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A Educação a Distância tem sido fortemente impulsionada pelo uso das novas Tecnologias da Informação e da Comunicação – TICs. Alguns modelos de desenho instrucional estão sendo construídos especificamente para projetos instrucionais na web, sendo importante que tais projetos atendam ao critério da consistência, que no contexto das novas TICs, pode ser definido como:

A fatores do desenho do programa na interface gráfica do ambiente web, que tornam a tarefa do aprendiz mais simples e livre de estresse;
B a forma como elementos de diferentes níveis de informação estão organizados no site que hospeda o curso, incluindo elementos de hipermídia;
C o quanto o desenho evita colocar o aprendiz em uma posição passiva de escuta ou leitura, possibilitando a sua participação ativa nas atividades do curso;
D apresentação dos conteúdos por intermédio de múltiplas modalidades e formatos (áudio, vídeo e texto), contribuindo para a motivação e a aprendizagem;
E o quanto o desenho possibilita ajustes às características dos diferentes perfis de clientelas e seus respectivos estilos de aprendizagem.

A sociedade moderna tem se baseado cada vez mais no contínuo desenvolvimento das pessoas, tendo sido cunhada no século XX a expressão “educação ao longo da vida”. Essa nova forma de pensar a educação caracteriza-se pela:

A insurreição às exigências do mundo do trabalho;
B adequação aos ritmos e tempos da pessoa humana;
C circunscrição da educação a um período particular da vida;
D oposição da educação de adultos à educação de jovens;
E sobreposição da formação profissional à formação geral.

As práticas pedagógicas podem oferecer importantes contribuições para o desenvolvimento das pessoas e da instituição. A atual concepção de educação corporativa rompe com a visão do tradicional centro de treinamento e revela uma preocupação mais ampla e abrangente com a educação de todos os colaboradores de uma organização. Para que a educação corporativa seja eficaz, é importante que ela atenda a alguns princípios, entre os quais:

A administração pró-ativa e alteração de procedimentos;
B práticas pedagógicas adequadas e avaliação de resultados;
C universidade corporativa e ambiente inovador;
D atividades lúdicas e disponibilização de recursos materiais;
E estratégias didáticas e investimentos em pós-graduação.

Sueli era a coordenadora de uma equipe responsável pela área de educação corporativa. Ela recebeu uma demanda da diretoria para definir as competências específicas do setor de produção da empresa. Sueli decidiu, então, preparar uma oficina de trabalho para a sua equipe na qual apresentaria alguns princípios para desenvolver uma lista de competências. Considerando o estágio atual dos conhecimentos na área, Sueli deveria incluir em sua lista o seguinte princípio:

A Elaborar uma lista ampla – as competências listadas devem ser exaustivas, para cobrir todas as competências profissionais possíveis;
B Definir níveis de excelência – a lista deve estabelecer expectativas de desempenho para os profissionais em seus diferentes níveis;
C Evitar competências mutuamente exclusivas – muitas competências são similares e a lista deve incluir todas para oferecer um leque abrangente;
D Trabalhar no sentido das competências para o resultado – focar nas competências necessárias, pois os resultados serão uma consequência natural;
E Evitar exemplos de comportamento – apontar e ilustrar comportamentos esperados para uma competência pode causar constrangimentos.

O planejamento instrucional desempenha papel primordial na atuação dos pedagogos organizacionais e dos demais profissionais responsáveis pelas ações de educação corporativa. Para que o planejamento instrucional seja efetivo, é importante que ele seja desenvolvido, obedecendo à seguinte sequência lógica:

A escolher modalidade, redigir objetivos, escolher procedimentos, estabelecer sequência e conteúdos, testar o desenho, definir critérios de avaliação;
B redigir objetivos, escolher modalidade, estabelecer sequência e conteúdos, escolher procedimentos, testar o desenho, definir critérios de avaliação;
C escolher modalidade, redigir objetivos, estabelecer sequência e conteúdos, escolher procedimentos, definir critérios de avaliação, testar o desenho;
D definir critérios de avaliação, escolher modalidade, redigir objetivos, estabelecer sequência e conteúdos, escolher procedimentos, testar o desenho;
E redigir objetivos, escolher modalidade, estabelecer sequência e conteúdos, escolher procedimentos, definir critérios de avaliação, testar o desenho.

Lucas era um experiente designer instrucional e foi convidado a apresentar os passos para o desenvolvimento de uma situação de aprendizagem voltada para métodos ativos. Lucas estudou um conjunto de soluções presentes na literatura e observou que seria possível definir uma estrutura comum que tivesse um conjunto de sete passos. Para que o desenvolvimento de competências pudesse acontecer da forma adequada, as etapas a serem percorridas deveriam obedecer à seguinte sequência lógica:

A contextualização e mobilização; organização da atividade de aprendizagem; definição da atividade de aprendizagem; análise e avaliação da atividade de aprendizagem; coordenação e acompanhamento; referências complementares; síntese e generalização;
B definição da atividade de aprendizagem; contextualização e mobilização; organização da atividade de aprendizagem; coordenação e acompanhamento; análise e avaliação da atividade de aprendizagem; síntese e generalização; referências complementares;
C definição da atividade de aprendizagem; contextualização e mobilização; organização da atividade de aprendizagem; coordenação e acompanhamento; análise e avaliação da atividade de aprendizagem; referências complementares; síntese e generalização;
D contextualização e mobilização; definição da atividade de aprendizagem; organização da atividade de aprendizagem; coordenação e acompanhamento; análise e avaliação da atividade de aprendizagem; referências complementares; síntese e generalização;
E contextualização e mobilização; organização da atividade de aprendizagem; análise e avaliação da atividade de aprendizagem; definição da atividade de aprendizagem; coordenação e acompanhamento; síntese e generalização; referências complementares.

A sociedade do conhecimento característica da pós-modernidade é sustentada por diferentes formas de linguagem e por um novo tempo em que o saber é muito mais valorizado. Expressões como capital humano e capital intelectual marcam esse cenário em que o capital financeiro deixa de ser o grande diferencial das sociedades e das organizações de trabalho. Nesse novo ambiente, tem sido muito comum o emprego da expressão “Objetos de Aprendizagem”, termo que vem da terminologia inglesa “Learning Objects”, cuja denominação surgiu para representar:

A entidades digitais de um novo tipo de instrução baseada em computador;
B a concretude da aprendizagem em um ambiente cada vez mais fluido;
C a ação e o pensamento pedagógico no ambiente da cibercultura;
D processos de design instrucional voltados para treinamentos presenciais;
E projeto pedagógico que engloba as teorias de ensino-aprendizagem.

Com o avanço da Internet e das novas Tecnologias da Informação e da Comunicação, o processo de ensino-aprendizagem tem se tornado ativo, dinâmico e personalizado com o uso dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem – AVA. Os principais processos que um AVA possibilita para apoio às Universidades Corporativas são:

A acesso à informação por meio de assinaturas pagas ou gratuitas, armazenamento temporário de documentos; comunicação síncrona; e gerenciamento dos processos administrativos;
B acesso à informação por meio de bancos de dados, armazenamento e disponibilização de documentos; comunicação síncrona; e gerenciamento dos processos pessoais de aprendizagem;
C acesso à informação por meio de bancos de dados, armazenamento e disponibilização de documentos; comunicação síncrona; e gerenciamento dos processos cibernéticos;
D acesso à informação por meio de materiais didáticos, armazenamento temporário de documentos; comunicação assíncrona; e gerenciamento dos processos cibernéticos;
E acesso à informação por meio de materiais didáticos, armazenamento e disponibilização de documentos; comunicação síncrona e assíncrona; e gerenciamento dos processos administrativos.

Cada vez mais se sabe que o desenvolvimento profissional advém não apenas de ações educacionais realizadas em sala de aula, mas também de outras experiências e estratégias pedagógicas. Cada tipo de atividade busca desenvolver capacidades distintas nos participantes. Considerando que uma das principais funções de um analista de educação corporativa é identificar que estratégias podem ser utilizadas para desenvolver determinados tipos de capacidade, a correta associação entre a capacidade a ser desenvolvida e as estratégias pedagógicas que podem ser usadas é:

A capacidade de analisar - excursão e visitas; desenho de objetos; construção de maquetes; censo de problemas; desafios de percepção;
B capacidade de observar - estudos de caso; discussão dirigida; painel de discussão; pergunta circular; comparação de teorias;
C capacidade de teorizar - pesquisa individual e grupal; leitura de relatórios de pesquisa; leitura de textos sobre pesquisas; estudo dirigido;
D capacidade de aplicar e transferir - tempestade mental; reorganização de textos alheios; resumo de textos técnicos e de entrevistas;
E capacidade de sintetizar – elaboração de projetos; desenho de fluxo de ações; reformulação de instrumentos; solução de problemas.

As concepções educacionais devem guardar relação com opções de práticas pedagógicas. No caso da Educação a Distância, por exemplo, o Conectivismo pode ser considerado como uma teoria pedagógica fundamental. Se um profissional de Design Instrucional estivesse trabalhando na Universidade Corporativa de uma importante empresa e lhe fosse solicitado um projeto para a educação a distância, para ser coerente com a teoria Conectivista, ele poderia sugerir práticas pedagógicas alinhadas aos seguintes princípios:

A escola e professor como agentes do processo de ensino-aprendizagem / o professor ensina e o aluno aprende;
B ensino organizado e previamente estruturado / o aluno aprende e o professor auxilia o aprendizado;
C professor como interveniente e mediador do processo de aprendizagem do aluno / ênfase no talento e aptidão;
D aluno valorizado pela atenção, esforço e memória / aluno com herança genética;
E a aprendizagem pode residir em dispositivos não humanos / promover conexões contribui para a aprendizagem contínua.