Atenção : Utilize o texto abaixo para responder às questões de números 12 a 14.
Outro dia, em busca de determinada informação, caiu-me às mãos um calendário de 1866. Por força do hábito, examinei-o pelo avesso e descobri um panorama encantador. Como todos antes dele, foi um ano cheio de domingos. Nasceu e morreu gente. Declararam-se guerras e fizeram-se as pazes, não necessariamente nessa ordem. O barco a vapor, o telégrafo e a fotografia eram as grandes novidades, e já havia no ar um xodó pela tecnologia. Mas não adiantava: aquele mundo de 150 anos atrás continuava predominantemente literário.
Eram tempos em que, flanando pelas grandes cidades, os mortais podiam cruzar com os escritores nas ruas — poetas, romancistas, pensadores —, segui-los até seus cafés, sentar-se à mesa do lado, ouvir o que eles diziam e, quem sabe, puxá-los pela manga e oferecer-lhes fogo. Talvez em nenhuma outra época tantos gênios morassem nas mesmas cidades, quem sabe até em bairros vizinhos. E todos em idade madura, no auge de suas vidas ativas e criativas.
Na Paris de 1866, por exemplo, roçavam cotovelos Alexandre Dumas, Victor Hugo, Baudelaire. Em Lisboa, Antero de Quental, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz. E, no Rio, bastava um pulinho à rua do Ouvidor para se estar diante de Machado de Assis e José de Alencar.
Que viagem, a 1866.
(Adaptado de: CASTRO, Ruy. Viagem a 1866. Disponível em: www.folha.uol.com.br)
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MACKENZIE
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Considere o texto a seguir:
Em certa cidade, foi realizada uma pesquisa para saber quais eram os meios de transporte comumente utilizados pelos habitantes em seu dia a dia: automóvel, metrô, ônibus e bicicleta.
O resumo dos resultados diz, dentre outras coisas, que:
− Há os que andam exclusivamente de ônibus, os que andam exclusivamente de automóvel e os que andam exclusivamente de metrô.
− Ninguém anda exclusivamente de bicicleta.
− Ninguém que anda de automóvel usa ônibus.
− Dentre os que andam de bicicleta, há os que também usam metrô, os que também usam ônibus e os que também usam ambos (metrô e ônibus).
− Dentre os que andam de automóvel, há os que também usam metrô, os que também usam bicicleta e os que também usam ambos (metrô e bicicleta).
Os resultados da pesquisa poderiam ser representados no diagrama abaixo, no qual os números estão apenas nomeando as regiões ( não indicam quantidades ):
Assim, pelas afirmações expostas acerca dos resultados da pesquisa, é possível concluir que algumas regiões do diagrama ficariam vazias. São todas elas apenas as que estão indicadas pelos números
Texto associado
Um trecho do texto está reescrito corretamente, em conformidade com a norma-padrão da língua e com o sentido preservado em linhas gerais, em:
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 39 e 40, considere a planilha abaixo, que se refere aos "Médicos especialistas, segundo número de títulos por médico – Brasil, 2014", obtida da Demografia Médica de 2015.
A
B
C
1
Títulos em especialidades
Médicos
%
2
1
164670
71,95%
3
2
52.319,00
22,86%
4
3 ou mais
11.873,00
5,19%
5
Total
228.862,00
A
B
C
1
Títulos em especialidades
Médicos
%
2
1
164670
71,95%
3
2
52.319,00
22,86%
4
3 ou mais
11.873,00
5,19%
5
Total
228.862,00
Considerando que a planilha foi editada no Microsoft Excel 2007, em português, a fórmula utilizada para calcular a porcentagem na célula C2, que deve ser arrastada para as células C3 e C4, corresponde a
O SETUP é um programa de configuração do hardware do computador que pode ser chamado antes da inicialização do Sistema Operacional, pressionando-se normalmente a tecla Delete. Através deste programa é possível indicar, por exemplo, o drive no qual está instalado o sistema operacional. Nos computadores atuais, o SETUP vem armazenado
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 8, considere o texto abaixo.
Lições erradas
Dividimos a história em eras, com começo e fim bem definidos, e mesmo que a ordem seja imposta depois dos fatos – a gente vive para a frente mas compreende para trás, ninguém na época disse “Oba, começou a Renascença!” – é bom acreditar que os fatos têm coerência, e sentido, e lições. Mas podemos aprender a lição errada.
A gente fala nos loucos anos 20, quando várias liberdades novas começavam a ser experimentadas, e esquece que foi a era que gerou o fascismo e outras formas liberticidas. O espírito da “era do jazz” foi também o espírito totalitário. Prevaleceram não os passos do charleston* , mas os passos de ganso dos nazistas.
A leitura convencional dos anos 40 é que foram os anos em que os Estados Unidos salvaram a Europa dela mesma. Na verdade, a Segunda Guerra salvou os Estados Unidos, acabou com a crise econômica que sobrara dos anos 30, fortalecendo a sua indústria ao mesmo tempo que os poupava da destruição que liquidou a Europa, fortalecendo um sistema econômico que mantém sua economia saudável até hoje. O fim da Segunda Guerra foi o começo da era americana. Os americanos salvaram o mundo – e ficaram com ele.
Já nos fabulosos anos 60, enquanto as drogas, o sexo e a comunhão dos jovens pela paz e contra tudo o que era velho tomavam conta das praças e das ruas, o conservadorismo se entrincheirava no poder.
Quando fizerem, no futuro, a leitura de nossa época, qual será a conclusão errada?
*Charleston = dança de salão muito difundida na década de 20
(Adaptado de: VERISSIMO, Luís Fernando. Banquete com os deuses . Rio de Janeiro: Objetiva, 2003, p. 207/208)
Lições erradas
Dividimos a história em eras, com começo e fim bem definidos, e mesmo que a ordem seja imposta depois dos fatos – a gente vive para a frente mas compreende para trás, ninguém na época disse “Oba, começou a Renascença!” – é bom acreditar que os fatos têm coerência, e sentido, e lições. Mas podemos aprender a lição errada.
A gente fala nos loucos anos 20, quando várias liberdades novas começavam a ser experimentadas, e esquece que foi a era que gerou o fascismo e outras formas liberticidas. O espírito da “era do jazz” foi também o espírito totalitário. Prevaleceram não os passos do charleston* , mas os passos de ganso dos nazistas.
A leitura convencional dos anos 40 é que foram os anos em que os Estados Unidos salvaram a Europa dela mesma. Na verdade, a Segunda Guerra salvou os Estados Unidos, acabou com a crise econômica que sobrara dos anos 30, fortalecendo a sua indústria ao mesmo tempo que os poupava da destruição que liquidou a Europa, fortalecendo um sistema econômico que mantém sua economia saudável até hoje. O fim da Segunda Guerra foi o começo da era americana. Os americanos salvaram o mundo – e ficaram com ele.
Já nos fabulosos anos 60, enquanto as drogas, o sexo e a comunhão dos jovens pela paz e contra tudo o que era velho tomavam conta das praças e das ruas, o conservadorismo se entrincheirava no poder.
Quando fizerem, no futuro, a leitura de nossa época, qual será a conclusão errada?
*Charleston = dança de salão muito difundida na década de 20
(Adaptado de: VERISSIMO, Luís Fernando. Banquete com os deuses . Rio de Janeiro: Objetiva, 2003, p. 207/208)