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A respeito do tema da violência na escola, Abramovay

( 2012 ) afirma que a escola

A vê os conflitos da polarização política crescerem, enquanto aqueles de ordem social (como gênero e classe) se encontram superados.
B enfrenta esse fenômeno universal, que historicamente se repete, sem expectativas de mudanças.
C testemunha gradualmente o desaparecimento da violência devido às mudanças pedagógicas em curso.
D somente ecoa processos gerais, refletindo um estado de violência generalizado que tem origem fora dela.
E produz formas próprias de violência, que refletem as especificidades de seu cotidiano.

Almeida e Silva

( 2018 ) afirmam que “o Currículo é o espaço programado onde se exerce o afeto escolar”. Os autores entendem esse afeto no sentido de ser

A amado pela comunidade escolar, na figura de seus professores, alunos e da sua equipe.
B tocado pelas questões da humanidade e pelo mundo enquanto uma decisão política.
C arrebatado pelas imposições sociais do saber acadêmico validado e amplamente aceito.
D acostumado com o ambiente escolar, suas regras e seus ritos, em um processo de disciplinarização.
E modificado passivamente pelo outro e pela apropriação dos conteúdos curriculares.

Leia o excerto a seguir, adaptado de Paro

( 2001 ): Se entendermos _____________ nesse sentido mais elevado de mediação para a construção e exercício da liberdade social, englobando todos os meios e esforços que se utilizam para concretizar o entendimento entre grupos e pessoas, a partir de valores construídos historicamente, podemos dizer que essa dimensão social dos objetivos da escola se sintetiza ______________. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.

A o currículo … na avaliação da aprendizagem
B o interesse … no engajamento psicológico e cognitivo
C a democracia … na educação para a democracia
D o projeto político-pedagógico … no regimento escolar
E a gestão escolar … na pedagogia crítica dos conteúdos

De acordo com León (in Freitas, 2005), os conceitos de adolescência e juventude correspondem a

A uma determinação biológica, orgânica e evolutiva.
B um modismo circunstancial, de pouco impacto pedagógico.
C uma influência médica indevida no campo da psicopedagogia.
D uma construção social, histórica, cultural e relacional.
E uma realidade universal, perene, sistemática e compartilhada.

Buckingham

( 2010 ) observa que a escola enfrenta desafios cada vez mais amplos diante das mídias digitais, sendo que “uma questão-chave [...] concerne ao seu papel no enfrentamento das desigualdades de acesso à tecnologia surgida na sociedade”. Para o autor, acesso, nesse sentido, deve ser pensado como

A a disponibilidade do equipamento, particularmente de hardwares , como elemento suficiente nessa inclusão.
B o foco exclusivo em treinamento de habilidades técnicas, sobretudo no manuseio responsável de computadores, cujo custo financeiro é elevado.
C um contato diário de professores e alunos com as tecnologias de ponta, como promoção da inovação pedagógica.
D uma questão de capital cultural, como capacidade de usar formas culturais de expressão e comunicação.
E uma expansão da rede de internet via Wi-Fi nos ambientes escolares, permitindo o pronto acesso dos alunos às informações via smartphones.

De acordo com Fleuri

( 2009 ), a inclusão de pessoas com diferentes possibilidades e limites nos processos educativos exige, além do atendimento às necessidades individuais, práticas e contextos que promovam a manifestação polifônica e reconhecimento polissêmico, crítico e criativo entre todos. Nesses contextos, o educador precisa favorecer que os sujeitos “se reconheçam e se auto- -organizem em relação de reciprocidade entre si e com o próprio ambiente sociocultural”, assumindo a tarefa de prever e preparar recursos capazes de

A igualar os processos e os resultados da aprendizagem entre sujeitos.
B ativar a elaboração e a circulação de informações entre sujeitos.
C separar os alunos normais dos deficientes nas tarefas cognitivas, mas juntando-os na convivência.
D desmontar os conflitos e fricções entre sujeitos em nome da harmonia escolar.
E compensar os déficits dos sujeitos da inclusão com redução da exigência avaliativa.

Luckesi

( 1998 ) problematiza um conceito que se configura “pela observação, obtenção, análise e síntese dos dados ou informações que delimitam o objeto ou ato com o qual se está trabalhando”. Por isso, “encerra-se no momento em que o objeto ou ato de investigação chega a ser configurado, sinteticamente, no pensamento abstrato, isto é, no momento em que se chega à conclusão que tal objeto ou ato possui determinada configuração”. Esse conceito criticado pelo autor é o de

A avaliação.
B epistemologia.
C pesquisa científica.
D dialética.
E verificação.

Uma equipe escolar está rediscutindo seu Projeto Pedagógico (PP), buscando torná-lo mais expressivo para a comunidade. Para isso, fizeram a leitura compartilhada do texto de Giglio

( 2006 ) e encontraram um trecho especialmente convergente com o que a equipe quer. Nele, apresenta-se o PP de um ponto de vista legal, observando que o documento “institui um lugar de visibilidade para a escola no conjunto do sistema tornando-a oficialmente portadora de uma identidade singular”. A equipe compreendeu acertadamente que essa identidade singular se deve à operação que dá materialidade ao PP, na medida em que provoca

A o alinhamento das práticas pedagógicas e de gestão locais da unidade escolar àquelas consideradas de referência pela legislação.
B a responsabilização legal e individual de cada profissional da escola devido à sua força contratual.
C a disputa por protagonismo entre os membros da equipe de modo a gerar uma competição saudável pela excelência.
D o reconhecimento de que a escola é parte constituinte das políticas educacionais e não apenas efeito delas.
E a escola a subordinar-se às exigências da comunidade que atende, uma vez que ocupa o lugar de cliente.

“Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele”, afirma Paulo Freire

( 1996 ). Para o autor, essa é a diferença profunda entre

A o educador e o educando.
B a liberdade e a autoridade.
C o ser condicionado e o ser determinado.
D o sujeito da práxis e o sujeito da reflexão.
E a ética e a estética.

Ao caracterizar o letramento como um continuum , Mortatti

( 2004 ) entende que ele

A é conduzido sequencialmente, tendo uma estrutura lógica que facilita o alcance de seu nível mais elevado.
B deve ser iniciado assim que terminada a alfabetização, sendo essa separação fundamental para assegurar a posterior fluência na escrita e na leitura.
C envolve um processo permanente, cujo produto final não se pode definir nem prefixar.
D exige a organização do ensino a partir de pré-requisitos, alinhando conteúdos que se sucedem sequencialmente.
E pouco altera as teorias e práticas pedagógicas, pois segue as tradições fundamentais do campo didático-linguístico.