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Transformadores de instrumentação são importantes para os sistemas de proteção, visto que fornecem informações primordiais sobre as grandezas utilizadas pelas funções de proteção. Por essa razão, cuidado especial deve ser tomado na seleção de

A transformadores de potencial, porque estes podem apresentar erros decorrentes da sua resposta dinâmica, o que indica a necessidade de sua substituição por transformadores de potencial capacitivos.
B transformadores de corrente, já que podem sofrer saturação por componentes unidirecionais de curto- -circuito e pelas componentes de regime permanente.
C transformadores de potencial, já que o seu desempenho térmico é fundamental para manter a sua resposta dinâmica dentro de padrões aceitáveis.
D equipamentos que sejam capazes de reproduzir os sinais primários de forma contestável, e sejam solidamente aterrados, para que os potenciais sejam seguros para manuseio pelas equipes de proteção.
E instrumentos de transformação compatíveis entre si, para que estes forneçam as informações de impedância ao sistema de proteção.

Quanto ao processo de digitalização de subestações, pode-se afirmar corretamente que este é

A incipiente, visto que é baseado em relés de proteção numéricos monofuncionais e unidades terminais remotas, que desempenham funções de automação. A comunicação entre esses elementos é baseada em protocolos proprietários, o que impede a escalabilidade das soluções.
B desnecessário, visto que os relés eletromecânicos utilizados atualmente são multifuncionais e desempenham diversas funções de proteção e automação. Esses relés se comunicam com os centros de operação por meio de protocolos Ethernet padrão e, portanto, constituem elementos fundamentais nos processos de digitalização atuais.
C supérfluo, visto que a utilização de dispositivos eletrônicos inteligentes, que desempenham diversas funções de proteção e automação, além de se comunicarem entre si por meio de protocolos de comunicação internacionais e abertos, não é suficiente para garantir confiabilidade e qualidade de energia elétrica.
D inevitável, para garantir confiabilidade e qualidade de energia elétrica, e atualmente é baseado em dispositivos eletrônicos inteligentes, que desempenham diversas funções de proteção e automação, além de se comunicarem entre si por meio de protocolos de comunicação internacionais e abertos.
E questionável, uma vez que os dispositivos eletrônicos inteligentes normalmente utilizados possuem tempo médio entre falhas pequeno e tempo médio de reparo elevado. Além disso, comunicam-se por meio de protocolos de comunicação internacionais e abertos, que não favorecem a interoperabilidade com os demais dispositivos.

Uma linha de transmissão de circuito simples possui dois terminais: L e R. No terminal L, é instalado um dispositivo eletrônico inteligente que se comunica com outro, instalado no terminal R. Para a teleproteção dessa linha de transmissão, é utilizada a transferência de disparo por subalcance (do inglês DUTT – Direct Underreach Transfer Trip ) entre os dois dispositivos. Essa técnica consiste no comando de abertura do disjuntor do terminal L, pelo dispositivo eletrônico inteligente instalado nesse terminal, quando qualquer elemento da função de distância desse dispositivo entrar nas zonas de proteção, com suas devidas temporizações,

A e quando houver falha no sinal que indica que qualquer elemento da função de distância do dispositivo instalado no terminal R tenha entrado em qualquer uma das suas zonas de proteção.
B e quando for ausente o sinal que indica que qualquer elemento da função de distância do dispositivo instalado no terminal R tenha entrado na sua zona primária de atuação.
C ou quando o sinal que indica que qualquer elemento da função de distância do dispositivo instalado no terminal R tiver entrado na sua zona primária de atuação.
D e quando o sinal que indica que qualquer elemento da função de distância do dispositivo instalado no terminal R tiver entrado na sua zona secundária de atuação.
E apenas quando o sinal que indica que qualquer elemento da função de distância do dispositivo instalado no terminal R tiver entrado na sua zona reversa de atuação.

A proteção diferencial é um tipo de função de proteção que utiliza a lei de Kirchhoff para corrente e

A a sua temporização garante coordenação com a proteção de sobrecorrente, normalmente utilizada como proteção de retaguarda.
B a lei de Kirchhoff para a tensão, de modo a calcular a potência que trafega pelo elemento protegido, seja ele um transformador, um gerador ou um barramento.
C a impedância de sequência positiva do elemento protegido, seja ele um transformador, um gerador ou um barramento, para calcular a queda de tensão nesse elemento.
D a termografia dos condutores do elemento protegido, seja ele um transformador, um gerador ou um barramento, para estimar a curva tempo vs. corrente desse elemento.
E é considerada unitária, visto que a sua zona de proteção é claramente definida pelo transformadores de corrente utilizados.

Após o condicionamento e a amostragem de um determinado sinal, que excursiona entre os valores 0 e 1024 [mV], o conversor A/D de um equipamento eletrônico está apto a efetuar a quantização desse sinal analógico. Dado que esse conversor é de 12 bits , o valor do least significant bit (LSB) é de aproximadamente

A 1,00 [mV].
B 0,75 [mV].
C 0,50 [mV].
D 0,25 [mV].
E 0,13 [mV].

Os sistemas de numeração tipicamente utilizados atualmente são o sistema decimal, o sistema binário e o sistema hexadecimal. A regra de formação desses sistemas de numeração é a mesma e, para se obter a representação correta de qualquer número em qualquer um desses sistemas, basta utilizar a base correta (“10” para o sistema decimal, “2” para o sistema binário, e “16” para o sistema hexadecimal). Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta corretamente o número “145” em um sistema ternário, que utiliza base “3”.

A 2201
B 12101
C 2101
D 11201
E 12210

Sobre a concentração de tensões a ser considerada nos dimensionamentos dos projetos mecânicos, é correto afirmar que

A provoca aumento do coeficiente de segurança a ser aplicado, reduzindo a tensão admissível considerada.
B reduz a tensão atuante na peça e também o coeficiente de segurança considerado.
C quanto maior for, menor será o crescimento do coeficiente de segurança considerado, reduzindo custos.
D se torna mais relevante quanto menos bruscas (mais suaves) forem as mudanças de seção ou geometria da peça considerada.
E não afeta o coeficiente de segurança, se o material utilizado para a peça for frágil e as cargas de impacto.

A respeito dos tipos de solicitações e esforços a serem considerados no projeto de uma peça mecânica, é correto afirmar que

A a torção não é considerada em estruturas não rotativas.
B a tração está relacionada a uma menor resistência que a flexão, em vigas bi-apoiadas idênticas.
C a tensão de cisalhamento define o dimensionamento tanto na torção como na flexão e na flambagem.
D os esforços externos de flexão (momentos fletores) sempre provocam torção relevante.
E a flambagem está relacionada aos carregamentos normais de compressão.

Sobre o conceito de falha por fadiga, é correto afirmar que

A acabamentos superficiais e concentração de tensões podem influenciar.
B normalmente está associada a cargas invariáveis com o tempo, porém muito elevadas.
C normalmente está associada a cargas estáticas, porém de grande intensidade.
D ocorre somente quando o esforço aplicado é superior ao previsto, devido a um impacto, por exemplo.
E não pode ser evitada.