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Método alicerçado nos princípios da humanização e amplamente apoiado pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde; considerado um tipo de assistência neonatal, em equipe de caráter interdisciplinar, que favorece maior contato e maior participação dos pais no cuidado ao recém-nascido de baixo peso; desenvolve-se em 3 fases sequenciais, desde o início do nascimento até os 7 anos de idade, e passa pela unidade de terapia intensiva neonatal, pela unidade mãe-bebê e pelo ambulatório de seguimento. Trata-se

A da Avaliação Pediátrica Multiprofissional
B da Brinquedoteca
C do Follow-up Pediátrico
D da Mãe Canguru
E da Estimulação precoce

Sobre as ações do terapeuta ocupacional no contexto da assistência na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN), é correto afirmar que

A suas intervenções têm o intuito de oferecer ao bebê um nível ótimo de estimulação, buscando ajustar os estímulos ofertados aos momentos em que o bebê apresenta sinais de retraimento.
B o atendimento individualizado aos pais deve ser priorizado e realizado em espaço extra-hospitalar, pelo fato de o processo de internação do recém-nascido ser fonte de angústia, medo, culpa e raiva, além de interferir na autonomia e na capacidade de cuidar.
C o profissional deve treinar equipe e orientar cuidadores quanto aos manuseios terapêuticos e ao posicionamento adequado do bebê, de modo a favorecer sua organização.
D seu olhar dirige-se exclusivamente ao neonato, buscando avaliar seu estado global e observar sua evolução, de modo a identificar possíveis atrasos no desenvolvimento e iniciar a estimulação precoce.
E a intervenção junto ao contexto se dá a partir de adaptações que busquem ajustar o ambiente da UTIN às necessidades de estímulo do bebê, como inserção de cores nas incubadoras e nos aventais dos profissionais.

A permanência do recém-nascido na unidade de tratamento intensivo pode dificultar a interação entre mãe e filho, prejudicar o desenvolvimento do apego e ocasionar desordens em seu relacionamento. Em relação ao desenvolvimento das relações de apego entre mãe e seu bebê, são possibilidades de intervenções do terapeuta ocupacional:

A estimular a mãe a tocar seu bebê, conversar com ele e olhá-lo no olho, orientando-a quanto ao toque adequado e favorecendo sua percepção das necessidades da criança, além de favorecer a interação e o apego emocional.
B auxiliar a mãe a expressar suas dúvidas, angústias e medos, atendendo-a em setting adequado, trabalhando o seu luto do bebê idealizado e contribuindo para a construção simbólica do bebê real, por meio de interpretações.
C sensibilizar o pai quanto à necessidade de contribuir para a organização dos cuidados à casa e à rotina, para que a chegada do bebê não sobrecarregue a mãe e para fortalecer a unidade familiar em sua distribuição de papéis.
D substituir procedimentos de cuidado ofertados pela equipe, como alimentação parenteral, sonda e/ou monitoramento, por cuidados básicos ofertados pelos pais, como troca de fralda, banho e cuidados com a pele
E orientar a equipe a reorganizar o espaço de cuidado e a rotina de procedimentos, postergando ações específicas da unidade de modo a priorizar momentos de interação dos pais com o bebê.

A brinquedoteca, prevista pela Política de Humanização do SUS, configura-se como espaço saudável nas unidades de saúde que oferecem atendimento pediátrico em regime de internação. Assinale a alternativa que descreve corretamente suas diretrizes de funcionamento.

A Sua implementação deverá ser precedida de uma divulgação e sensibilização junto à comunidade, que deverá participar do espaço, de modo a promover a ampliação de vínculos afetivos.
B Os horários de funcionamento da brinquedoteca deverão ser definidos pelo hospital, e o horário de acesso de cada criança deverá ser definido pelos pais e/ou cuidadores, em parceria com a equipe.
C Os brinquedos disponibilizados deverão remeter ao espaço da internação, de modo a facilitar o contato das crianças com os procedimentos e promover sua aceitação.
D A família e os acompanhantes das crianças internadas deverão contribuir com a organização e higiene dos brinquedos, proporcionando momentos de responsabilização de familiares.
E Para as crianças impossibilitadas de andar ou sair do leito, os profissionais deverão facilitar seu acesso às atividades desenvolvidas pela brinquedoteca, dentro das enfermarias.

Proposta da Política Nacional de Humanização cujo intuito é garantir o elo entre o paciente, sua rede social e os diversos serviços da rede de saúde, a partir da ampliação do acesso de familiares e de pessoas que compõem a rede social do paciente às unidades de internação. Trata-se

A do direito ao acompanhante.
B do grupo para familiares e cuidadores.
C da visita aberta.
D da construção da rede de apoio.
E da sala de espera.

A respeito da participação dos visitantes e acompanhantes no processo de internação hospitalar, é correto afirmar que

A visita e acompanhante são elementos de obstrução ao trabalho do hospital, compreendidos como uma demanda que precisa ser contida, pois dificulta a possibilidade de ação da equipe.
B a falta de estruturas física e profissional destinadas ao acolhimento dos visitantes e dos acompanhantes justifica a necessidade de restrição do horário de visitas e da participação dos acompanhantes no cuidado.
C sua presença favorece uma continuidade entre o contexto da vida em família e na comunidade e o ambiente hospitalar, de modo que a pessoa não desenvolva o sentimento de perda de contato com sua vida cotidiana.
D a participação de visitantes e acompanhantes no processo de avaliação contribui para melhor captar os dados do contexto de vida do paciente, afinal, diante da presença deles, a comunicação com o paciente é preterida.
E sua presença contribui para diminuição do trabalho da equipe, pois visitantes e acompanhantes também são responsáveis por observar a apresentação do paciente e registrar as mudanças observadas.

O conceito de ________ abrange um conjunto de medidas capazes de promover ________em quadros de , ______________por meio do alívio da dor e dos sintomas estressantes, a partir de uma abordagem que inclua _____________ao doente e seus familiares, desde o diagnóstico até o final da vida e estendendo-se ao período de ________ . Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto.

A atenção psicossocial ... a cura ... transtornos psiquiátricos ... reinserção social ... internação.
B economia de energia ... o bem estar ... doenças crônicas ... reabilitação e manutenção de ganhos ... estabilidade.
C promoção da saúde ... a satisfação pessoal ... doenças graves ... capacitação e entretenimento ... piora do quadro.
D cuidados paliativos ... a qualidade de vida ... doenças terminais ... suporte emocional, social e espiritual ... luto.
E prevenção de agravos ... a piora ... doenças degenerativas ... orientação e treinamento ... reabilitação.

O adoecimento e a hospitalização demandam diferentes intervenções, por vezes inesperadas e desconhecidas pelo paciente, havendo intensificação do sofrimento quando ocorrem procedimentos invasivos. Nesse contexto, o terapeuta ocupacional

A busca avaliar as rupturas provocadas pelo processo de internação, como o afastamento do trabalho e o consequente comprometimento financeiro, e propõe intervenções que promovam resiliência e ganhos materiais, como oficinas de geração de renda.
B contribui para estabelecer relações entre as condições apresentadas e as alterações no desempenho ocupacional; para tanto, o profissional deve conhecer uma ampla diversidade de diagnósticos, bem como a heterogeneidade dos sintomas com os quais irá lidar em suas intervenções.
C dirige sua atuação ao sofrimento provocado pelas mudanças dos papéis ocupacionais a partir do adoecimento e, em parceria com psicólogo e psiquiatra, oferece escuta, psicotrópicos e suporte emocional aos familiares, como estratégias de superação desse sofrimento.
D auxilia o paciente no confronto entre sua condição atual e sua vida ativa e independente, anterior à hospitalização, promovendo oportunidades de reconhecimento da condição de objeto de cuidados em que se encontra, e reforçando como protetivas as restrições vividas no momento.
E favorece a adesão ao tratamento na medida em que oferta atividades expressivas, como uso de argila e colagens, para externalizar sentimentos como ambivalência, ansiedade, angústia, raiva, culpas, medo, tristeza, desvalia, fragilidade e impotência.

Assinale a alternativa que identifica, correta e respectivamente, as áreas de atuação do terapeuta ocupacional em contextos hospitalares correlatas às competências descritas pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional apresentadas a seguir.

I. Compreende o planejamento e a execução da intervenção terapêutico ocupacional junto aos pacientes, familiares e acompanhantes e/ou cuidadores, em regime de internação e ambulatorial, assim como aos trabalhadores e gestores, em diferentes contextos hospitalares.

II. Compreende a atuação do terapeuta ocupacional em visita domiciliar, assistência domiciliar, internação domiciliar e na rede assistencial de suporte em saúde, quando realizados por equipe hospitalar.

III. Compreende o oferecimento de cuidados terapêuticos ocupacionais junto a equipes multiprofissionais a pacientes com condições crônico-degenerativas potencialmente fatais, e que estão em tratamento sem condições de modificação da doença.

A I- atenção especializada; II- atenção básica; III- atenção a quadros críticos
B I- enfermaria de agudos; II- preparação para a alta; III- enfermaria de crônicos
C I- trabalho em equipe interprofissional; II- rede de cuidados à saúde; III- rede de atenção psicossocial
D I- atenção intra-hospitalar; II- atenção extra-hospitalar; III- atenção em cuidados paliativos
E I- unidade ambulatorial; II- unidade de internação domiciliar; III- unidade de terapia intensiva

No cuidado a pacientes com câncer em fase terminal em contextos hospitalares, a intervenção do terapeuta ocupacional

A é voltada à preparação para o luto, no momento de término de uma terapia curativa; nessa fase, compreeende-se que o tratamento ativo chegou ao fim e faz-se necessária uma mudança de foco.
B é tida como secundária diante das ações dos demais profissionais que compõem a equipe multidisciplinar, afinal as intervenções médicas são as de maior importância diante de uma doença terminal.
C é caracterizada pelo uso de atividades que ampliem o potencial reflexivo do paciente, ajudando-o a descartar experiências prévias, confrontar seus medos e visualizar o que deseja fazer no curto período de vida que lhe resta.
D está associada à capacidade de sensibilizar paciente e familiares quanto à fragilidade do momento, buscando dirigi-los a atividades espirituais e religiosas que lhes tragam conforto e apoio, diante do risco iminente de morte.
E é baseada em uma abordagem holística e centrada no cliente, no contexto dos cuidados paliativos, e tem como foco principal a valorização da vida e da autonomia da pessoa com doença fora de possibilidade de cura.