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Professores surdos de uma universidade participaram de um simpósio internacional promovido pelo INES- Instituto Nacional de Educação de Surdos, no Rio de Janeiro. Em um dos seminários temáticos, com o tema Origem das Línguas de Sinais, houve debate em torno das semelhanças entre as línguas de sinais e orais, destacando variados mitos que precisam ser desfeitos para que se reconheça a Língua de Sinais como Língua. Assinale a opção que apresenta corretamente uma semelhança entre as línguas.

A As línguas de sinais podem ser iguais, independente das línguas orais-auditivas; por exemplo, Brasil e Portugal apresentam a mesma língua oficial e a mesma língua de sinais.
B Mesmo que cada língua de sinais tenha sua própria estrutura gramatical, surdos de países com línguas de sinais diferentes apresentam dificuldades de comunicar-se uns com os outros.
C Toda língua de sinais é uma língua de modalidade gestual-visual que utiliza, como canal de comunicação, movimentos gestuais e expressões faciais que são percebidos pela visão, da mesma forma que na Língua Portuguesa de modalidade oral-auditiva.
D Todas as línguas são estruturadas a partir de unidades mínimas que formam unidades mais complexas, ou seja, todas possuem níveis linguísticos fonológico, morfológico, sintático e semântico.
E As línguas de sinais possuem algumas semelhanças que as identificam como linguagem e não como língua, como por exemplo: a linguagem das abelhas ou a dos golfinhos, ou seja, a comunicação entre os animais.

Analise o seguinte depoimento de uma pessoa surda sobre o seu passado, quando houve encontro de seus pares, pois encontro surdo-surdo representa a possibilidade de troca de significados, de constituição de identidades. “[....] aquilo no momento de meu encontro com os outros surdos era o igual que eu queria, tinha a comunicação que eu queria. Aquilo que identificava eles identificava a mim também e fazia ser eu mesma, igual.” (PERLIN, 1998, p. 54) Acerca da identidade surda híbrida, é correto afirmar que

A é característica de pessoas oriundas de famílias ouvintes que passaram por um processo de transição entre estar num contexto da perspectiva ouvinte, sem contato com a identidade surda, e que, a partir do momento em que ocorre esse contato, passam a rejeitar a representação ouvinte.
B são pessoas que, mesmo passando pelo processo de des-ouvintização, ficam com sequelas da representação ouvinte, evidenciando a sua identidade surda em construção, portanto o contato é tardio, com a comunidade surda.
C nesta identidade surda, observa-se a representação estereotipada da surdez ou o desconhecimento da surdez como questão cultural, pois as pessoas apresentam dificuldade de comunicação se expressando, por vezes, de forma incompreensível; a vida é determinada pela perspectiva ouvinte.
D nesta identidade surda, as pessoas desconhecem ou rejeitam a presença do intérprete de Libras, utilizam aparelhos auriculares, fazendo uso da língua oral, e apresentam dificuldades em se reconhecer e se aceitar como surdas.
E é característica de pessoas com surdez adquirida que, inicialmente, participaram da cultura ouvinte, utilizando uma língua oral para se comunicar, mas que, com o tempo, imergem no contexto da surdez, como pessoas surdas; elas participam da comunidade e da cultura surdas e demandam direitos atinentes aos surdos como intérpretes, legenda, entre outros.

O trabalho com as pessoas surdas é, há muito tempo, um desafio. Muitos acreditam que a dificuldade está no fato de o indivíduo surdo não ouvir, mas o real problema, para aqueles que desconhecem a surdez e como as pessoas surdas se comportam, é o não falar. O foco da questão é a linguagem da pessoa surda. Atualmente, muitos estudos enfatizam as variadas formas e percepções de compreensão do desenvolvimento da linguagem da criança surda. Assinale a opção correta acerca da forma natural de aquisição da linguagem pela criança surda.

A A estimulação auditiva se faz necessário para o desenvolvimento da linguagem oral e da fala, pela criança surda, através do uso de aparelhos de amplificação sonora.
B A criança surda deve ser exposta à língua de sinais o mais precocemente possível, sendo a língua majoritária aquela usada pela maioria da população, introduzida por meio da escrita.
C A criança surda deve ter a língua de sinais como primeira língua e, em segundo lugar, a língua oral, para posterior aprendizagem da língua escrita.
D A Libras é a forma por excelência que favorece a aquisição da linguagem pela criança surda, permitindo-lhe um desenvolvimento integral e sem limites.
E A Libras deve ser introduzida com a criança surda ainda bebê, oralizando e articulando bem as palavras para que a criança possa perceber a sinalização.

De acordo com o Decreto nº 5.626, de 2005, o MEC deverá promover a criação de cursos de graduação de formação de professores surdos e ouvintes bilíngues, de licenciatura em Letras: Libras ou Letras: Libras/Língua Portuguesa e de formação em Tradução e Interpretação de Libras/Língua Portuguesa. Assinale a opção que se refere ao professor que também tem a formação de intérprete de Libras, cuja carreira é a do magistério, e sua atuação na rede de ensino pode efetivar-se em dupla função.

A É o profissional que pode exercer funções diferentes no mesmo turno, um horário como docente específico no ensino de Libras em sala de recurso, e em outro como intérprete de Libras, em contexto de sala de aula, com a presença de outro professor regente.
B É o profissional que deverá escolher entre atuar na função de professor regente de classe comum ou intérprete de Libras em sala de recurso junto a outro professor regente, sem ter a opção de exercer as duas funções em turnos distintos.
C É o profissional que pode atuar como professor regente em qualquer nível educacional, do básico ao superior, em turnos distintos, atendendo ao mesmo tempo a alunos surdos em sala de recurso e atuando como intérprete educacional.
D É o profissional que pode exercer funções diferentes em turnos distintos, um como docente de classe comum ou em sala de recurso, sem atuar como intérprete, e no outro como intérprete de Libras, em contexto de sala de aula, onde há outro professor regente.
E É o profissional que deve trabalhar com crianças, principalmente na atuação como intérprete educacional em turnos distintos, mas em classes comuns que tenham professores regentes bilíngues (Libras-Língua Portuguesa).

“O intérprete e instrutor de Libras é, para a pessoa surda, um verdadeiro elo de comunicação com o mundo. ‘A Libras me ajuda a aprender e a me desenvolver, além de poder fazer novas amizades na Escola.’, disse em Libras o aluno do 6º ano da Escola Municipal Eliete Araújo, Matheus Gomes, revelando que adora matemática.” Diário de Pernambuco. Libras: Inclusão em escolas de Petrolina é destaque no ensino. Publicado em 16/11/2022 A esse respeito, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) De forma a viabilizar o acesso aos conteúdos curriculares, o tradutor/intérprete de Libras-Língua Portuguesa deve atuar interpretando, de acordo com a Língua Brasileira de Sinais, todas as atividades didático-pedagógicas e culturais ocorridas nas instituições de ensino em seus níveis fundamental, médio e superior.

( ) O tradutor/intérprete de Libras-Língua Portuguesa deve realizar uma comunicação eficiente entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos e surdos- cegos, surdos- cegos e ouvintes, através da interpretação entre as duas línguas, dando ênfase a Libras em detrimento da Língua Portuguesa.

( ) O intérprete educacional deve redirecionar os questionamentos dos alunos ao professor, cumprindo sua função de intermediário na interlocução entre aluno e professor.

( ) É permitido ao intérprete educacional fazer comentários específicos relacionados a linguagem da criança, a interpretação em si e ao processo de interpretação quando forem pertinentes ao processo ensino-aprendizagem. As afirmativas são, respectivamente,

A V, V, V e V.
B V, F, V e V.
C V, F, V e F.
D F, F, V e V.
E V, V, F e V.

O Teatro de Cultura Popular (TCP) foi um grupo de teatro criado pelo Movimento de Cultura Popular (MCP), em Recife, no contexto do projeto cultural e educacional do governo Miguel Arraes (1962-64), em sintonia com os ideais de Paulo Freire, de uma educação conscientizadora. Em um artigo para o jornal Última Hora – Nordeste, o ator José Wilker, então membro do MCP, esclareceu: Cultura popular expressa a necessidade de transformar em cidadãos brasileiros a imensa massa de camponeses de nosso Nordeste, quase que imensamente analfabeta; a necessidade de transformar nossa cultura num instrumento acessível a todo o povo, e não um privilégio das elites; a necessidade de transformação radical do estado de coisas que ainda permanece no Brasil. APEJE. Hemeroteca. Jornal Última Hora-Nordeste, 10/11/1963. A respeito do sentido atribuído à ação artística por grupos de educação e cultura popular organizados por intelectuais e artistas no início da década de 1960, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.

( ) A arte é um instrumentos de mobilização política e social, que permite a inclusão das camadas populares por intermédio da alfabetização de adultos, por exemplo.

( ) Aproximar o teatro das camadas operárias e camponesas, pressupõe conceber a cultura popular não apenas como a cultura que vem do povo, mas sim a que se faz pelo povo.

( ) A cultura popular é considerada um meio para educar as classes economicamente e culturalmente desfavorecidas, desenvolvendo a sua consciência política e social. As afirmativas são, respectivamente,

A F – V – V.
B V – F – V.
C F – V – F.
D V – F – F.
E V – V – V.

Nessa dança, os golpes da capoeira sugerem movimentos de ataque e defesa, como chutando de frente, pernada, abre-alas, rojão e tramela, passos firmes e agressivos. No abre-alas, por exemplo, parece que o passista está se preparando para brigar, dançando com as pernas abertas e os braços se movimentando para frente como se dessem socos no ar. No entanto, diferentemente do que ocorre na capoeira, no passo os dançarinos praticamente não se tocam e quase não há movimentos com as mãos no chão. Adaptado de http://portal.iphan.gov.br/ O trecho descreve movimentos próprios da dança brasileira denominada

A Coco.
B Frevo.
C Maracatu.
D Caboclinho.
E Ciranda.