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O ensino, quando ocorre por meio da transmissão de conhecimentos e não apresenta reflexão sobre os conteúdos abordados, não atinge os objetivos delimitados ao ensino de matemática. Assim, no âmbito do ensino de matemática, como é possível definir seus recursos didáticos?

A São recursos físicos, utilizados nas disciplinas e têm por objetivo auxiliar o educando na realização da aprendizagem.
B São técnicas e métodos naturais empregados em todas as disciplinas.
C São recursos didáticos que visam condicionar a capacidade do aluno na matemática.
D São recursos limitados que visam à seleção, à adaptação e à confecção.
E São técnicas e métodos de um sistema laboratorial indispensável na condução da prática pedagógica.

Em função de uma greve na rede pública de ensino, o calendário foi alterado e incluiu os sábados como dia letivo. Contudo um dos alunos, em função de sua religião, mediante prévio e motivado requerimento, não compareceu à aula nesse dia. Qual foi a sua orientação, para a direção da escola, nesse caso?

A Como o aluno tem tido frequência satisfatória, é desnecessária qualquer ação.
B Fornecer a possibilidade ao aluno de realizar um trabalho escrito ou outra modalidade de atividade de pesquisa, com tema, objetivo e data de entrega, de acordo com a disponibilidade do aluno.
C Reposição da aula a ser realizada em data alternativa, no turno de estudo do aluno ou em outro horário agendado com sua anuência expressa.
D Uma prestação alternativa para repor esse dia, observando os parâmetros curriculares e o plano de aula do dia da ausência do aluno, sem que isso retire sua falta.
E Verificar o aproveitamento do aluno e, se suas médias forem satisfatórias, é desnecessária qualquer atitude.

A respeito dos movimentos culturais brasileiros, é correto afirmar que

A Tropicália foi um movimento cultural brasileiro de ruptura que surgiu sob a influência das correntes artísticas da vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira. A contracultura hippie foi assimilada, com a adoção de cabelos longos encaracolados e das roupas coloridas.
B Bossa Nova é o termo pelo qual ficou conhecido um movimento de renovação do samba irradiado a partir da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no final da década de 1950, e que tinha forte conotação antirracista e crítica à desigualdade social.
C Cinema Novo é um movimento cinematográfico brasileiro, destacado pela sua ênfase na crítica às políticas afirmativas das décadas de 1960 e 1970, na ascensão da classe média e apoio ao governo vigente.
D Semana de Arte Moderna ou Semana de 22 representou a retomada do passado brasileiro, tanto em relação à sua história como em relação ao gênero artístico ao confirmar o parnasianismo.
E Jovem Guarda foi um movimento cultural brasileiro surgido em meados da década de 1960, que mesclava música, comportamento e moda. Destaca-se por representar toda dor, sofrimento e angústia em relação ao Regime Militar.

Considerando o Sistema Operacional Windows 10, versão em português em sua instalação padrão, no Explorador de Arquivos, para abrir a caixa de diálogo Propriedades de um item selecionado, basta utilizar qual tecla de atalho?

Obs.: O caractere “+” foi utilizado apenas para interpretação da questão.

A Alt + Enter
B Ctrl + i
C Ctrl + Alt + P
D Ctrl + Alt + i
E Alt + F3

Considerando o navegador Mozilla Firefox versão 92, em português em sua instalação padrão, para realizar as ações de ABRIR uma nova aba e FECHAR a aba ativa, devem ser utilizadas, respectivamente, quais teclas de atalho?

Obs.: O caractere “+” foi utilizado apenas para interpretação da questão.

A Ctrl + N e Ctrl + F4
B Ctrl + O e Ctrl + Z
C Ctrl + T e Ctrl + W
D Ctrl + N e Alt + F4
E Ctrl + T e Atrl + Z
Texto associado
MENTIRINHAS

“É ingá”, ele diz enquanto chupa uma semente, a vagem aberta entre os dedos, e eu não consigo tirar os olhos daquele bigode desajeitado subindo e descendo, os pelos grisalhos amontoados num rosto queimado de sol. “Cê quer, Tininha?”, ele estende a mão com algumas daquelas sementes esquisitas, “não, vô, pode comer”. Ele olha divertido, como se fosse fazer piada, mas fica quieto, chupando sementes.
“Cê sabe, Tininha, cê não precisa ficar assim, né? Cê é moça nova, cê logo arruma outro rapaz”, ele fala olhando pra árvore, pra vagem, pra raiz. Nunca no meu olho. Nunca foi de jogar o olho no meu olho quando era coisa séria, só quando era de brincadeira. “Não é isso, vô. É que ele mentiu. Por que foi que ele mentiu? Por que não me falou logo que tinha esposa, que tinha filho? Por que me enrolou até agora? Dois anos, vô. Eu tava pensando em noivar. Agora não tenho mais nada.”
“É homem, Tininha”, ele fala cuspindo o caroço, como se lançasse feitiço: baba de sapo, perna de lagarto, um abracadabra brabo e viscoso. E eu aperto os dentes para não chorar de novo, mais uma vez, pra não me debulhar de lágrima imerecida. “Que que tem que é homem, vô? Só porque é homem tem que mentir? Vai me dizer que o senhor mentia pra vó?
Ele fica de olho comprido no horizonte, os dedos futucando outra vagem, como minhoquinhas na terra. “Menti pra muita gente, Tininha. Menti pros meus pais, pros professores, pros amigos, pra sua mãe... Menti pra sua vó... A vida é assim. Um monte de mentirinhas que a gente vai contando. Até pra gente mesmo”. Ele funga um pouco, limpa a testa com as costas da mão e fica quieto, o olho no ingá. Eu já menti pra caramba também, não sei por que o espanto. Minto desde criança, para não apanhar, para ganhar uma qualquer coisa a mais, dinheiro, uma bala, um dadinho de amendoim. Quem não mente?
“Cê arruma outro rapaz”, ele repete por fim, encerrando o assunto e levantando do banco de madeira mal feito. Vai arrastando um pé depois do outro na direção da cozinha e pela primeira vez na vida penso que talvez meu avô não tenha sido tão feliz quanto parecia quando contava as aventuras da juventude. O vô de repente era grande por dentro, maior do que eu nem sei. [...]

PRETTI, Thays. A mulher que ri . São Paulo: Editora Patuá, 2019.

Assinale a alternativa correta sobre o seguinte excerto: “‘É homem, Tininha’, ele fala cuspindo o caroço, como se lançasse feitiço: baba de sapo, perna de lagarto, um abracadabra brabo e viscoso.”.

A Ao falar cuspindo o caroço, o avô lança três feitiços: baba de sapo, perna de lagarto e abracadabra.
B O termo “viscoso” é sinônimo de “perigoso”.
C Em “[...] cuspindo o caroço, como se lançasse feitiço [...]” há seis repetições do fonema /s/.
D O termo “brabo” poderia ser substituído por “venenoso” sem que isso causasse prejuízo semântico à frase.
E A norma padrão preconiza o uso do termo “guspindo” ao invés de “cuspindo”.
Texto associado
DOCE

___ Lembrasse antes quanto tempo gastaria na beira do fogão mexendo o doce de abóbora e Maria talvez nem tivesse começado. Mas não é assim que funciona, a coisa vem de trás pra frente: primeiro o gosto no fundo da lembrança, na garganta, daí a saliva na língua. Depois, o cheiro de algo que nem recordava parece que está aqui, dentro das narinas. Os ingredientes, todos comprados, a panela na mão. Só na hora de mexer o doce é que a gente lembra, com esse misto de cansaço e tristeza, que o doce é feito de mexer o doce. É feito do braço girando, girando, o outro braço solto escorado na anca, o peso do corpo passando da perna de cá pra de lá.
___ O doce já começado é doce inteiro na imaginação, não tem volta. E Maria nunca foi de voltar atrás, mesmo com o que era bom só na primeira mordida e depois deixava um retrogosto amargo – na boca ou no jeito de olhar. Maria que nem puxa-puxa, presa às escolhas e caminhos e ao que por vezes não foi tão escolha quanto foi acaso.
___ Bem que às vezes queria ser pássaro solto, escolher caminhos. A cozinha fica pequena da falta que voar livre faz, as paredes suam. Tudo o que é sonho vai evaporando do seu corpo, a pele fica grossa, dura. O açúcar carameliza angústias. E Maria pensa se não seria melhor ter virado cambalhota por sobre um ou outro acontecimento, em vez de vivê-los todinhos.
___ O marido mesmo. Ela cansava de topar com ele encostado no sofá, vendo TV. Ia de um canal para o outro, como se não estivesse ali. Queria que estivesse. Que contasse uma bobagem que aconteceu no trabalho ou na rua, que atentasse ao gosto novo no doce que ela fez, “cê colocou coco?”, “que cheiro diferente, que foi que cê botou aí?”, qualquer coisa. Qualquer coisa que fizesse com que os dois parecessem vivos, que parecessem ligados, nem que pelo diferente do hoje no doce sempre igual.
___ Tomasse uma atitude agora, talvez a coisa toda desembrulhasse diferente. Ela botaria uma roupa bonita e dançaria pela casa, pintaria a cara toda faceira e vibrante e mostraria para ele que ainda era mulher, poxa vida, ainda sou bem mulher! [...]
___ Também podia ir embora, pegar as meninas e as próprias coisas e voltar para a casa da mãe. Ou podia queimar esse doce, derrubar panela, fazer escândalo. Pedir tenência, uma mudança, alguma coisa que mostrasse que ainda estava viva, viva! Vibrante como esse cor-de-laranja borbulhando na panela. [...]

PRETTI, Thays. A mulher que ri . São Paulo: Editora Patuá, 2019.

Em “[...] poxa vida, ainda sou bem mulher!”, o item em destaque

A indica o antônimo de “mal”.
B poderia ser substituído pelo termo “boa” sem prejuízo semântico à frase.
C atua como intensificador.
D é um adjetivo que caracteriza o substantivo “mulher”.
E é restrito à variedade padrão da língua.

A alfabetização na perspectiva freiriana propõe que esse processo

A seja autônomo e independente do letramento.
B parta do raciocínio lógico dos sujeitos-aprendizes.
C seja simultâneo no mundo imaterial do sujeito.
D parta do contexto maturacional que o indivíduo vive.
E parta do concreto real para o sujeito-aprendiz.
Texto associado
DOCE

___ Lembrasse antes quanto tempo gastaria na beira do fogão mexendo o doce de abóbora e Maria talvez nem tivesse começado. Mas não é assim que funciona, a coisa vem de trás pra frente: primeiro o gosto no fundo da lembrança, na garganta, daí a saliva na língua. Depois, o cheiro de algo que nem recordava parece que está aqui, dentro das narinas. Os ingredientes, todos comprados, a panela na mão. Só na hora de mexer o doce é que a gente lembra, com esse misto de cansaço e tristeza, que o doce é feito de mexer o doce. É feito do braço girando, girando, o outro braço solto escorado na anca, o peso do corpo passando da perna de cá pra de lá.
___ O doce já começado é doce inteiro na imaginação, não tem volta. E Maria nunca foi de voltar atrás, mesmo com o que era bom só na primeira mordida e depois deixava um retrogosto amargo – na boca ou no jeito de olhar. Maria que nem puxa-puxa, presa às escolhas e caminhos e ao que por vezes não foi tão escolha quanto foi acaso.
___ Bem que às vezes queria ser pássaro solto, escolher caminhos. A cozinha fica pequena da falta que voar livre faz, as paredes suam. Tudo o que é sonho vai evaporando do seu corpo, a pele fica grossa, dura. O açúcar carameliza angústias. E Maria pensa se não seria melhor ter virado cambalhota por sobre um ou outro acontecimento, em vez de vivê-los todinhos.
___ O marido mesmo. Ela cansava de topar com ele encostado no sofá, vendo TV. Ia de um canal para o outro, como se não estivesse ali. Queria que estivesse. Que contasse uma bobagem que aconteceu no trabalho ou na rua, que atentasse ao gosto novo no doce que ela fez, “cê colocou coco?”, “que cheiro diferente, que foi que cê botou aí?”, qualquer coisa. Qualquer coisa que fizesse com que os dois parecessem vivos, que parecessem ligados, nem que pelo diferente do hoje no doce sempre igual.
___ Tomasse uma atitude agora, talvez a coisa toda desembrulhasse diferente. Ela botaria uma roupa bonita e dançaria pela casa, pintaria a cara toda faceira e vibrante e mostraria para ele que ainda era mulher, poxa vida, ainda sou bem mulher! [...]
___ Também podia ir embora, pegar as meninas e as próprias coisas e voltar para a casa da mãe. Ou podia queimar esse doce, derrubar panela, fazer escândalo. Pedir tenência, uma mudança, alguma coisa que mostrasse que ainda estava viva, viva! Vibrante como esse cor-de-laranja borbulhando na panela. [...]

PRETTI, Thays. A mulher que ri . São Paulo: Editora Patuá, 2019.

No primeiro parágrafo do texto, os dois pontos são utilizados para indicar que

A o que vem a seguir é uma enumeração.
B há elipse de um verbo.
C o que vem a seguir é uma oração coordenada.
D a frase deve ser lida com entonação de surpresa.
E o período se encerrou.

Uma série de protestos eclodiram em Hong Kong no ano de 2019. As manifestações tiveram início

A devido à devolução de Hong Kong à China no final de 2018, depois de 99 anos de protetorado britânico.
B após a China não reconhecer a independência de Hong Kong em 2018, através da lei antissecessão.
C em repúdio a um controverso projeto de lei, que permitiria a extradição de suspeitos de crimes para a China continental sob certas circunstâncias.
D após o Tribunal Constitucional da China aprovar a deposição da presidente de Hong Kong, Park Geun-hye.
E em respostas a lei que tornou crime, em Hong Kong, receber ou se reunir com o Dalai Lama, visto que a China reconhece o líder espiritual tibetano como um “separatista” que tenta separar o Tibete do gigante asiático.