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De acordo com a Resolução CFP no 09, de 18 de julho de 2024, que regulamenta o exercício profissional da Psicologia, mediado por Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação (TDIC),

A a partir de 30 de agosto de 2024, é obrigatório que psicólogas e psicólogos realizem cadastro na plataforma e-Psi para oferecer atendimentos mediados por TDIC.
B o cadastro na plataforma e-Psi para atendimentos psicológicos online foi eliminado e foram revogadas resoluções anteriores sobre o tema.
C o uso de TDIC não exige cadastro porque a plataforma e-Psi se limita a contextos de emergência, não permitindo atendimentos online em situações regulares.
D a opção pelo cadastro na plataforma e-Psi fica a cargo do próprio psicólogo, com base em seu grau de domínio da tecnologia envolvida.
E profissionais de outras áreas podem oferecer serviços psicológicos mediados por TDIC, desde que se cadastrem na plataforma e-Psi.

Butler (2003, mencionada em Uziel, Nunes & Brandão, 2023) postula que gênero deve ser pensado dentro do que ela chama de “matriz de inteligibilidade”. Tal matriz é constituída pelos termos:

A carga genética, desenvolvimento psíquico, adequação social.
B nível biológico, nível psicológico, nível social.
C gênero, sexo e desejo sexual/práticas sexuais.
D emocionalidade, racionalidade, normatividade.
E corpo, identidade de gênero, performatividade.

De acordo com a Resolução CFP no 008/2020, quanto à possibilidade de quebra de sigilo profissional para assegurar o menor prejuízo, proceder a notificações compulsórias, depor em juízo e em outros casos previstos pela Lei relacionados à violência de gênero, o psicólogo deverá indicar dados sigilosos

A apenas em formulários, sistemas e equipamentos de políticas públicas correspondentes que assegurem o sigilo de informações.
B em comum acordo com o periciando, selecionando, com ele, os dados que poderão ser divulgados.
C sob o formato de petição a constar nos autos, por se tratar de violência envolvendo questões de sexualidade e gênero.
D em audiência privativa com o Magistrado, na presença apenas dos advogados e assistentes das partes envolvidas.
E sob a forma de depoimento gravado e enviado ao Ministério Público, que assegurará a confidencialidade das informações prestadas.

Durante a avaliação psicológica de uma criança em situação de suspeita de violência sexual, é fundamental identificar sinais decorrentes de possíveis abusos e a presença de transtornos infantis que costumam estar associados. Segundo Falcke (em Hutz et al, 2020), o transtorno mental mais associado a abuso sexual infantil, chegando a acometer 50% das vítimas, é

A transtorno de depressão maior.
B depressão associada a sentimentos de culpa.
C transtorno de estresse pós-traumático.
D crises de ansiedade generalizada.
E transtorno antissocial.

Durante uma sessão de terapia, Murilo, um senhor de 67 anos, casado, com filhos, revela ao psicólogo que esconde sua orientação sexual de sua família desde a juventude e que gostaria de revelá-la aos familiares, mas teme a rejeição. Com base nas Resoluções CFP no 001/1999 e no 008/2020, o psicólogo deve

A orientar Murilo a revelar sua orientação sexual à família, destacando a necessidade de usufruir de sua sexualidade pelo tempo de vida que lhe resta.
B voluntariar-se para informar a família sobre a orientação sexual de Murilo, a fim de poupá-lo das reações emocionais que tal revelação provocaria.
C sugerir uma terapia de reorientação sexual para ajudá-lo a se conformar às expectativas de sua família e da sociedade.
D oferecer um espaço de acolhimento e escuta, respeitando seu tempo e decisões, e reforçando o direito de vivenciar sua orientação sexual de forma autêntica.
E explorar, junto a Murilo, a possibilidade de que ele estabeleça uma relação homossexual paralela à vida familiar para vivenciar sua sexualidade.

Em uma instituição de ensino superior, estudantes do curso de Psicologia demonstram resistência à abordagem da morte nas disciplinas curriculares. Relatam desconforto, evitamento e insegurança ao discutir perdas, luto e processos de finitude. Alguns docentes defendem que a formação técnico-científica deve priorizar conteúdos objetivos, evitando temáticas subjetivas como a morte por considerá-las desestabilizadoras e não essenciais à qualificação profissional. Com base na obra de Júlia Kovács

( 2003 ), a postura desses docentes revela, em termos institucionais,

A uma concepção pedagógica moderna e funcional, que reconhece a complexidade da subjetividade e opta por abordagens técnicas como forma de assegurar estabilidade emocional durante a formação.
B a valorização da experiência pessoal como principal referência para o manejo do luto, o que dispensa sua inclusão nos currículos universitários e garante flexibilidade emocional aos estudantes.
C a adaptação adequada da formação às exigências do mercado, que privilegia competências técnicas e evita temas sensíveis por não contribuírem diretamente para a performance profissional.
D a implementação de uma estratégia educativa centrada na racionalidade emocional, que prevê a integração da teoria a partir de vivências nas práticas profissionais diretamente associadas a experiências de morte.
E a adoção de um modelo formativo centrado na racionalidade técnica, que, ao suprimir a dimensão simbólica da morte, fragiliza o preparo ético e emocional dos futuros profissionais para lidar com o sofrimento e a finitude.

Durante seu plantão em uma Unidade de Terapia Intensiva, uma psicóloga hospitalar é acionada para atender a família de um paciente em estado grave, intubado e sem previsão de melhora. A equipe médica já comunicou à família o prognóstico reservado. A esposa do paciente manifesta sentimentos de culpa, raiva e medo, e solicita “respostas mais concretas” sobre a evolução clínica do marido. Com base na obra de B. W. Romano

( 2001 ), essa situação exige do psicólogo

A o encaminhamento imediato da família ao serviço de psiquiatria, dado que reações como raiva e culpa diante de situações extremas demandam prescrição de medicação que não cabe à psicologia hospitalar autorizar.
B a mediação da comunicação entre equipe médica e família, atuando como facilitador do vínculo, acolhendo emoções, escutando demandas e promovendo suporte diante da vivência de perda iminente.
C a explicação clara sobre os protocolos médicos e o quadro clínico do paciente, para garantir que a família tenha informações suficientes para compreender tecnicamente a gravidade da situação.
D a intervenção com foco na resignação emocional da família, utilizando técnicas de dessensibilização para reduzir o impacto emocional da possibilidade de morte do paciente sobre os familiares.
E a delimitação de sua atuação ao paciente, considerando que o cuidado psicológico aos familiares extrapola os limites éticos da psicologia clínica hospitalar em caso de paciente internado em unidade de terapia intensiva.

De acordo com B. W. Romano

( 2001 ), a atuação do psicólogo hospitalar junto à família do paciente hospitalizado deve considerar que

A a hospitalização transfere o foco do cuidado para a equipe de saúde, reduzindo o envolvimento afetivo e prático da família ao longo do processo de internação.
B a função do psicólogo junto à família é prescritiva, orientando diretamente a divisão de tarefas e a organização das funções parentais e conjugais.
C a intervenção do psicólogo deve se limitar ao paciente, partindo do princípio de que ele reúne as principais demandas de suporte físico e emocional.
D o adoecimento tende a ativar conflitos e emoções intensas no grupo familiar, exigindo escuta qualificada e sensibilidade clínica às suas dinâmicas internas.
E a experiência de internação frequentemente mobiliza a coesão familiar, fortalecendo os vínculos e facilitando a elaboração conjunta da situação vivida.

De acordo com Schultz e Schultz

( 2021 ), ao se avaliar a personalidade humana, é fundamental considerar que

A instrumentos baseados em autorrelato dispensam adaptações culturais, pois se fundamentam em características universais da estrutura psíquica humana.
B a padronização dos instrumentos garante sua validade transcultural, desde que os avaliadores sigam rigorosamente os procedimentos estabelecidos.
C a cultura molda tanto a expressão quanto a percepção da personalidade, exigindo que métodos avaliativos considerem valores, normas e expectativas sociais do grupo avaliado.
D técnicas projetivas sofrem pouca influência cultural, já que acessam conteúdos inconscientes que são semelhantes entre diferentes populações.
E diferenças culturais devem ser reconhecidas, mas não interferem de modo significativo na mensuração dos traços básicos da personalidade.

Schultz e Schultz

( 2021 ) apontam que uma das grandes limitações do método experimental para o estudo da personalidade é a impossibilidade desse método de

A assegurar que os sujeitos se comportem da mesma forma em contextos reais e artificiais.
B possibilitar inferências estatísticas a partir dos dados coletados em ambientes controlados.
C permitir o controle de variáveis associadas a comportamentos naturais dos participantes.
D viabilizar estudos com populações clínicas portadoras de diferentes patologias.
E adotar instrumentos quantitativos que não sejam contaminados pela subjetividade.