QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
258 questões encontradas

Os cuidados referentes ao uso de agrotóxicos se baseiam na classificação de toxicidade desses produtos. A reclassificação foi necessária, pois, com o novo marco regulatório do setor, o Brasil passou a adotar os parâmetros de classificação toxicológica de agrotóxicos com base nos padrões do Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos (Globally Harmonized System of Classification and Labelling of Chemicals – GHS). Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta a classificação dos produtos considerados pouco tóxicos.

A Categoria 1.
B Categoria 2.
C Categoria 3.
D Categoria 4.
E Categoria 5.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Técnico de Laboratório - Área: Agropecuária Prova: Instituto AOCP - IFMS - Técnico de Laboratório - Área: Agropecuária - 2025

Estão entre os procedimentos considerados geradores de aerossóis em doenças respiratórias com isolamento para gotículas, EXCETO

A coleta de swab nasofaríngeo.
B reanimação cardiopulmonar.
C uso de nebulizadores.
D ventilação não invasiva.
E intubação/extubação endotraqueal.

Assinale a alternativa correta a respeito da classificação dos seres vivos.

A Indivíduos de uma mesma Classe obrigatoriamente pertencem à mesma Ordem.
B Diversos Gêneros formam uma Espécie.
C Indivíduos de uma mesma Família obrigatoriamente pertencem à mesma Ordem.
D Dentro de uma Classe existem vários Filos.
E Dentro de uma ordem existem diversas Classes.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Técnico de Laboratório - Área: Biologia/Física/Química Prova: Instituto AOCP - IFMS - Técnico de Laboratório - Área: Biologia/Física/Química - 2025

O “processo de agregar pessoas”, um dos seis processos básicos da gestão de pessoas, é utilizado para

A desenhar as atividades que as pessoas realizarão na empresa, orientar e acompanhar seu desempenho e inclui desenho organizacional e desenho de cargos, análise e descrição de cargos, orientação das pessoas e avaliação do desempenho.
B incentivar as pessoas e satisfazer suas necessidades individuais mais elevadas e inclui recompensas, remuneração e benefícios, além de serviços sociais.
C capacitar e incrementar o desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores, envolvendo treinamento e desenvolvimento dessas pessoas, gestão do conhecimento e gestão de competências, aprendizagem corporativa, programas de mudanças e desenvolvimento de carreiras e programas de comunicações e consonância.
D criar condições ambientais e psicológicas satisfatórias para as atividades das pessoas e inclui administração da cultura organizacional, clima, disciplina, higiene, segurança e qualidade de vida e manutenção de relações sindicais.
E incluir novas pessoas na empresa, podendo ser denominado processo de provisão ou de suprimento de pessoas. Inclui recrutamento e seleção de pessoas.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Tecnólogo em Gestão Pública Prova: Instituto AOCP - IFMS - Tecnólogo em Gestão Pública - 2025

Segundo o que está expressamente previsto na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, o Estado deve promover e incentivar o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação científica e tecnológica e a inovação, sendo que a pesquisa tecnológica deve se voltar preponderantemente para

A a erradicação da pobreza e do analfabetismo.
B o desenvolvimento de técnicas e instrumentos para exploração dos recursos naturais.
C a formação para o trabalho e o bem de todos.
D o aprimoramento das técnicas agrícolas que podem melhorar a qualidade e a produção de alimentos para suprir a demanda nacional.
E a solução dos problemas brasileiros e o desenvolvimento do sistema produtivo nacional e regional.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Tecnólogo em Gestão Pública Prova: Instituto AOCP - IFMS - Tecnólogo em Gestão Pública - 2025
Texto associado
Cortar o glúten? Pesquisa revela por que essa pode ser uma ideia desastrosa

Por Victor Bianchin

Um novo estudo comparou 39 alimentos com e sem glúten para analisar as diferenças reais entre eles. A conclusão pode ser um choque para quem está adotando dietas “gluten free” por motivos de saúde: os alimentos sem glúten contêm menos fibras, menos proteínas e menos nutrientes essenciais.
O estudo, publicado no periódico Plant Foods for Human Nutrition , afirma que, devido a essas faltas, os supostos benefícios da dieta sem glúten, como diminuição de peso e controle da diabetes, são exagerados. Além dos problemas citados, os alimentos sem glúten possuem quantidades de açúcar mais elevadas em comparação aos que contém a proteína. Por isso, estão associados a um aumento do índice de massa corporal (IMC) e de deficiências nutricionais.
Nos EUA, os produtos sem glúten são definidos como aqueles que contêm no máximo 20 partes por milhão de glúten. Em geral, eles não contêm ingredientes como trigo, centeio, cevada e, às vezes, aveia. Esses ingredientes são ricos em arabinoxilano, um polissacarídeo não amiláceo essencial. O arabinoxilano oferece vários benefícios à saúde, incluindo a promoção de bactérias benéficas no intestino, a melhora da digestão, a regulação dos níveis de açúcar no sangue e o suporte a uma microbiota intestinal equilibrada.
É curioso notar, entretanto, que um produto específico se mostrou exceção. O pão sem glúten com sementes contém significativamente mais fibras – 38,24 gramas por 100 gramas – do que suas versões com glúten. O estudo sugere que isso se deve, provavelmente, aos esforços dos fabricantes para compensar a deficiência de fibras utilizando ingredientes como pseudocereais, amaranto e hidrocoloides de quinoa.
Essas adições, no entanto, mudam muito de região para região e de fabricante para fabricante, de modo que não é possível atestar com certeza que qualquer pão sem glúten tem mais fibras do que um com glúten.
A princípio, o consumo de alimentos sem glúten só era indicado para pessoas com doença celíaca ou com alergia a trigo. No entanto, a partir do final dos anos 2000, começou a se popularizar na mídia a ideia de que uma dieta sem glúten poderia trazer benefícios como a perda de peso e a melhora na digestão, mesmo para quem não tinha intolerância diagnosticada.
O crescimento dessa tendência foi impulsionado por celebridades, influenciadores de saúde e livros como Barriga de Trigo (2011), de William Davis, e A Dieta da Mente (2013), de David Perlmutter, que associaram o consumo de glúten a diversos problemas de saúde. A indústria de alimentos respondeu lançando ao grande público diversos alimentos sem glúten e criando um novo nicho — em 2024, o mercado global de produtos sem glúten movimentou US$ 7,28 bilhões.
Em 2023, uma pesquisa da UESB detectou que, no Brasil, os produtos sem glúten apresentam menor teor calórico (5% a 35%), mas também menor teor de carboidratos (1% a 13%), de gorduras totais (10% a 140%), proteína (35% a 192%) e fibras (11% a 94%), para a maioria das categorias analisadas. Além disso, o preço final ao consumidor chega ser até 110% mais caro quando comparado com as versões com glúten do mesmo produto, em todas as categorias analisadas.

Texto adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/cortar-o-glutenpesquisa-revela-por-que-essa-pode-ser-uma-ideia-desastrosa/. Acesso em: 14 mar. 2025.

No trecho “É curioso notar , entretanto , que um produto específico se mostrou exceção.”, é possível, mantendo o sentido original, substituir os termos destacados, respectivamente, por

A arguir; porém.
B reparar; todavia.
C advertir; no entanto.
D censurar; apesar disso.
E perceber; pois.

Para o desenvolvimento de um projeto de leitura com estudantes do ensino médio, a professora de língua portuguesa definiu todos os objetivos e todas as atividades a serem aplicadas, ao longo do trabalho, com base na concepção de leitura como processo de interação. Partindo desse pressuposto, ao encerrar as atividades do projeto, a professora realizou uma avaliação diagnóstica com os estudantes participantes, por meio da qual constatou que o projeto obteve sucesso em todos os objetivos traçados. Diante disso, é correto afirmar que, ao longo da aplicação do projeto,

A os estudantes foram levados, principalmente, a compreender, por meio de exercícios de leitura, como a linguagem constitui uma entidade capaz de encerrar e veicular todos os sentidos por si mesma.
B os estudantes foram conduzidos, principalmente, por práticas de leitura que exigiam a mobilização de seus conhecimentos prévios, como o conhecimento enciclopédico, para a construção dos sentidos.
C no projeto, predominaram os exercícios de leitura e de interpretação com o objetivo de alcançar o verdadeiro sentido do texto ou de compreender o que o autor pretendia dizer.
D os estudantes realizaram, sobretudo, atividades de reconhecimento detalhado a respeito dos elementos envolvidos na comunicação, como emissor, receptor, mensagem etc.
E a professora propôs, principalmente, práticas de leitura que estimularam a compreensão formal da linguagem, de modo que os estudantes alcançaram aptidão para a descrição morfológica e sintática da língua.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Professor - Área: Português Prova: Instituto AOCP - IFMS - Professor - Área: Português - 2025
Texto associado
Leia o Texto 1 para responder às questões de 11 a 21.

Texto 1

ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana

A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.
Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.
Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.
Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.
Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.
A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.

Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentar-na-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.

No excerto “Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.”, o termo destacado é responsável pelo estabelecimento do fator de textualidade denominado

A coesão.
B coerência.
C situacionalidade.
D aceitabilidade.
E informatividade.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Professor - Área: Português Prova: Instituto AOCP - IFMS - Professor - Área: Português - 2025
Texto associado
Leia o Texto 1 para responder às questões de 11 a 21.

Texto 1

ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana

A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.
Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.
Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.
Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.
Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.
A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.

Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentar-na-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.

Sabendo que, no estudo da sintaxe, as palavras não formam diretamente as sentenças, mas que, entre essas duas unidades, há uma unidade intermediária denominada sintagma, cuja categoria se verifica pelo núcleo, assinale a alternativa em que o termo destacado entre colchetes é um sintagma nominal.

A “Argumentar é uma prática [de linguagem] que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer.”.
B “A Linguística [estuda essas questões] e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação.”.
C “Nas [novas] tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos.”.
D “[Ela] está nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos [...]”.
E “As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto [têm valor argumentativo]”.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Professor - Área: Português Prova: Instituto AOCP - IFMS - Professor - Área: Português - 2025
Texto associado
Leia o Texto 1 para responder às questões de 11 a 21.

Texto 1

ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana

A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.
Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.
Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.
Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.
Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.
A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.

Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentar-na-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.

No Texto 1, a autora descreve o papel dos itens lexicais e gramaticais na construção da argumentação. A exemplo disso, ela afirma que “Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.”. Com base no exposto, leia o trecho a seguir e assinale a alternativa em que o termo ou a expressão em destaque marca o argumento mais forte na escala argumentativa composta no excerto.

“A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força . Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.”.

A Nem sempre.
B Sua força.
C Para.
D Ou.
E Até mesmo.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Professor - Área: Português Prova: Instituto AOCP - IFMS - Professor - Área: Português - 2025