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As Diretrizes Operacionais da Educação Especial para o atendimento educacional especializado na educação básica pautam as redes de ensino público e particular na adoção das medidas inclusivas de organização escolar, cujas mudanças podem ser observadas sob três ângulos: o dos desafios provocados por essa inovação; o das ações no sentido de efetivá-la nas turmas escolares, incluindo o trabalho de formação de professores; e, finalmente, o das perspectivas que se abrem à educação escolar, a partir da implementação de projetos inclusivos. Considerando que a educação especial é uma modalidade que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, é correto afirmar que, EXCETO:

A Nos casos de escolarização em classe hospitalar ou em ambiente domiciliar, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) é ofertado aos alunos, público-alvo da educação especial, de forma complementar ou suplementar.
B O Atendimento Educacional Especializado (AEE) tem como função diagnosticar, elaborar e organizar apoio psicoterápico e recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas.
C Os sistemas de ensino devem matricular os alunos com deficiência, os com transtornos globais do desenvolvimento e os alunos com altas habilidades/superdotação nas escolas comuns do ensino regular e ofertar o AEE, promovendo o acesso e as condições para uma educação de qualidade.
D Consideram-se serviços e recursos da educação especial aqueles que asseguram condições de acesso ao currículo por meio da promoção da acessibilidade aos materiais didáticos, aos espaços e equipamentos, aos sistemas de comunicação e informação e ao conjunto das atividades escolares.
E Para o atendimento às necessidades específicas relacionadas às altas habilidades/superdotação são desenvolvidas atividades de enriquecimento curricular nas escolas de ensino regular em articulação com as instituições de educação superior, profissional e tecnológica, de pesquisa, de artes, de esportes, dentre outras.

Para especialistas em educação é preciso aproveitar o momento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para enfrentar a excessiva fragmentação dos currículos com matérias estanques que não discorrem entre si. Nesse sentido, a implementação da BNCC envolve mudanças de conceitos sobre conteúdo, avaliação e contexto de aprendizagem. Diante do exposto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) O conhecimento cognitivo puro deixa de ser o maior enfoque da formação, saindo de uma formação conteudista para uma formação que considera o que é possível fazer com o conhecimento adquirido.

( ) As provas e as avaliações deverão tornar-se um glossário de acompanhamento dos alunos.

( ) O conteúdo passa a ter significado para além das provas e é sob esse fundamento que as avaliações curriculares devem ser reformuladas.

( ) Cada habilidade propõe que o conteúdo deve ter em si uma finalidade e uma intencionalidade pedagógica; o volume de assuntos é mais enxuto e direcionado.

( ) Espera-se a formação de um aluno que saiba se aprofundar em suas áreas de interesse, com autonomia para buscar conhecimento independentemente do conteúdo programático.

( ) Tudo o que é aprendido deve fazer parte de um contexto maior relacionado à vida do aluno e com algum nível de aplicação prática, fazendo com que ele busque a habilitação técnica durante a escolarização básica. A sequência está correta em

A V, F, V, V, V, F.
B F, V, F, F, F, V.
C F, F, V, V, V, F.
D V, V, V, V, F, F.
E V, F, F, F, V, V.

Para Piaget , uma aprendizagem pode ser realizada em poucas horas ou até em minutos e ter longa duração. No entanto, uma estrutura gerada pelo processo de desenvolvimento demorará anos para ser construída e, uma vez construída, fará parte da vida do organismo, do indivíduo, ou do sujeito. Os estágios do desenvolvimento do sensório- -motor ao operatório formal e da Epistemologia Genética apresentam a história de formação, organização e funcionamento das estruturas operatórias. Assinale, a seguir, a correlação correta entre o estágio de desenvolvimento e o aparecimento das estruturas.

A Estágio operatório concreto – estruturas lógicas.
B Estágio operatório formal – estruturas combinatórias.
C Estágio operatório formal – estrutura da relação causal.
D Estágio sensório-motor – estrutura da função simbólica.
E Estágio pré-operatório – estrutura do objeto permanente.

Os conceitos, os princípios e as direções expressas na teoria de desenvolvimento de Henri Wallon são instrumentos que nos auxiliam na compreensão do processo de constituição da pessoa, no movimento que vai do bebê ao adulto de sua espécie, conforme os modelos que a cultura de seu tempo disponibiliza. À luz desta teoria, no processo de desenvolvimento, os princípios que regulam os recursos de aprendizagem são os mesmos para a criança e para o adulto; porém, com tempos e aberturas diferentes. Considerando os princípios da teoria Walloniana , assinale a alternativa INCORRETA.

A Ensino-aprendizagem : uma dificuldade de aprendizagem é também um problema de ensino.
B Situações conflitivas : a qualidade da relação é revelada pela forma como os conflitos são resolvidos.
C Desenvolvimento de conjuntos funcionais : em cada estágio tem-se uma pessoa completa, com possibilidades e limitações próprias.
D Imitação : mantém uma relação dialética com o processo de oposição; é instrumento poderoso e aprendizagem para a criança, bem como para o adulto.
E Da diferenciação para o sincretismo : o início de qualquer aprendizagem nova caracteriza-se pela diferenciação, passando gradativamente para o sincretismo.

Segundo Chrispino

( 2004 ), a mediação induz atitudes de tolerância, responsabilidade e iniciativa individual que podem contribuir para uma nova ordem social. O primeiro ponto para a introdução da mediação de conflito no universo escolar é assumir que existem conflitos e que estes devem ser superados, a fim de que a escola cumpra melhor as suas reais finalidades. São vantagens identificadas no uso da prática da mediação diante do conflito escolar, EXCETO:

A Melhorar as relações entre alunos, facultando melhores condições para o bom desenvolvimento da aula.
B Criar sistemas mais organizados para enfrentar o problema divergência ? antagonismo ? conflito ? violência.
C Consolidar a boa convivência entre diferentes e divergentes, permitindo o surgimento e o exercício da tolerância.
D Difundir uma imagem negativa do conflito, devendo-se sempre evitá-la, pois gera momentos de estresse e hostilidade.
E Desenvolver o autoconhecimento e o pensamento crítico, uma vez que o aluno é chamado a fazer parte da solução do conflito.

Na comunidade escolar existem pontos que contribuem para o surgimento dos conflitos e que, na maioria das vezes, não são explícitos ou mesmo percebidos. A prioridade que se dá para os diferentes conflitos escolares é um primeiro ponto. Martinez Zampa (2005, p. 29) diz que os professores consideram que os conflitos mais frequentes e importantes se dão entre seus colegas e diretores, colocando em segundo lugar de importância os conflitos entre alunos. (Disponível em: https://www.scielo.br/j/ensaio/a/TytpKNQ94yYRNYmhqBXTwxP/?lang=pt&format=pdf. Adaptado.) Considerando os conflitos educacionais entre membros da comunidade educacional ocorridos na escola, analise as afirmativas a seguir.

I. Conflitos entre as autoridades formal e funcional : surgem quando não há coincidência entre a figura da autoridade formal (diretor) e da autoridade funcional (líder situacional).

II. Conflitos em torno da pluralidade de pertencimento : ocorrem quando o docente faz parte de diferentes estabelecimentos de ensino, ou mesmo de níveis diferentes de ensino.

III. Conflitos para definir o projeto institucional : surgem porque a construção do projeto educacional favorece a manifestação de diferentes posições quanto a objetivos, procedimentos e exigências no estabelecimento escolar.

IV. Conflitos entre a comunidade ao redor da escola e os membros da comunidade educacional : onde emanam de redes sociais de diferentes atores, rompem-se as concepções rígidas dos muros da escola, ampliando-se as fronteiras.

V. Conflitos para operacionalizar o projeto educativo : acontecem porque, no momento de executar o projeto institucional, surgem divergências nos âmbitos de planejamento, execução e avaliação, levando a direção a lançar mão de processos de coalizão, adesões etc. Está correto o que se afirma em

A I, II, III, IV e V.
B I, II e III, apenas.
C II, III e IV, apenas.
D III, IV e V, apenas.
E I, II, III e V, apenas.

De acordo com Magda Soares, uma nova concepção de aprendizagem e ensino da língua escrita ocorre através de mudanças significativas nas concepções de aprendizagem e ensino da língua escrita e vem ocorrendo desde os anos 80, do século anterior. Essa mudança é fruto, fundamentalmente, dos seguintes fatores; analise-os.

I. As ciências linguísticas, a sociolinguística, a psicolinguística, a linguística textual e as análises do discurso começam a ser “aplicadas” ao ensino da língua materna: novas concepções de língua e linguagem, de variantes linguísticas, de oralidade e escrita, de texto e discurso, reconfiguram o objeto da aprendizagem e do ensino da escrita e, consequentemente, o processo dessa aprendizagem e desse ensino.

II. A psicologia genética piagetiana traz uma nova compreensão do processo de aprendizagem da língua escrita, através, particularmente, das pesquisas e publicações de Emília Ferreiro e seus colaboradores, obrigando a uma revisão radical das concepções do sujeito aprendiz da escrita, e de suas relações com esse objeto de aprendizagem – a língua escrita.

III. A teoria do Behaviorismo faz uma importante contribuição para a alfabetização, pois o método sintético se estrutura em suas bases. Insiste, fundamentalmente, em uma correspondência entre o oral e o escrito, entre o som e a grafia. O seu ensino inicia-se de um grau de dificuldade mais simples percorrendo até chegar a um mais complexo, ou seja, o sistema de ensino parte das partes para um todo; primeiro a criança domina o alfabeto, depois as sílabas, as palavras, frases e, finalmente, os textos. Está correto o que se afirma em

A I, II e III.
B II, apenas.
C I e II, apenas.
D I e III, apenas.
E II e III, apenas.

Segundo Weiss(et al. 2009), “o professor precisa compreender o caminho de aprendizagem que o aluno está percorrendo e, em função disso, identificar as atividades que farão seu avanço”. Para a autora, não é o processo de aprendizagem que deve se adaptar ao do ensino; mas, sim, o processo de ensino se adaptar ao da aprendizagem, ou melhor, “o processo de ensino deve dialogar com o da aprendizagem”. Para tanto, boas situações de aprendizagem, de acordo com o exposto, são aquelas que garantem que, EXCETO:

A A organização de tarefas pelo professor deve atestar a máxima informação possível.
B Os alunos têm problemas a resolver e decisões a tomar em função do que se propõem produzir.
C Os alunos precisam pôr em jogo tudo o que sabem e pensam sobre o conteúdo que se quer ensinar/aprender.
D O professor tem como tarefa transmitir os conteúdos, fazendo com que os seus alunos aprendam o que lhes foi informado.
E O conteúdo trabalhado mantém suas características de objeto sociocultural real, sem se transformar em objeto escolar vazio de significado social.

A especificidade da atuação do coordenador pedagógico, segundo Vasconcelos

( 2002 ), refere-se aos processos de aprendizagem, onde quer que ocorram, e para que este papel possa se efetivar na instituição de ensino, e o Coordenador Pedagógico possa ajudar a produzir as mudanças indispensáveis nas práticas de ensino são necessárias as condições “objetivas” e “subjetivas”. Quando se fala de mudança da prática de sala de aula para educadores, não há uma adesão imediata; ao contrário, manifesta-se amiúde uma certa resistência, comentários que deixam transparecer nas entrelinhas descrença ou desânimo [...]. Para dar conta deste desafio, a coordenação pedagógica deverá ser capacitada nas dimensões básicas da formação humana: as condições subjetivas. Sobre as condições subjetivas visando à ação do coordenador pedagógico, infere-se que se tratam das seguintes dimensões:

A Técnica; habilidade; e, procedimento.
B Conceitual; procedimental; e, técnica.
C Procedimental; técnica; e, historicidade.
D Conceitual; procedimental; e, atitudinal.
E Procedimental; historicidade; e, atitudinal.

A especificidade da atuação do coordenador pedagógico, segundo Vasconcelos

( 2002 ), refere-se aos processos de aprendizagem, onde quer que ocorram, e para que este papel possa se efetivar na instituição de ensino, e o Coordenador Pedagógico possa ajudar a produzir as mudanças indispensáveis nas práticas de ensino são necessárias as condições “objetivas” e “subjetivas”. Sobre as dimensões objetivas para a ação do coordenador pedagógico, assinale a afirmativa INCORRETA.

A Colocar-se em efetiva atitude de escuta diante da queixa do professor.
B Organizar grupos de estudos e formação entre colegas e profissionais afins.
C Ter espaço para fazer acompanhamento individual (ou em grupo pequeno) e sistemático.
D Ter presente que o trabalho coletivo pode ocorrer em diferentes e articulados níveis de participação: na escola; na comunidade; e, entre escolas.
E Comprometer-se com a busca de melhores condições de trabalho na escola, tanto do ponto de vista pedagógico e administrativo quanto comunitário.