QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
18 questões encontradas

A Língua Brasileira de Sinais, também conhecida como Libras, é definida como uma língua visual-motora, visual-espacial ou gestual-visual. E reconhecida como meio legal de comunicação e expressão do pensamento da comunidade surda que se beneficia dessa forma de interação através da experiência visual para compreensão do mundo que os cerca. Pode-se considerar que teve o seu início e desenvolvimento a partir:

A dos primórdios da comunicação não verbal há 50 mil anos, surgindo da interação de três sistemas adaptativos diferentes, a aprendizagem individual, a transmissão cultural a e evolução biológica
B da fundação do Instituto Nacional de Educação de Surdos, no século XIX, quando D. Pedro II, em 1855, convidou o professor francês Ernest Huet para ensinar surdos aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, trazendo a Língua de Sinais Francesa como base
C a partir de 1960, quando o linguista Willian Stokoe, centralizando o seu trabalho na descrição dos sinais e na função que eles exercem, concluiu que a atividade comunicativa das pessoas que usam a língua de sinais é verdadeiramente linguística e suscetível à análise microlinguística
D a partir de 24 de abril de 2002, através da Lei nº 10.436/2002, que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda

Em setembro de 1880, ocorreu um congresso internacional de educadores surdos na cidade de Milão na Itália. Esse evento ficou conhecido como o “Congresso de Milão” e teve um grande impacto na educação das pessoas surdas em todo o mundo. Algumas deliberações votadas durante o congresso impactaram drasticamente toda a história dos surdos que se beneficiavam da língua de sinais como forma de comunicação. Nesse congresso, foi realizada uma votação:

A aprovando o ensino bilingue aos alunos surdos, sempre respeitando a língua de sinais como língua materna
B promovendo a metodologia híbrida entre o oralismo e a comunicação gestual
C garantindo o direito à língua de sinais na educação de surdos em todo o mundo
D abolindo oficialmente a língua de sinais na educação de surdos comunicação e expressão da comunidade surda

Em vários países existem tradutores e intérpretes de língua de sinais. A história da construção desses profissionais no Brasil se deu a partir de atividades voluntárias que foram sendo valorizadas enquanto atividades laborais à medida em que os surdos foram conquistando o seu exercício de cidadania. O primeiro intercâmbio entre alguns intérpretes do Brasil e a avaliação sobre a ética do profissional intérprete foi realizado:

A em 1988, no | Encontro Nacional de Intérpretes de Língua de Sinais organizado pela FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos)
B em 2002, no Rio de Janeiro, com o propósito de discutir a homologação da Lei federal nº 10.436/02 que reconhece a língua de sinais e a atuação do intérprete
C em 2005, após a promulgação do Decreto nº 5626/05 que regulamenta a profissão do intérprete de Libras
D em 2010, no Congresso Nacional com o regulamento da profissão do intérprete de Libras por meio da Lei nº 1231910

O sujeito surdo tem sua identidade e cultura representada por meio de uma língua visual, a língua de sinais, em que as percepções do mundo são marcadas pelas experiências visuais. Portanto, a legislação brasileira pondera o surdo como um sujeito bilíngue, considerando que:

A deve aprender primeiramente o português escrito, sendo plenamente alfabetizado
B tem como primeira língua a Libras e o português escrito como segunda língua
C tem como forma de comunicação a Libras e o português escrito sendo facultativo
D deve conviver com pessoas surdas e ouvintes, para aprender os sinais e também interagir com o mundo ouvinte fazendo uso da leitura labial

De acordo com Strobel

( 2008 ), “cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de torná-lo acessível e habitável, ajustando-o com suas percepções visuais, que contribuem para a definição de identidades surdas e das almas das comunidades surdas.” Levando em consideração esse pensamento, é possível compreender que a Língua de Sinais é intensamente valorizada pelos sujeitos surdos porque:

A a cultura surda é constituída pela linguagem de sinais, configuração de mãos, que é o ponto de articulação que permite ao sujeito surdo falar e pensar como um ouvinte, garantindo uma igualdade entre as comunidades surda e ouvinte
B promove contato com a comunidade ouvinte a fim de possibilitar conhecimento efetivo
C a cultura surda é formada por valores, costumes, história e expressão artística instituídos na língua de sinais; a língua de sinais é a principal e mais efetiva manifestação da identidade surda
D é universal, assim, unificando as culturas e criando certo status de igualdade em relação aos ouvintes

Compreendendo os surdos como sujeitos que transitam em diferentes contextos de uma identidade comunitária, Perlin critica o saber ouvintista, isto é, o saber ouvinte em relação aos direitos e demais aspectos da vida dos surdos e ressalta as múltiplas identidades surdas: híbridas, de transição, incompletas e flutuantes; relacionando-as aos diferentes níveis de pertencimento e envolvimento com a comunidade surda e com o movimento surdo (PERLIN, 2011). O que se pretende reivindicar como uma identidade, no caso dos surdos, é:

A poder fazer parte da vida social, tendo, porém sua diferença marcada exatamente para ser respeitada, como pessoas com formas distintas de apreensão do mundo e linguagem, o que implica diferentes formas de compreensão de ideias e expressão de pensamento
B favorecer grupos minoritários e marginalizados a expressarem-se, assim a atenção se volta para a luta pelo reconhecimento, empreendida por pessoas surdas e em particular para a representação política das lideranças do movimento social dos surdos, e para as contestações em torno da definição de "bem comum" revelada pelos membros dessa coletividade
C o respeito a sua língua, identidade e cultura e a não obrigatoriedade da imposição do português escrito em sua vida cotidiana
D propor uma reflexão sobre como o surdo vê o ouvinte e sobre como ele vê seus pares numa linha dialógica entre os contrastes existentes entre o universo surdo e ouvinte

O Decreto federal nº 5626/2005 que regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, consideram a pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Lingua Brasileira de Sinais - Libras. Avalia como deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total de:

A quarenta e um decibéis (dB) ou mais
B cinquenta e um decibéis (dB) ou mais
C acima de setenta decibéis (dB)
D acima de noventa decibéis (dB)

Uma grande conquista da comunidade surda brasileira e considerada como um marco histórico, a Lei nº 10436, de 24 de abril de 2002, que reconhece como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados, dispõe, em seu Parágrafo único, que a Língua Brasileira de Sinais:

A poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa quando houver tradução em Libras
B não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa
C torna o português escrito um instrumento linguístico facultativo a comunidade surda
D deverá ser a língua majoritária nas escolas bilingues

Nos estudos da Libras, a transcrição é algumas vezes chamada de simplificada ou sistema de notação por palavras (FELIPE, 1998; FINAU, 2004). Sobre o Sistema de Transcrição de Sinais utilizado no Brasil atualmente, é correto afirmar:

A Um sinal composto, formado por dois ou mais sinais, é representado pelas palavras correspondentes separadas por hífen.
B Os sinais da Libras, para efeito de simplificação, são representados por itens lexicais da Língua Portuguesa em letras maiúsculas.
C Um sinal, que é representado por duas ou mais palavras em Língua Portuguesa, é representado pelo símbolo ^.
D O sinal soletrado, ou seja, uma palavra da língua portuguesa que, por empréstimo, passou a pertencer a Libras, é representada pela palavra separada, letra por letra, por hífen.

Os tradutores de Libras convertem, por exemplo, conteúdos de livros e documentos do português para a Língua Brasileira de Sinais. Já o intérprete está envolvido nas línguas sinalizadas ou faladas, ou seja, nas modalidades visual-espacial ou oral auditiva. O ato de interpretar:

A determina que esse profissional jamais se envolva na interação comunicativa (social e cultural), portanto, não possuindo poder para influenciar o objeto e o produto da interpretação
B envolve processos descontextualizados e simplificados
C é um processo onde as escolhas lexicais, estruturais, semânticas e pragmáticas são feitas na língua fonte e as informações são dadas na língua alvo
D é umato cognitivo-linguístico, ou seja, um processo em que o intérprete estará diante de pessoas que apresentam intenções comunicativas específicas e que utilizam línguas diferentes