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Autobiografia e memória Rita Lee acaba de publicar um livro delicioso, que chamou de Uma autobiografia . É uma narrativa, na primeira pessoa, de sua vida como mulher e cantora, escrita com humor e franqueza incomuns em artistas brasileiros do seu porte. Exemplos. Foi presa grávida e salva por Elis Regina de abortar. Teve LPs lançados com faixas riscadas a tesoura pela Censura. É um apanhado e tanto, com final feliz. Mas será uma “autobiografia”? Supõe-se que uma autobiografia seja uma biografia escrita pela própria pessoa, não? E será, mas só se ela usar as armas de um biógrafo, entre as quais ouvir um mínimo de 200 fontes de informações. Na verdade, a “autobiografia”, entre nós, é mais uma memória, em que o autor ouve apenas a si mesmo. Não há nenhum mal nisto, e eu gostaria que mais cantores publicassem suas memórias. Mas só uma biografia de verdade oferece o quadro completo. No livro de Rita, ela fala, por exemplo, de um show na gafieira Som de Cristal, em 1968, com os tropicalistas e astros da velha guarda. Na passagem de som, à tarde, Sérgio e Arnaldo, “intencionalmente, ligaram os instrumentos no volume máximo, quase explodindo os vidros da gafieira”, e o veterano cantor Vicente Celestino “lá presente, teve um piripaque”. Fim. Uma biografia contaria o resto da história – que Celestino foi para o Hotel Normandie, a fim de se preparar para o show, e lá teve o infarto que o matou. (Ruy Castro. Folha de S.Paul o, 26.11.2016. Adaptado)

Segundo o autor, a redação de uma biografia

A exclui a possibilidade de ser feita pelo próprio biografado.
B pressupõe o consentimento legal do personagem biografado.
C implica um cuidado especial com a coleta de informações.
D requer um convívio factual, íntimo e amistoso com seus personagens.
E deve ser delegada a historiadores profissionais gabaritados.
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Autobiografia e memória Rita Lee acaba de publicar um livro delicioso, que chamou de Uma autobiografia . É uma narrativa, na primeira pessoa, de sua vida como mulher e cantora, escrita com humor e franqueza incomuns em artistas brasileiros do seu porte. Exemplos. Foi presa grávida e salva por Elis Regina de abortar. Teve LPs lançados com faixas riscadas a tesoura pela Censura. É um apanhado e tanto, com final feliz. Mas será uma “autobiografia”? Supõe-se que uma autobiografia seja uma biografia escrita pela própria pessoa, não? E será, mas só se ela usar as armas de um biógrafo, entre as quais ouvir um mínimo de 200 fontes de informações. Na verdade, a “autobiografia”, entre nós, é mais uma memória, em que o autor ouve apenas a si mesmo. Não há nenhum mal nisto, e eu gostaria que mais cantores publicassem suas memórias. Mas só uma biografia de verdade oferece o quadro completo. No livro de Rita, ela fala, por exemplo, de um show na gafieira Som de Cristal, em 1968, com os tropicalistas e astros da velha guarda. Na passagem de som, à tarde, Sérgio e Arnaldo, “intencionalmente, ligaram os instrumentos no volume máximo, quase explodindo os vidros da gafieira”, e o veterano cantor Vicente Celestino “lá presente, teve um piripaque”. Fim. Uma biografia contaria o resto da história – que Celestino foi para o Hotel Normandie, a fim de se preparar para o show, e lá teve o infarto que o matou. (Ruy Castro. Folha de S.Paul o, 26.11.2016. Adaptado)

O trecho do último parágrafo “Uma biografia contaria o resto da história...” encontra reformulação correta, no que se refere à regência, em: Uma biografia deveria...

A atentar para o resto da história...
B reportar-se o resto da história...
C ater-se do resto da história...
D fazer alusão do resto da história...
E fazer menção no resto da história...
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Autobiografia e memória Rita Lee acaba de publicar um livro delicioso, que chamou de Uma autobiografia . É uma narrativa, na primeira pessoa, de sua vida como mulher e cantora, escrita com humor e franqueza incomuns em artistas brasileiros do seu porte. Exemplos. Foi presa grávida e salva por Elis Regina de abortar. Teve LPs lançados com faixas riscadas a tesoura pela Censura. É um apanhado e tanto, com final feliz. Mas será uma “autobiografia”? Supõe-se que uma autobiografia seja uma biografia escrita pela própria pessoa, não? E será, mas só se ela usar as armas de um biógrafo, entre as quais ouvir um mínimo de 200 fontes de informações. Na verdade, a “autobiografia”, entre nós, é mais uma memória, em que o autor ouve apenas a si mesmo. Não há nenhum mal nisto, e eu gostaria que mais cantores publicassem suas memórias. Mas só uma biografia de verdade oferece o quadro completo. No livro de Rita, ela fala, por exemplo, de um show na gafieira Som de Cristal, em 1968, com os tropicalistas e astros da velha guarda. Na passagem de som, à tarde, Sérgio e Arnaldo, “intencionalmente, ligaram os instrumentos no volume máximo, quase explodindo os vidros da gafieira”, e o veterano cantor Vicente Celestino “lá presente, teve um piripaque”. Fim. Uma biografia contaria o resto da história – que Celestino foi para o Hotel Normandie, a fim de se preparar para o show, e lá teve o infarto que o matou. (Ruy Castro. Folha de S.Paul o, 26.11.2016. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o trecho está reescrito conforme a norma-padrão da língua, com a expressão em destaque corretamente substituída pelo pronome.

A ... mas só se ela usar as armas de um biógrafo ... (3º parágrafo) ? ... mas só se ela usar-las...
B ... gostaria que mais cantores publicassem suas memórias. (4º parágrafo) ? ... gostaria que mais cantores publicassem-as.
C Rita Lee acaba de publicar um livro delicioso ... (1º parágrafo) ? Rita Lee acaba de publicar-lhe ...
D Mas só uma biografia de verdade oferece o quadro completo. (4º parágrafo) ? Mas só uma biografia de verdade oferece-lo.
E ... ligaram os instrumentos no volume máximo... (4º parágrafo) ? ... ligaram-nos no volume máximo...

O acento indicativo de crase está empregado corretamente em:

A O personagem evita considerar à internet responsável por suas atitudes.
B O personagem reconheceu que já tinha uma propensão à jogar o tempo fora.
C O personagem tinha um comportamento indiferente à qualquer influência da internet.
D O personagem refere-se à uma maneira de se portar com relação ao tempo.
E O personagem revelou à pessoa com quem conversava que jogava o tempo fora.

Ao final da Guerra Franco-Prussiana (1870-71), em que o exército francês havia sido derrotado e o imperador Napoleão III, feito prisioneiro, o chanceler da Prússia, Otto von Bismarck, proclamou, em pleno Palácio de Versalhes, a existência do

II Reich, o Império Alemão. Quase meio século depois, a França escolheria esse mesmo cenário para a ratificação do Tratado de Versalhes, que extinguiu o Império Alemão, pôs fim à Grande Guerra e, segundo muitos, deu origem à Segunda Guerra Mundial. (ARARIPE, Luiz de Alencar. “Primeira Guerra Mundial”. Em: MAGNOLI, Demétrio (org.). História das Guerras . São Paulo: Contexto, 2006. Adaptado) Entre as tensões relacionadas ao Império Alemão que contribuíram para a eclosão da Primeira Guerra Mundial, é correto identificar

A a concorrência militar e industrial com a Inglaterra, as disputas territoriais com a França e as rivalidades com o Império Russo na região dos Bálcãs.
B o choque fronteiriço com a União Soviética recém- -formada, a disputa de rotas comerciais com o Império Turco-Otomano e o conflito étnico com a Tchecoslováquia.
C a disputa com a Áustria-Hungria pelo acesso ao Mediterrâneo, o embate imperialista com a Itália por territórios na África e o problema de fronteira com a Polônia.
D as tensões nacionalistas na região dos países bálticos, o conflito com a Bélgica pelo acesso ao mar do Norte e os impasses diplomáticos com a Holanda.
E o embate com a Sérvia na fronteira oriental, a disputa territorial com a Suíça ao sul e a concorrência econômica e comercial com os EUA.

Na Segunda Guerra Mundial, a participação dos Estados Unidos não foi preventiva, mas central, embora existisse uma forte corrente “isolacionista” dentro da classe dominante americana até dezembro de 1941 (ataque japonês a Pearl Harbor), que marcou seu ingresso na guerra. (COGGIOLA, Osvaldo. “Natureza da Segunda Guerra Mundial”. Em: COGGIOLA, Osvaldo (org.). Segunda Guerra Mundial: um balanço histórico . São Paulo: Xamã, 1995. Adaptado) Entre os antecedentes que levaram ao confronto entre o Japão e os EUA em 1941, é correto identificar

A o tratado secreto de não agressão entre o Japão e a União Soviética, que provocou forte tensão quando descoberto pelos EUA.
B a conquista norte-americana do Havaí, arquipélago no Pacífico que até então pertencia ao Japão, o que gerou descontentamento entre os nacionalistas japoneses.
C o expansionismo japonês na China e na Indochina, que contribuiu para que os EUA decidissem embargar as importações japonesas de petróleo.
D a ação conjunta de China e Japão contra o avanço imperialista dos EUA sobre o Pacífico, o que levou à formação de uma aliança antiocidental.
E o ingresso da União Soviética na aliança antifascista formada por França, EUA e Inglaterra, o que gerou desconfiança no Japão anticomunista.

No Brasil, o reconhecimento da necessidade de proteger o patrimônio histórico e artístico já havia sido apontado nos anos 1920, época em que se registraram iniciativas locais e estaduais. Em 1936, Mário de Andrade foi solicitado a preparar a criação de uma instituição nacional de proteção do patrimônio. Foi esse o documento que foi usado nas discussões preliminares sobre a estrutura e os objetivos do SPHAN (Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), criado afinal por decreto presidencial assinado em 30 de novembro de 1937. (Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil da Fundação Getúlio Vargas – CPDOC FGV. A Era Vargas: Diretrizes do Estado Novo 1937-1945 – Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional . Disponível em: . Adaptado) A criação do SPHAN reflete

A um momento histórico de preservação e valorização dos patrimônios, símbolos, bandeiras e hinos municipais, regionais e estaduais, com o objetivo de fortalecer as múltiplas identidades a partir das quais se constituiria uma única identidade nacional articulada pelo Estado.
B uma perspectiva de cultura nacional autoritária e etnocêntrica que procurava negar e proibir as manifestações das camadas populares, especialmente dos negros, tal como o samba, dando ênfase aos patrimônios monumentais católicos, tais como as igrejas mineiras do barroco.
C um ambiente de centralização nas políticas de cultura e educação, o que incluía as questões de identidade e de patrimônio, mas que conviveu, contraditoriamente, com políticas economicamente liberais, o que levou à entrada de capital estrangeiro na industrialização.
D um contexto de (re)construção da identidade nacional a partir de elementos como o patrimônio, que representava a história na preservação de alguns edifícios históricos, evidenciando a parceria entre os intelectuais e o Estado na formulação de importantes políticas públicas.
E uma época de consolidação das propostas de preservação do patrimônio baseadas em concepções eurocêntricas, que tomavam a ideia de civilização como referência e consideravam o nacional como cultura inferior, que deveria ser preservada por suas marcas folclóricas.

O processo de descompressão do sistema político começara a ser orquestrado em 1975, pelos generais Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva, ambos convencidos de que a ditadura deveria fazer suas escolhas e definir o momento mais conveniente para revogar os poderes de exceção. (SCHWARCZ, Lilia M. e STARLING, Heloisa. Brasil: uma biografia . São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado) Entre os momentos mais marcantes desse processo, que se iniciou nos anos 1970 e se estendeu até a década seguinte, é correto identificar

A o ano de 1985, quando o primeiro presidente civil foi eleito diretamente depois de 21 anos de ditadura, em que apenas militares estiveram no poder.
B o ano de 1986, quando os primeiros militares acusados de tortura começaram a ser processados, levados a julgamento e presos posteriormente.
C o ano de 1982, quando explodiu um grande movimento de massas favorável às eleições diretas, embalado pelas vitórias da oposição nos governos estaduais.
D o biênio 1988-1989, quando foi eleita a Assembleia que escreveu a Constituição, que só entrou em vigor depois do plebiscito sobre a forma de governo de 1993.
E o biênio 1978-1979, quando o AI-5 foi extinto, a Lei da Anistia foi promulgada e extinguiu-se o bipartidarismo, passando a haver vários partidos.

Considere algumas características dos Brics. • 40% da população mundial, ou 2,8 bilhões de pessoas, vive no bloco. • A área geográfica do bloco corresponde a 30% da superfície terrestre. • A força de trabalho dos países do bloco é de 1,5 bilhão de pessoas. • Nos países do bloco, as políticas públicas têm obtido avanços na redução da pobreza e na ampliação do acesso aos bens de consumo. • O bloco responde por 58% da demanda mundial de petróleo e por 20% da produção mundial. (Pragmatismo Político, disponível em: < goo.gl/06hGG4 > . Adaptado) Os dados apresentados permitem afirmar que os Brics

A têm forte influência geopolítica em nível mundial, pois seus membros estão entre os países que mais acolhem refugiados das áreas de conflito do Oriente Médio.
B são importantes atores da ordem mundial multipolar, pois a China já é uma força econômica mundial, e a Rússia permanece sendo uma força militar de destaque.
C representam o bloco político-econômico mais consolidado do mundo, tendo ultrapassado a União Europeia sob o aspecto demográfico e financeiro.
D devem transformar-se, até a próxima década, no bloco mais populoso, pois China, Índia e Rússia são países com elevado crescimento demográfico.
E superaram a fase de países emergentes porque apresentam grande potencial econômico e financeiro que atrai investimentos internacionais de grande porte.

De acordo com a ONU, o problema ambiental já afeta 3,6 bilhões de hectares, somando 25% da massa terrestre, e ameaça a subsistência de mais de um bilhão de pessoas em cerca de 110 países. Na região subsaariana da África, por exemplo, de 20% a 50% das terras já apresentam esse problema, prejudicando mais de 200 milhões de pessoas. A situação também é grave na Ásia e na América Latina, somando mais de 516 milhões de hectares, na Austrália, no Oriente Médio e no oeste dos Estados Unidos. Em todo o mundo, a extensão territorial onde ocorre o problema aumentou mais de 50% durante o século 20. ( Planeta , disponível em:< goo.gl/Kb05Bw > . Adaptado) O texto descreve fatos relacionados

A à elevação do nível dos oceanos.
B à desertificação.
C ao desmatamento.
D à atuação do El Niño.
E à contaminação dos lençóis freáticos.