidade de circulação da moeda é instável, o que leva a uma ineficácia da política monetária para influenciar a renda nominal.

Sobre a estrutura tributária de um país,

A o critério de capacidade de contribuição propõe atribuir a cada indivíduo um ônus equivalente aos benefícios percebidos pelos programas governamentais.
B o princípio básico da equidade dá o mesmo tratamento contributivo a indivíduos considerados desiguais.
C o critério de benefício propõe repartir o ônus tributário em função das respectivas capacidades individuais de contribuição.
D o princípio da neutralidade refere-se à melhoria que o tributo promove sobre as decisões de alocação de recursos por parte dos mercados.
E a produtividade dos tributos em contribuir com a receita fiscal é medida pelos coeficientes de elasticidade de receita em relação à renda nacional para diferentes alternativas de tributação.

Com relação ao funcionamento de uma economia aberta pequena, com livre mobilidade de capitais, nível de preços internos fixo, regime de taxas de câmbio flutuantes,

A uma contração monetária provoca a depreciação da moeda nacional, reduzindo as exportações líquidas e, consequentemente, elevando a renda nacional.
B uma política fiscal expansionista não afeta a taxa de câmbio.
C a política monetária não afeta a taxa de câmbio devido à livre mobilidade de capitais, deixando a renda nacional inalterada.
D uma contração fiscal tem efeito final positivo sobre a renda nacional.
E uma expansão monetária provoca a depreciação da moeda nacional, favorecendo as exportações líquidas e, consequentemente, a renda nacional.

Em condições de concorrência perfeita, sobre a aplicação de um imposto (lump-sum) sobre o preço do bem transacionado em um mercado,

A o imposto não afeta o equilíbrio de mercado, se o governo direcionar o valor arrecadado para melhorias na infraestrutura do país.
B a quantidade demandada no mercado será igual à do equilíbrio sem aplicação do imposto.
C como o tributo elevará o preço do bem, os produtores venderão maior quantidade do bem.
D a elasticidade-renda da demanda determina sozinha a cunha fiscal.
E a cunha fiscal tem seu valor determinado pela elasticidade-preço da demanda e elasticidade-preço da oferta.

A restrição externa de um país consiste no volume de divisas estrangeiras que o país consegue atrair para si, via comércio ou fluxos de capital, de forma a financiar suas importações. No que concerne às relações econômicas internacionais de um país,

A “a lei do preço único” garante que os ganhos de comércio sejam partilhados por todos os países, uma vez que promove a livre concorrência e impede a exploração de ganhos de arbitragem.
B uma melhoria nos termos de troca entre o país e o resto do mundo implica, ceteris paribus , um agravamento da restrição externa.
C uma queda no diferencial entre as taxas de juros doméstica e internacional leva, ceteris paribus e em condições normais, a um relaxamento da restrição externa via maior influxo de capitais ao país.
D de acordo com a teoria das vantagens comparativas, a competitividade comercial das nações varia de acordo com diferenças internacionais de clima, de disponibilidade de fatores de produção e de capacidade tecnológica.
E a hipótese da deterioração dos termos de troca alega que o desenvolvimento econômico elevaria a demanda mundial por bens primários em detrimento dos bens manufaturados, uma vez que o fator terra é limitado enquanto a tecnologia baratearia crescentemente os bens manufaturados.

Sustenta-se sobre o comportamento do balanço de pagamentos sob diferentes regimes cambiais:

A Sob um sistema de taxas de câmbio fixas, um banco central permanece sempre de sobreaviso, pronto para comprar ou vender a moeda corrente interna em troca de moedas estrangeiras a um preço predeterminado.
B Na presença de ampla liquidez no mercado financeiro internacional, uma contração da renda agrava um desequilíbrio das contas externas em um regime de câmbio fixo.
C Em um regime de flutuação cambial plena e livre mobilidade de capitais, a taxa de juros determina a renda nacional por meio do investimento.
D Em um regime de câmbio flutuante, com livre mobilidade de capitais, a política monetária é passiva.
E Um regime de taxa de câmbio fixa busca manter a taxa de câmbio real constante no longo prazo, horizonte temporal este em que se admite que os preços domésticos e internacionais sejam flexíveis.

Considere os seguintes dados sobre agregados monetários informados pelo Banco Central do Brasil, relativos ao final de junho/2021:

(R$ milhões)
− Papel-moeda emitido:
340.096
− Depósitos à vista:
334.213
− Reservas bancárias:
82.117
− Papel-moeda em poder do público:
282.843

A base monetária era de

A R$ 422.213 milhões.
B R$ 674.309 milhões.
C R$ 617.056 milhões.
D R$ 622.939 milhões.
E R$ 364.960 milhões.