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As Adaptações Curriculares de Pequeno Porte são modificações promovidas no currículo, pelo professor, de forma a permitir e promover a participação produtiva dos alunos que apresentam necessidades especiais no processo de ensino e aprendizagem, na escola regular, juntamente com seus colegas. São denominadas de Pequeno Porte porque sua implementação encontra-se no âmbito de responsabilidade e de ação exclusivo do professor, não exigindo autorização, nem dependendo de ação de qualquer outra instância superior, nas áreas política, administrativa e/ou técnica. Elas podem ser implementadas em várias áreas e momentos da atuação do professor: na promoção do acesso ao currículo, nos objetivos de ensino, no conteúdo ensinado, no método de ensino, no processo de avaliação e na temporalidade. Projeto Escola Viva - Garantindo o acesso e permanência de todos os alunos na escola - Alunos com necessidades educacionais especiais. Adaptações curriculares de pequeno porte . Vol. 6, Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial. 2000. Adaptado. Com base no apresentado no texto e considerando os estudantes cegos e com baixa-visão, avalie se as afirmações a seguir são verdadeiras (V) ou falsas (F).

I. Para desenvolver a autonomia do estudante o professor não deve oferecer recursos didáticos especiais.

II. Para favorecer a participação do estudante durante as aulas o professor deve fornecer mapas e diagramas em relevo e descrições verbais detalhadas das imagens.

III. As avaliações e exercícios devem ter formatos acessíveis como braille ou digital compatíveis com os leitores de tela.

IV. Os professores devem conceder aos estudantes tempo adicional para a realização das avaliações, se necessário. As assertivas são, respectivamente,

A F, V, F e F.
B V, V, F e F.
C F, F, V e V.
D V, V, V e V.
E F, V, V e V.

Observando o alinhamento do Currículo de Pernambuco com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), qual das alternativas a seguir melhor reflete a proposta desse documento em relação à educação especial?

A Os estudantes com deficiência devem focar exclusivamente na memorização de conteúdos factuais para obter sucesso nas avaliações.
B O currículo adaptado para os estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação visa desenvolver competências que envolvem apenas conhecimentos teóricos, sem aplicação prática.
C O atendimento educacional especializado oferecido aos estudantes público-alvo da educação especial matriculados em turmas comuns do ensino regular deve garantir ações pedagógicas a fim de proporcionar a plena participação desses estudantes.
D A prioridade do currículo adaptado é desenvolver habilidades artísticas e esportivas como principais competências dos estudantes com deficiência.
E O foco do currículo adaptado é preparar os alunos público-alvo da educação especial exclusivamente para o mercado de trabalho, desconsiderando aspectos de cidadania e convivência.

Vários documentos oficiais, entre eles a Lei Nº 9.394/96 e a BNCC, destacam o papel da colaboração entre a escola e a família na trajetória educacional dos estudantes, em particular daqueles com necessidades especiais. Essa parceria promove um ambiente de apoio e compreensão tanto em casa quanto na escola, assegurando que os estudantes recebam suporte. Nesse contexto, qual das alternativas melhor reflete a importância da colaboração entre a escola e a família no processo de educação do público-alvo da educação especial?

A Embora seja importante, a colaboração entre a escola e a família é secundária e não influencia significativamente no desenvolvimento educacional dos estudantes com necessidades especiais.
B A participação da família é importante apenas para atividades extracurriculares e eventos escolares, sem impacto direto no cotidiano escolar.
C A colaboração entre a escola e a família é importante para promover o desenvolvimento integral dos estudantes com necessidades especiais.
D A família deve delegar completamente a educação de seus filhos com necessidades especiais à escola, sem envolvimento nas decisões educacionais.
E A colaboração entre a escola e a família deve ocorrer apenas em emergências ou crises, sem necessidade de uma parceria contínua.

O estudante, independentemente de suas singularidades, tem direito a uma educação inclusiva de qualidade, e para isso, família e escola devem trabalhar juntas. Essa colaboração é fundamental para o desenvolvimento integral do estudante. Uma ação essencial é o Plano de Desenvolvimento Individual (PDI), que deve ser elaborado pela comunidade de aprendizagem, incluindo família e escola. O PDI deve considerar as necessidades específicas do estudante e não se basear apenas no diagnóstico médico, buscando nas próprias características do estudante as estratégias para garantir seu acesso e permanência na instituição de ensino. ORRÚ, Sílvia Ester. Redes de inclusão entre família e escola . Diversa. Disponível em https://diversa.org.br/artigos/redes-de-inclusao-entre-familia-e-escola/. Acesso em: 16 jul. 2024. Adaptado. A partir da leitura do texto pode-se afirmar que

A no trabalho colaborativo entre ambas as instituições, a escola não pode solicitar informações sobre o dia a dia do estudante nem compartilhar orientações pedagógicas com os familiares.
B o PDI favorece a permanência, o acompanhamento e o desenvolvimento do estudante com necessidades educacionais específicas ao proporcionar condições adequadas para o sucesso educacional.
C é responsabilidade do professor do AEE a aplicação e avaliação do PDI dos estudantes público-alvo da educação especial.
D a família não deve colaborar com a construção do PDI, uma vez que a elaboração do documento é de responsabilidade exclusiva, dos profissionais da escola.
E o PDI deve ser elaborado em colaboração com a família para garantir o desenvolvimento do estudante, no entanto não deve prever a flexibilização do conteúdo.

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva visa garantir o acesso, a participação e a aprendizagem dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares. Qual das alternativas a seguir melhor descreve um dos principais objetivos dessa política?

A Organizar de forma paralela à educação comum, a educação especial, a fim de atender os estudantes que não se adequam à estrutura do sistema de ensino.
B Estabelecer parâmetros para as propostas pedagógicas do atendimento dos estudantes com necessidades especiais, dissociadas da escola regular.
C Assegurar um sistema de educação inclusiva somente na educação básica, em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes público-alvo da educação especial.
D Criar critérios orientadores para as escolas, a fim de que, as pessoas com deficiência possam ser excluídas do sistema educacional geral, sob alegação de falta de estrutura para o atendimento desse público.
E Garantir a formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais profissionais da educação para a inclusão escolar.

Um professor de Geografia deve desenvolver uma proposta didática para se trabalhar as habilidades sugeridas para os estudantes do sétimo ano do Ensino Fundamental II, com a temática “Fluxos econômicos e populacionais na formação socioeconômica e territorial do Brasil”, apresentando como resultado arranjos espaciais de São Lourenço da Mata com características culturais, econômicas e sociais distintas. Ele deverá ressaltar em sua proposta a importância de os estudantes analisarem a influência da temática para o desenvolvimento do município a partir da compreensão dos conflitos e tensões históricas e contemporâneas. Que metodologias esse professor poderá utilizar para que seus estudantes alcancem o desenvolvimento das habilidades esperadas?

A Aulas expositivas, aplicando uma abordagem eminentemente acrítica, descritiva e mnemônica.
B Aulas expositivas, com auxílio de livro didático, apresentando caráter reducionista do ensino geográfico, através da análise de conteúdos.
C Aulas dialogadas com inserção de ferramentas de TI (Tecnologia da Informação), sustentadas por uma tradição geográfica que promove a dicotomia sociedade-natureza.
D Aulas baseadas em metodologias ativas, que promovam a dicotomia sociedade-natureza, a desarticulação de conteúdorealidade e a mínima aplicabilidade cotidiana dos tópicos apreendidos.
E Atividades práticas, de caráter colaborativo, interativo e lúdico, voltadas a solidificação de conceitos, e a valorização do patrimônio ambiental, cultural, histórico e econômico do município.

O Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), trouxe dados atualizados do panorama da população indígena no país. Os indígenas no Brasil somam mais de 1,69 milhão de pessoas. Mesmo com esse aumento populacional, em relação a 2010 que era pouco mais de 890 mil, e com seus direitos reconhecidos pela Constituição Federal de 1988, os povos indígenas ainda continuam a batalha pela demarcação de suas legítimas terras, além dos desafios diante da possibilidade do respeito à diferença e reais necessidades para sua continuidade humana e social. Para a população indígena brasileira, a condição da terra representa

A a posse de um bem natural, que pode ser utilizado para atividades produtivas, agrícolas ou industriais.
B a preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar, garantindo seus direitos territoriais e de trabalho no campo.
C a necessidade da demarcação das terras indígenas, acompanhadas de uma política sobre a apropriação capitalista do campo.
D um tipo específico de posse, de natureza originária e coletiva, que é administrada, temporariamente, pelos caciques das aldeias indígenas.
E a condição fundamental para a continuidade da vida e da saúde, a reprodução social, sua autodeterminação e seu etnodesenvolvimento.

A segunda edição da pesquisa “Racismo e Violência contra Quilombos no Brasil” identifica 32 assassinatos registrados nos quilombos entre 2018 e 2022 e evidencia o agravamento das desigualdades e violências historicamente praticadas contra as comunidades quilombolas. Os casos de feminicídio, nove do total apresentado, por exemplo, foram registrados em quilombos que estavam em diferentes fases do processo de titulação, inclusive em quilombos titulados. Racismo e Violência contra Quilombos no Brasil : 2018-2022. Disponível em: https://terradedireitos.org.br/racismoeviolencia/uploads/Ficha%20web%20Racismo %20e%20Viol%C3%AAncia%20-%20Portugu%C3%AAs.pdf. Acesso em 14 jul. 2024. Adaptado. Que medidas podem ser apontadas para combater o racismo e a violência contra mulheres quilombolas no Brasil?

A Proteção integral de mulheres quilombolas ameaçadas e criação de políticas regionalizadas pelo poder judiciário.
B Efetivação de políticas públicas de enfrentamento à violência contra mulheres e intervenção governamental nos quilombos.
C Criação de uma Política Nacional de Combate ao Racismo Institucional no Incra e aumento de servidores públicos que operem na implantação dessa política.
D Acesso a políticas públicas de saúde, educação, cultura e geração de renda e efetivação de políticas públicas de enfrentamento à violência contra mulheres.
E Investigação, por parte dos quilombolas, dos envolvidos nas ameaças e assassinatos e denúncia ao poder público para efetivação dos mandatos de apreensão.

A BNCC (BRASIL, 2017), no que considera o componente curricular de Geografia, estabelece os parâmetros para que o ensino do conhecimento geográfico escolar se realize e, desta forma, define o raciocínio geográfico como uma forma de se pensar espacialmente. Os conceitos geográficos são trazidos como forma de promoção do raciocínio geográfico, que deverão ser pensados com vias de realização do reconhecimento de desigualdades socioeconômicas, para a apreensão acerca das formas de utilização dos recursos naturais e para se analisar as distribuições espaciais em conflitos geopolíticos. Neste ponto, em consonância com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a BNCC define, na condição de conceitos principais da Geografia, o território, a paisagem, o lugar e a região, acrescentando ainda o conceito de natureza. O documento se refere ao “espaço” como o conceito mais complexo e amplo da Geografia e afirma que este deve ser pensado em articulação ao “tempo”, visto que são indissociáveis. CECIM, Jéssica da Silva Rodrigues; CRACEL, Viviane Lousada. O raciocínio geográfico na BNCC a partir de metodologias ativas . Anais do 14° Encontro Nacional de Prática de Ensino de Geografia: políticas, linguagens e trajetórias, p. 1575-1587, 2019. Adaptado. A partir da configuração do componente curricular de Geografia na Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017), são princípios pressupostos no ensino de Geografia:

A Distribuição, que permite ponderar acerca da repartição dos objetos pelo espaço; e Reação, quando existe reação a um fenômeno geográfico de larga escala.
B Analogia, compreendida como a possibilidade de se comparar um fenômeno geográfico com outro e a apreensão de suas semelhanças; e Velocidade, quando medida a partir de qualquer referência temporal.
C Conexão, enquanto a noção de que os fenômenos geográficos ocorrem em relação uns aos outros; e Localização, utilizada para conceber as posições (absolutas e relativas) de cada objeto na superfície terrestre.
D Ordem, que viabiliza a estruturação do espaço em função de regras estabelecidas pelas sociedades que o produzem; e Extensão, que concerne à definição de espaços como finitos e infinitos.
E Diferenciação, para se pensar a capacidade de variação dos fenômenos e a consequente existência de distinções entre as áreas; e Dinâmica, quando um fenômeno geográfico ganha aceleração quando se emprega uma força sobre ele.

A sociedade de economia global, movida pelas grandes empresas comerciais transnacionais e assegurada financeira, política e ideologicamente pelos organismos multilaterais, é motorizada pelos conhecimentos utilitários potencializados pelas onipresentes tecnologias informacionais. Esses são aspectos constituintes das complexas transformações geopolíticas, geoeconômicas e civilizacionais que caracterizam o mundo contemporâneo. A globalização penetra em todos os espaços mundiais, mas não são nada homogêneos e igualitários seus impactos sobre os aproximadamente 7.000.000.000 de indivíduos deste planeta. Sobrinho, José Dias. Universidade e novos modos de produção, circulação e aplicação do conhecimento . Avaliação, Campinas; Sorocaba, SP, v. 19, n. 3, p. 643- 662, nov. 2014. Que consequências podem ser apontadas a partir da globalização dos espaços mundiais?

A Determinada pelas diretrizes economicistas, a sociedade se transforma em espaço de intercâmbios de natureza mercadológica. Esgarçada a associação entre política, cultura e economia, ostenta-se soberano o mercado global.
B A partir do enfraquecimento do Estado, a economia neoliberal global, por meio dos núcleos financeiros interligados em redes telecomunicativas, avança sua dominação sobre a política, a cultura e a sociedade nacionais, entretanto não determina os modelos e papéis da educação e do conhecimento.
C Apresenta-se um cenário contraditório de concorrências, assimetrias culturais, exclusões sociais, globalização da violência, aumento de massas de miséria e, também, de ilhas de prosperidade, crescimento da capacidade de consumo e avanços científicos e tecnológicos para toda sociedade global.
D A economia do conhecimento é amplamente enraizada no mundo contemporâneo e constitui o cerne da globalização dos mercados. Ela valoriza predominantemente os conhecimentos que apresentam critérios de utilidade e aplicabilidade à sociedade global.
E A globalização econômica é definida pela integração da economia mundial, com o surgimento de novos agentes econômicos, novas formas de produção, conservando a forma do capitalismo comercial.