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Homem, 61 anos, encaminhado ao hematologista devido leucócitos totais de 56.000/uL com 92% de linfócitos em hemogramas seriados, sem outras citopenias. imunofenotipagem de sangue periférico evidenciou linfócitos CD19+ CD79b + fraco, CD5+, CD10-, CD23+, CD200+, FMC7+ fraco. Paciente retorna para consulta assintomático trazendo novo hemograma: Hb 8g/dL, leucócitos totais 81.000/uL com 89% de linfócitos e plaquetas de 110.000/uL. Contagem de reticulócitos 354.000/mm³, LDH 424 U/L (VN 120-246), bilirrubinas totais de 2,6 mg/dl (VN 0,3-1,2), bilirrubina direta 0,3 mg/dL (VR

A Leucemia linfocítica crônica, Binet C. Dessa forma, deve-se seguir com pesquisa de mutação do IGHV e pesquisa de mutação TP53 ou del17p para melhor definição terapêutica
B Linfoma de células do manto forma leucêmica. Como paciente assintomático, pode-se optar por conduta expectante com acompanhamento laboratorial trimestral
C Leucemia Linfocítica Crônica. Para definição correta de estadiamento, deve-se prosseguir com TC de pescoço, tórax e abdome
D Linfoma de células do manto forma leucêmica. Diante de queda hematimétrica deve-se considerar tratamento com R-CHOP
E Leucemia Linfocítica Crônica, Binet A. Deve-se iniciar corticoterapia para tratamento de anemia hemolítica autoimune

Criança de 4 anos de idade é admitida em sala de urgência, após queda em domicílio. Houve relato de queda altura de 3 metros há aproximadamente 1 hora. Foi encontrada no chão desacordada. Ao exame físico: escala de Glasgow 6, sudorese, palidez, FC: 69 bpm, FR: 11 ipm, PA = 140x80 mmHg. Apresenta hematoma em região parietal direita. Assinale a alternativa correta quanto ao manejo inicial.

A Estabilizar vias aéreas, administrar oxigênio a 100%, realizar IOT, estabelecer acesso venoso e administrar nitroprussiato de sódio para controle de pressão arterial
B Estabilizar vias aéreas e coluna cervical, realizar intubação orotraqueal, avaliação e adequação hemodinâmica, administrar solução salina hipertônica e se mantiver estável encaminhar para tomografia de crânio
C Estabilizar vias aéreas e coluna cervical, manter com oxigênio a 100% em máscara não reinalante, realizar monitorização hemodinâmica e liberar solução salina hipertônica
D Estabilizar vias aéreas e coluna cervical, administrar oxigênio a 100%, iniciar bloqueador neuromuscular, e aguardar avaliação do neurocirurgião
E Manter colar cervical, fornecer oxigênio a 100% e realizar solução salina hipertônica enquanto aguarda avaliação do neurocirurgião

Homem, 53 anos, com diagnóstico de Leucemia Mieloide Crônica em fase crônica, com resposta hematológica completa e BCRABL 2,3% aos 12 meses de tratamento com Imatinibe. Previamente hipertenso, diabético e dislipidemico. Pesquisa de mutação positiva para T315I. Possui doador HLA compatível. Assinale a alternativa que apresenta a opção terapêutica mais indicada para o caso.

A Aumentar dose de Imatinibe
B Substituir por Nilotinibe
C Substituir por Dasatinibe
D Substituir por Ponatinibe
E Transplante de medula óssea alogênico

Homem,60 anos, apresenta massa cervical de crescimento progressivo lento nos últimos 8 meses. Realizou biópsia compatível com Linfoma de Hodgkin clássico. Hemograma e VHS normais. PET-CT evidenciou linfonodos em região axilar de 4 cm, região cervical 3,2 cm, bem como presença de linfonodos retroperitoneais hipercaptantes. Iniciou protocolo com 2 ciclos de ABVD (Doxorrubicina, Bleomicina, Vinblastina e Dacarbazina). Retorna em consulta de acompanhamento após realização de novo PET-CT que evidenciou regressão de linfonodomegalias (máximo 1,2cm) com SUV 2,4 (referência: SUV hepática 3,3; SUV pool mediastinal 2,0).A melhor conduta é:

A manter Bleomicina e realizar mais 4 ciclos de ABVD
B omitir Bleomicina e realizar mais 4 ciclos de AVD
C manter Bleomicina e realizar mais 2 ciclos de ABVD com radioterapia 30Gy
D escalonar terapia com esquema BEACOPP (Bleomicina, Etoposídeo, Doxorrubicina, Ciclofosfamida, Vincristina, Procarbazina e Prednisona)
E transplante autólogo de consolidação

Em um paciente com traumatismo crânioencefálico grave os sinais clínicos de hipertensão intracraniana que compreendem a Tríade de Cushing são:

A Bradicardia, hipotensão arterial e taquipnéia
B Vômitos, anisocoria e taquipnéia
C Taquicardia, hipertensão arterial e bradpnéia
D Anisocoria, bradicardia e hipotensão arterial
E Bradicardia, hipertensão arterial e bradpnéia

Um lactente de 1 ano e 6 meses de vida, internado na UTI Pediátrica por pneumonia complicada, evoluiu com desconforto respiratório progressivo, gemência e queda da saturação, apesar da instituição de ventilação não invasiva. Para a intubação foram administrados midazolam e fentanil, o bebê apresentou rigidez torácica e necessidade de aumento da pressão para ventilação e manutenção da saturação. Assinale a alternativa que apresenta o medicamento para reverter a complicação descrita.

A Neostigmina
B Flumazenil
C Naloxona
D N-acetilcisteína
E Atipamezole

Homem 62 anos, em acompanhamento regular com hematologista por diagnóstico de Policitemia Vera com mutação JAK2 V617F, sem outras comorbidades. Há 7 meses paciente evoluiu com astenia, perda de peso, esplenomegalia sintomática com necessidade de opioide para controle da dor, além de necessidade transfusional com concentrado de hemácias duas vezes ao mês e concentrado por aférese de plaquetas semanais. Hemograma evidenciou Hb 6,5 g/dl, leucócitos 5.300/uL com 1% de blastos circulantes e plaquetas 13.000/uL. Nova biópsia de medula óssea demonstrou celularidade 10%, 4% de blastos com fibrose reticulínica grau 3+. Iniciado uso de Ruxolitinibe há 6 meses sem melhora da esplenomegalia ou necessidade transfusional. Não possui irmãos vivos. ECOG 0. Assinale a alternativa que apresenta o tratamento mais adequado para esse paciente.

A Manter Ruxolitinibe
B Manter Ruxolitinibe e adicionar Hidroxiuréia
C Substituir por Hidroxiurea
D Transplante de Medula Óssea autólogo
E Transplante de Medula Óssea alogênico

Homem, 64 anos, apresenta quadro de astenia há 2 semanas, associado a surgimento de linfonodo em região cervical de aproximadamente 5,0 cm, axilar 3,4 cm, além de lesões nodulares em membros superiores, com alteração de função hepática. Realizou biópsia excisional de linfonodo cervical com histoquímica positiva para CD2, CD4, CD30 homogêneo forte, CD25, CD43, EMA, ALK; e negativo para CD3, PAX-5. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta o tratamento mais adequado.

A Terapia com Brentuximab (anti-CD30) em associação ao esquema AVD (Doxorrubicina, Vincristina e Dacarbazina)
B Terapia com ABVD (Doxorrubicina, Bleomicina, Vincristina, Dacarbazina)
C Terapia com R-CHOP (Rituximabe, Ciclofosfamida, Doxorrubicina, Vincristina, Etoposideo, Prednisona)
D Transplante de Medula óssea autólogo na primeira resposta completa
E CHOEP (Ciclofosfamida, Doxorrubicina, Vincristina, Etoposideo, Prednisona)

Homem de 45 anos apresenta quadro de adenopatia cervical e axilar, com PET-CT com hipercaptação em linfonodos cervicais, axilares, inguinais e retroperitoneais. Hemograma, desidrogenase lática e estudo medular sem alterações. Há 1 ano foi diagnosticado com linfoma difuso de grandes células B com realização de 6 ciclos de RCHOP (Rituximab, Ciclofosfamida, Doxorrubicina, Vincristina e Prednisona) atingindo remissão completa. Uma vez confirmada a recaída da doença, o manejo mais apropriado é:

A reiniciar esquema com R-CHOP uma vez que a recaída ocorreu após mais de 6 meses
B transplante alogênico de medula óssea se doador aparentado compatível
C iniciar protocolo R-ICE (Rituximabe, Ifosfamida, Carboplatina, Etoposídeo) ou R-DHAP (Rituximabe, Dexametasona, AraC, Cisplatina) seguido por TMO autólogo
D radioterapia de sítio envolvido associado a Obinotuzumabe
E encaminhar paciente para protocolo de estudo clínico com CAR-T

Nos pacientes gravemente enfermos, o acesso venoso, é fundamental e deve ser estabelecido o mais rápido possível. Assinale a alternativa incorreta .

A O acesso venoso periférico é seguro e deve ser monitorado quanto ao risco de extravasamento de drogas
B A via endotraqueal deve ser priorizada na impossibilidade da via endovenosa ou intraóssea
C Aminas vasoativas podem ser iniciadas em acesso venoso periférico calibroso e preferencialmente mais diluídas
D A via intraóssea é uma boa opção quando não estabelecido acesso venoso periférico, mas deve ser temporária
E Todos os medicamentos podem ser realizados por via endotraqueal com segurança, sendo as doses bem estabelecidas e a absorção garantida