Atenção : Para responder às questões de números 9 a 14, baseie-se no texto abaixo.
Um inseto sentimental
A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...
No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e zoa com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.
Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e a três palmos ele se equilibra no ar, helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.
Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois aninhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, é pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais dificil.
(Adaptado de HATOUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)
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Durante auditoria interna de acessos aos sistemas corporativos de uma Secretaria Estadual, foi identificado que um servidor recentemente promovido continua vinculado a grupos que concedem permissões de alteração e exclusão de registros administrativos. A chefia imediata solicitou regularização da situação.
Após analisar o cadastro no diretório de usuários, o Técnico em Informática deve adotar uma medida adequada para garantir conformidade com as boas práticas de segurança e gestão de permissões. Nesse contexto, a conduta apropriada é
Em decorrência de uma promotoria do Ministério Público Estadual efetuar a substituição do roteador institucional, uma impressora previamente configurada com endereço IP fixo deixou de responder às estações, embora permaneça ligada e disponível. A ação técnica para restabelecer a comunicação é
Em conformidade com a lei que dispõe sobre a organização administrativa do Ministério Público do Estado de Alagoas (Lei nº 6.306/2002), são órgãos de administração superior
Texto associado
A aparição de um inseto teve como consequência, para o cronista,
Um órgão público implementou um novo SLA que vincula o tempo de resposta à criticidade do serviço impactado. Durante um incidente no sistema de videoconferência de audiências, o técnico de plantão deve realizar o atendimento inicial, garantir o cumprimento dos prazos acordados e registrar a solução para evitar a reincidência de esforços em chamados futuros, utilizando o protocolo técnico que assegura a conformidade com o nível de serviço e a continuidade operacional, que é
Um Técnico em Informática de um Ministério Público foi designado para investigar a instabilidade de acesso a um servidor de consulta processual externo. Para diagnosticar o ponto exato de falha na comunicação entre a estação de trabalho (Windows 11) do promotor e o servidor de destino, o técnico executou o comando tracert 200.150.10.5. O resultado exibido no terminal foi o seguinte:
Com base na análise técnica do diagnóstico de rede apresentado, o técnico concluiu corretamente que
A equipe de TI de um Ministério Público realizou uma vistoria técnica para a instalação de um novo laboratório de perícia digital. O levantamento da infraestrutura local apresentou os seguintes dados:
Equipamentos a serem instalados: 6 estações de trabalho de alto desempenho (consumo de 450 W cada) e 1 servidor de armazenamento redundante (consumo de 1.000 W) com fatores de potência de 0,95.
Energia: Um sistema de UPS ( nobreak ) de 5 kVA com fator de potência de 0,7 já instalado na sala.
Climatização: dois aparelhos de ar-condicionado de 20.000 BTU/h dedicados ao ambiente.
Rede: 8 pontos de rede RJ-45 disponíveis em tomadas de parede conectadas ao switch de borda.
Espaço físico: Sala de 15 m² com mobiliário padrão de escritório e área para circulação.
Com base nos dados da avaliação de infraestrutura e considerando a necessidade de garantir a integridade e a continuidade operacional dos novos equipamentos do Ministério Público, um técnico identificou um gargalo crítico que impede a instalação imediata do laboratório, que consiste na
Um servidor de um Ministério Público criou uma planilha armazenada em ambiente de nuvem institucional (Google Drive ou OneDrive) contendo dados administrativos confidenciais. O documento precisa ser compartilhado com outro setor apenas para leitura, sem permitir edição, exclusão ou novo compartilhamento do arquivo.
Após verificar as opções de compartilhamento disponíveis na plataforma, o Técnico em Informática deve orientar o usuário quanto à configuração adequada de permissão para atender à necessidade informada.
Nesse contexto, a configuração tecnicamente apropriada é
Texto associado
Atenção : Considere o conto "A velha contrabandista", de Stanislaw Ponte Preta, para responder às questões de números 1 a 10.
Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia, imaginem, ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
-Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
-É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, O fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptoua velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi al que o fiscal se chateou:
-Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro.
Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
-Mas no saco só tem areia! -insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
-Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
-O senhor promete que não "espaia"? -quis saber a velhinha.
-Juro -respondeu o fiscal.
-É lambreta
(Adaptado de: RAMOS, Graciliano et al. Para gostar de ler: contos, v. 8. São Paulo: Ática, 1985, р. 17-18)
Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia, imaginem, ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
-Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
-É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, O fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptoua velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi al que o fiscal se chateou:
-Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro.
Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
-Mas no saco só tem areia! -insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
-Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
-O senhor promete que não "espaia"? -quis saber a velhinha.
-Juro -respondeu o fiscal.
-É lambreta
(Adaptado de: RAMOS, Graciliano et al. Para gostar de ler: contos, v. 8. São Paulo: Ática, 1985, р. 17-18)