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Enquanto o planejamento abre o processo administrativo, o controle serve de fechamento. Assinale a alternativa que apresenta os níveis de abrangência do controle.

A Pessoal, material e funcional.
B Econômico, social e organizacional.
C Global, departamental e operacional.
D Padronizado, observado, comparado e corretivo.

A entidade pública deve avaliar se há alguma indicação de que o ativo imobilizado possa ter sofrido perda ao valor recuperável. Acerca desse assunto, assinale a alternativa correta.

A Se o valor recuperável for menor que o valor líquido contábil, este deverá ser ajustado. Esse fato significa uma desvalorização do ativo, quando seu valor contábil excedeu seu valor recuperável.
B Se o valor recuperável for maior que o valor líquido contábil, este deverá ser ajustado. Esse fato significa uma desvalorização do ativo, quando seu valor contábil foi menor que seu valor recuperável.
C A redução ao valor recuperável pode ser entendida como um ganho dos futuros benefícios econômicos ou do potencial de serviços de um ativo, além da depreciação.
D A redução ao valor recuperável é entendida como o declínio gradual do potencial de geração de serviços por ativos de longa duração.

Considere a seguinte proposição condicional: “Se você usar a pasta dental XYZ, então seus dentes ficarão mais claros”. Por definição, a recíproca dessa proposição condicional será dada por

A “Se você não usou a pasta dental XYZ, então seus dentes não estão mais claros.”
B “Se você não usou a pasta dental XYZ, então seus dentes estão mais claros.”
C “Se seus dentes não estão mais claros, então você usou a pasta dental XYZ.”
D “Se seus dentes ficaram mais claros, então você usou a pasta dental XYZ.”
Texto associado
Insignificâncias indomáveis
Carla Dias

Eu tenho medo de lagartixa e de atravessar rua quando o sinal está vermelho, ainda que não haja carros por perto. Meu medo é um algo estupendo, com suas pequenas armadilhas. Faz com que eu tema a alegria, enquanto me preencho de coragem ao lidar com desesperos indeléveis.

Eu tenho medo de errar a palavra, de sair a outra, a mais torta, a menos a ver com o que eu, de fato, gostaria de dizer. E ainda tem o tom... sou desprovida de talento, quando dele depende o tudo do momento. Aquela coisa de a voz sair rascante, de se entregar à possibilidade de se aventurar no impossível, envergonhando-se dessa ousadia no segundo seguinte. Envergonhamento feroz é este. (...)

Tenho medo reverberante de nunca chegar. Não a um lugar, a um destino. Falo sobre chegar ao ser invadida pelo pertencimento. Zerar a ansiedade desconcertante de não ter sido escolhida pela sensação plena de estar onde, tornar-se quem.

Há quem diga que meus medos são banalidades travestidas de tragédias. Há os que não suportam meus dramas, de tão ridículos os tantos lhes parecem. Contudo, tenho certa dificuldade em compreender a irrelevância de se sentir deslocada no tempo e no espaço, desprovida de identidade, além daquela criada para atender à necessidade de tocar a vida, sem direito a toque que não seja o de recolher-se na própria impotência de provocar o movimento. Estagnar-se em conluio com um adiantamento robusto de arrependimentos.

Meus dramas, essas insignificâncias indomáveis, embebidas em esperança desmilinguida de, dia desses, a vida me oferecer e entregar o oferecido. Que susto será! Que prazer de curar azedumes! Que loucura eficaz!

Reviravoltas constantes me deixam com desejo aguçado de parar à porta da insanidade, para observar obsoletos santos sendo pessoas em busca de pessoas para conversar sobre seus desvios de conduta, ao se proclamarem heróis, enquanto comentem suas covardias e benevolências. Falar mal, fazer bem, desacreditar para então identificar o que vale a pena. Amar... odiar... amar odiar. Odiar a mando do tempo perdido com o vazio. Mas que o ser humano é de uma incoerência que encanta, enquanto aflige. (...)

A mente tem seus truques, e como ótima equilibrista de absurdos que é, acontece de ela projetar na nossa história uma proteção que acaba por se mostrar precipício. Então, há vezes em que ela se desapega de nós, inventando uma realidade alternativa na qual nos enveredarmos, feito o filme que assisti, sobre a mente de um homem mudando todo o enredo do ocorrido, a fim de protegê-lo do impossível que ele acabara de cometer. Sim, ela também comete benevolência, improváveis realizações, descobertas necessárias. Sim, ela tem seu lado sórdido. A mente me mete medo. Ainda assim, é ela que mais me fascina.

Não a minha, que dela eu nunca vou saber ao certo. A tal vai seguir os seus delírios e, talvez, eu nem me dê conta da existência deles ou venha a saber quais provocações eles lideraram. A do outro... A mente que para mim é mistério, que me provoca a curiosidade sobre o que não sou ou penso. Sobre as versões do que conheço.

Basta um espaço que a mente injeta na certeza para se construir aquela pausa onde moram frágeis pontes que conectam improváveis, porém compatíveis buscas. Tenho medo de viver busca que é tempo perdido disfarçado de exuberante conquista.

É ali, no limiar das suas agonias, que eu me esparramo. Meu corpo vibra buscas e medos e perdas e fantasias. Minha mente diz que não tenho saída. Permaneço. Meu sentimento diz que minha mente mente. Fujo. Meu medo, ah, meu medo... Ele me coloca cara a cara com a vida. Vivo.

Adaptado de: . Acesso em: 17 nov. 2019.

A palavra destacada no trecho “Faz com que eu tema a alegria, enquanto me preencho de coragem ao lidar com desesperos indeléveis .” poderia ser substituída, sem alteração significativa de sentido no contexto apresentado, por

A intimidadores.
B aleatórios.
C inesperados.
D indestrutíveis.

Em uma prova de um concurso público, o candidato A acertou 90% de 2/3 d as questões o candidato B acertou 3/5. Com essas informações, é correto afirmar que

A o candidato A acertou mais questões que o candidato B nessa prova.
B os dois candidatos acertaram a mesma quantidade de questões dessa prova.
C o candidato B acertou mais questões que o candidato A nessa prova.
D o candidato A teve o dobro de acertos do candidato B.
Texto associado
Uma breve história das cadeiras para escritório Com a escalada da Revolução Industrial e a sociedade menos agrária, surgiu nas empresas a necessidade de ambientes de trabalho equipados com ferramentas para as novas rotinas nos escritórios. Neste cenário, era preciso acomodar em cadeiras quem trabalhava por horas sentado. Nasce uma combinação de forma e função em prol dos funcionários.

Os historiadores afirmam que a primeira cadeira de escritório pode ser rastreada até Júlio César. O imperador romano conduziria negócios oficiais sentado em uma “cadeira Curule”. Enquanto outros líderes, magistrados e sacerdotes também usavam esta cadeira, César finalmente distinguiu sua cadeira levando-a aonde quer que fosse. Sua cadeira de “escritório” dourada o acompanhava em viagens, ao lado de sua coroa e outros objetos de valor.

Ao longo do tempo, a cadeira de escritório passou a ter objetivos mais utilitários. No início de 1800, com as viagens de trem tornando-se cada vez mais comuns, os vagões foram equipados com as Poltronas Centripetais de Primavera, projetadas por Thomas E. Warren. Como estas viagens eram uma forma das empresas expandirem seus territórios, o uso de uma cadeira de trabalho adequada permitia que os funcionários completassem suas tarefas administrativas em trânsito. Diante da crescente importância, a cadeira Centripetal foi equipada com molas de assento para ajudar a absorver os solavancos das viagens e permitir que os negócios continuassem nos trilhos, no duplo sentido da frase.

Nos anos que antecederam a Revolução Industrial, as cadeiras de escritório passam a ser usadas como ferramentas de produtividade. Despertou-se o uso consciente dos ambientes de escritório e a necessidade de se trabalhar por mais horas. A cadeira de escritório foi então fundamental para acomodações mais confortáveis, para que os trabalhadores experimentassem menos cansaço ao longo do dia. […]

No entanto, na década de 20, associava-se preguiça ao ato de sentar confortavelmente e era comum ver pessoas trabalhando em fábricas usando bancos sem encosto. Reagindo às reclamações de queda de produtividade e doença, particularmente entre as mulheres que já eram uma presença crescente na força de trabalho, uma empresa chamada Tan-Sad lançou uma cadeira giratória com encosto curvo que poderia ser ajustado à estatura de cada trabalhador. […]

Nos anos seguintes surgiram muitas outras cadeiras emblemáticas e produtos tidos como referência de design, conforto e imponência, que fazem parte da história e ainda podem ser vistos no portfólio das empresas. No entanto, é difícil definir uma maneira acordada de medir o sucesso de uma cadeira. Cadeiras de escritório são utilizadas para fins profissionais e as demandas das empresas devem sim ser equacionadas levando-se em conta ergonomia, durabilidade e design, mas também o peso relevante da relação custo-benefício dos produtos.

No terceiro milênio, as cadeiras continuam a evoluir, porém com uma nova característica de serem acessíveis aos orçamentos enxutos das organizações. Hoje é possível se ter produtos ergonomicamente adequados, com conforto e design, sem necessariamente ter que fazer investimentos como já vistos no rol restrito de produtos do passado. Adaptado de: Acesso em: 30 out. 2019.

Considere o contexto do trecho em destaque e assinale a alternativa em que a reescrita preserva a regência verbal, a correção gramatical e o sentido “[…] César finalmente distinguiu sua cadeira levando-a aonde quer que fosse .”.

A […] em onde quer que visitasse.
B […] onde quer que se direcionasse.
C […] para onde quer que viajasse.
D […] naonde quer que chegasse.
Texto associado
Não o suficiente
Carla Dias

Sentado à mesa, cercado por tantos. Entende bem o que acontece ali, mas é experiente em enganar os próprios sentidos, mesmo não gostando dessa qualidade da qual não consegue se livrar. Vale-se dela sempre que a oportunidade se apresenta. É um talento. Um incômodo talento. Permanece ali, os braços cruzados, a cabeça levemente inclinada, como se observasse o cenário que se estende além.

Já conhece as manifestações que se alardeiam, durante esses encontros sociais. Na verdade, compôs uma canção, certa vez, com uma inquietante letra gerada de combinações de algumas delas: não cabe aqui, não serve para isso, não orna com aquilo, não é sua culpa, mas não vai dar certo. É bom, só que não o suficiente. Não ser o suficiente é meio que o slogan da vida dele, alguém considerado nada suficiente, até mesmo quando transborda. Acostumou-se a ser visto dessa forma.

A tal canção tomou conta dele. É capaz de cantá-la de trás para frente, formar novos versos, bagunçar as palavras e, ainda assim, elas continuam ridiculamente cruéis. A melodia, não... Nela ele se recusa a mexer. Ela é a única beleza que reina plena nesse baile da saudade que acontece em seu dentro. Há ternura nessa afiada melodia, ela que é a única cria da qual ele não sente vergonha de ter trazido ao mundo.

Apegou-se a uma frase que escutou um alguém verbalizar, enquanto passava por ele, depois de um dia de inutilidades profissionais. “Equilibrar-se é saber se desequilibrar com elegância.” Achou aquilo de uma sabedoria profunda e profana. De uma dualidade revigorante, porque se considera equilibrado com a boca cheia de palavras engolidas, de mágoas salientes, de lamentos reverberantes. Daqueles que bufa, do nada, assustando a pessoa que dorme sentada ao lado, em alguma sala de espera da vida.

A elegância do desequilíbrio é o que mantém à mesa. Ninguém ali se importa de fato com ele, ou deseja escutar o que ele tem a dizer. Sabem seu nome, porque saber o nome oferece pompa, na hora de chamar o insignificante para o campo, e que ele batalhe pelos que significam. É como se chamassem um animal de estimação. Ele atende, rasteja-se, servil, até eles. Atende aos desejos desses sujeitos que acham que a própria dignidade mora na indignidade do outro. Os nada suficientes.

Estranhamente, essas pessoas significam para ele. Há algo de aprendizado nessa labuta de dissonantes inseguranças travestidas de hierarquia. Estranhamente, ele se alimenta da espera pelo dia em que, rebelde como jamais antes, ele se levantará e partirá dali, deles. Sumirá das vistas, das teias, das inseguranças desses significantes que não sabem significar sem desidentificar o outro.

Equilibrar-se ao desequilibrar-se com elegância, para ele, é combater, na singeleza do insignificante, uma diplomacia mimada, das que atendem a todos os clichês abrandadores de mal-estar. Então, quando dão a vez a ele, permitem ao insuficiente se manifestar, ele sorri e se cala, enquanto rumina a ciência de que, sim, ele sabe que não é o suficiente, ao menos não para atender ao catálogo dos desejos impróprios. Porque acha de uma impropriedade sibilante ter de atender aos desejos alheios, enquanto sufoca os próprios.

Ele sorri a certeza de que acontecerá o dia em que ele os reconhecerá, os desejos que vem diluindo em vulgares ironias, recebidas assim, embrulhadas em pequenas doses de falseada gentileza. O dia em que os libertará de uma polidez adquirida como proteção e os soltará no mundo, rebeldes e eletrizantes. Livres. E isso será o suficiente. Ele será o suficientemente corajoso para se despedir de seus apaixonantes flagelos. Desequilibradamente equilibrado, dará a vez a si.

Disponível em: . Acesso em: 16 nov. 2019.

Sobre as funções morfológicas das palavras, assinale a alternativa correta.

A Em “Não ser o suficiente é meio que o slogan da vida dele [...]”, o termo em destaque é um advérbio que indica intensidade.
B Em “Apegou-se a uma frase que escutou um alguém verbalizar [...]”, o termo destacado é um artigo que indica gênero feminino.
C Em “É capaz de cantá-la de trás para frente [...]”, o termo em destaque é uma conjunção, pois une as orações.
D Em “ Desequilibradamente equilibrado, dará a vez a si.”, o termo destacado é um advérbio que indica modo.

Com relação ao Novo Código de Processo Civil, assinale a alternativa correta.

A Não se fará a citação, salvo para evitar o perecimento do direito, de noivos, nos 03 (três) primeiros dias seguintes ao casamento.
B Será cancelada a distribuição do feito se a parte, intimada na pessoa de seu advogado, não realizar o pagamento das custas e despesas de ingresso em 30 (trinta) dias.
C Realizado o saneamento, as partes têm o direito de pedir esclarecimentos ou solicitar ajustes, no prazo comum de 15 (quinze) dias, findo o qual a decisão se torna estável.
D O número de testemunhas arroladas não pode ser superior a 10 (dez), sendo 02 (duas), no máximo, para a prova de cada fato.

Considere a seguinte proposição condicional: “Se gosto de Matemática, então gosto de Química”. Por definição, a negação dessa proposição condicional será dada por

A “Ou gosto de Matemática ou não gosto de Química.”
B “Gosto de Matemática e não gosto de Química.”
C “Gosto de Matemática e gosto de Química.” (
D “Gosto de Química se, e somente se, gosto de Matemática”.