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Atenção : Para responder à questão, leia o texto abaixo. A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação. (Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca . 61 cronistas do Amapá, 2020)

A inversão sintática em “Cruel é o coração que não lhe acredita" tem como efeito principal:

A simplificar o ritmo sintático, aproximando a fala da linguagem coloquial.
B enfatizar o verbo, que se torna o núcleo semântico da proposição.
C ocultar o sujeito, com o objetivo de generalizar a ação e evitar o julgamento.
D valorizar o predicativo, dando ao enunciado ênfase afetiva.
E neutralizar o sentido avaliativo, tornando a frase mais objetiva e impessoal.
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Atenção : Para responder à questão, leia o texto abaixo. A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação. (Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca . 61 cronistas do Amapá, 2020)

A caracterização do caboclo no texto revela uma construção identitária que:

A combina traços de simplicidade e sabedoria, contrapondo-se à artificialidade do mundo urbano.
B apresenta o campo como espago arcaico e rústico, sem relação com a vida moderna e civilizada.
C exalta o homem da cidade como modelo de civilização e padrão de comportamento sociocultural.
D reforça a inferioridade do meio rural campestre diante do progresso da cultura citadina e urbana.
E descreve o caboclo de forma neutra e singela, sem juízos de valor ou posicionamento ideológico.
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Atenção : Para responder à questão, leia o texto abaixo. A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação. (Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca . 61 cronistas do Amapá, 2020)

Na expressão “gente mais real-fantasiosa que há” , o autor

A expressa uma ironia velada, que aponta a fragilidade intelectual da população rural.
B cria um contraste expressivo, unindo realidade e imaginação como traços da identidade.
C indica uma incongruência gramatical, sem função semântica relevante no contexto.
D reforça a ideia de fantasia, utilizando a contradição apenas como efeito ornamental.
E confere ao caboclo um sentido pejorativo, aproximando-o da ingenuidade e da ilusão.
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Atenção : Para responder à questão, leia o texto abaixo. A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação. (Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca . 61 cronistas do Amapá, 2020)

Na frase “Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata” , a linguagem assume um tom de:

A eufemismo — suavização do contato físico com o ambiente natural.
B hipérbole - destaque exagerado à ausência de civilidade e contenção moral.
C ironia - expressão de desprezo pelo modo de vida rústico do homem rural.
D comparação - relação explícita de semelhança entre floresta e desordem moral.
E metáfora - associação simbólica da natureza ao prazer e a plenitude dos sentidos.
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Atenção : Para responder à questão, leia o texto abaixo. A cabeça do caboclo é muito diferente da cabeça de quem mora na cidade e vive exposto aos meios de comunicação de massa. Caboclo é a gente mais real-fantasiosa que há. Ao mesmo tempo que é desconfiado, como seus ancestrais indígenas, é também muito crédulo. Admira a retórica na boca de gente elegante e enganadora. Concebe-se como o matuto não merecedor de privilégios dos entendidos. São sonhadores, mas sabem como ninguém que sonho é só para se sonhar e deve ficar sempre somente na ca- beça. Caboclo gosta mesmo é da orgia da mata, com a excelsa cantoria da passarinhada, de insetos, de répteis e de mamíferos selvagens ou domesticados. Embebeda-se com o cheiro das plantas nativas e capins ou árvores plantadas. Reverencia a água, uma de suas maiores fontes de alimentação. A natureza é sua maior sedutora e musa inspiradora. Caboclo não se casa. Junta-se. E comunga tudo com a(o) companheira(o): trabalho, esperança, sonhos, pesares, ignorâncias, enfados, boia, pirão, alegrias e prazeres caboclos. E nem precisa de cartório para legalizar as coisas. Vale a palavra de honra do caboclo. Cartório é coisa para o citadino, que deve se precaver do calote civilizado. Mas caboclo também não é santo. Mente. E quando mente, jura por todos os santos que está falando a verdade. Cruel é o coração que não lhe acredita. A mulher cabocla não engravida. Embucha. Fica de barriga. Emprenha. No mato, esta não sofre dos melindres da mulher urbana. Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação. (Adaptado de: SANTOS Janete. Ideologia cabloca . 61 cronistas do Amapá, 2020)

No trecho “Tudo o que vier a sentir faz parte da trama da multiplicação” , o verbo “vier ” está empregado no modo subjuntivo para:

A apresentar valor imperativo, associado à expressão de conselho e ordem.
B funcionar como auxiliar modal, que reforça o tom afirmativo da oração.
C expressar eventualidade e incerteza, projetando ações futuras de caráter hipotético.
D indicar ação habitual e certa, situada no plano da experiência concreta.
E marcar uma relação temporal de anterioridade em relação ao verbo principal.
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Atenção : Para responder à questão, leia o texto abaixo. A primeira força O tempo voa descabelado olhando para chuvas e paredes esverdeadas. O tempo é porto de cidades que nunca mais se erguerão depois de janeiros e fomes de amanhã. O tempo é uma tampa de ferro lançada violentamente contra a dor e a esperança. O tempo é um livro anfíbio de saudades e silabas tonificadas por dissabor e quintais incendiados. O tempo se perde no tato e olfato de uma tela arquitetada para barcos e beijos de amantes. O tempo é um canhoto entardecer iluminado por solidões reencharcadas de frutos, futuros e fins (Adaptado de: MIRAGAIA Júlio. Disponível em: https://www.blogderocha.com.br )

O titulo “A primeira força” relaciona-se com o poema por expressar:

A a visão de que o tempo depende da técnica e do controle humano para existir.
B a sugestão de que passado e futuro têm o mesmo valor e não se distinguem.
C a noção de que o amor é a causa principal de toda emoção e inspiração poética.
D o sentido de que o tempo pode dominar o espirito e orientar o destino das pessoas.
E a ideia de que o tempo é a energia que suspende a negatividade do pensamento.
Texto associado
Atenção : Para responder à questão, leia o texto abaixo. A primeira força O tempo voa descabelado olhando para chuvas e paredes esverdeadas. O tempo é porto de cidades que nunca mais se erguerão depois de janeiros e fomes de amanhã. O tempo é uma tampa de ferro lançada violentamente contra a dor e a esperança. O tempo é um livro anfíbio de saudades e silabas tonificadas por dissabor e quintais incendiados. O tempo se perde no tato e olfato de uma tela arquitetada para barcos e beijos de amantes. O tempo é um canhoto entardecer iluminado por solidões reencharcadas de frutos, futuros e fins (Adaptado de: MIRAGAIA Júlio. Disponível em: https://www.blogderocha.com.br )

O uso reiterado do presente do indicativo em “é” , “voa” e “se perde” confere ao poema:

A a ideia de que o tempo está sempre vivo, renovando o instante no poema.
B o tom de ordem ou conselho, comum em textos com valor de instrução.
C o sentido de hipótese, típico de uma situação imaginada ou incerta.
D a impressão de que o texto recorda fatos que já ficaram no passado.
E a noção de que as ações foram concluídas e não voltam a ocorrer.
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Atenção : Para responder à questão, considere a Constituição Federal de 1988.

O Conselho Nacional do Ministério Público

A possui, dentre suas atribuições, a de rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de membros do Ministério Público da União ou dos Estados julgados há mais de um ano.
B compõe-se de 27 membros nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, para um mandato de dois anos, admitida uma recondução.
C é presidido pelo Procurador-Geral da República, possuindo, dentre seus membros, dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal.
D possui, dentre suas atribuições, a de zelar pela sua autonomia funcional e administrativa, podendo recomendar providências, mas não lhe sendo permitido expedir atos regulamentares.
E tem, dentre seus membros, dois juízes, ambos indicados pelo Supremo Tribunal Federal, e dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.
Texto associado
Atenção : Para responder à questão, considere a Constituição Federal de 1988.

São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem a melhoria de sua condição social:

A irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo; e décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria.
B aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no máximo de trinta dias, nos termos da lei; e redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança.
C garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração variável; e seguro-desemprego, em caso de desemprego voluntário ou involuntário.
D jornada de oito horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva; e repouso semanal remunerado, sempre aos domingos.
E remuneração do serviço extraordinário superior, no máximo, em cinquenta por cento à do normal; e licença-paternidade, nos termos fixados em lei.
Texto associado
Atenção : Para responder à questão, considere a Constituição Federal de 1988.

Juarez foi, por duas vezes consecutivas, Governador de determinado Estado, tendo ficado quatro anos afastado da politica após o término de seu segundo mandato. Pretende, nas próximas eleições, candidatar-se novamente ao mesmo cargo. Já seu vizinho, Fernandez, advogado, brasileiro naturalizado, 40 anos de idade, deseja se candidatar ao cargo de Presidente da República nas próximas eleições. Amélia, também vizinha de Juarez, brasileira nata, 30 anos de idade, analfabeta, deseja se candidatar, nas próximas eleições, ao cargo de Deputada Estadual. Considerando apenas as informações fornecidas, nessas situações, pode(m) se candidatar ao(s) cargo(s) que pretende(m):

A Amélia, apenas.
B Juarez, Fernandez e Amélia.
C Fernandez, apenas.
D Juarez, apenas.
E Fernandez e Amélia, apenas.