A palavra salário vem mesmo de “sal”?
1 Vem. A explicação mais popular diz que os soldados da Roma Antiga recebiam seu ordenado na forma de sal. Faz sentido. O dinheiro como o conhecemos surgiu no século 7 a.C., na forma de discos de metal precioso (moedas), e só foi adotado em Roma 300 anos depois.
2 Antes disso, o que fazia o papel de dinheiro eram itens não perecíveis e que tinham demanda garantida: barras de cobre (fundamentais para a fabricação de armas), sacas de grãos, pepitas de ouro (metal favorito para ostentar como enfeite), prata (o ouro de segunda divisão) e, sim, o sal.
3 Num mundo sem geladeiras, o cloreto de sódio era o que garantia a preservação da carne. A demanda por ele, então, tendia ao infinito. Ter barras de sal em casa funcionava como poupança. Você poderia trocá-las pelo que quisesse, a qualquer momento.
4 As moedas, bem mais portáteis, acabariam se tornando o grande meio universal de troca – seja em Roma, seja em qualquer outro lugar. Mas a palavra “salário” segue viva, como um fóssil etimológico.
5 Só há um detalhe: não há evidência de que soldados romanos recebiam mesmo um ordenado na forma de sal. Roma não tinha um exército profissional no século 4 a.C. A força militar da época era formada por cidadãos comuns, que abandonavam seus afazeres voluntariamente para lutar em tempos de guerra (questão de sobrevivência).
6 A ideia de que havia pagamentos na forma de sal vem do historiador Plínio, o Velho (um contemporâneo de Jesus Cristo). Ele escreveu o seguinte: “Sal era uma das honrarias que os soldados recebiam após batalhas bem-sucedidas. Daí vem nossa palavra salarium.” Ou seja: o sal era um bônus para voluntários, não um salário para valer. Quando Roma passou a ter uma força militar profissional e permanente, no século 3 a.C., o soldo já era mesmo pago na forma de moedas.
VERSIGNASSI, A. A palavra salário vem mesmo de “sal”?
VC S/A, São Paulo: Abril, p. 67, Jun. 2021. Adaptado.
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Texto associado
Privacidade digital: quais são os limites
1 ____ Atualmente, somos mais de 126,4 milhões de
brasileiros usuários de internet, representando cerca
de 69,8% da população com 10 anos ou mais. Ao redor
do mundo, cerca de 4 bilhões de pessoas usam a
rede mundial, sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso
pelo smartphone .
2 ____ Nesse cenário, pensar em privacidade digital é
(quase) utópico. Uma vez na rede, a informação está
registrada para sempre: deixamos rastros que podem
ser descobertos a qualquer momento.
3 ____ Ainda assim, mesmo diante de tamanha expo-
sição, essa é uma discussão que precisa ser feita.
Ela é importante, inclusive, para trazer mais clareza
e consciência para os usuários. Vale lembrar, por
exemplo, que não são apenas as redes sociais que
expõem as pessoas. Infelizmente, basta ter um en-
dereço de e-mail para ser rastreado por diferentes
empresas e provedores.
4 ____ A questão central não se resume somente à política
de privacidade das plataformas X ou Y, mas, sim,
ao modo como cada sociedade vem paulatinamente
estruturando a sua política de proteção de dados.
5 ____ A segurança da informação já se transformou
em uma área estratégica para qualquer tipo de em-
presa. Independentemente da demanda de armaze-
namento de dados de clientes, as organizações têm
um universo de dados institucionais que precisam ser
salvaguardados.
6 ____ Estamos diante de uma realidade já configurada:
a coleta de informações da internet não para, e esse
é um caminho sem volta. Agora, a questão é: nós,
clientes, estamos prontos e dispostos a definir o limi-
te da privacidade digital? O interesse maior é nosso!
Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumi-
dor, se ele assim quiser? O conteúdo é realmente
do usuário?
7 ____ Se considerarmos a atmosfera das redes so-
ciais, muito possivelmente não. Isso porque, em-
bora muitas pessoas não saibam, a maioria das redes
sociais prevê que, a partir do momento em que um
conteúdo é postado, ele faz parte da rede e não é
mais do usuário.
8 ____ Daí a importância da conscientização. É preciso
que tanto clientes como empresas busquem mais in-
formação e conteúdo técnico sobre o tema. Às organizações,
cabe o desafio de orientar seus clientes, já
que, na maioria das vezes, eles não sabem quais são
os limites da privacidade digital.
9 ____ Vivemos em uma época em que todo mundo
pode falar permanentemente o que quer. Nesse
contexto, a informação deixou de ser algo confiável
e cabe a cada um de nós aprender a ler isso e se
proteger. Precisamos de consciência, senso crítico,
responsabilidade e cuidado para levar a internet a um
outro nível. É fato que ela não é segura, a questão,
então, é como usá-la de maneira mais inteligente e
contribuir para fortalecer a privacidade digital? Essa é
uma causa comum a todos os usuários da rede.
Disponível em: . 7/04/2019. Acesso em: 3 fev. 2021.Adaptado.
1 ____ Atualmente, somos mais de 126,4 milhões de
brasileiros usuários de internet, representando cerca
de 69,8% da população com 10 anos ou mais. Ao redor
do mundo, cerca de 4 bilhões de pessoas usam a
rede mundial, sendo que 2,9 bilhões delas fazem isso
pelo smartphone .
2 ____ Nesse cenário, pensar em privacidade digital é
(quase) utópico. Uma vez na rede, a informação está
registrada para sempre: deixamos rastros que podem
ser descobertos a qualquer momento.
3 ____ Ainda assim, mesmo diante de tamanha expo-
sição, essa é uma discussão que precisa ser feita.
Ela é importante, inclusive, para trazer mais clareza
e consciência para os usuários. Vale lembrar, por
exemplo, que não são apenas as redes sociais que
expõem as pessoas. Infelizmente, basta ter um en-
dereço de e-mail para ser rastreado por diferentes
empresas e provedores.
4 ____ A questão central não se resume somente à política
de privacidade das plataformas X ou Y, mas, sim,
ao modo como cada sociedade vem paulatinamente
estruturando a sua política de proteção de dados.
5 ____ A segurança da informação já se transformou
em uma área estratégica para qualquer tipo de em-
presa. Independentemente da demanda de armaze-
namento de dados de clientes, as organizações têm
um universo de dados institucionais que precisam ser
salvaguardados.
6 ____ Estamos diante de uma realidade já configurada:
a coleta de informações da internet não para, e esse
é um caminho sem volta. Agora, a questão é: nós,
clientes, estamos prontos e dispostos a definir o limi-
te da privacidade digital? O interesse maior é nosso!
Esse limite poderia ser dado pelo próprio consumi-
dor, se ele assim quiser? O conteúdo é realmente
do usuário?
7 ____ Se considerarmos a atmosfera das redes so-
ciais, muito possivelmente não. Isso porque, em-
bora muitas pessoas não saibam, a maioria das redes
sociais prevê que, a partir do momento em que um
conteúdo é postado, ele faz parte da rede e não é
mais do usuário.
8 ____ Daí a importância da conscientização. É preciso
que tanto clientes como empresas busquem mais in-
formação e conteúdo técnico sobre o tema. Às organizações,
cabe o desafio de orientar seus clientes, já
que, na maioria das vezes, eles não sabem quais são
os limites da privacidade digital.
9 ____ Vivemos em uma época em que todo mundo
pode falar permanentemente o que quer. Nesse
contexto, a informação deixou de ser algo confiável
e cabe a cada um de nós aprender a ler isso e se
proteger. Precisamos de consciência, senso crítico,
responsabilidade e cuidado para levar a internet a um
outro nível. É fato que ela não é segura, a questão,
então, é como usá-la de maneira mais inteligente e
contribuir para fortalecer a privacidade digital? Essa é
uma causa comum a todos os usuários da rede.
Disponível em: . 7/04/2019. Acesso em: 3 fev. 2021.Adaptado.
O trecho em que a palavra destacada expressa uma opinião do autor é
A colocação do pronome oblíquo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
Uma pessoa estava querendo fazer um empréstimo e descobriu que algumas instituições que praticam o shadow banking (“sistema bancário sombra”) geralmente servem como intermediários entre credores e tomadores de empréstimos, fornecendo crédito e capital para investidores e corporações.
Ao fazer uso dessas instituições para fazer um empréstimo, a pessoa incorre em riscos?
Uma pessoa faz um financiamento no valor de R$10.000,00 em 10 vezes, a uma taxa de juros de 4,9% ao mês, sendo que o financiamento usa o sistema de amortização constante.
Qual é o valor, em reais, a ser pago na 7 a prestação desse financiamento?
Uma das funções desempenhadas pela moeda é a de reserva de valor, no entanto, a moeda não é o único ativo que desempenha tal função.
O motivo que faz com que os cidadãos retenham moeda como reserva de valor é o fato de ela
Considere o código Python a seguir.
import numpy as np
valorAplicado = np.array([5000, 6000, 7000, 8000])
taxaJuros = np.array([1, 2, 3, 4])
resultado = valorAplicado * taxaJuros
Ao executar o código acima, o valor final da variável resultado será
Mesmo sendo, ainda, alvo de controvérsias entre acadêmicos, as técnicas de gatilhos mentais são muito usadas por gestores de vendas e marketing . Uma empresa que vende roupas estabeleceu um tempo limite de 20 minutos para que o cliente compre com desconto através de seu aplicativo. Se o cliente não finalizar a compra nesse tempo, o carrinho de compras se esvazia e os descontos são perdidos.
Esse é um caso característico de gatilho de
Um banco brasileiro de investimentos decidiu tornar-se banco múltiplo, oferecendo conta-corrente apenas no formato digital, com taxa zero aos seus clientes. Sustentou sua decisão por reconhecer a perecibilidade dos serviços de outros bancos tradicionais, já que algumas agências ficavam vazias na maior parte do dia, enquanto enormes filas se formavam em horários de pico, sendo menos custoso o atendimento virtual.
Nesse caso, a decisão tomada deveu-se à seguinte característica dos serviços:
Texto associado
U.S. Finds No Evidence of Alien Technology
in Flying Objects, but can’t rule it out, either
1 WASHINGTON — American intelligence officials have found no evidence that aerial phenomena observed by Navy pilots in recent years are alien spacecraft, but they still cannot explain the unusual movements that have mystified scientists and the military.
2 The report determines that a vast majority of more than 120 incidents over the past two decades did not originate from any American military or other advanced US government technology, the officials said. That determination would appear to eliminate the possibility that Navy pilots who reported seeing unexplained aircraft might have encountered programs the government meant to keep secret.
3 But that is about the only conclusive finding in the classified intelligence report, the officials said. And while a forthcoming unclassified version, expected to be released to Congress by June 25, will present few other firm conclusions, senior officials briefed on the intelligence conceded that the very ambiguity of the findings meant the government could not definitively rule out theories that the phenomena observed by military pilots might be alien spacecraft.
4 Americans’ long-running fascination with UFOs has intensified in recent weeks in anticipation of the release of the government report. Former President Barack Obama encouraged the interest when he gave an interview last month about the incidents on “The Late Late Show with James Corden” on CBS.
5 “What is true, and I’m really being serious here,” Mr. Obama said, “is that there is film and records of objects in the skies that we don’t know exactly what they are.’’
6 The report concedes that much about the observed phenomena remains difficult to explain, including their acceleration, as well as ability to change direction and submerge. One possible explanation — that the phenomena could be weather balloons or other research balloons — does not hold up in all cases, the officials said, because of changes in wind speed at the times of some of the interactions.
7 Many of the more than 120 incidents examined in the report are from Navy personnel, officials said. The report also examined incidents involving foreign militaries over the last two decades. Intelligence officials believe that at least some of the aerial phenomena could have been experimental technology from a rival power, most likely Russia or China.
8 One senior official said without hesitation that U.S. officials knew it was not American technology. He said there was worry among intelligence and military officials that China or Russia could be experimenting with hypersonic technology.
9 He and other officials spoke about the classified findings in the report on the condition of anonymity.
Available at:
ufos-sighting-alien-spacecraft-pentagon.html>. Retrieved on:
July 7, 2021.
in Flying Objects, but can’t rule it out, either
1 WASHINGTON — American intelligence officials have found no evidence that aerial phenomena observed by Navy pilots in recent years are alien spacecraft, but they still cannot explain the unusual movements that have mystified scientists and the military.
2 The report determines that a vast majority of more than 120 incidents over the past two decades did not originate from any American military or other advanced US government technology, the officials said. That determination would appear to eliminate the possibility that Navy pilots who reported seeing unexplained aircraft might have encountered programs the government meant to keep secret.
3 But that is about the only conclusive finding in the classified intelligence report, the officials said. And while a forthcoming unclassified version, expected to be released to Congress by June 25, will present few other firm conclusions, senior officials briefed on the intelligence conceded that the very ambiguity of the findings meant the government could not definitively rule out theories that the phenomena observed by military pilots might be alien spacecraft.
4 Americans’ long-running fascination with UFOs has intensified in recent weeks in anticipation of the release of the government report. Former President Barack Obama encouraged the interest when he gave an interview last month about the incidents on “The Late Late Show with James Corden” on CBS.
5 “What is true, and I’m really being serious here,” Mr. Obama said, “is that there is film and records of objects in the skies that we don’t know exactly what they are.’’
6 The report concedes that much about the observed phenomena remains difficult to explain, including their acceleration, as well as ability to change direction and submerge. One possible explanation — that the phenomena could be weather balloons or other research balloons — does not hold up in all cases, the officials said, because of changes in wind speed at the times of some of the interactions.
7 Many of the more than 120 incidents examined in the report are from Navy personnel, officials said. The report also examined incidents involving foreign militaries over the last two decades. Intelligence officials believe that at least some of the aerial phenomena could have been experimental technology from a rival power, most likely Russia or China.
8 One senior official said without hesitation that U.S. officials knew it was not American technology. He said there was worry among intelligence and military officials that China or Russia could be experimenting with hypersonic technology.
9 He and other officials spoke about the classified findings in the report on the condition of anonymity.
Available at:
ufos-sighting-alien-spacecraft-pentagon.html>. Retrieved on:
July 7, 2021.