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O trabalho desenvolvido pelo terapeuta ocupacional na reabilitação cardíaca é aconselhar e educar os pacientes na execução das atividades diárias. Esse trabalho tem que ser dirigido de forma dinâmica, visando-se ao contexto geral, como um meio para abordar a pessoa com dificuldade de funcionar no mundo das relações, e não somente como uma técnica para tratar uma doença. Com relação a esse assunto, julgue o próximo item.
Na classificação funcional de doenças cardíacas, enquadramse na classe 1 os pacientes que apresentam incapacidade de realizar qualquer atividade física sem desconforto e sintomas de insuficiência cardíaca ou da síndrome anginosa, mesmo em repouso.

A Certo
B Errado

Acerca dos procedimentos terapêuticos ocupacionais em pacientes oncológicos hospitalizados, julgue o item subsequente.
A terapia ocupacional deve ser estendida a todos os pacientes hospitalizados, independentemente do declínio funcional e da modificação das atividades cotidianas e ocupacionais do paciente.

A Certo
B Errado

Acerca dos procedimentos terapêuticos ocupacionais em pacientes oncológicos hospitalizados, julgue o item subsequente.
O objetivo geral do terapeuta ocupacional é minimizar o impacto do adoecimento e da hospitalização no cotidiano do paciente, por meio da ampliação e melhoria do desempenho ocupacional e da qualidade de vida, ainda que o paciente esteja em condições de fragilidade.

A Certo
B Errado

A meta da reabilitação pulmonar é estabilizar ou reverter o processo da doença e retornar as funções do paciente ao máximo de sua capacidade. Com relação às técnicas de tratamento utilizadas pelo terapeuta ocupacional na reabilitação pulmonar, julgue o item a seguir.
Exalar sem esforço é um princípio de respiração para pessoas com comprometimento cardíaco ou pulmonar e consiste em técnica altamente eficiente no que diz respeito à energia, além de ajudar a controlar as respostas da pressão arterial sistólica (PAS) à atividade.

A Certo
B Errado

Com relação aos critérios de elegibilidade comuns entre as áreas para o processo de terapia ocupacional hospitalar, julgue o item a seguir.
Pacientes com alterações de humor e psicoses são inaptos para a realização de terapia ocupacional.

A Certo
B Errado

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), os tumores pediátricos são doenças raras e correspondem a apenas 1% a 3% do total de neoplasias no mundo. Acerca dos cuidados relacionados ao câncer pediátrico, julgue o item a seguir.
O terapeuta ocupacional, na oncologia pediátrica em contexto hospitalar, pode adotar o modelo da ocupação humana, segundo o qual a ocupação é o aspecto central da experiência humana, de modo que envolve a volição dos indivíduos, seus hábitos e seu desempenho de vida.

A Certo
B Errado

O modelo de desenvolvimento proposto pela Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) da Organização Mundial da Saúde considera

A que o desenvolvimento saudável resulta da interação entre os aspectos biológicos individuais e aspectos do contexto social, tais como fatores ambientais e nível de participação.
B o fator ambiental como determinante para a avaliação do desenvolvimento, ou seja, o desenvolvimento pode ser considerado normal em determinado contexto e anormal em outro.
C o desenvolvimento normal como um fator determinante para a participação social dos sujeitos na comunidade e o contrário como um impeditivo para uma vida plena.
D ultrapassada a noção de desenvolvimento biológico individual, devendo os governos e sistemas de saúde investirem na construção de cidades acolhedoras e sem barreiras arquitetônicas.
E que o desenvolvimento sadio é consequência de um estilo de vida saudável, em ambiente ecológico, tal como os encontrados em países desenvolvidos.

A Lista de Identificação de Papéis Ocupacionais é um instrumento de avaliação padronizado da Terapia Ocupacional, que

A avalia a quantidade e a intensidade de participação em papéis ocupacionais definidos pelo sujeito em tratamento, a partir da própria percepção.
B define 15 papéis ocupacionais ao todo, distribuídos ao longo de todos os ciclos de vida do ser humano, e objetiva, com sua aplicação, estabelecer metas para o tratamento a partir de cada papel ocupacional e o que se espera dele.
C apresenta 10 papéis ocupacionais definidos separadamente e permite coletar dados sobre a percepção individual quanto à participação em papéis ocupacionais ao longo da vida.
D objetiva avaliar o grau de satisfação do sujeito em suas diversas ocupações e, a partir dessa avaliação, definir os papéis ocupacionais centrais para o processo de reabilitação.
E apresenta uma lista de 8 papéis ocupacionais graduados de acordo com a faixa etária do indivíduo e o grau de funcionalidade e contratualidade desempenhado em cada nível, objetivando a definição de metas para o tratamento.

A experiência do adoecimento pode ser considerada desafiadora para o sujeito, na medida em que exige lidar com uma nova condição orgânica, além da readaptação emocional e subjetiva e de seus papéis sociais. Neste sentido, o processo de avaliação em Terapia Ocupacional

A deve ser elaborado de forma individual, contemplando os aspectos mais emergentes do momento que, nos processos de hospitalização, serão os clínicos ou biológicos.
B implica na compreensão deste sujeito em sua totalidade e complexidade, devendo envolver os aspectos socioculturais, dados clínicos e de desempenho ocupacional, cotidiano e subjetividade.
C exige do profissional conhecimento de todos os instrumentos e técnicas de avaliação das funções orgânicas, favorecendo a escolha mais adequada sobre qual instrumento usar a partir do conhecimento do terapeuta.
D contempla apenas as etapas pós-remissão ou cura da condição orgânica que gerou o adoecimento, conhecida como fase da reabilitação, no preparo para alta e retomada do cotidiano pelo sujeito.
E deve ser desenvolvido em equipe multiprofissional, a partir do reconhecimento de cada um dos diferentes núcleos profissionais separados: o médico avalia a condição orgânica; o psicólogo, a condição emocional e psíquica; o terapeuta ocupacional, o impacto nos papéis ocupacionais, e assim por diante.

Diversos autores apontam para a grande variedade de instrumentos de coleta e aferição para os processos avaliativos em Terapia Ocupacional. Entretanto, é consenso, nas principais publicações na área, que a avaliação em TO deve contemplar

A o perfil ocupacional e a análise do desempenho ocupacional.
B as condições socioculturais e os traumas psíquicos.
C a análise da atividade e a aplicação da Medida de Independência Funcional.
D o cotidiano e o tempo ocioso.
E o ambiente, a família e os conflitos familiares.