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A infecção por Clostridium difficile mantém-se como uma das maiores causas de diarreia relacionada aos cuidados de saúde e estabeleceu-se como um patógeno importante também na comunidade. Acerca da prevenção e controle dessa enfermidade, assinale a alternativa correta.

A O isolamento de contato em pacientes com suspeita de infecção por Clostridium difficile deve ser instituído mesmo antes do resultado do exame confirmatório
B Há recomendação de desinfecção terminal de rotina com ação esporicida para prevenir infecção por Clostridium difficile
C Há evidências para suspensão de inibidores de bombas de prótons em pacientes com infecção po Clostridium difficile
D O uso de probióticos demonstrou melhor prognóstico nos pacientes com infecção pelo Clostridium difficile
E Há evidências para triagem e isolamento de contato de portadores assintomáticos do patógeno Clostridium difficile

Homem 53 anos, em anticoagulação com Dabigatrana por fibrilação atrial crônica, deu entrada no pronto socorro após acidente automobilístico. Na admissão, escala de coma de glasgow 4 (abertura ocular 1, resposta verbal 2, resposta motora 1), pupilas anisocóricas. Hemograma evidenciou Hb 12,8 g/dL, leucócitos totais 5.200/uL e plaquetas 280.000/uL. Coagulograma com TTPa razão 1,58 (VR < 1,26) e INR 0,96 (VR < 1,3) e TT 16,4s (VR 15,8-24,9s). Equipe de neurocirurgia indica descompressão cirúrgica e solicita orientação quanto a melhor conduta pré-operatória quanto à reversão de anticoagulação. Assinale a alternativa que apresenta a melhor opção terapêutica.

A Administrar vitamina K
B Realizar hemodiálise
C Transfundir Plasma Fresco Congelado
D Administrar Ácido Tranexâmico
E Liberar para cirurgia

Mulher 32 anos, dá entrada no setor de emergência com queixa de artralgia há 2 meses, dispneia aos moderados esforços e piora de astenia na última semana. Exames laboratoriais evidenciaram Hb 5,6 g/dL, leucócitos totais 1.800/uL (neutrófilos 1.500/uL; linfócitos 300/uL), plaquetas 180.000/uL, ureia 65 mg/dL, creatinina 1,6 mg/dL, sódio 138 mEq/L, potássio 3,6 mEq/L, bilirrubina total 4,3 mg/dL (VN 0,3-1,2), bilirrubina indireta 3,2 mg/dL (VN

A Trata-se de anemia hemolítica autoimune à quente. Deve-se iniciar corticoterapia (Prednisona 1mg/kg) e considerar transfusão de concentrado de hemácias filtradas e fenotipadas caso instabilidade clínica ou hemodinâmica
B Trata-se de anemia hemolítica autoimune à frio. Deve-se iniciar corticoterapia (Prednisona 1mg/kg) e considerar Rituximabe caso não haja resposta na primeira semana
C Trata-se de anemia hemolítica autoimune mista. Deve-se iniciar tratamento com corticoterapia e monitorizar o coombs direto para definir tempo de tratamento
D Trata-se de anemia hemolítica à frio. Deve-se iniciar Rituximabe na primeira linha e considerar esplenectomia em pacientes refratários
E Trata-se de anemia hemolítica à quente. Deve-se iniciar imunossupressão imediata com micofenolato ou ciclofosfamida devido provável diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico subjacente

Homem de 12 anos, possui antecedente prévio de hemofilia A congênita, em uso de fator VIII recombinante de forma regular, com boa adesão. É admitido no pronto socorro após hemartrose espontânea de joelho esquerdo, com relato de aumento de sangramento nas últimas 3 semanas. Ao exame físico joelho esquerdo com volume aumentado, quente, hiperemiado, com limitação à flexão e extensão passiva e ativa. Exames laboratoriais evidenciam: dosagem de fator VIII 0,7% (VR > 40%), INR 1,0 (VR < 1,3), TTPA razão 3,07 (VR < 1,26). Teste da mistura: TTPA razão 2,01 após mistura com pool de plasmas normais; TTPA razão 1,88 após incubação. Assinale o diagnóstico mais provável e a conduta imediata a seguir:

A Hemofilia A congênita grave sem inibidor com refratariedade a fator VIII recombinante. Transicionar para fator VIII plasmático
B Hemofilia A congênita grave sem inibidor. Aumentar dose de fator VIII recombinante
C Hemofilia A congênita moderada com inibidor. Titular inibidor e prescrever crioprecipitado diante de sangramento importante com limitação funciona
D Hemofilia A congênita grave com inibidor. Titular inibidor e, caso titulação maior que 5UB, prescrever complexo protrombinico parcialmente ativado ou fator VII recombinante
E Hemofilia A congênita grave com inibidor. Titular inibidor e prescrever Emicizumabe para controle de sangramento agudo

Homem de 32 anos, previamente hígido, encaminhado para consulta com hematologista após quadro de Tromboembolismo Pulmonar há 3 meses. Refere internação por 40 dias, com ventilação mecânica invasiva por 20 dias e necessidade de traqueostomia. Em anticoagulação com Rivaroxabana. Ecocardiograma com PSAP (pressão sistólica da artéria pulmonar) 40mmHg (VN: < 25 mmHg). Refere que suspendeu anticoagulação após 3 meses do evento. Pesquisa de Anticoagulante Lúpico (ACL), Anticorpo Anticardiolipina (ACA) e Anti-Beta2-Glicoproteína1 negativos (AB2). Nega antecedentes familiares relevantes. A melhor conduta é:

A suspender anticoagulação e orientar sobre fatores de risco e recorrência
B dosar atividade de proteína C, proteína S e antitrombina
C realizar nova pesquisa de anticorpos antifofolípides
D manter anticoagulação até completar 6 meses
E manter anticoagulação perene com Rivaroxabana

Mulher de 12 anos, com história de sangramento caracterizado por equimoses após pequenos traumas, além de 3 episódios de epistaxe com duração de 10 minutos, com necessidade de tampão posterior para controle de sangramento. Mãe refere que a criança apresentou menarca aos 10 anos, com sangramento por 10 a 12 dias, com presença de coágulos. Hemograma com Hb 11,4 g/dL, leucócitos totais 4.500/uL com diferencial normal, plaquetas 189.000/uL. TTPA razão 1,13 (VN < 1,26), INR 0,93 (VN < 1,3). Demais exames laboratoriais evidenciaram antígeno do fator de Von Willebrand (FvB:Ag) 9% (VN 50-150), cofator de ristocetina (FvB:RCo) 8% (VN 60-183), dosagem do fator VIII 10% (VN 50-200). O diagnóstico é:

A Hemofilia A leve
B Doença de Von Willebrand tipo 2A
C Doença de Von Willebrand tipo 1
D Doença de Von Willebrand tipo 3
E Hemofilia A moderada

Paciente do sexo feminino, 32 anos, transplantada renal em uso de Tacrolimus, dá entrada no pronto socorro trazida por familiares devido relato de rebaixamento do nível de consciência. Há 4 dias apresentou episódio de febre,cefaléia e alteração comportamental. Exames laboratoriais: Hb 8 g/dL, VCM 80 fL, leucócitos totais 6500/uL com diferencial normal, plaquetas 10.000/uL, reticulócitos 430.000/uL (VN 25.000-105.000), bilirrubina total 4 mg/dL (bilirrubina indireta 3mg/dL), DHL 600 U/L (VR 120-246), coombs direto negativo, creatinina 1,5 mg/dL, ureia 40 mg/dL. Diante da principal suspeita, assinale a alternativa que apresenta o que se espera encontrar no esfregaço de sangue periférico.

A Esquizócitos
B Dacriócitos
C Eliptócitos
D Corpúsculos de Howell-Jolly
E Anéis de Cabot

Com relação ao armazenamento e as características dos hemocomponentes, assinale a alternativa correta.

A O concentrado de hemácias lavado é aquele cuja quantidade final de proteínas totais seja inferior a 500 mg/unidade. Sua validade é de 48 horas após sua obtenção
B O concentrado de hemácias obtido com solução conservante CDPA-1 em que é acrescentada solução aditiva como SAGManitol tem sua validade aumentada de 28 para 35 dias
C Os concentrados de hemácias desleucocitados são concentrados contendo menos que 5,0 x 10e6 leucócitos por unidade e não deve ser realizada em hemocomponentes HbS positivos
D O concentrado de hemácias irradiado é aquele submetido à irradiação gama com dose mínima de 25 gy sob o plano médio da unidade. Sua validade é de 35 dias a contar da data da irradiação
E A produção do plasma rico em plaquetas ou da camada leucoplaquetária e dos respectivos concentrados de plaquetas poderá ser realizada até 48 horas após a coleta

Homem, 45 anos, encaminhado para investigação de hiperferritinemia. Refere nos últimos meses dispneia aos moderados esforços, hiperpigmentação da pele e dificuldade para o controle do diabetes. Exames laboratoriais evidenciam: Hb 15 g/dL, leucócitos totais 6.700/uL com diferencial normal, plaquetas 380.000/uL, bilirrubina total 1 mg/dl (VN 0,3-1,2), TGO 21 U/L, TGP 16 U/L, ureia 22 mg/dL, creatinina 1,1 mg/dL, ferritina 670 ng/mL (VN 10-291), ferro sérico 200 mcg/dL (VN 50-170), IST 52% (VR 20-50%). Diante da suspeita de hemocromatose, marque a correta.

A Deve-se realizar pesquisa genética da mutação do C282Y do gene HFE
B O principal mecanismo fisiopatológico envolve mutações na ferroportina
C Caso o diagnóstico seja confirmado, está indicado início de quelante de ferro
D A flebotomia terapêutica não mostrou benefício uma vez já instalada lesão cardíaca secundária ou hiperpigmentação de pele
E Durante terapia de indução com flebotomia terapêutica, deve-se manter esquema semanal até IST

Mulher 72 anos, com diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo II e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, em seguimento com hematologista após diagnóstico de Púrpura Trombocitopênica Imune. Iniciou tratamento com Prednisona 1mg/kg/dia (60 mg/dia) com recuperação de níveis plaquetários, sendo iniciado desmame de corticoterapia. Paciente retorna ao ambulatório em uso de 20mg/dia, com o seguinte hemograma: Hb 12 g/dL, leucócitos totais 4200/uL, plaquetas 1.000/uL. Não apresenta exteriorização de sangramentos. Diante do exposto, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta terapêutica.

A Esplenectomia
B Eltrombopag
C Dexametasona
D Rituximabe
E Azatioprina