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Carlos, 35 anos, apresenta paraplegia decorrente de lesão medular ocasionada por acidente automobilístico. Possui bom controle de tronco, força preservada nos membros superiores e boa cognição. Vive sozinho em um apartamento com elevador e realiza todas as suas atividades de forma independente. Relata necessidade de uma cadeira de rodas que proporcione maior mobilidade e facilidade de transporte, já que se desloca com frequência para o trabalho e atividades sociais. Expressa ainda preocupação com o risco de sobrecarga nos ombros, preferindo um modelo que exija menor esforço na propulsão manual e seja disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com base nas informações do caso, o modelo de cadeira de rodas mais indicado para Carlos é a

A cadeira de rodas com estrutura em monobloco.
B cadeira de rodas tipo carrinho.
C cadeira de rodas com estrutura em X.
D cadeira de rodas com tilt .
E cadeira de rodas Stair climbing .

Assinale a opção que apresenta um dispositivo de tecnologia assistiva voltado para Atividade Instrumental de Vida Diária (AIVD).

A Talher com cabo engrossado e angulação ajustável para facilitar a alimentação.
B Copo com alça bilateral e recorte para facilitar a ingestão de líquidos com limitação de mobilidade cervical.
C Talheres com contrapeso para auxiliar a alimentação de pessoas com controle motor reduzido.
D Prato com borda elevada e base antiderrapante para uso independente durante as refeições.
E Tábua de apoio com pinos e fixadores para corte e preparo de alimentos para pessoas com hemiparesia.

Marina, uma criança de 6 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), é não verbal. Ela demonstra interesse em interagir com seus pais e colegas na escola, mas frequentemente se frustra por não conseguir comunicar suas vontades, necessidades ou responder a perguntas simples. Seus pais procuram um terapeuta ocupacional para explorar opções de comunicação alternativa e suplementar, e o profissional considera introduzir um aplicativo em um tablet para auxiliar Marina. Com base no caso, a recomendação correta para a seleção de um aplicativo de comunicação alternativa para Marina é

A escolher o aplicativo "Prancha Fácil", pois além de ser gratuito foi desenvolvido por uma universidade, o que, por si só, atestaria sua adequação ao caso de Marina.
B realizar uma avaliação detalhada das necessidades comunicacionais de Marina, suas habilidades motoras, cognitivas e sensoriais, além dos contextos de uso, para indicar a solução mais adequada.
C selecionar um aplicativo que funcione com sistema de varredura e acionadores externos, tendo em vista que esta é a modalidade de acesso indicada para todas as crianças não verbais.
D priorizar aplicativos pagos, porque sabe-se que o custo elevado é indicativo de maior qualidade por possibilitar maior personalização.
E indicar pranchas impressas como solução definitiva, considerando que o uso de tecnologia digital é desnecessário para crianças em idade pré-escolar.

Renata, 33 anos, sofreu um acidente de trabalho ao cair de um andaime, resultando em lesão medular com tetraplegia no nível neurológico C7. Na avaliação inicial realizada pela terapeuta ocupacional, observou-se boa função do tríceps braquial e capacidade de realizar transferências com supervisão, utilizando a técnica de deslizamento lateral. O instrumento mais adequado para avaliar o desempenho funcional de Renata, incluindo atividades de vida diária (AVDs), mobilidade e aspectos relacionados à independência, é a(o)

A Escala de Ashworth modificada.
B brSCIM-SR (Spinal Cord Independence Measure – versão Brasileira).
C Mini Exame do Estado Mental (MEEM).
D MoCA (Montreal Cognitive Assessment).
E DASH (Disabilities of the Arm, Shoulder and Hand).

Avalie as afirmativas a seguir sobre o atendimento à pessoa com Acidente Vascular Cerebral (AVC) na fase aguda, no contexto hospitalar, com foco na atuação da Terapia Ocupacional, e assinale (V) para a verdadeira ou (F) para a falsa.

( ) A fase aguda do AVC compreende o período entre 1 e 7 dias após o evento e faz parte do momento crítico para a neuroplasticidade.

( ) A reabilitação interdisciplinar, com participação da Terapia Ocupacional, deve ser iniciada o mais precocemente possível para favorecer a recuperação funcional.

( ) Na fase aguda do AVC, é contraindicado estimular o membro superior parético com estímulos sensoriais, pois isso pode aumentar a espasticidade.

( ) A hipotonia é comum nos primeiros dias após o AVC e pode evoluir para hipertonia, caracterizada por aumento da resistência à movimentação passiva. As afirmativas são, respectivamente,

A V – V – F – V.
B V – F – F – V.
C F – F – V – F.
D V – F – V – F.
E F – V – V – F.

Sobre a reabilitação psicossocial no campo da saúde mental, é correto afirmar que

A trata-se de uma técnica terapêutica padronizada voltada à adaptação funcional do sujeito ao ambiente hospitalar.
B está fundamentada exclusivamente nos modelos de treinamento de habilidades sociais e programas psicoeducativos.
C é um processo técnico centrado na redução de sintomas e na normalização do comportamento.
D é um processo complexo, ético e político, que visa à reconstrução do cotidiano e à ampliação da cidadania do sujeito em sofrimento psíquico.
E refere-se à reintegração institucional do sujeito, priorizando sua segurança e estabilidade em espaços protegidos tais como hospitais-dia e CAPS III.

A atuação da Terapia Ocupacional nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) insere-se em um modelo substitutivo ao hospital psiquiátrico, integrando a rede de cuidados em saúde mental. Considerando a organização dos CAPS e seu papel na reabilitação psicossocial, é correto afirmar que

A os CAPS funcionam como unidades fechadas de internação psiquiátrica, com foco prioritário no atendimento clínico medicamentoso.
B a atuação da Terapia Ocupacional nos CAPS deve restringir-se às práticas ocupacionais individualizadas em consultório, priorizando o controle sintomático.
C os CAPS são serviços territoriais e devem estar articulados a outras redes sociais, possibilitando cuidados intensivos e ações de reabilitação psicossocial.
D os CAPS I, II e III têm a mesma estrutura, número de profissionais e tempo de funcionamento, sendo diferenciados apenas pelo público atendido.
E os CAPS foram implantados para atender pessoas com transtornos mentais leves e moderados, não sendo voltados ao cuidado de situações mais graves.

Avalie as afirmativas a seguir sobre a atuação do terapeuta ocupacional na aplicação do ABCDEF bundle na UTI e assinale (V) para verdadeira e (F) para a falsa.

( ) O uso da Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) pode apoiar a expressão da dor, alinhando-se ao componente A.

( ) O terapeuta ocupacional é responsável por coordenar os testes diários de despertar e respiração, relativos ao componente B.

( ) Ao promover mobilização precoce, o TO contribui para o componente E.

( ) O terapeuta ocupacional não tem contribuição para o componente F. As afirmativas são, respectivamente,

A V – F – V – F.
B F – V – F – V.
C V – F – F – V.
D F – F – V – V.
E V – V – F – F.

No contexto da UTI, o terapeuta ocupacional implementa Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) para pacientes com restrição na comunicação verbal. Com base nesse cenário, a melhor prática para selecionar recursos de CAA é

A escolher o dispositivo apenas com base no prontuário.
B avaliar as habilidades sensório-motoras, cognitivas e comportamentais do paciente.
C priorizar tablets ou celulares, independentemente da condição do paciente por conta da facilidade de higienização.
D considerar a participação da família apenas como um complemento, sem importância no processo.
E limitar o uso da CAA a pacientes com estabilidade cognitiva total durante a internação.

No contexto da Terapia Ocupacional hospitalar, a avaliação multidimensional do paciente deve considerar instrumentos e procedimentos que possibilitem identificar aspectos funcionais, cognitivos, emocionais e sociais. Entre os instrumentos listados a seguir, assinale aquele cuja principal finalidade é mensurar o grau de independência funcional nas atividades de cuidado pessoal, mobilidade e locomoção.

A Palliative Outcome Scale (POS Br).
B Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HAD-S).
C Miniexame do Estado Mental (MEEM).
D Escala de Depressão Geriátrica (GDS).
E Índice de Barthel.