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No contexto hospitalar, nos casos de instalação de uma incapacidade que definirá um novo status funcional ao sujeito, por exemplo, um traumatismo cranioencefálico, o uso de equipamentos de autoajuda

A não é recomendado, visto ainda não ser possível estabelecer o grau de severidade da incapacidade.
B deverá ser iniciado apenas nos casos de prescrição médica, após a avaliação das condições clínicas do paciente.
C não é indicado devido ao alto potencial de contaminação e/ou infecção.
D é recomendado imediatamente após o diagnóstico da lesão e deverá respeitar o período de luto do paciente por sua nova condição funcional.
E deverá ser iniciado ainda no período de hospitalização e ter continuidade após a alta.

Na atenção à criança hospitalizada, um dos principais recursos do cuidado em Terapia Ocupacional, no sentido de reconhecer e validar a atividade de vida diária central para a infância é

A a escolarização.
B o vínculo mãe-bebê.
C o brincar.
D a tecnologia assistiva.
E a humanização.

O uso de dispositivos de tecnologia assistiva na Terapia Ocupacional (TO) deve ser recomendado a partir de considerações de aplicação – motivo, função a ser substituída, materiais – mas, também, considerando-se os aspectos psicossociais do uso para o sujeito, que impactam diretamente na adesão ao tratamento. Assinale a alternativa que corresponde a um aspecto psicossocial referente ao uso de dispositivos de tecnologia assistiva, de acordo com os principais autores da área na TO.

A Garantir que o dispositivo respeite os princípios de mobilização nos processos cicatriciais.
B Não assumir que a intervenção tecnológica é melhor, mesmo que ela seja possível.
C Considerar que os dispositivos sempre auxiliam na auto estima do paciente.
D Não considerar a possibilidade de que um único modelo de dispositivo será adequado a diferentes indivíduos com a mesma problemática.
E Assumir que o uso do dispositivo será benéfico enquanto estiver favorecendo o desempenho ocupacional do sujeito.

Leia as definições a seguir e assinale a alternativa que nomeia, correta e respectivamente, os tipos de órteses listadas.

I. não apresenta partes móveis e geralmente imobiliza uma ou mais articulações, mantendo o segmento em uma posição específica.

II. projetada para mover ou mobilizar uma ou mais articulações. Apresenta partes móveis para permitir o controle ou a restauração do movimento.

III. projetada para bloquear o movimento de uma articulação em determinada direção e permiti-lo em outra.

IV. contém dois componentes estáticos que são conectados entre si; permitem movimento em um único plano, dentro de um arco de movimento específico e predeterminado.

A I - articulada; II - drop-out ; III - estática; IV - dinâmica.
B I - progressiva; II - articulada; III - dinâmica; IV duplo-estática.
C I - estática; II - dinâmica; III - drop-out ; IV - articulada.
D I - mecânica; II - articulada; III - estática; IV - progressiva.
E I - dinâmica; II - drop-out ; III - progressiva; IV - estática.

Grupo integrado de componentes que inclui os símbolos, recursos, estratégias e técnicas utilizadas pelo indivíduo para auxiliar o desenvolvimento do processo comunicativo. Essa definição refere-se

A ao Projeto Terapêutico Ocupacional.
B à Órtese.
C à Prótese.
D ao Sistema de Comunicação Alternativa.
E à Língua de Sinais.

Método no qual todo movimento é feito de maneira lenta e suave, na amplitude de movimento máxima em que o paciente não sinta dor; os movimentos são realizados com a utilização da consciência cinestésica; o objetivo é a pessoa tomar consciência das partes do corpo que consegue movimentar, quais as tensões e resistências que impõe ao movimento, e, com isso, aprender a executá­-los de forma que utilize os grupos musculares necessários para aquele movimento, e não sobrecarregue outros músculos, economizando energia e prevenindo outros prejuízos ao corpo. Trata-se do método:

A Bobath.
B Kabath.
C Eutonia.
D Integração sensorial.
E Self healing.

De acordo com as Diretrizes para o Cuidado das Pessoas com Doenças Crônicas nas Redes de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, o componente hospitalar será acionado

A para todo o acompanhamento da doença, devido à necessária notificação aos sistemas de vigilância epidemiológica.
B para os processos de agudização da doença crônica, que, em sua fase estabilizada, deverá ser acompanhada pelo componente da Atenção Básica.
C em nenhum momento, visto que a doença crônica é manejável quando acompanhada pela Unidade Básica de Saúde, não havendo necessidade de acionamento de níveis tecnológicos mais complexos
D para o diagnóstico correto e a prescrição medicamentosa adequada, que depois poderá ser seguida em domicílio
E para os processos de maior complexidade, tais como procedimentos cirúrgicos, investigativos e de monitoramento.

De acordo com a Terapia Ocupacional psicossocial, pautada pelas diretrizes do cuidado nas Redes de Atenção Psicossocial – RAPS, a internação em hospital geral

A deverá ser compreendida como um recurso para o processo de cuidado do sujeito e comporá seu Projeto Terapêutico Singular, em articulação com os demais serviços da RAPS.
B será utilizada sempre que o sujeito estiver em crise que envolva agitação psicomotora e/ou traga riscos ao sujeito e seu entorno.
C não compõe o rol de ações consideradas por esse modelo de TO, visto defender apenas o cuidado em liberdade, realizado em serviços substitutivos na comunidade.
D deverá ser realizada apenas com autorização judicial, visto que a Lei nº10.216 protege as pessoas com transtornos mentais de serem internadas sem a devida necessidade.
E na prática, é utilizada em último caso, apenas para as situações que envolvem a saúde clínica dos sujeitos.

A construção de projetos de cuidado em Terapia Ocupacional em saúde mental, de acordo com os principais autores da área, implica

A no reconhecimento do modelo asilar como o mais adequado e potente para a reabilitação dos sujeitos com transtornos mentais e a atuação do terapeuta ocupacional.
B na construção compartilhada de hipóteses diagnósticas, estratégias farmacológicas e de reabilitação e inclusão social em paridade com os profissionais médicos.
C no reconhecimento da pessoa com transtorno mental como um sujeito de direitos, cuja cidadania é pré­ -condição para qualquer estratégia de cuidado.
D na negação da doença mental, invenção moderna do pós-guerra, e na compreensão ecológica da loucura, ou seja, como algo que é inerente à relação do sujeito com o seu meio.
E na capacidade do sujeito de gerir sua própria vida e sua própria doença, caracterizando o terapeuta como um mediador entre sujeito e o seu estar no mundo.

Na atenção às situações de crise em saúde mental, o reconhecimento da necessidade de atenção intensiva e contínua e a recusa dos diferentes modos de desresponsabilização dos serviços, colocam como desafio para os novos serviços de saúde mental:

A o direcionamento das situações de crise para o setor da segurança pública, cabendo aos serviços de saúde a garantia do tratamento e do acolhimento às famílias.
B a produção de uma atenção 24 horas radicalmente distinta da internação no hospital psiquiátrico.
C a criação de hospitais ou enfermarias especializados em crise, para internações de curtíssima duração.
D o corpo a corpo com o sujeito em crise no território, cabendo ao profissional a total responsabilização pelo cuidado.
E a flexibilização dos meios para garantir a internação de pessoas em crise nos hospitais psiquiátricos ainda existentes, garantido o acesso à saúde por direito