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Eduardo, agente de pesquisas e mapeamento, pediu ajuda a Betânia, sua namorada, não pertencente aos quadros do IBGE, para realizar a coleta de dados estatísticos em sua região. Betânia de pronto concordou e executou a ação. Considerando o Código de Ética do IBGE e a Lei n.º 8.112/1990, Eduardo

A não cometeu nenhum desvio ético ou legal, pois qualquer cidadão brasileiro pode auxiliar voluntariamente na coleta de dados estatísticos do IBGE.
B cometeu uma ilegalidade, pois lhe é vedado por lei envolver pessoa estranha à repartição no desempenho de atribuição que seja de sua responsabilidade.
C não cometeu nenhuma ilegalidade, mas incorreu em um desvio ético previsto no Código de Ética do IBGE.
D cometeu uma ilegalidade para a qual está expressamente prevista a pena de censura, a ser aplicada pela Comissão de Ética do IBGE.
E cometeu tanto uma ilegalidade quanto um desvio ético expressamente previsto no Código de Ética do IBGE.

A quantidade de linhas da tabela-verdade da proposição composta P → Q ˅ R , em que P, Q e R são proposições simples e independentes entre si, que apresentam o valor lógico F é igual a

A 1.
B 2.
C 3.
D 4.
E 5.

Texto 1A1-

I Estou escrevendo um livro sobre a guerra... Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores. Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front ; minha avó, mãe do meu pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai. Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento? A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram. Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar um tempo aprendendo. Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe... Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos. Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas . Tinha uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo. Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher. Companhia das Letras, 2016, p. 9-11 (com adaptações). Depreende-se do texto 1A1-I que um dos motivos que levou à escrita desse livro foi o fato de que

A a pessoa que o escreveu nunca gostou de livros sobre guerra
B a pessoa que o escreveu desejava contar ao mundo os horrores de uma guerra.
C a leitura sobre guerra era a preferida de todo mundo daquela época.
D o mundo da guerra era o único que a pessoa que o escreveu conhecia.
E por acaso, a realidade do mundo à época era a da guerra.

As migrações de saída e entrada tendo o Brasil como país de referência mostram a diversidade e a complexidade das migrações no século XXI. Enquanto país do Sul Global, o Brasil apresenta diversos movimentos migratórios na escala internacional. Assinale a opção correta relacionada às migrações internacionais que têm o Brasil como espaço de saída ou entrada de migrantes.

A O isolamento secular do Brasil em relação à América Latina resultou na pouca presença de brasileiros nos países vizinhos.
B A emigração de brasileiros revela equidade em relação às questões de gênero: em geral, há um equilíbrio na saída de homens e mulheres para outros países, principalmente do Norte Global.
C O Brasil é um destino de migração que atrai populações de países do sul, como o Haiti, a Venezuela, a Bolívia e uma pluralidade de fluxos provenientes da África.
D A entrada de estrangeiros no Brasil tem por destino final as cidades de fronteira ao longo do vasto território brasileiro: no geral, os migrantes estrangeiros buscam cidades do Sul e do Sudeste brasileiros próximas às fronteiras do país.
E As cidades médias nos estados do Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo têm se tornado atrativas para a entrada de migrantes estrangeiros no Brasil, pois oferecem empregos em larga escala tanto no setor de serviços quanto na agroindústria.

Texto 1A3-

I Aldo, produtor de uvas, dispõe de 10 trabalhadores para realizar a colheita do seu plantio. Na época adequada, para acelerar o processo de colheita, Aldo contratou mais 5 trabalhadores, que se juntaram aos 10 já existentes. Ainda com base no texto 1A3-I, suponha que do grupo de 15 trabalhadores fosse constituída uma comissão de 3 membros e que exatamente um desses membros devesse ser escolhido entre os 5 trabalhadores novos. Nessa situação, a quantidade de comissões distintas que podem ser formadas é igual a

A 25.
B 225.
C 450.
D 455.
E 1.350.

Texto 1A1-

I Estou escrevendo um livro sobre a guerra... Eu, que nunca gostei de ler livros de guerra, ainda que, durante minha infância e juventude, essa fosse a leitura preferida de todo mundo. De todo mundo da minha idade. E isso não surpreende — éramos filhos da Vitória. Filhos dos vencedores. Em nossa família, meu avô, pai da minha mãe, morreu no front ; minha avó, mãe do meu pai, morreu de tifo; de seus três filhos, dois serviram no Exército e desapareceram nos primeiros meses da guerra, só um voltou. Meu pai. Não sabíamos como era o mundo sem guerra, o mundo da guerra era o único que conhecíamos, e as pessoas da guerra eram as únicas que conhecíamos. Até agora não conheço outro mundo, outras pessoas. Por acaso existiram em algum momento? A vila de minha infância depois da guerra era feminina. Das mulheres. Não me lembro de vozes masculinas. Tanto que isso ficou comigo: quem conta a guerra são as mulheres. Choram. Cantam enquanto choram. Na biblioteca da escola, metade dos livros era sobre a guerra. Tanto na biblioteca rural quanto na do distrito, onde meu pai sempre ia pegar livros. Agora, tenho uma resposta, um porquê. Como ia ser por acaso? Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando para ela. E rememorando como combatíamos. Nunca tínhamos vivido de outra forma, talvez nem saibamos como fazer isso. Não imaginamos outro modo de viver, teremos que passar um tempo aprendendo. Por muito tempo fui uma pessoa dos livros: a realidade me assustava e atraía. Desse desconhecimento da vida surgiu uma coragem. Agora penso: se eu fosse uma pessoa mais ligada à realidade, teria sido capaz de me lançar nesse abismo? De onde veio tudo isso: do desconhecimento? Ou foi uma intuição do caminho? Pois a intuição do caminho existe... Passei muito tempo procurando... Com que palavras seria possível transmitir o que escuto? Procurava um gênero que respondesse à forma como vejo o mundo, como se estruturam meus olhos, meus ouvidos. Uma vez, veio parar em minhas mãos o livro Eu venho de uma vila em chamas . Tinha uma forma incomum: um romance constituído a partir de vozes da própria vida, do que eu escutara na infância, do que agora se escuta na rua, em casa, no café. É isso! O círculo se fechou. Achei o que estava procurando. O que estava pressentindo. Svetlana Aleksiévitch. A guerra não tem rosto de mulher. Companhia das Letras, 2016, p. 9-11 (com adaptações). Com relação à colocação pronominal, a correção gramatical do texto 1A1-I seria mantida caso, no trecho I “Não me lembro de vozes”, o pronome “me” fosse deslocado para logo após “lembro”: lembro-me. II “Estávamos o tempo todo em guerra ou nos preparando para ela”, o pronome “nos” fosse deslocado para logo após “preparando”: preparando-nos. III “a realidade me assustava”, o pronome “me” fosse deslocado para logo após “assustava”: assustava-me. Assinale a opção correta.

A Apenas o item I está certo.
B Apenas o item III está certo.
C Apenas os itens I e II estão certos.
D Apenas os itens II e III estão certos.
E Todos os itens estão certos.

A divisão urbano-regional do Brasil proposta pelo IBGE

( 2013 ) apresenta três níveis escalares de articulação urbana do território brasileiro: as regiões ampliadas, as regiões intermediárias e as regiões imediatas. A respeito dessa divisão urbano-regional, assinale a opção correta.

A A divisão urbano-regional do Brasil leva em conta a distribuição das metrópoles por cada estado e a quantidade de população concentrada nessas aglomerações urbanas.
B O Brasil apresenta uma divisão urbano-regional pouco articulada em nível federativo e econômico, pois a economia nacional apresenta níveis diferenciados de desenvolvimento e articulação entre sistemas urbanos sem a necessária complementaridade socioeconômica.
C As regiões ampliadas de articulação urbana são constituídas por 14 sistemas urbanos-regionais que têm o protagonismo dos fluxos socioeconômicos no processo contínuo de estruturação do território nacional.
D As regiões imediatas de articulação urbana correspondem aos sistemas urbano-regionais que refletem a acessibilidade e a capacidade de atender a demanda de produtos e serviços em escala nacional.
E As regiões intermediárias de articulação urbana correspondem aos sistemas urbanos formados por municípios que integram nós logísticos, ou seja, a confluência de diversos tipos de modais de transporte regional.

Ao processo de realização de tarefas por meio da gestão de planejamento, organização de tarefas, direção de pessoas e controle de resultados dá-se o nome de

A governança.
B condução.
C administração.
D planejamento estratégico.
E resolução de problemas.

Considere que, para determinada indústria, a produção de janeiro/2021 tenha sido 4% superior à produção de dezembro/2020 e que a produção de fevereiro/2021 tenha sido 7% inferior à produção de janeiro/2021. Nessa situação, com relação a dezembro/2020, a produção dessa indústria em fevereiro/2021

A cresceu menos de 3%.
B cresceu mais de 4%.
C decresceu mais de 3%.
D decresceu menos de 3%.
E decresceu mais de 4%.

A identificação e a delimitação de novos desenhos regionais denominados pelo IBGE de regiões de articulação urbana encontram-se vinculadas à compreensão das transformações socioespaciais que ocorrem no país. Acerca desse assunto, é correto afirmar que as regiões de articulação urbana

A foram construídas a partir dos eixos de expansão urbana sobre as áreas rurais, com o urbano compreendido como materialização de um processo dinâmico de ocupação do espaço.
B compreendem a zona central de uma cidade e os seus diferentes bairros, articulados em um tecido social e construtivo desigual.
C correspondem aos centros de gestão do território e envolvem diversos tipos de fluxos organizados em rede.
D embasam a produção de planos diretores e de desenvolvimento de municípios em relação apenas aos aspectos econômicos.
E são constituídas por um único município dentro de uma unidade da Federação brasileira.