Atenção : Para responder às questões de números 1 a 6, baseie.se no texto abaixo.
A Ilha do Conhecimento e o Oceano do Desconhecido
A totalidade do nosso conhecimento acumulado constitui uma ilha, que eu chamo de "Ilha do Conhecimento". Por "conhecimento" refiro-me principalmente ao conhecimento científico e tecnológico, embora a Ilha também possa incluir as criações artísticas e culturais da humanidade no decorrer da história. A Ilha do Conhecimento é cercada por um vasto oceano, o inexplorado "Oceano do Desconhecido" onde, inevitavelmente, ocultam-se os inúmeros mistérios.
Imaginemos então que a Ilha do Conhecimento cresce a cada vez que descobrimos algo mais sobre o mundo e sobre nós. Muitas vezes, esse crescimento faz um percurso incerto, refletido na região costeira da Ilha, cuja geografia dramática representa a fronteira entre o conhecido e o desconhecido. Considere-se ainda que o conhecimento pode até retroceder, quando ideias que achávamos corretas têm de ser abandonadas à luz de novas descobertas.
O crescimento da Ilha tem uma consequência tão surpreendente quanto essencial. Seria razoável supor que. quanto mais sabemos sobre o mundo, mais perto estaríamos de um destino final, que alguns chamam de Teoria de Tudo e outros de realidade última. No entanto vemos que quando a Ilha do Conhecimento cresce, nossa ignorância também cresce, delimitada pelo perímetro da Ilha, a fronteira entre o conhecido e o desconhecido: aprender mais sobre o mundo não nos aproxima de um destino final - cuja existência não passa de uma suposição alimentada por esperanças infundadas -, mas, sim, leva a novas perguntas e mistérios. Quanto mais sabemos, melhor nos damos conta de nossa ignorância e mais perguntas somos capazes de fazer, perguntas que, previamente, nem poderiam ter sido sonhadas.
O impulso criativo, o desejo que temos de sempre querer saber mais, vem justamente da atração pelo mistério, da compulsão que temos de ir além das fronteiras do conhecido. O alargamento da Ilha do Conhecimento é também um alargamento do Oceano do Desconhecido. O não saber é a musa do saber.
(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. A ilha do conhecimento. 7.ed. Rio de Janeiro: Record, 2023, p. 14 e 22-23)
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Jorge adquiriu imóvel, no ano de 2020, cuja construção tinha sido regularmente autorizada. Em 12 de fevereiro de 2024, a obra foi concluída e. uma semana depois, o imóvel foi entregue a Jorge. A Fiscalização municipal, todavia, constatou que essa obra foi entregue de forma indevida ao adquirente, pois o Habite-se ainda não havia sido concedido. Com base nessa hipótese e na disciplina do Código Tributário Municipal de Jaboatão dos Guararapes - Lei nº 155/1991, de 27 de dezembro de 1991, o fato gerador do IPTU
Texto associado
Ao concluir seu texto, diz o autor: "O não saber é a musa do saber" - uma afirmação que pode ser justificada por este segmento do texto:
O Código Tributário Municipal de Jaboatão dos Guararapes - Lei nº 155/1991, de 27 de dezembro de 1991, no caput do seu art. 150, assegura ao sujeito passivo o direito de ampla defesa no Procedimento Fiscal Administrativo - PFA. De acordo com esse Código, consideram-se como o instituto jurídico da defesa, no processo administrativo:
I. a impugnação de notificação fiscal, em face do não pagamento do ITBI, do IPTU, da quota parte do ICMS pertencente aos municípios, das taxas e da contribuição de melhoria.
II. a impugnação de auto de infração, em face do não pagamento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).
III. o recurso voluntário, dirigido à Coordenação de Instrução e Julgamento, contra decisões que indeferirem, total ou parcialmente, os pedidos de revisão de lançamento de tributos lançados de ofício, previstos nesta Lei.
Está correto o que se afirma em
A prefeitura está desenvolvendo um novo sistema de informações para gerenciar suas operações internas envolvendo a integração de diversas funcionalidades criticas. A equipe de projeto precisa estimar a duração e o custo das atividades do projeto para garantir a alocação adequada de recursos e o cumprimento dos prazos. O gerente do projeto decidiu utilizar um método de estimativa descrito no PMBOK 7 a edição que avalia a duração ou o custo do projeto com base em dados históricos de um projeto semelhante. Trata-se do método conhecido como
Determinado contribuinte entende que efetuou o pagamento indevido do ISS, pois seu advogado lhe informou que a prestação de serviços por conta da qual esse pagamento foi feito era isenta. Em razão disso, esse contribuinte solicitou, administrativamente, a restituição da importância paga, mas a decisão administrativa lhe denegou a restituição. Inconformado, esse contribuinte pretende ajuizar ação judicial para anular a referida decisão administrativa. De acordo com o Código Tributário Nacional, o prazo de
Texto associado
Atenção : As questões de números 16 a 18 referem-se a Matemática Financeira.
Dois capitais, C 1 e C 2 , são aplicados em uma instituição financeira em uma determinada data. Sabe-se que C 1 foi aplicado, durante 8 meses, a uma taxa de juros simples de 18% ao ano apresentando, no final do período de aplicação, um montante igual a R$ 22.960.00. C 2 foi aplicado, durante 1 ano, a uma taxa de juros compostos de 6% ao semestre apresentando, no final do período de aplicação, um valor de juros correspondente de R$ 3.090.00. A razão de C 1 para C 2 é de
Elisa gastou R$ 24,00 no armarinho. Ela comprou pelo menos, uma unidade de cada um dos três itens: zíper, botão e agulha. Um zíper custa R$ 4,00, um botão custa R$ 2,00 e uma agulha custa R$ 1,00. Se ela comprou no máximo 2 agulhas, o número de compras distintas que ela pode ter feito é
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 5 a 13, leia o trecho de Vidas Secas , de Graciliano Ramos.
A família estava reunida em tono do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza.
Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante. Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições 1 com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe 2 de pedra, clareando vagamente os pês do vaqueiro, os joelhos da mulher & Os meninos deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque O lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas 3 da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de vira-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa: eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, & as imagens sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto.
Fabiano tornou a esfregar as mãos e iniciou uma história bastante confusa, mas como só estavam iluminadas as alpercatas dele, o gesto passou despercebido. O menino mais velho abriu os ouvidos, atento. Se pudesse ver o rosto do pai, compreenderia talvez uma parte da narração, mas assim no escuro a dificuldade era grande. Levantou-se, foi a um canto da cozinha, trouxe de lã uma braçada de lenha.
(RAMOS, Graciliano. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Edição digital)
1 tição: pedaço de lenha
2 trempe: apolo para panela
3 greta: rachadura
A família estava reunida em tono do fogo, Fabiano sentado no pilão caído, sinha Vitória de pernas cruzadas, as coxas servindo de travesseiros aos filhos. A cachorra Baleia, com o traseiro no chão e o resto do corpo levantado, olhava as brasas que se cobriam de cinza.
Estava um frio medonho, as goteiras pingavam lá fora, o vento sacudia os ramos das catingueiras, e o barulho do rio era como um trovão distante. Fabiano esfregou as mãos satisfeito e empurrou os tições 1 com a ponta da alpercata. As brasas estalaram, a cinza caiu, um círculo de luz espalhou-se em redor da trempe 2 de pedra, clareando vagamente os pês do vaqueiro, os joelhos da mulher & Os meninos deitados. De quando em quando estes se mexiam, porque O lume era fraco e apenas aquecia pedaços deles. Outros pedaços esfriavam recebendo o ar que entrava pelas rachaduras das paredes e pelas gretas 3 da janela. Por isso não podiam dormir. Quando iam pegando no sono, arrepiavam-se, tinham precisão de vira-se, chegavam-se à trempe e ouviam a conversa dos pais. Não era propriamente conversa: eram frases soltas, espaçadas, com repetições e incongruências. Às vezes uma interjeição gutural dava energia ao discurso ambíguo. Na verdade nenhum deles prestava atenção às palavras do outro: iam exibindo as imagens que lhes vinham ao espírito, & as imagens sucediam-se, deformavam-se, não havia meio de dominá-las. Como os recursos de expressão eram minguados, tentavam remediar a deficiência falando alto.
Fabiano tornou a esfregar as mãos e iniciou uma história bastante confusa, mas como só estavam iluminadas as alpercatas dele, o gesto passou despercebido. O menino mais velho abriu os ouvidos, atento. Se pudesse ver o rosto do pai, compreenderia talvez uma parte da narração, mas assim no escuro a dificuldade era grande. Levantou-se, foi a um canto da cozinha, trouxe de lã uma braçada de lenha.
(RAMOS, Graciliano. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Edição digital)
1 tição: pedaço de lenha
2 trempe: apolo para panela
3 greta: rachadura