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“Submetendo-se cada um a todos, não se submete a ninguém em particular, e como não há um associado sobre o qual não se adquira o mesmo direito que se cede sobre si próprio, ganha-se equivalência de tudo o que se perde e maior força para conservar o que se possui”. O trecho acima apresenta uma concepção de poder político que se fundamenta na noção de contrato. Essa concepção específica de contrato é apresentada em qual obra?

A Os seis livros da república, de Jean Bodin.
B Leviatã, de Thomas Hobbes.
C Segundo tratado sobre o governo civil, de John Locke.
D Do contrato social, de Jean-Jacques Rousseau.
E À paz perpétua, de Immanuel Kant.

Segundo Pinzani

( 2009 ), Jürgen Habermas considera que a linguagem tem um papel central na formação das relações sociais e dos indivíduos tomados separadamente. Desse modo, a perspectiva habermasiana é a de que:

A A sociedade engloba o indivíduo até à dissolução de sua subjetividade.
B A identidade do indivíduo é gerada por um processo de socialização.
C O indivíduo não é capaz de inovar processos sociais pelo meio da linguagem.
D Linguagem e racionalidade não têm uma relação direta, uma vez que a linguagem é repositório de patologias não racionalizáveis.
E O desenvolvimento da individualidade não tem relação direta com o desenvolvimento social.

“Uma vez que não se está mais incluído nas arenas oficiais, socialmente sancionadas de aquisição de respeito, a alternativa é conquistar diante de suas portas o reconhecimento social com meios não normalizados. Destituídos de toda justificabilidade social, despidas de toda simbolização compartilhada, do ponto de vista dos observadores tais formas de luta por reconhecimento frequentemente assumem as formas mais bizarras”. O trecho acima foi extraído de um artigo do pensador alemão Axel Honneth

( 2014 ). Nesse artigo, o autor trata do recrudescimento dos conflitos sociais contemporâneos, o que ele diagnostica sob o nome de:

A Aprofundamento dos conflitos sociais.
B Alargamento dos conflitos sociais.
C Distensionamento dos conflitos sociais.
D Barbarização dos conflitos sociais.
E Limitação dos conflitos sociais.

Denomina-se “ideologia” o conjunto de ideias que definem certa visão de mundo. Embora a utilização marxiana do termo tenha ganhado notoriedade a partir do século XIX, com a obra “A ideologia alemã”, o termo já era utilizado por pensadores de expressão francesa. A primeira aparição do termo foi na obra:

A Elementos de ideologia, de Destutt de Tracy.
B Tratado sobre a tolerância, de Voltaire.
C A origem da desigualdade entre os homens, de Jean-Jacques Rousseau.
D O espírito das leis, de Montesquieu.
E A propriedade privada é um roubo, de Pierre-Joseph Proudhon.

A reflexão sobre as causas do movimento e da mudança era central para os gregos. Nesse sentido, Aristóteles desenvolveu a teoria das quatro causas. São elas, EXCETO:

A Causa material.
B Causa primeira.
C Causa eficiente.
D Causa formal.
E Causa final.

A questão do trágico como problema filosófico vai além das considerações estéticas em torno das propriedades e da forma do drama. Em relação ao problema do trágico, assinale a alternativa correta.

A A poesia trágica grega não tem qualquer conteúdo filosófico.
B A problematização filosófica do trágico surge na Poética , de Aristóteles.
C A problematização filosófica do trágico surge em Sobre a brevidade da vida , de Sêneca.
D A problematização filosófica do trágico surge com pensadores do início do período moderno, como Michel de Montaigne e Giordano Bruno.
E A problematização filosófica do trágico surge com pensadores alemães como Friedrich Wilhelm Joseph Schelling, Johann Wolfgang von Goethe e Friedrich Höderlin.

A ideia de beleza é central ao longo da história da estética filosófica. Entre as teorias a tratar desse conceito, há aquelas denominadas “teorias funcionais da beleza”. Estão entre essas teorias as ideias abaixo, EXCETO:

A O que é bom e o que é belo não têm qualquer correspondência.
B Uma teoria funcional da beleza aponta as obras de arte como artefatos feitos para servirem a um propósito.
C Não há qualquer distinção fundamental entre as belas-artes e as artes úteis.
D Uma teoria funcional da beleza aponta que, se uma coisa for feita para funcionar bem, essa coisa será bela.
E A adequação ao propósito é condição de que alguma coisa seja bela, mas não é, em si mesma, garantia da beleza.

O pós-estruturalismo é uma tendência filosófica que se caracteriza por uma crítica a concepções do próprio estruturalismo, o que realiza com base em autores como Karl Marx, Friedrich Nietzsche e Sigmund Freud. Embora esses autores fundamentais sejam de expressão alemã, os principais representantes do pós-estruturalismo são pensadores de expressão francesa. São autores pós-estruturalistas, EXCETO:

A Michel Foucault.
B Guy Debord.
C Gilles Deleuze.
D Jacques Derrida.
E Jean-François Lyotard.

“A constituição das ciências humanas como ciências específicas consolidou-se a partir das contribuições de três correntes de pensamento, que, de meados do século XIX a meados do século XX, provocaram uma ruptura epistemológica e uma revolução científica no campo das humanidades”. No texto acima, Marilena Chauí

( 2014 ) destaca a importância da fenomenologia, do estruturalismo e do marxismo para o desenvolvimento das ciências humanas. Diante do exposto, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as correntes de pensamento às suas respectivas contribuições. Coluna 1 1. Fenomenologia. 2. Estruturalismo. 3. Marxismo. Coluna 2

( ) Por meio dessa corrente, as ciências humanas puderam compreender que as mudanças históricas não resultam de ações súbitas e espetaculares de alguns indivíduos ou grupos de indivíduos, mas de lentos processos sociais, econômicos e políticos.

( ) Essa corrente entende que o modo como cada sistema ou estrutura parcial se organiza e se relaciona com os outros define a estrutura geral e específica de uma sociedade “primitiva”, que pode, assim, ser compreendida e explicada cientificamente.

( ) Por meio dessa corrente, foi permitido às ciências humanas que criassem métodos específicos para o estudo de seus objetos, livrando-as das explicações mecânicas de causa e efeito sem que por isso tivessem de abandonar a ideia de lei científica.

( ) Essa corrente permitiu que fosse feita a diferença rigorosa entre a esfera ou região da essência “natureza” e a esfera ou região da essência “homem”. A seguir, permitiu que a esfera ou região “homem” fosse internamente diferenciada em essências diversas: o psíquico, o social, o histórico, o cultural. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A 1 – 3 – 2 – 3.
B 3 – 2 – 1 – 1.
C 3 – 2 – 2 – 1.
D 2 – 2 – 3 – 1.
E 3 – 1 – 3 – 2.

As origens do que hoje se compreende por filosofia analítica remontam ao século XIX e ao trabalho do matemático e filósofo alemão Friedrich Ludwig Gottlob Frege. Na primeira metade do século XX, os desenvolvimentos do campo analítico foram impulsionados por instituições e pensadores de diferentes regiões e países. Alguns grupos contribuíram para a promoção da filosofia analítica. Estão entre eles:

I. Escola de Frankfurt.

II. Analistas de Cambridge.

III. Escola dos Annales.

IV. Círculo de Berlim.

V. Escola de Leópolis-Varsóvia. Quais estão corretos?

A Apenas I e IV.
B Apenas II e III.
C Apenas I, II e IV.
D Apenas I, III e V.
E Apenas II, IV e V.