O texto a seguir refere-se às questões de 1 a 10.
TÉDIO: A MISSÃO
Se você está lendo essa revista agora é só porque seus antepassados sentiram medo, muito medo. Não fosse por isso, a espécie humana já teria desaparecido da face da Terra há muito tempo. É o medo, dizem os cientistas, que nos coloca em estado de alerta e nos prepara para lutar ou fugir diante de uma ameaça, seja ela real ou imaginária. Mas e o tédio? Para que serve? Onde vive? Do que se alimenta? “Se o medo nos ajuda a evitar o perigo, o tédio nos encoraja a explorar novos territórios”, explica a psicóloga britânica Sandi Mann, da Universidade de Lancashire, no Reino Unido, uma das poucas cientistas especialistas no assunto: “Se nossos antepassados não tivessem sentido tédio, a humanidade não teria realizado inúmeras façanhas”.
Sandi prova o que diz no estudo Being Bored at Work Can Make Us More Creative (Sentir-se Entediado no Trabalho Pode nos Tornar Mais Criativos, livre tradução), publicado na revista British Psychological Society. Primeiro, ela submeteu um grupo de 40 voluntários a uma atividade para lá de maçante: copiar, por 15 minutos, uma extensa lista de números telefônicos. Um segundo grupo, com a mesma quantidade de participantes, foi poupado dessa tarefa inglória. Depois, Sandi solicitou às duas turmas que bolassem o maior número possível de usos para dois prosaicos copos plásticos. Resultado: o grupo submetido à tarefa enfadonha saiu-se melhor no teste. “O tédio é um excelente aliado da criatividade”, assegura.
Mas turbinar a criatividade não é a única vantagem do tédio. O neurocientista canadense James Danckert, da Universidade de Waterloo, aponta outra: a necessidade de mudança. Segundo ele, permanecer muito tempo parado em um mesmo lugar, por exemplo, pode ser prejudicial à sobrevivência de uma espécie, pois torna o animal mais vulnerável à ação de predadores. “Quando queimamos o dedo, a dor nos avisa que precisamos retirá-lo o mais depressa possível de perto do fogo. Quando sentimos um gosto ruim na boca, o nojo nos alerta que aquela comida pode estar estragada. Exatamente o mesmo processo acontece quando sentimos tedio. Ele é uma espécie de alarme que dispara sempre que algo precisa ser mudado em nossa vida”, compara.
(Adaptado de: BERNARDO, André. Tédio: a missão. Revista Galileu. Mar. 2016.)
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No Microsoft Word 2013, versão em português do Brasil para Windows 10, em qual guia está localizado o botão “Realçar Campos de Mesclagem”?
No Microsoft Excel 2013, versão em português do Brasil para Windows 10, qual das seguintes funções é usada para retornar o número de períodos de um investimento com base em pagamentos constantes periódicos e uma taxa de juros constante?
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Assinale a alternativa em que o verbo “sair” apresenta o mesmo sentido que em “[...] o grupo submetido à tarefa enfadonha saiu-se melhor [...]”.
O ato de descarregar cargas eletrostáticas também é conhecido como
Texto associado
O texto a seguir refere-se às questões 11 a 20.
NÃO SENTA LÁ, CLÁUDIA
A sua cadeira vai matar você. Isso porque muitos problemas estão associados a quem passa a vida sentado, como aumento de chances de diabetes, problemas urinários e lesões na coluna. E não adianta fazer academia. Uma pesquisa da Universidade de Queensland, na Austrália, concluiu que, a cada hora sentada, a pessoa reduz em 21 minutos sua expectativa de vida. Outro estudo comparou dois grupos de meninas. O primeiro, que ficou sentado por três horas consecutivas, apresentou uma redução das funções cardiovasculares, associadas a problemas como infarto.
Os fundadores da startup americana Jaswig questionam a cultura de produzir tudo sentado, e acham que a luta contra esse perigo tem de começar cedo. A empresa criou carteiras para que as crianças possam estudar em pé. A ideia é acostumar os pequenos para que não se tornem adultos dependentes de assentos.
A companhia diz ter analisado a maneira como as crianças levantam objetos para que a carteira pudesse facilmente ser ajustada entre os modos “em pé” e “sentado”. Embora venda os móveis para qualquer um que queira tê-los em casa, a Jaswig imagina que sua criação possa ser ainda mais importante na escola. [...]
Para quem passa muito tempo sentado, o ideal é se levantar por 10 ou 15 minutos a cada hora. A mudança de posição também vale para quem trabalha em pé. “A proposta da Jaswig pode estar relacionada à busca de maior produtividade no trabalho na vida adulta, o que é questionável”, diz Francisco Lacaz, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp.
(Adaptado de: ROMANI, Bruno. Não senta lá, Cláudia. Revista Galileu. Nov. 2015.)
NÃO SENTA LÁ, CLÁUDIA
A sua cadeira vai matar você. Isso porque muitos problemas estão associados a quem passa a vida sentado, como aumento de chances de diabetes, problemas urinários e lesões na coluna. E não adianta fazer academia. Uma pesquisa da Universidade de Queensland, na Austrália, concluiu que, a cada hora sentada, a pessoa reduz em 21 minutos sua expectativa de vida. Outro estudo comparou dois grupos de meninas. O primeiro, que ficou sentado por três horas consecutivas, apresentou uma redução das funções cardiovasculares, associadas a problemas como infarto.
Os fundadores da startup americana Jaswig questionam a cultura de produzir tudo sentado, e acham que a luta contra esse perigo tem de começar cedo. A empresa criou carteiras para que as crianças possam estudar em pé. A ideia é acostumar os pequenos para que não se tornem adultos dependentes de assentos.
A companhia diz ter analisado a maneira como as crianças levantam objetos para que a carteira pudesse facilmente ser ajustada entre os modos “em pé” e “sentado”. Embora venda os móveis para qualquer um que queira tê-los em casa, a Jaswig imagina que sua criação possa ser ainda mais importante na escola. [...]
Para quem passa muito tempo sentado, o ideal é se levantar por 10 ou 15 minutos a cada hora. A mudança de posição também vale para quem trabalha em pé. “A proposta da Jaswig pode estar relacionada à busca de maior produtividade no trabalho na vida adulta, o que é questionável”, diz Francisco Lacaz, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp.
(Adaptado de: ROMANI, Bruno. Não senta lá, Cláudia. Revista Galileu. Nov. 2015.)