Como as espécies irão reagir às mudanças climáticas
A presença de gases de efeito estufa na atmos-
fera tem aumentado cada vez mais nas últimas dé-
cadas. Desde o início da Revolução Industrial, em
1760, a concentração desses gases cresceu mais de
5 30%. Segundo o Painel Intergovernamental de Mu-
danças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim
do século 21, a concentração de CO 2 pode chegar ao
dobro da atual. Desde 2012, diversos estudos vêm
sendo realizados na tentativa de desvendar o que irá
10 acontecer caso as previsões dos cientistas se con
cretizem.
O CO 2 , ou gás carbônico, é um dos principais
responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, pois
forma uma camada que impede que a radiação solar,
15 refletida pela superfície em forma de calor, se dissipe
no espaço, o que garante as condições de tempera-
tura e clima necessários para a existência da vida na
Terra.
As principais causas desse crescimento alar-
20 mante de gases de efeito estufa estão associadas
à queima de combustíveis fósseis, às mudanças no
uso do solo, à extinção de florestas, transformadas
em áreas agrícolas ou urbanas. Uma consequência
do aumento da concentração desses gases na at-
25 mosfera é a elevação da temperatura em até 5°C em
algumas regiões do planeta até o final do século. Por
exemplo, é esperada uma elevação da temperatura
de até 6°C na região amazônica, além da redução em
45% do volume de chuvas. Essas alterações climáti-
30 cas podem trazer diversas e catastróficas consequên-
cias, como ondas de calor e estiagens ou chuvas
concentradas em determinados períodos.
Tais fatores afetarão a biodiversidade (riqueza
e variedade do mundo natural) na Terra. Isso ocor-
35 re porque são as plantas, os animais e os micror-
ganismos que fornecem alimentos, remédios e boa
parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser
humano. Além disso, afetarão, também, as intera-
ções entre espécies, a estrutura dos ecossistemas e
40 a prestação de serviços ambientais, resultando em
grandes — e talvez irreversíveis — impactos à vida na
Terra.
Os efeitos das mudanças climáticas não são
semelhantes em todos os lugares, ou seja, conheci-
45 mentos obtidos em um ambiente não serão necessa-
riamente os mesmos em outros ambientes onde as
espécies são diferentes e organizadas de maneiras
distintas. Por exemplo, embora as espécies de plan-
tas possam apresentar respostas parecidas ao au-
50 mento do CO 2 e da temperatura — como altas taxas
de crescimento —, as consequências em um dado
ecossistema podem ser o domínio de uma
espécie com características invasoras, resultando em gran-
des problemas no funcionamento do ecossistema e
55 até na extinção de espécies e perda da biodiversi-
dade.
Pesquisadores de algumas universidades e cen-
tros de pesquisa brasileiros vêm realizando experi-
mentos a fim de conhecer os efeitos das mudanças
60 climáticas em espécies de interesse econômico: nati-
vas, invasoras ou cultivadas. Entre os aspectos mais
importantes a serem compreendidos, estão as altera-
ções no desenvolvimento e na fotossíntese das plan-
tas, e a consequência disso para as espécies que in-
65 teragem com elas. Por exemplo, se algumas plantas
sofrerem estresse pela elevação de temperatura em
determinadas fases do desenvolvimento, o resultado
pode ser devastador, comprometendo totalmente as
colheitas. Esse é um dos aspectos mais preocupan-
70 tes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar
diretamente a disponibilidade de alimentos e a segu-
rança alimentar da humanidade.
Estudos como esses são de grande importân-
cia, pois só de plantas o Brasil tem em seu território
75 mais de 55 mil espécies (cerca de 22% da diversi-
dade mundial) em biomas bastante distintos: Ama-
zônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e
Pantanal.
O estado de alerta é mundial e crescente. A pre-
80 ocupação quanto ao futuro do planeta frente às mu-
danças climáticas aumentou o interesse em pesqui-
sas científicas nessa área, mas ainda há muito a ser
feito para que possamos entender como as espécies
irão se adaptar (ou não) ao novo cenário climático.
85 Assim, a ampliação desses estudos é fundamental
e urgente para que possamos eficientemente nos
adaptar e investir na mitigação dos impactos das mu-
danças climáticas.
BORDIGNON, L.; OKI, Y.; FARIA, A.P. Revista Ciência Hoje ,
341. 28 out. 2016. Disponível em:< http://www.cienciahoje.
org.br/revista/materia/id/1104/n/como_as_especies_irao_re-
agir_as_mudancas_climaticas>. Acesso em: 05 dez. 2017.
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A palavra tecnológicos (l. 5), recebe acento gráfico, de
acordo com as regras da norma-padrão da língua portuguesa.
O grupo em que todas as palavras devem ser acentuadas
pela mesma regra é
Texto associado
De acordo com o texto, uma das causas do crescimento dos gases do efeito estufa é a seguinte:
A Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) é um documento
da Previdência Social que tem duas partes a serem
preenchidas. A primeira, pela empresa, e a segunda,
onde consta o Laudo de Exame Médico, pelo médico que
assistiu o trabalhador.
A CAT
Texto associado
Memórias Póstumas de Brás Cubas
..
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sus-
tos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se ve-
xava de mo dizer muitas vezes; achava que Virgília
era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades
5 sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um mo-
delo. E a confiança não parava aí. De fresta que era,
chegou a porta escancarada. Um dia confessou-me
que trazia uma triste carcoma na existência; faltava-
-lhe a glória pública. Animei-o; disse-lhe muitas coi-
10 sas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa
de um desejo que não quer acabar de morrer; então
compreendi que a ambição dele andava cansada de
bater as asas, sem poder abrir o voo. Dias depois
disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as
15 amarguras engolidas, as raivas sopitadas; contou-me
que a vida política era um tecido de invejas, despei-
tos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades. Eviden-
temente havia aí uma crise de melancolia; tratei de
combatê-la.
20 -------- — Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza.
Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na
política por gosto, por família, por ambição, e um pou-
co por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os
motivos que levam o homem à vida pública; faltou-me
25 só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo
lado da plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo
cenário, vida, movimento e graça na representação.
Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para
que o estou a fatigar com isto? Deixe-me ficar com as
30 minhas amofinações. Creia que tenho passado horas
e dias... Não há constância de sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos
no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser
35 o eco de seus próprios pensamentos. Após alguns
instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O se-
nhor há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe
aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o
espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pe-
40 diu-me que não referisse a ninguém o que se passara
entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara
nada. Entraram dois deputados e um chefe político
da paróquia. Lobo Neves recebeu-os com alegria, a
princípio um tanto postiça, mas logo depois natural.
40 No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o
mais afortunado dos homens; conversava, chasque-
ava, e ria, e riam todos.
..
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas; IN:
CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jo-
vens leitores . Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.
..
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sus-
tos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se ve-
xava de mo dizer muitas vezes; achava que Virgília
era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades
5 sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um mo-
delo. E a confiança não parava aí. De fresta que era,
chegou a porta escancarada. Um dia confessou-me
que trazia uma triste carcoma na existência; faltava-
-lhe a glória pública. Animei-o; disse-lhe muitas coi-
10 sas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa
de um desejo que não quer acabar de morrer; então
compreendi que a ambição dele andava cansada de
bater as asas, sem poder abrir o voo. Dias depois
disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as
15 amarguras engolidas, as raivas sopitadas; contou-me
que a vida política era um tecido de invejas, despei-
tos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades. Eviden-
temente havia aí uma crise de melancolia; tratei de
combatê-la.
20 -------- — Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza.
Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na
política por gosto, por família, por ambição, e um pou-
co por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os
motivos que levam o homem à vida pública; faltou-me
25 só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo
lado da plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo
cenário, vida, movimento e graça na representação.
Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para
que o estou a fatigar com isto? Deixe-me ficar com as
30 minhas amofinações. Creia que tenho passado horas
e dias... Não há constância de sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos
no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser
35 o eco de seus próprios pensamentos. Após alguns
instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O se-
nhor há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe
aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o
espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pe-
40 diu-me que não referisse a ninguém o que se passara
entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara
nada. Entraram dois deputados e um chefe político
da paróquia. Lobo Neves recebeu-os com alegria, a
princípio um tanto postiça, mas logo depois natural.
40 No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o
mais afortunado dos homens; conversava, chasque-
ava, e ria, e riam todos.
..
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas; IN:
CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jo-
vens leitores . Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.
Em português, o acento grave indica a contração de dois “a” em um só, em um processo chamado crase, e está corretamente empregado em:
Texto associado
Utilize as informaçõs a seguir para responder às questões de n os 21 e 22.
Considere o Lugar Geométrico das Raízes da Figura apresentada abaixo.
Considere o Lugar Geométrico das Raízes da Figura apresentada abaixo.
A malha fechada associada a esse LGR será criticamente amortecida para:
Um aterro de 4 m foi construído sobre uma camada de 10 m de solo argiloso muito mole, normalmente adensado. O nível d’água é superficial, e, após décadas, o aterro sofreu 1 m de recalque. O aterro foi completamente removido e escavado até o topo da camada mole.
Qual é o valor da tensão vertical efetiva no meio da camada de argila remanescente após a remoção do aterro?
Dado
Parâmetro do aterro
γ = 18 kN/m 3
Parâmetro da argila
γ = 16 kN/m 3
(considerado constante)
Texto associado
The key energy questions for 2018
..
The renewables industry has had a great year.
How fast can it grow now?
...
What are the issues that will shape the global
energy market in 2018? What will be the energy
mix, trade patterns and price trends? Every country
is different and local factors, including politics, are
5 important. But at the global level there are four key
questions, and each of which answers is highly
uncertain.
The first question is whether Saudi Arabia is
stable. The kingdom’s oil exports now mostly go to
10 Asia but the volumes involved mean that any volatility
will destabilise a market where speculation is rife.
The risk is that an open conflict, which Iran and
Saudi have traditionally avoided despite all their
differences, would spread and hit oil production and
15 trade. It is worth remembering that the Gulf states
account for a quarter of global production and over
40 per cent of all the oil traded globally. The threat to
stability is all the greater given that Iran is likely to win
any such clash and to treat the result as a licence to
20 reassert its influence in the region.
The second question is how rapidly production
of oil from shale rock will grow in the US — 2017 has
seen an increase of 600,000 barrels a day to over 6m.
The increase in global prices over the past six months
25 has made output from almost all America’s producing
areas commercially viable and drilling activity is rising.
A comparable increase in 2018 would offset most of
the current OPEC production cuts and either force
another quota reduction or push prices down.
30 ---- The third question concerns China. For the
last three years the country has managed to deliver
economic growth with only minimal increases in
energy consumption. Growth was probably lower than
the claimed numbers — the Chinese do not like to
35 admit that they, too, are subject to economic cycles
and recessions — but even so the achievement
is considerable. The question is whether the trend
can be continued. If it can, the result will limit global
demand growth for oil, gas and coal.
40 - --- China, which accounts for a quarter of the world’s
daily energy use, is the swing consumer. If energy
efficiency gains continue, CO2 emissions will remain
flat or even fall. The country’s economy is changing
and moving away from heavy industry fuelled largely
45 by coal to a more service-based one, with a more
varied fuel mix. But the pace of that shift is uncertain
and some recent data suggests that as economic
growth has picked up, so has consumption of oil and
coal. Beijing has high ambitions for a much cleaner
50 energy economy, driven not least by the levels of air
pollution in many of the major cities; 2018 will show
how much progress they are making.
The fourth question is, if anything, the most
important. How fast can renewables grow? The last
55 few years have seen dramatic reductions in costs
and strong increase in supply. The industry has had
a great year, with bids from offshore wind for capacity
auctions in the UK and elsewhere at record low levels.
Wind is approaching grid parity — the moment
60 when it can compete without subsidies. Solar is also
thriving: according to the International Energy Agency,
costs have fallen by 70 per cent since 2010 not least
because of advances in China, which now accounts
for 60 per cent of total solar cell manufacturing
65 capacity. The question is how rapidly all those gains
can be translated into electric supply.
Renewables, including hydro, accounted for just
5 per cent of global daily energy supply according
to the IEA’s latest data. That is increasing — solar
70 photovoltaic capacity grew by 50 per cent in 2016
— but to make a real difference the industry needs
a period of expansion comparable in scale to the
growth of personal computing and mobile phones in
the 1990s and 2000s.
75 - --- The problem is that the industry remains
fragmented. Most renewable companies are small
and local, and in many cases undercapitalised; some
are built to collect subsidies. A radical change will be
necessary to make the industry global and capable
80 of competing on the scale necessary to displace
coal and natural gas. The coming year will show us
whether it is ready for that challenge.
In many ways, the energy business is at a
moment of change and transition. Every reader will
85 have their own view on each of the four questions. To
me, the prospect is of supply continuing to outpace
demand. If that is right, the surge in oil prices over
the past two months is a temporary and unsustainable
phenomenon. It would take another Middle East war
90 to change the equation. Unfortunately, that is all too
possible.
...
Available at: . Retrieved on: Feb 18, 2018. Adapted.
..
The renewables industry has had a great year.
How fast can it grow now?
...
What are the issues that will shape the global
energy market in 2018? What will be the energy
mix, trade patterns and price trends? Every country
is different and local factors, including politics, are
5 important. But at the global level there are four key
questions, and each of which answers is highly
uncertain.
The first question is whether Saudi Arabia is
stable. The kingdom’s oil exports now mostly go to
10 Asia but the volumes involved mean that any volatility
will destabilise a market where speculation is rife.
The risk is that an open conflict, which Iran and
Saudi have traditionally avoided despite all their
differences, would spread and hit oil production and
15 trade. It is worth remembering that the Gulf states
account for a quarter of global production and over
40 per cent of all the oil traded globally. The threat to
stability is all the greater given that Iran is likely to win
any such clash and to treat the result as a licence to
20 reassert its influence in the region.
The second question is how rapidly production
of oil from shale rock will grow in the US — 2017 has
seen an increase of 600,000 barrels a day to over 6m.
The increase in global prices over the past six months
25 has made output from almost all America’s producing
areas commercially viable and drilling activity is rising.
A comparable increase in 2018 would offset most of
the current OPEC production cuts and either force
another quota reduction or push prices down.
30 ---- The third question concerns China. For the
last three years the country has managed to deliver
economic growth with only minimal increases in
energy consumption. Growth was probably lower than
the claimed numbers — the Chinese do not like to
35 admit that they, too, are subject to economic cycles
and recessions — but even so the achievement
is considerable. The question is whether the trend
can be continued. If it can, the result will limit global
demand growth for oil, gas and coal.
40 - --- China, which accounts for a quarter of the world’s
daily energy use, is the swing consumer. If energy
efficiency gains continue, CO2 emissions will remain
flat or even fall. The country’s economy is changing
and moving away from heavy industry fuelled largely
45 by coal to a more service-based one, with a more
varied fuel mix. But the pace of that shift is uncertain
and some recent data suggests that as economic
growth has picked up, so has consumption of oil and
coal. Beijing has high ambitions for a much cleaner
50 energy economy, driven not least by the levels of air
pollution in many of the major cities; 2018 will show
how much progress they are making.
The fourth question is, if anything, the most
important. How fast can renewables grow? The last
55 few years have seen dramatic reductions in costs
and strong increase in supply. The industry has had
a great year, with bids from offshore wind for capacity
auctions in the UK and elsewhere at record low levels.
Wind is approaching grid parity — the moment
60 when it can compete without subsidies. Solar is also
thriving: according to the International Energy Agency,
costs have fallen by 70 per cent since 2010 not least
because of advances in China, which now accounts
for 60 per cent of total solar cell manufacturing
65 capacity. The question is how rapidly all those gains
can be translated into electric supply.
Renewables, including hydro, accounted for just
5 per cent of global daily energy supply according
to the IEA’s latest data. That is increasing — solar
70 photovoltaic capacity grew by 50 per cent in 2016
— but to make a real difference the industry needs
a period of expansion comparable in scale to the
growth of personal computing and mobile phones in
the 1990s and 2000s.
75 - --- The problem is that the industry remains
fragmented. Most renewable companies are small
and local, and in many cases undercapitalised; some
are built to collect subsidies. A radical change will be
necessary to make the industry global and capable
80 of competing on the scale necessary to displace
coal and natural gas. The coming year will show us
whether it is ready for that challenge.
In many ways, the energy business is at a
moment of change and transition. Every reader will
85 have their own view on each of the four questions. To
me, the prospect is of supply continuing to outpace
demand. If that is right, the surge in oil prices over
the past two months is a temporary and unsustainable
phenomenon. It would take another Middle East war
90 to change the equation. Unfortunately, that is all too
possible.
...
Available at: . Retrieved on: Feb 18, 2018. Adapted.