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A intersetorialidade pode ser vista como nova forma de organização diante da maioria das estruturas que se apresentam em formato piramidal, arranjadas por vários escalões hierárquicos e departamentos, que dificultam a participação popular no exercício dos seus direitos sociais. A intersetorialidade é a articulação entre sujeitos de setores diversos, com diferentes saberes e poderes com vistas a enfrentar problemas complexos.

(Adaptado de: https://www.scielosp.org . Acessado em: 10/03/2020)

No campo da educação, a intersetorialidade pode ser entendida como

A processo que resulta na gestão desarticulada das políticas sociais de diversos setores e que procura responder com mais demora aos problemas de determinada população.
B forma de trabalho que permite a fragmentação do conhecimento e das estruturas sociais para produzir efeitos mais significativos para a população.
C estratégia importante na permanência de modelos organizacionais de diversos setores e pode ser entendida como uma desarticulação de saberes e experiências.
D prática social que vem sendo construída a partir da insatisfação com as respostas de diferentes setores perante alguns dos problemas complexos do mundo moderno.
E nova lógica, que exige pulso forte dos dirigentes de diferentes setores para não mudarem suas práticas a partir da pressão social.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

O planejamento norteia nossas ações, definindo o que desejamos fazer, como desejamos fazer e com qual finalidade almejamos fazer. Além disso, o planejamento nos leva a prever situações, organizar atividades, dividir tarefas, avaliar o que não deu certo, bem como elaborar novas estratégias de trabalho, visando melhorias.

(Disponível em: https://siteantigo.portaleducacao.com.br . Acessado em: 10/03/2020)

Para um bom planejamento, é desejável que o docente

A consiga cumpri-lo sem alterações, para manter o ensino organizado.
B cumpra a exigência de incluí-lo no PPP da escola.
C atenda às expectativas da comunidade em que seus alunos estão inseridos.
D possa elaborá-lo com seus alunos durante os primeiros dias de aula.
E leve em conta os objetivos a serem alcançados, as estratégias e a avaliação.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

Para mim seria impossível engajar-me num trabalho de memorização mecânica dos ba − be − bi − bo − bu. Ensino em cujo processo o alfabetizador fosse “enchendo” com suas palavras as cabeças supostamente “vazias” dos alfabetizandos. Pelo contrário, enquanto ato de conhecimento e ato criador, o processo da alfabetização tem, no alfabetizando, o seu sujeito. O fato de ele necessitar da ajuda do educador, como ocorre em qualquer relação pedagógica, não significa dever a ajuda do educador anular a sua criatividade e a sua responsabilidade na construção de sua linguagem escrita e na leitura desta linguagem.

(Adaptado de: FREIRE, P. A importância do ato de ler . Rio de Janeiro: Cortez, p. 11)

O texto de Paulo Freire deixa entrever uma visão sobre o aprendiz, sintetizada como

A o indivíduo que, antes de dominar a escrita, já possui um repertório de relação com o mundo.
B alguém que precisa ser alfabetizado para conseguir raciocinar sobre o mundo.
C o profissional competente, que prescinde da escrita para demonstrar sua capacidade.
D a pessoa que possui déficits de aprendizagem, portanto necessita do auxílio de um psicopedagogo.
E um indivíduo autodidata, capaz de traduzir na escrita seu conhecimento de mundo sem a intermediação de um processo de ensino.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

A lei ordinária n o 10.639/2003 alterou a LDB n o 9.394/1996 de um modo relevante para as comunidades remanescentes de quilombos no Brasil, por incluir

A o estudo da cultura afro-brasileira articulado ao estudo da cultura indígena, com valorização do protagonismo dos povos originários.
B um dia da consciência negra previsto no calendário escolar e a obrigatoriedade do estudo de história e cultura afro-brasileira.
C história e cultura afro-brasileira no currículo das escolas de ensino fundamental das comunidades quilombolas.
D o resgate das contribuições do povo negro nas áreas social, econômica e política, com palestras de representantes dessas áreas.
E história da África e dos africanos, aumentando a carga horária obrigatória da disciplina de História no currículo.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020
Texto associado
Atenção : O texto abaixo refere-se às questões de números 41 e 42.

A professora de Educação Física do 6 o ano relatou parte de seu percurso para definir o programa que desenvolveria com os estudantes: ao fazer um diagnóstico inicial, constatou que o conhecimento de dança dos alunos abrangia o funk e o hip hop; no entanto, ao sondar os demais membros da escola, percebeu que tais culturas pareciam estar sendo bastante rotuladas e de certo modo discriminadas pela comunidade escolar, como cultura corporal de desocupados e vândalos, havendo queixas sobre alunos que depredavam a escola e o entorno. Em conversa com os estudantes, alguns relataram que gostavam de ocupar o espaço livre em torno da escola para andar de skate, dançar break e ouvir funk e hip hop, e que iam ali porque na região não havia locais apropriados para tais práticas.

(Adaptado de: SANTOS, F. R. Cultura corporal : o hip hop como forma de expressão na escola. Disponível em: www.gpef.fe.usp.br )

As ações da professora, presentes em seu relato, permitem identificar que sua prática está fundamentada no conteúdo específico da BNCC para o 6 o ano, qual seja:

A Discutir estereótipos e preconceitos relativos às danças de salão e demais práticas corporais e propor alternativas para sua superação.
B Executar práticas corporais de aventura urbana, respeitando o patrimônio público e utilizando alternativas para a prática segura em diversos espaços.
C Experimentar e fruir um ou mais programas de exercícios físicos, identificando as exigências corporais desses diferentes programas e reconhecendo a importância de uma prática individualizada, adequada às características e necessidades de cada sujeito.
D Apresentar manifestações de danças urbanas diferentes das demais manifestações de dança, valorizando e respeitando os sentidos e significados atribuídos a elas por diferentes grupos sociais.
E Experimentar, fruir e recriar danças urbanas, identificando seus elementos constitutivos (ritmo, espaço, gestos).
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020
Texto associado
Atenção : O texto abaixo refere-se às questões de números 41 e 42.

A professora de Educação Física do 6 o ano relatou parte de seu percurso para definir o programa que desenvolveria com os estudantes: ao fazer um diagnóstico inicial, constatou que o conhecimento de dança dos alunos abrangia o funk e o hip hop; no entanto, ao sondar os demais membros da escola, percebeu que tais culturas pareciam estar sendo bastante rotuladas e de certo modo discriminadas pela comunidade escolar, como cultura corporal de desocupados e vândalos, havendo queixas sobre alunos que depredavam a escola e o entorno. Em conversa com os estudantes, alguns relataram que gostavam de ocupar o espaço livre em torno da escola para andar de skate, dançar break e ouvir funk e hip hop, e que iam ali porque na região não havia locais apropriados para tais práticas.

(Adaptado de: SANTOS, F. R. Cultura corporal : o hip hop como forma de expressão na escola. Disponível em: www.gpef.fe.usp.br )

O relato da professora revela percepções contrastantes sobre o funk e o hip hop . Considerando os sujeitos envolvidos no contexto, esse contraste corresponde

A ao embate entre cultura letrada e cultura oral.
B ao choque entre cultura acadêmica e cultura popular.
C ao racismo estrutural presente na escola.
D à diferença natural entre as classes sociais.
E à constatação de que os estudantes resistem à cultura escolar.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

A Constituição Federal de 1988 trouxe para a política de assistência social um novo horizonte, que é do campo dos direitos. Nessa linha, esta política pública deve ser entendida como

A aquela que assegura determinados direitos de proteção social inscritos no âmbito da seguridade social brasileira, afiançando seguranças sociais com a responsabilidade de superar incertezas e desproteções sociais que impedem ou fragilizam a seguridade social dos cidadãos.
B aquela que deve prestar atendimento a todos os cidadãos que tenham qualquer problema vinculado à baixa renda nos campos da saúde, moradia, educação etc., considerando que a assistência social não tem uma especificidade de atendimento.
C uma política pública que atua na perspectiva socioeducativa em cuja definição de condicionalidades as famílias devem demonstrar que têm boa vontade, de modo que trabalha pautada pela orientação de “não dar o peixe, mas ensinar a pescar”.
D uma política pública de mediação ao acesso a direitos humanos e sociais apenas, o que se assemelha a uma advocacia social em defesa de acesso aos direitos sociais a serem providos pelas demais políticas públicas.
E uma política social do ponto de vista do direito do cidadão, que se caracteriza por ser flutuante e descontínua, dependendo do momento ou contexto vivenciado no local.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Assistente Social Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Assistente Social - 2020

Um aluno foi reprovado em duas matérias do 6º ano do ensino fundamental: Inglês e Ciências. Seus pais procuraram outra escola, que avaliou estar o estudante apto para ser aprovado nesses componentes curriculares, aceitando sua matrícula no 7 o ano. Nesse caso, a nova escola

A está certa e só não poderia aprová-lo para o 7 o ano caso tivesse sido reprovado em Matemática ou em Língua Portuguesa na escola anterior.
B errou ao não considerar a avaliação da instituição anterior, que conheceu melhor o progresso do aluno durante todo um ano letivo
C agiu corretamente pois, pela lei, pode avaliá-lo por seu grau de desenvolvimento e experiência, permitindo sua inscrição no 7 o ano, caso o considere apto.
D errou, pois poderia ter aceitado a aprovação para o 7 o ano apenas se o aluno tivesse sido reprovado em uma única disciplina.
E certamente é particular, pois só as escolas particulares podem aprovar o aluno desse modo, uma vez que há cobrança de mensalidade.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

Considerando-se o processo histórico de configuração dos quilombos no Brasil e a realidade vivida hoje, pelas comunidades remanescentes de quilombos, é possível afirmar que a história dessa parcela da população tem sido construída por meio de várias e distintas estratégias de luta. Esse histórico de lutas tem o movimento quilombola e o movimento negro como os principais protagonistas políticos que organizam as demandas das diversas comunidades quilombolas de todo o país e as colocam na cena pública e política, transformando-as em questões sociais.

(Adaptado de: BRASÍLIA, Conselho Nacional de Educação. T exto-referência para a elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola , 2011)

Esses movimentos sociais denunciam que a situação vivida pelos quilombolas está intrinsecamente ligada a

A desigualdade social e preconceito racial.
B diversidade cultural e respeito racial.
C discriminação social e protagonismo ascendente.
D intolerância e igualdade social.
E pluralidade cultural e homogeneização social.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020

Considera-se gestão democrática na escola a

A divisão igualitária de tarefas entre os membros da gestão da escola, em ambiente de boas relações interpessoais.
B participação de membros da comunidade escolar e local, escolhidos pelo diretor, no Conselho de Classe.
C avaliação dos alunos por meio de tarefas, trabalhos em grupo e portfólios, além das provas.
D participação de profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico.
E atribuição de aulas aos professores de acordo com os critérios de pontuação estabelecidos pelas leis do magistério.
Órgão: Prefeitura de Recife Cargo: Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo Prova: FCC - Prefeitura de Recife - Analista em Assistência Social e Direitos Humanos - Pedagogo - 2020