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Os professores constituem uma das categorias que mais apresentam distúrbio de voz relacionado ao trabalho (DVRT), seja em função de abuso vocal, seja pela combinação de fatores ambientais, como os problemas de acústica e a competição sonora comum em escolas, principalmente aquelas localizadas em centros urbanos. A causa pelo mau uso vocal é denominada

A disfonia orgâno-funcional.
B disartrofonia.
C disfonia mista.
D disfonia neurogênica.
E disfonia funcional.

Sobre a relação do fonoaudiólogo com a escola, é correto afirmar:

A A discussão de práticas que favoreçam a aquisição da oralidade e da escrita junto à equipe escolar incluem ações avaliativas e terapêuticas grupais e individuais, quando necessárias.
B Participar do planejamento, desenvolvimento e execução de programas integrados ao plano pedagógico do professor é uma das ações deste profissional.
C Cabe ao profissional capacitar o professor para o reconhecimento de sintomas de transtornos que prejudicam a aprendizagem e para o correto manejo com estes sintomas em sala de aula.
D Assumir as ações do Atendimento Educacional Especializado junto às crianças com deficiências é papel deste profissional.
E Cabe ao profissional participar do planejamento pedagógico e atender alunos com queixas de aprendizagem.

No acompanhamento de estudantes com paralisia cerebral, o fonoaudiólogo deve considerar como importante para sua inclusão no contexto escolar:

A A orientação aos pais de crianças com paralisia cerebral para que a entrada na instituição educacional se dê somente depois do trabalho terapêutico que lhe proporcione autonomia no uso da oralidade e escrita.
B A imediata introdução do uso de pranchas de aprendizagem, já que a criança com paralisia cerebral tem sérias dificuldades de comunicação.
C O encaminhamento do estudante para o Atendimento Educacional Especializado já que toda pessoa com paralisia cerebral tem dificuldades cognitivas significativas que precisam ser trabalhadas.
D O espaço físico que a criança irá frequentar, o qual deve ser adaptado para o acesso à cadeira de rodas. Também o material como lápis e papel devem ser adaptados para o manuseio seguro do estudante.
E A busca junto aos pais da criança com paralisia cerebral de escolas especializadas no atendimento de crianças com deficiência que tenham atendimento terapêutico integrado.

Pesquisas epidemiológicas sobre disfonias infantis apresentam índices muito variados de prevalência registrados na literatura, entre 4 a 30% (Tavares, Brasolotto, Santana, Padovan, Martins – Estudo epidemiológico de disfonias em crianças de 4 a 12 anos, 2011). Dentre os motivos que justificam tal variação, é correto afirmar:

A Os pais, orientados sobretudo por médicos, não encaminham seus filhos para exames videolaringoscópicos que são decisivos para o estabelecimento do diagnóstico.
B Ainda prevalece desconhecimento sobre a disfonia infantil. Características vocais da criança ou são supervalorizadas e tomadas como anormais ou são negligenciadas, retardando o diagnóstico.
C O diagnóstico de disfonia infantil é de exclusão e a maioria das crianças que abusam da voz possui indicativo de diagnóstico de TDAH.
D A emissão vocal de crianças tem peculiaridades que não podem ser enquadradas como patológicas e, nesse sentido, não podemos falar em disfonia infantil.
E Lesões laríngeas que caracterizam a disfonia não são visualizadas em laringes infantis devido a sua imaturidade neuromuscular, invalidando o diagnóstico.

Segundo Zorzi, é característica de atraso simples de linguagem:

A dificuldades tanto na compreensão quanto na elaboração da linguagem.
B não estabelecimento de simbolismo na comunicação não verbal.
C dificuldade da criança em representar conhecimentos e experiências por meio da oralidade, brincadeiras e gestos.
D linguagem menos evoluída que outras condutas simbólicas como brincadeira simbólica e a imitação diferida, sem comprometimento auditivo.
E manutenção da linguagem menos evoluída ainda que o ambiente familiar seja favorável e acolhedor.

Muitas comunidades quilombolas ainda desconhecem os programas e serviços específicos a elas destinadas. A falta de informação aliada à burocratização continuam sendo impedimentos para o exercício da cidadania. O Programa Brasil Quilombola dá visibilidade e relevância às políticas públicas, e a partir de seu desdobramento, a Agenda Social Quilombola (Decreto no 6261/2007) descreve ações pautadas em quatro eixos:

A acesso à terra; qualidade de vida; inclusão produtiva e desenvolvimento local; direitos e cidadania.
B habitação; infraestrutura e saneamento; eletrificação e edificação; comunicação e cidadania.
C seguridade social; políticas públicas de saúde; previdência social; assistência social.
D regularização fundiária das áreas de quilombo; seguridade social; infraestrutura e saneamento; assistência social.
E direitos; cidadania; regularização fundiária das áreas de quilombo; regularização de convênios de saúde.

Nos termos da Lei n° 8.899/1994 e Decreto n° 3.691/2000, que dispõe sobre o transporte de pessoas com deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual, é correto afirmar:

A Concede às pessoas portadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual, para assegurar que o usufruto do benefício nela previsto não fique restrito aos ônibus do serviço convencional, porém não garante a gratuidade.
B Estabelece que as empresas permissionárias e autorizatárias de transporte interestadual de passageiros reservem dois assentos em cada veículo destinado a serviço convencional, para ocupação por pessoas com deficiência, incluindo os pacientes com doença renal.
C Estão incluídos os serviços de transporte rodoviário interestadual semi-urbano de passageiros, com extensão igual ou inferior a cento e cinquenta quilômetros e que, com característica de transporte rodoviário urbano, transpõe os limites de Estado ou do Distrito Federal.
D Os serviços de transporte aquaviário interestadual, abertos ao público, realizados nos rios, lagos, lagoas e baías, que operam linhas regulares, inclusive travessias não fazem parte deste decreto.
E Não é necessário apresentar renda familiar para se obter este benefício.

De acordo com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), do direito à saúde, é correto afirmar:

A As ações e os serviços de saúde pública destinados à pessoa com deficiência devem assegurar diagnóstico e intervenção precoces, serviços de habilitação e de reabilitação sempre que necessários, atendimento domiciliar multidisciplinar, tratamento ambulatorial e internação.
B Atendimento psicológico, com exceção de seus familiares e atendentes pessoais, atenção sexual e reprodutiva respeito à especificidade, à identidade de gênero e à orientação sexual da pessoa com deficiência.
C As operadoras de planos e seguros privados de saúde não são obrigadas a garantir à pessoa com deficiência todos os serviços e produtos ofertados aos demais clientes.
D Quando esgotados os meios de atenção à saúde da pessoa com deficiência no local de residência, não será prestado atendimento fora de domicílio, para fins de diagnóstico e de tratamento.
E À pessoa com deficiência internada ou em observação é assegurado o direito a acompanhante ou a atendente pessoal, porém na impossibilidade de permanência do acompanhante, o familiar deve se responsabilizar por adequar o serviço.

De acordo com as normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida,

A o tratamento diferenciado inclui assentos de uso preferencial sinalizados, espaços e instalações acessíveis, mas não obrigatoriamente adaptado à sua altura.
B qualquer pessoa pode prestar atendimento às pessoas com deficiência visual, mental e múltipla, bem como às pessoas idosas.
C nos serviços de emergência dos estabelecimentos públicos e privados de atendimento à saúde, a prioridade fica condicionada à avaliação médica em face da gravidade dos casos a atender.
D não é obrigatória sinalização ambiental para orientação das pessoas com qualquer tipo de deficiência ou com mobilidade reduzida.
E os órgãos, empresas e instituições não têm obrigatoriedade de possuir, pelo menos, um telefone de atendimento adaptado para comunicação com e por pessoas portadoras de deficiência auditiva.

A Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência obedece aos seguintes princípios e diretrizes:

A Desenvolvimento de ação do Estado, de modo a assegurar a plena integração da pessoa portadora de deficiência no contexto socioeconômico e cultural.
B Respeito às pessoas portadoras de deficiência, que devem receber, conforme as suas limitações, oportunidades na sociedade por reconhecimento dos direitos que lhes são assegurados, sem privilégios ou paternalismos.
C Incluir a pessoa portadora de deficiência, respeitadas as suas peculiaridades, em todas as iniciativas governamentais relacionadas à educação, à saúde, ao trabalho, à edificação pública, à previdência social, à assistência social, ao transporte, à habitação, à cultura, ao esporte e ao lazer.
D Garantir o efetivo atendimento das necessidades da pessoa portadora de deficiência, com o cunho assistencialista.
E Adotar estratégias de articulação com órgãos e entidades públicos e privados, somente em âmbito nacional para a implantação desta Política.