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Texto associado
O
cortador de piada

Por Paulo
Pestana

Contar piada é
uma arte. Há o contador
minucioso, que entra em detalhes, sai do
trilho e,
quando menos se espera, volta para o
arremate,
normalmente rindo mais do que quem ouve a
história pela primeira vez; há o conciso,
que usa
poucas frases e normalmente é cortante,
frequentemente maldoso; o histriônico, que
muda
a voz, se levanta, interpreta e exagera, o
pornográfico, que acha palavrão engraçado, o
verborrágico, que emenda uma piada na outra,
entre muitos outros.
Toda boa roda
de botequim tem que ter algum
contador de anedota de repertório amplo,
memória
prodigiosa e paciência. Ainda mais se de vez
em
quando aparecer na conversa um outro
personagem, o cortador de piada. Sim; um
conta,
o outro corta, normalmente se introduzindo
na
história alheia, estragando o final.

Toda boa
piada tem seu clímax no final. Não
é como um conto, uma narrativa, um cordel ou
até
mesmo um ‘causo’, quando a graça, muitas
vezes,
está no desenvolvimento da ação. O fecho da
piada tem que ser surpreendente, definitivo,
deve
conter toda graça em poucas palavras que
muitas
vezes torcem a lógica exposta
anteriormente.
O cortador de
piada é também conhecido
como o chato. Por mais velho que seja o
chiste, é
preciso respeitar o contador, ainda que não
seja
dos mais cativantes, que não tenha o brilho
e a
graça de um Chico Anísio. O cortador muitas
vezes interrompe a narrativa sem a menor
cerimônia, com aquela inocência insuportável
dos
enjoados — o chato de verdade nunca é
proposital; é um traço de caráter inato, o
que só
piora a situação.
Mas há
situações piores, quando o chato se
transforma no ladrão de piada. Também
querendo
dominar o ambiente, o ladino se apodera da
história alheia e conta o final, deixando o
dono da
anedota com a boca aberta e sem ter o que
dizer.
Foi o que aconteceu, não faz muito tempo,
num
famoso boteco da W2 Sul — ou melhor, famoso
para nós, frequentadores, já que não sai nas
colunas de jornal.
A noite ainda
era juvenil, mas aquela turma
dava impressão de estar por ali desde o café
da
manhã, tamanha a animação. Cascos vazios de
cerveja já tinham enchido um engradado e já
eram
colocados com a boca para baixo, entre os
outros.
Um dos rapazes começou a contar uma piada
comprida e que era constantemente
interrompida
por comentários diversos por outro
sujeito.

Havia interessados na narrativa, até
porque
é
uma piada sobre advogados, e os causídicos
são
fregueses habituais do estabelecimento. O
chato
não sossegava, queria ser o centro das
atenções
e diante de tantos ‘psius’ pedindo silêncio,
disparou:

— Que tatu? Não vi nenhum tatu por
aqui!

E se contorcia como o Orlando Furioso,
da
ópera de Vivaldi. Ele havia contado o fim da
piada
numa cena que só pode ser explicada pelo
alto
nível etílico daquela mesa, quando o tempo
fechou
como uma final com Grenal. Até hoje tem
gente
querendo saber como a piada chegaria ao
tatu,
mas tem medo de perguntar.

Adaptado de:
http://df.divirtasemais.com.br/app/noticia/m
aisleitor/ 2019/12/06/noticia-mais-
leitor,162065/cronica-o-cortador-
depiada.shtml. Acesso em: 10 dez. 2019.

Sobre a linguagem apresentada no texto,
assinale a alternativa correta.

A É formal, devido ao uso de termos
complexos, não utilizados na fala cotidiana
dos brasileiros, como histriônicos e
causídicos.
B É informal, visto que, por abordar assunto sobre piadas e botequins, usa-se uma linguagem que se aproxima àquela utilizada nesses ambientes.
C É informal, já que apresenta muitos desvios
em relação à norma gramatical.
D É formal, uma vez que respeita, na maior
parte do texto, as regras gramaticais
previstas pela Língua Portuguesa.

Os créditos adicionais são as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento. Assinale a alternativa que apresenta somente exemplos de destinação de créditos adicionais extraordinários.

A Comoção intestina e despesas imprevistas.
B Reforço de dotação orçamentária e despesas urgentes.
C Caso de guerra e despesas sem dotação orçamentária específica.
D Calamidade pública e despesas suplementares de custeio e investimento.

Conforme preceitua a Constituição do Brasil, o Plano Plurianual, as Diretrizes Orçamentárias e os Orçamentos anuais são estabelecidos em leis de iniciativa de qual(is) poderes?

A Poder Judiciário.
B Poder Legislativo.
C Poder Executivo.
D Poderes Executivo e Legislativo.

Na Educação Infantil, é obrigatória a matrícula de crianças que completam

A 4 ou 5 anos no decorrer do ano em que ocorrer a matrícula.
B 4 ou 5 anos até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula.
C 4 ou 5 anos entre 31 de março e 31 de dezembro do ano em que ocorrer a matrícula.
D 4 ou 5 anos no ano anterior em que ocorrer a matrícula.

Considere as seguintes informações extraídas do sistema de gestão patrimonial de uma determinada sociedade anônima:


Com base nessas informações, ao aplicar o teste de redução ao valor recuperável desse ativo, fica evidenciada a ocorrência de uma perda por desvalorização no valor de

A R$ 4.000,00.
B R$ 3.000,00.
C R$ 2.000,00.
D R$ 1.000,00.