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93 questões encontradas

O absolutismo, como o próprio termo sugere, tem como base o poder absoluto do governante, que dessa forma

A assume o comando das Forças Armadas e passa a instituir um regime militar autoritário, com a finalidade de transferir
gradativamente seus poderes para uma instituição estatal considerada sólida, absoluta e impessoal.
B exerce o poder amparado pela tese de que sua autoridade tem origem divina, e que a monarquia é o regime ideal de governo,
capaz de assegurar vitórias militares, prosperidade e o sentimento de unidade em torno da figura de um soberano.
C age como déspota ou tirano, obedecendo a seus caprichos e interesses, sem a preocupação de justificar seu poder, expor
sua imagem ou estabelecer alianças.
D centraliza o governo em suas mãos, exercendo, para isso, uma estratégia populista de comunicação para conquistar a
aprovação dos setores emergentes da sociedade, como a burguesia.
E se torna o grande líder espiritual e religioso de seus país, fundando uma igreja baseada no culto personalista de sua figura
e em regras por ele inventadas.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 39 a 43, baseie-se no texto abaixo.

Os debates travados na Câmara e pela imprensa em torno da Lei do Ventre Livre fizeram da emancipação dos escravos uma questão nacional. O projeto do governo foi apresentado à Câmara em 12 de maio de 1871. Para alguns, o projeto era avançado demais, para outros, excessivamente tímido. Os defensores do projeto usaram argumentos morais e econômicos. Argumentavam que o trabalho livre era mais produtivo que o escravo. Diziam que a existência da escravidão era uma barreira à imigração, pois que os imigrantes recusavam-se a vir para um país de escravos. A emancipação abriria as portas à tão desejada imigração. Usando de argumentos morais, denunciavam os que, em nome do direito de propriedade, defendiam a escravidão e se opunham à aprovação do projeto. Não era legítimo invocar o direito de propriedade em se tratando de escravos. “Propriedade de escravos” − dizia Torres Homem, político famoso, homem de cor e de origens modestas que chegara ao Senado depois de brilhante carreira – “era uma monstruosa violação do direito natural.” “A maioria dos escravos brasileiros” − afirmava ele − “descendia de escravos introduzidos no país por um tráfico não só desumano como criminoso. Nada pois mais justo que se tomassem medidas para acabar com a escravidão.”
Em contrapartida, os mais arraigados defensores da escravidão consideravam o projeto uma intromissão indébita do governo na atividade privada. Argumentavam que o projeto ameaçava o direito de propriedade garantido pela Constituição. Segundo a prática, que datava do período colonial, o filho de mãe escrava pertencia ao senhor. Qualquer lei que viesse a conceder liberdade ao filho de escrava era, pois, um atentado à propriedade e, o que era pior, abria a porta a todas as formas de abusos contra esse direito. Acusavam o projeto de ameaçar de ruína os proprietários e de pôr em risco a economia nacional e a ordem pública. Diziam ainda que, emancipando-se os filhos e mantendo os pais no cativeiro, criar-se-iam nas senzalas duas classes de indivíduos, minando, dessa forma, a instituição escravista pois não tardaria muito para que os escravos questionassem a legitimidade de sua situação.

(Adaptado de: COSTA, Emília Viotti da. A Abolição. São Paulo: Editora Unesp, 2010, p. 49-52)

A coesão textual opera por meio da elipse de um substantivo no seguinte trecho:

A Argumentavam que o trabalho livre era mais produtivo que o escravo. (1º parágrafo)
B Segundo a prática, que datava do período colonial, o filho de mãe escrava pertencia ao senhor. (2º parágrafo)
C Os defensores do projeto usaram argumentos morais e econômicos. (1º parágrafo)
D A emancipação abriria as portas à tão desejada imigração. (1º parágrafo)
E Não era legítimo invocar o direito de propriedade em se tratando de escravos. (1º parágrafo)

Considere o trecho a seguir.

Neste regime, […] a verdadeira força política, que no apertado unitarismo do Império residia no poder central, deslocou-se para os Estados. A política dos Estados, isto é, a política que fortifica os vínculos de harmonia entre os Estados e a União é, pois, na sua essência, a política nacional.

(SALES, Campos. Mensagem de 3 de maio de 1902. In: ____. Manifestos e mensagens. São Paulo: Fundap/Imprensa Oficial, 2007, p. 202)

O trecho acima revela uma estratégia política do Presidente Campos Sales, no começo da república brasileira, para pacificar as facções regionais e organizar sua relação com o poder central. Essa estratégia ficou conhecida na historiografia como Política

A da Boa Vizinhança.
B da Espada.
C das Salvações.
D do Café com Leite.
E dos Governadores.

Nos termos da Lei Orgânica do Município de Fortaleza, a respeito do processo legislativo, é correto afirmar que

A as leis complementares serão aprovadas por maioria simples, observado o mesmo rito de votação das leis ordinárias.
B se o Prefeito considerar o projeto de lei aprovado pela Câmara, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao
interesse público, vetá-lo-á, total ou parcialmente, no prazo de 10 (dez) dias úteis, contados da data do recebimento.
C a Lei Orgânica da Guarda Municipal deve ter a forma de lei complementar.
D a iniciativa popular para apresentação de projetos de lei, no âmbito do Poder Legislativo Municipal, será tomada por
10% (dez por cento) do eleitorado do Município.
E uma vez que não haja a espécie normativa das medidas provisórias no âmbito do Município de Fortaleza, o Prefeito não
poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.

Os verbos que se encontram nos mesmos tempo e modo estão em:

A Repetia para si mesmo: “tenho um amigo”.
B Dei-me conta da coisa rara que é a amizade.
C Mas o que experimentava naquele momento era diferente
D mas era como se já tivessem sido amigos a vida inteira
E Um amigo é alguém com quem estivemos desde sempre.

Uma mulher de 44 anos, com história de alergia a ácido acetilsalicílico, procura atendimento de urgência com queixa de dor
lombar aguda, intensa e relacionada a grande esforço físico. É medicada com dipirona e cetoprofeno IV. Depois de 20 minutos
passa a apresentar edema bipalpebral, placas elevadas eritematosas no tronco, respiração ruidosa, com estridor laríngeo e desconforto
respiratório. A conduta inicial mais efetiva é

A dexametasona IV e difenidramina oral.
B epinefrina subcutânea, fexofenadina oral e prometazina IV.
C hidrocortisona e prometazina IV.
D epinefrina IM.
E pulso de metilprednisolona e ranitidina IV.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.

Pensar e redigir

O aluno diz ao professor que está com “ótimas ideias” para fazer o trabalho, falta “apenas colocar no papel”. O rapaz acha que a passagem da boa ideia para a redação que a sustentará é fácil, ou mesmo automática. É como se o bom conteúdo imaginado garantisse por si mesmo a forma que melhor o expressará. Essa ilusão se desmancha logo na primeira frase: descobre-se que cada palavra empregada fixa-se inapelavelmente no papel, diz somente o que diz, e o mesmo acontece com a ordem das frases que vão chegando, tudo é inapelável, e se apresenta longe de corresponder às “ótimas ideias”.
Não é o caso de desanimar, mas de aprender que é longo o caminho que vai da ideia solta e criativa ao necessário determinismo das palavras. Aprende-se com isso o limite que é nosso, a fronteira onde se detém nossa capacidade de expressão. Esse aprendizado sofrido não deixa de ser um ganho: faz-nos querer alargar os domínios da nossa capacidade expressiva.
Sendo um limite, na sua compulsória particularização de sentido, toda linguagem é também a garantia de alguma forma conquistada; ainda que modesta no alcance, essa forma é mais do que o silêncio que a precedia. O que nos limita é também o que nos define: é o que nos diz nossa linguagem, no espelho da página em que se projeta.

(CRUZ, Aníbal Tolentino, inédito)

No segundo parágrafo, o autor manifesta sua crença de que

A o sofrimento com as palavras é um estágio necessário para quem acredita que as grandes ideias são o suporte de uma
competente redação.
B o desânimo que advém de um pensamento determinista pode ser superado pela eficiência de uma adequada justificativa
de seus limites.
C o caminho que vai da ideia à expressão é tão mais acidentado quanto mais criativas são as pessoas no uso de uma linguagem.
D o aprendizado de uma língua passa, necessariamente, pela plena superação dos limites de nossa capacidade expressiva.
E as nossas dificuldades com a linguagem são limites a serem reconhecidos, quando queremos alcançar uma maior capacidade
expressiva.

Marcelo e Samanta desenharam, na quadra de sua escola, uma circunferência com letras, como na figura abaixo.

Eles brincam de saltar de uma letra para outra letra vizinha toda vez que uma moeda é lançada segundo a seguinte regra: se o resultado do lançamento for cara, Marcelo salta no sentido horário para a letra vizinha de onde ele está e Samanta fica parada. Se o resultado for coroa, Samanta salta no sentido anti-horário para uma letra vizinha de onde ela está e Marcelo fica parado. Marcelo começa em A e Samanta em E. Após 70 lançamentos da moeda que resultaram em exatamente 37 caras, Marcelo e Samanta estarão, respectivamente, nas letras

A G e D
B A e E
C F e E
D H e C
E F e D
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 33 e 34, baseie-se no texto abaixo.

Assim, tanto o indianismo quanto o regionalismo de Alencar se construíram em um esquema sobredeterminado pela exaltação da nobreza do colonizador que só a devoção do colonizado pode igualar. A ambivalência dessa posição ideológica é resolvida poeticamente em Iracema, lenda que conta a fundação do Ceará consumada graças à “doce escravidão” (expressão de Machado de Assis) à qual se submeteu a “virgem dos lábios de mel”. Iracema fugirá de sua tribo e se entregará ao conquistador europeu, Martim Soares Moreno. Dessa união fatal para a mulher, que morrerá ao dar à luz, nasceria Moacir, “filho do sofrimento”, o primeiro cearense. A coragem de Peri e a beleza de Iracema são a fonte de poesia desses romances ao mesmo tempo históricos e lendários. Mas o poder que imanta os enredos vem do colonizador: homem, branco, português.

(BOSI, Alfredo. “A cultura no Brasil Império – literatura ideias”. In: História do Brasil nação ? A construção nacional 1830-1889 ? v. 2, Rio de Janeiro: Objetiva, 2012, p. 245)

O trecho Mas o poder que imanta os enredos vem do colonizador: homem, branco, português

A é objetivo ao assinalar a origem do cearense de forma heroica.
B ressalta o sentimento nacionalista e enfoca elementos da brasilidade.
C retoma a expressão de Machado de Assis, refutando-a.
D aponta a prevalência do europeu ao primeiro cearense.
E constitui um complemento às qualidades de Iracema.