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As ferrovias foram durante muito tempo o objeto de articulação espacial dentro do Estado de Pernambuco ligando as zonas de produção ao Porto do Recife. Como ramificações dessas ferrovias, foram criadas as ferrovias urbanas que ligavam os bairros ao centro do Recife. O transporte ferroviário urbano ficou conhecido como Maxambombas e Bondes que marcaram por muito tempo a paisagem do Recife. SILVA, Raphael Fontoura da. Roteiro das Ferrovias em Pernambuco : um olhar geográfico. 2018.79f, Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Geografia) – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Recife, 2018. Disponível em: https://repositorio.ifpe.edu.br/xmlui/handle/ 123456789/163?show=full. Acesso em: 16 jul. 2024. Com relação ao papel das ferrovias para a articulação do espaço em Pernambuco, é correto afirmar que

A a infraestrutura ferroviária serviu ao escoamento internacional da produção do sizal e da cana-de-açúcar, já que era realizado por tropas de mulas pelos caminhos do interior até o porto de Recife.
B elas serviram para a recuperação da economia agroexportadora de Pernambuco, seja com relação ao açúcar, ou com a introdução do algodão como novo produto de exportação, impulsionando a ocupação da Zona da Mata.
C construída em novas vias de circulação interior/Recife, devido a necessidade de espaço para canteiro de obras, a ferrovia central de Pernambuco chegou aos centros de produção do Agreste e do Sertão.
D as ferrovias, que passaram a fazer parte da vida das pessoas na Zona da Mata, Agreste e Sertão, foram construídas com o objetivo de integrar regiões e passou a ser vista como o principal meio de transporte da população pernambucana.
E respeitando a morfologia do relevo, as ferrovias seguiram a diante com a lógica de traçado pelas cidades uma vez que os trens teriam uma maior otimização de volume cargueiro, posteriormente aumentando o fluxo migratório.

As migrações internacionais são e sempre foram um fenômeno humano complexo. As tragédias no Mediterrâneo são um fenômeno endêmico, com décadas, que parece não ter fim à vista e transformaram este mar na fronteira mais letal do Mundo. Só em 2016 perderam a vida na travessia para a Europa cerca de 5143 pessoas e, em 2017, 3116. SOUSA, Constança Urbano de. A Europa no contexto global das migrações . Disponível em: https://repositorio.ual.pt/server/api/core/bitstreams/131e7ff4-df2e4e04-a06c-e79837eccb8b/content . Acesso em: 15 jul.2024. Para minimizarem o fenômeno descrito no texto, os Estados europeus devem adotar estratégias como

A executar o Pacto Global para Uma Migração Segura, Ordenada e Regular, procurando estabelecer uma visão comum de centralidade das migrações para o desenvolvimento sustentável e promover uma partilha de responsabilidades na gestão desse fenômeno humano.
B gerir os fluxos migratórios de forma regular e segura, em benefício de sua sociedade, assegurando-lhes os direitos de seus cidadãos em detrimentos dos direitos dos imigrantes.
C desenvolver a coesão social das sociedades europeias, fortalecendo seus direitos enquanto cidadãos natos dos Estados que mais recebem imigrantes internacionais.
D gerenciar as travessias marítimas de forma mais segura, para que imigrantes e refugiados consigam chegar os países de destinos sem perderem suas vidas em naufrágios de pequenas embarcações com centenas de pessoas.
E criar regulamentações predominantemente nacionais, baseadas numa lógica restritiva e securitária de contenção dos fluxos através das fronteiras nacionais e de defesa da integridade territorial dos Estados.

Algumas das metodologias utilizadas em práticas pedagógicas têm se apresentado como eficazes, por serem estratégias que minimizam ou solucionam alguns dos problemas encontrados no espaço escolar. Entre suas potencialidades estão a de impulsionar o envolvimento dos alunos por meio de atividades lúdicas, e partir de situações vivenciadas por eles para tratar de temas como cidade ou meio ambiente. Essas metodologias são apontadas como um caminho que pode ser trilhado pelo professor a fim de obter resultados mais satisfatórios no processo de ensino e de aprendizagem. DE MORAES, Jerusa Vilhena; CASTELLAR, Sonia Maria Vanzella. Metodologias ativas para o ensino de Geografia: um estudo centrado em jogos . Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, v. 17, n. 2, p. 422-436, 2018. Adaptado. A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir a respeito das diversas estratégias metodológicas.

I. A utilização de metodologias ativas pode contribuir para: a melhoria da qualidade do ensino, uma vez que o estudante pode dar significado ao que vive; desenvolvendo a consciência sobre a relação entre ciência e sociedade e de conceitos científicos voltados para a construção da cidadania.

II. A aprendizagem ativa é compatível com a prática reflexiva, pois as atividades devem oferecer oportunidades de reflexão, e isso pode ser alcançado colocando o pensamento do estudante em estado de mobilização, estimulando-o, por meio das atividades, a analisar, compreender, comparar fenômenos.

III. Dentro de uma concepção de ensino e aprendizagem ativa, deve-se restringir a criação, a imaginação e a construção de situações, para que seja incluída. Ou seja, deve-se constituir uma proposta visando dinâmicas de reprodução das atividades, e ao cumprimento passivo de algumas ações desconexas.

IV. As atividades de ensino e aprendizagem que se utilizam de métodos passivos são capazes de aguçar o sentido da observação, pois é dessa maneira que o estudante terá capacidade de criar adquirir um novo conhecimento. É correto o que se afirma apenas em:

A I e II.
B II e III.
C I e III.
D II e IV.
E I e IV.

São Lourenço da Mata é um município cujo território é coberto pelo Bioma Mata Atlântica e é drenado pelos rios Capibaribe, Aratangi, Goitá, Tapacurá, Muribara, Macaco, Maninimbu, Tejipió, Pirãozinho e Várzea do Una. Entretanto, em 2010, teve início no município a construção da “Arena Pernambuco”, destinada à Copa de 2014, que causou alguns impactos ambientais, como a

A supressão de vegetação da Mata do Curado, perda da biodiversidade endêmica essenciais às funções ecológicas da área florestal, alteração da temperatura pelo desequilíbrio de CO 2 , processos erosivos e assoreamento dos corpos hídricos presentes na área do empreendimento.
B supressão de vegetação das áreas de mata ciliar, perda da biodiversidade endêmica essenciais às funções ecológicas da área florestal, redução da temperatura pelo desequilíbrio de CO 2 , processos erosivos em forma de voçorocas e poluição dos corpos hídricos municipais.
C supressão de vegetação da Mata do Curado, perda da biodiversidade endêmica essenciais às funções ecológicas da área florestal, redução da temperatura pelo desequilíbrio de CH 4 , assoreamento dos corpos hídricos presentes na área do empreendimento.
D retirada parcial da vegetação da Mata do Curado, perda da biodiversidade nas matas ciliares, alteração da temperatura pelo desequilíbrio de CH 4 , processos erosivos e assoreamento dos corpos hídricos presentes na área do empreendimento.
E retirada parcial de vegetação das áreas de mata ciliar, perda da biodiversidade da mata ciliar, redução da temperatura pelo desequilíbrio de CH 4 , e poluição dos corpos hídricos presentes na área do empreendimento.

Considere a habilidade presente no Currículo de Pernambuco para o ensino de Geografia nos anos finais do Ensino Fundamental: (EF06GE04PE) Descrever o ciclo da água, comparando o escoamento superficial no ambiente urbano e rural, reconhecendo os principais componentes da morfologia das bacias e das redes hidrográficas e a sua localização no modelado da superfície terrestre e da cobertura vegetal, reconhecendo as diferentes formas de utilização desse recurso como resultado do uso e os impactos provocados nos ambientes urbanos e rurais. Como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030, da ONU, podem ser utilizados pelo(a) professor(a) de Geografia em uma proposta pedagógica para o desenvolvimento dessa habilidade?

A Os docentes podem oferecer aulas teóricas/dialogadas para que os estudantes conheçam a iniciativa e a importância das ODS.
B É possível criar linhas de pesquisa alinhadas aos objetivos, incentivando a produção científica a partir de problemas reais, e de forma interdisciplinar.
C As atividades devem ser planejadas e trabalhadas de forma isolada, sendo as disciplinas de Geografia e Ciências as mais aptas para esse trabalho.
D Podem ser desenvolvidos separadamente a fim de se potencializar a multidisciplinaridade, o pensamento complexo e a visão individual dos projetos e práticas pedagógicas.
E O tema deve ser incluído de maneira complementar aos conteúdos, uma vez que a sustentabilidade é restrita às disciplinas de Geografia e Ciências.

Vieira

( 1975 ) afirma que o conteúdo “solos”, no âmbito da Geografia, para o ensino fundamental, é complexo por essência, por abranger conhecimentos que vão desde sua formação até sua eventual degradação. Nessa esteira de dificuldades a aula expositiva puramente mnemónica se mantém consolidada como prática recorrente. DUPRAT, Ruan Felipe Tenorio. O ensino de solos como instrumento para a educação geográfica : importância, desafios e possibilidades metodológicas. 2022. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura em Geografia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2022.Disponível em: https://repositorio.ufpe.br /handle/123456789/48254. Acesso em: 17 jul.2024. Adaptado. Com relação ao estudo do solo em Geografia,

está correto o que se afirma em:

A O solo é considerado um dos alicerces que mantém as sociedades humanas em sua luta por sobrevivência, assim deve ser entendido, no processo de ensino-aprendizagem, como essencial somente para a área agrícola, e virtude do processo de desertificação.
B Das interações ecológicas com os demais elementos do meio físico, o solo em geral, é um dos vários elementos que são mais conhecidos, porém é pouco compreendido e até desvalorizado durante o planejamento dos currículos.
C O planejamento de projetos em Geografia deve levar em consideração o papel do solo no ciclo hidrológico em atuar como um filtro para as águas fluviais que irão abastecer rios e lagos, e como um agente que desregula os fenômenos atmosféricos.
D As sociedades humanas de modo geral se apropriam dos recursos naturais como o solo, apenas com o entendimento de como pode ser utilizado, sem dar importância ao conhecimento do seu processo de formação e suas interações com as áreas de interesse de uso.
E Em função de sua influência sobre os ambientes naturais e antropizados, o solo é considerado um dos recursos essenciais à vida. É necessário que se reconheçam seus processos, suas dinâmicas próprias e as interações e inter-relações com os outros componentes do meio físico natural, visando seu melhor uso e conservação.

Segundo relatório apresentado pelo Serviço Geológico do Brasil, em 2015, o município de São Lourenço da Mata já possuía quinze áreas consideradas de alto e muito alto risco para deslizamentos ou enchentes, tendo em vista a implantação de residências em áreas urbanas não edificante. A evolução dos riscos é natural. É necessário monitorar e manter um trabalho constante para a minimização dos efeitos, na ocorrência de Desastres Naturais. Ação Emergencial para Delimitação de Áreas em Alto e Muito Alto Risco a Inundações e Movimentos de Massa - São Lourenço da Mata – PE, 2015. Disponível em: https://rigeo.sgb.gov.br/handle/doc/20040.2. Acesso em: 17 jul.2024. Quais as causas da implantação de residências em áreas urbanas não edificantes?

A A presença de relevo movimentado, que apresenta resposta geomórfica similar, evoluindo para uma sequência de morros e colinas com encostas instáveis, drenado por intensa rede hidrográfica, constituem-se como causas para a ocupação desordenada.
B As causas advêm da ocupação das áreas de várzeas dos rios Capibaribe, Arantangi e Várzea do Una, datadas desde os povos originários, os Tupinambás, além da construção das barragens de Goitá e Tapacurá, tornando a área do município sujeita às inundações com as altas pluviosidades no inverno.
C As ocupações espontâneas, consideradas causas da expansão urbana, nos morros se dão geralmente a partir de invasões e de ocupações consentidas da terra. Esse tipo de ocupação ocorre de forma desordenada, já que os lotes são obtidos através de cortes para a criação do terreno plano, e sem a compactação necessária exigida.
D As áreas não edificantes do município são unidades geoambientais vulneráveis a desequilíbrios do meio ambiente produzidos por processos naturais ou pela ação do homem, recebendo um tratamento específico dos agentes públicos, causando o processo de ocupação humana.
E Historicamente, apontam-se como causas a exploração das terras agricultáveis por plantio de cana-de-açúcar e engenhos, exploração demasiada do “Pau-brasil” em áreas de Mata Atlântica, ocupação desordenada das áreas de “mares de morros”, resultando em áreas que têm sofrido retrabalhamento intenso, com relevo bastante dissecado e vales profundos.

A geografia especializou-se também em estudar realidades presentes no espaço geográfico dos alunos, como Santos (2010, p.22) coloca, “[...] a geografia é uma ciência ligada à vida e, portanto, ligada ao cotidiano do aluno.” Nesse sentido é muito significativo colocar as crianças diante do mundo a ser decifrado [...]. NASCIMENTO, Claudionor Quixabeira do. As práticas pedagógicas para o ensino de Geografia . Monografia (Licenciatura em Geografia), Universidade Federal de Alagoas, Delmiro Gouveia, 2019. (Adaptado) Considerando a intenção de se colocar os estudantes diante de um mundo a ser decifrado, seria correto recomendar como prática pedagógica a

A pesquisa bibliográfica e posterior apresentação oral, a qual visa estimular a socialização de ideias, bem como auxilia no desenvolvimento social dos estudantes.
B elaboração de mapas mentais, já que se trata de uma forma de se estruturar e organizar conhecimentos, pois auxilia na fixação de dados.
C contextualização do cotidiano através da exposição de vídeos cujos conteúdos retratam, na maioria das vezes, o cotidiano de um lugar diferente da realidade dos estudantes.
D aplicação de conteúdos sem associação à realidade dos estudantes, promovendo a aprendizagem por repetição de atividades.
E pesquisa de campo, para que se possa fazer uma leitura mais aprofundada das paisagens e, através dela pode-se identificar os sistemas naturais, culturais e as relações existentes.

Recife, desde 2017, encabeça o ranking de cidades inteligentes no Nordeste. Além das políticas, ações e programas estão sendo desenvolvidos pela cidade no intuito de erigir uma verdadeira smart city. ARAÚJO, Douglas da Silva; GUIMARÃES, Patrícia Borba Vilar; COSTA, Ademir Araújo da. A implantação de cidades inteligentes no Nordeste brasileiro : um breve diagnóstico. Revista de Direito da Cidade, v. 12, n. 2, p. 1084–1104, 2020. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/rdc/article/view/39957. Acesso em: 18 jul. 2024. Como Recife está se tornando uma smart city?

A Através da conscientização da sociedade sobre seu papel de agente transformador dos espaços, proporcionando uma ação sinérgica entre prudência ecológica, eficiência energética e equidade socioespacial.
B Pelo investimento em capital humano e social e a infraestrutura de comunicação (TIC), proporcionando crescimento econômico e qualidade de vida, através de uma gestão racional dos recursos naturais, e uma governança participativa.
C Aplicação das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) através de ações de democratização do acesso à internet, e a busca de benefícios para a gestão do município e atendimento eficiente ao cidadão.
D Pelos benefícios tecnológicos aos cidadãos, desburocratizando e otimizando a prestação de serviços, com respeito aos dados pessoais, gestão dos recursos financeiros públicos aplicados às obras essenciais.
E Pela capacidade de promover uma gestão urbana que se atenta aos novos anseios da população, influenciada pelo uso das tecnologias de informação e comunicação, e pela gestão dos recursos naturais.

A representação dos aspectos naturais e artificiais da Terra, destinada a fins práticos da atividade humana, permitindo a avaliação precisa de distâncias, direções e a localização plana, geralmente em média ou grande escala, de uma superfície da Terra, subdividida em folhas, de forma sistemática, obedecido um plano nacional ou internacional, corresponde, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas, a uma forma de representação da superfície terrestre. SPUGeo. Introdução à cartografia : conceitos e aplicações. Disponível em: https://www.gov.br/economia/pt-br/assuntos/patrimonio-da-uniao/arquivosanteriores-privados/programa-de-modernizacao/linha-do-tempo/30-introducao-acartografia-apostila.pdf. Acesso em: 18 jul. 2024. A representação da superfície terrestre conceituada no texto é nomeada

A Planta baixa.
B Mapa rodoviário.
C Globo terrestre.
D Carta topográfica.
E Imagem geoprocessada.