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Um paciente de 70 anos, ensino superior, relata estar sendo furtado por sua esposa e afirma haver um complô para matá-lo. No miniexame do estado mental, encontra-se desorientado no tempo e no espaço e não consegue evocar as três palavras, embora as tenha repetido corretamente alguns minutos antes. Sua esposa relata que sua memória para fatos recentes vem piorando de maneira progressiva há 1 ano, levando a prejuízos significativos em suas atividades instrumentais da vida diária. O diagnóstico mais provável é:

A transtorno esquizoide;
B doença de Alzheimer;
C episódio depressivo maior;
D crise psicótica aguda;
E atrofia de múltiplos sistemas.
Texto associado
Uma mulher de 30 anos, sem história de doença psiquiátrica prévia, apresenta há alguns anos quadros alternantes de dois grupamentos de sintomas. Primeiro grupo: ideação suicida, tristeza intensa, desvalia, fadiga e alterações no sono. Segundo grupo: excesso de euforia, logorreia, autoestima inflada, aceleração de pensamentos com “fuga de ideias”, perda de controle sobre as atitudes com intensificação de compulsões (alimentar, jogos, compras e desejos sexuais), irritabilidade, agressividade e delírios de grandeza.

Considerando o caso clínico relatado no texto 1, o diagnóstico mais provável da paciente em questão é:

A depressão recorrente;
B esquizofrenia;
C transtorno bipolar;
D demência precoce;
E transtorno obsessivo-compulsivo.

Uma paciente de 25 anos procura consultório de psiquiatria queixando-se de medo de ser abandonada e alegando não ser compreendida por seus amigos e familiares. Relata mudanças bruscas de humor que se iniciaram na adolescência, levando inclusive a brigas físicas com suas irmãs. Tem dificuldade em seus relacionamentos, pois não se julga boa o suficiente para os parceiros; posteriormente, porém, afirma que esses parceiros "não eram nada" e não mereciam sua atenção. Relata múltiplos parceiros e relações sexuais desprotegidas. Houve tentativa de suicídio há 5 anos. Refere também desconfiar que suas irmãs estão tramando para que ela não receba a herança do pai, que está doente. Faz uso ocasional de cocaína. Durante a anamnese, mostra-se bastante agitada e irritada com as perguntas do examinador. O diagnóstico mais provável é transtorno:

A bipolar;
B depressivo maior;
C de ansiedade generalizada;
D de personalidade borderline;
E de personalidade antissocial.

Uma mulher de 50 anos, que vinha em acompanhamento oncológico por câncer de mama, é internada com dor óssea refratária às medicações orais. Foram detectadas metástases ósseas, hepáticas e pulmonares. A dor foi bem controlada e foram realizados todos os exames pertinentes ao quadro clinico apresentado. Além disso, a equipe médica discutiu sobre a importância da avaliação da espiritualidade da paciente. Em relação à avaliação da espiritualidade em pacientes que estão em cuidados paliativos, é correto afirmar que:

A o rastreio da espiritualidade não está recomendado para pacientes em cuidados paliativos;
B a avaliação da espiritualidade deve ser realizada apenas nos pacientes que se consideram religiosos;
C o rastreamento breve da espiritualidade deve ser realizado apenas pelo serviço de capelania ou líderes religiosos;
D angústia ou sofrimento espiritual pode amplificar outros tipos de sofrimento dos pacientes, como a dor física ou emocional;
E os pacientes e cuidadores geralmente não querem que sua espiritualidade seja abordada pelo profissional de saúde.

Uma mulher de 38 anos queixa-se da presença de um nódulo tireoidiano, detectado em uma ultrassonografia de rotina. Quando da anamnese e exame físico, não apresenta sintomas relacionados à hiperfunção ou hipofunção da tireoide. Não há dor, dificuldade para engolir ou alterações na voz. A palpação da tireoide não revela nenhuma anormalidade. A ultrassonografia confirma a presença de um nódulo tireoidiano solitário de 2 cm de diâmetro, com classificação TI-RADS

IV. Diante desse quadro, a conduta propedêutica mais apropriada é:

A solicitar cintilografia da tireoide com iodo 131;
B encaminhar para tireoidectomia total devido ao risco de malignidade do nódulo;
C monitorar com ultrassonografia seriada a cada 6 meses para avaliar o crescimento do nódulo;
D realizar tratamento com levotiroxina para suprimir o crescimento do nódulo e reduzir o risco de malignidade;
E realizar biópsia por punção aspirativa com agulha fina (PAAF) para avaliar a citologia do nódulo e orientar o tratamento subsequente.

No consultório, dá entrada um paciente de 38 anos, com suspeita clínica de síndrome de Lynch, que precisa de confirmação do diagnóstico. O método que pode confirmar a hipótese é:

A teste genético para mutações no gene BRCA1;
B colonoscopia de rotina a cada 10 anos;
C colonoscopia com exérese do pólipo e estudo histopatológico;
D tomografia computadorizada (TC) abdominal anual;
E teste genético para mutações nos genes MLH1, MSH2, MSH6 e PMS2.

O conhecimento da biologia molecular tumoral tem trazido diversos avanços diagnósticos e terapêuticos em oncologia. Sobre a biologia do câncer colorretal, é correto afirmar que:

A o DCC é um oncogene, presente em 70% dos tumores colorretais;
B o gene MYH é um gene de supressão tumoral envolvido na síndrome de Lynch;
C o APC é um gene de supressão, cuja mutação ocorre em 80% dos cânceres colorretais;
D o KRAS é um oncogene de expressão na transformação do epitélio colônico normal em displasia;
E o p53 é um proto-oncogene de expressão na transformação do epitélio displásico em adenoma.

Um paciente, vítima de queda de laje, chega ao pronto-socorro com agitação psicomotora, taquipneia, cianose e turgência de veias jugulares. A PA está inaudível. Ao exame do tórax, verifica-se hipertimpanismo e murmúrio vesicular abolido em hemitórax direito. Após a avaliação das vias aéreas e proteção da coluna cervical, a próxima conduta a ser tomada nesse caso é:

A raio X de tórax AP na sala de emergência;
B toracocentese no 2º espaço intercostal direito;
C drenagem em selo d’água no 5º espaço intercostal direito;
D toracotomia anterior direita na sala de emergência;
E punção pericárdica no espaço subxifoide.

Um paciente de 34 anos apresenta-se na consulta com histórico de obesidade grave há mais de 10 anos. Ele tem um índice de massa corporal (IMC) de 44 kg/m² e sofre de várias comorbidades relacionadas à obesidade, incluindo diabetes tipo 2, hipertensão arterial e apneia do sono. Ele já tentou vários tratamentos, incluindo dietas supervisionadas, programas de exercícios e medicações para perda de peso, sem sucesso. Relata que essas condições estão afetando seriamente sua qualidade de vida e capacidade de trabalho. Após uma avaliação completa, ele é considerado um bom candidato para cirurgia bariátrica. A técnica considerada o “padrão ouro” para esse paciente é:

A gastrectomia vertical ( sleeve gastrectomy );
B banda gástrica ajustável;
C duodenal switch (DS);
D balão intragástrico;
E bypass gástrico em Y de Roux (RYGB).

Um homem de 28 anos, admitido no pronto-socorro após um acidente automobilístico, apresenta ectoscopicamente sinais evidentes de trauma abdominal. Na avaliação neurológica inicial, está consciente, mas confuso. Seus sinais vitais são: pressão arterial de 85/60 mmHg, frequência cardíaca de 130 bpm, frequência respiratória de 28 ipm, saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. Sua pele está fria e pegajosa, com enchimento capilar prolongado. Refere dor intensa no abdômen. O abdômen está tenso e distendido, com dor à palpação e sem peristaltismo audível. Os exames complementares mostram hemoglobina 8 g/dL com hematócrito de 24%. Foi realizado um FAST ( Focused Assessment with Sonography for Trauma ), que mostrou líquido livre na cavidade peritoneal. Radiografia de tórax e pelve não mostrou fraturas. Nesse momento, seu diagnóstico é de choque hipovolêmico grau III por hemorragia intra-abdominal. A conduta adotada deverá ser:

A administração de solução salina isotônica e monitoramento em observação;
B transfusão sanguínea de hemoderivados na relação 1/1/1 e intervenção cirúrgica imediata;
C administração de medicamentos vasopressores para aumentar a pressão arterial;
D administração de diuréticos para reduzir a pressão intra-abdominal;
E realização de tomografia computadorizada (TC) de abdômen para avaliação adicional antes de qualquer intervenção.