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A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva

( 2008 ) define que o Atendimento Educacional Especializado disponibiliza, dentre outras coisas,

A técnicas de comunicação alternativa para o ensino e difusão da língua de sinais para todos os membros da comunidade escolar.
B recursos e técnicas para a inclusão escolar e social dos estudantes com deficiência em salas de recursos multifuncionais instaladas em escolas comuns.
C ensino da Libras como primeira língua para estudantes, professores e equipe de apoio e recursos alternativos de comunicação.
D programas de enriquecimento curricular, o ensino de linguagens e códigos específicos de comunicação e sinalização, ajudas técnicas e tecnologia assistiva.
E aprendizagem ao longo de toda a educação básica, com recursos e atividades realizados nas salas especializadas em contraturno escolar.

Borges

( 2020 ), em sua pesquisa sobre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), destacou os marcos legais para a educação inclusiva. Segundo a autora, a década de 1990 foi marcada por movimentos que visavam à inclusão de alunos público-alvo da educação especial. Assim, nessa década, os seguintes documentos foram de suma importância para balizar esse movimento:

A Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência e Plano Nacional de Educação.
B Declaração de Jomtien e Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
C Lei Brasileira de Inclusão e Lei Berenice Piana.
D Política Nacional de Educação Especial e Lei Brasileira de Inclusão.
E Declaração de Salamanca e Declaração Mundial de Educação para Todos (Jomtien).

Em sua pesquisa sobre a Libras e suas características, Harrison (in Lacerda e Santos, 2014) explica que os estudos linguísticos demonstram que as línguas de sinais possuem as mesmas características e qualidades de qualquer outra língua, quais sejam:

A sintaxe, volatilidade/articulação e derivação na formação de palavras.
B estrutura linguística, comunicabilidade/diversidade, compreensão e léxico.
C organização, fonética/morfologia e múltiplas articulações.
D versatilidade/flexibilidade, arbitrariedade, criatividade/produtividade e dupla articulação.
E fonologia, flexão de gênero/número, conjugação verbal e pantomima.

Kotaki e Lacerda (in Lacerda e Santos, 2014), considerando o Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei da Libras, destacam que, em relação ao profissional intérprete de língua de sinais, não havendo pessoas com a titulação exigida para o exercício da profissão nas instituições de ensino, nos dez anos seguintes à publicação da lei, o trabalho poderia ser exercido por profissionais, dentre outros perfis, com o seguinte:

A profissional surdo, com competência para realizar a interpretação de línguas de sinais de outros países para a Libras, para atuação em escolas da educação infantil ao ensino médio.
B profissional ouvinte, de nível superior, com fluência em Libras para realizar a interpretação das duas línguas, com aprovação em exame de proficiência, promovido pela instituição de ensino, para atuação no ensino superior.
C profissional surdo, com habilidade de leitura labial e/ ou resíduo auditivo, com nível superior, competência e fluência em Libras e na língua portuguesa, para atuar nas salas de aulas comuns e salas do Atendimento Educacional Especializado para ensino da Libras.
D profissional ouvinte ou surdo, de nível médio, com técnica em Libras para realizar a interpretação das duas línguas, com cursos de Libras e de intérprete, além de aprovação em exame de proficiência promovido pelo Ministério da Educação, para atuação em cursos e eventos.
E profissional ouvinte, de nível médio, com competência e fluência em Libras para realizar a interpretação das duas línguas, de maneira simultânea e consecutiva, e com aprovação em exame de proficiência, promovido pelo Ministério da Educação, para atuação no ensino fundamental.
Texto associado
Considere a publicação Atendimento educacional especializado : deficiência física. MEC, (2007) de autoria de Schirmer, Browning; Bersch e Machado para responder à questão.

As autoras da publicação ressaltam a dificuldade de comunicação, em sala de aula, de um aluno com paralisia cerebral do tipo espástica com uma disartria moderada. Nesse caso, significa que o aluno apresenta

A lesão neurológica progressiva, tônus muscular hipotônico que dificulta a realização as atividades gráficas e fala ininteligível.
B lesão neuromuscular progressiva, tônus muscular condizente com ataxia motora que interfere na coordenação de movimentos para a escrita e consequente dificuldade na articulação e pronúncia das palavras.
C lesão cerebral na área motora, com tônus muscular hipertônico que dificulta a execução e coordenação dos movimentos e dificuldade na articulação e consequentemente na pronúncia das palavras.
D lesão neuromuscular evolutiva, com tônus muscular variável que dificulta a realização de movimentos coordenados e falta de habilidade para pronunciar as sílabas.
E lesão cerebral na área psicomotora, com tônus muscular flutuante que dificulta a coordenação motora, deficiência intelectual e incapacidade de articulação e pronúncia das palavras.
Texto associado
Considere a publicação Atendimento educacional especializado : deficiência física. MEC, (2007) de autoria de Schirmer, Browning; Bersch e Machado para responder à questão.

Schirmer et al. asseguram que há uma série de bibliotecas de símbolos gráficos que foram desenvolvidos para facilitar a comunicação e que com eles são construídos as pranchas e os cartões de comunicação. Os símbolos gráficos podem ser: pictográficos, arbitrários, ideográficos e compostos. Os símbolos ideográficos são

A desenhos que parecem com aquilo que desejam simbolizar.
B desenhos que criam uma associação gráfica entre o símbolo e o conceito que ele representa.
C grupos de símbolos agrupados para representar objetos ou ideias.
D desenhos que não têm relação pictográfica entre a forma e aquilo que desejam simbolizar.
E utilizados em situações em que os objetos a serem representados são muito grandes.
Texto associado
Considere a publicação Atendimento educacional especializado : deficiência física. MEC, (2007) de autoria de Schirmer, Browning; Bersch e Machado para responder à questão.

Schirmer et al. explicam que há vários sistemas de símbolos gráficos que são conhecidos internacionalmente e utilizados para a confecção de pranchas e cartões de comunicação, dentre eles: o Blissymbolics , o Pictogram Ideogram Communication Symbols (PIC) e o Picture Communication Symbols (PCS). O sistema PCS (Símbolos de Comunicação Pictórica) foi idealizado em 1980 e

A trata-se de um sistema fechado que não se adapta a questões regionais, culturais e pessoais do usuário.
B é um sistema basicamente pictográfico, motivo pelo qual não beneficia indivíduos de qualquer idade.
C é pouco utilizado por indivíduos que apresentam dificuldades em compreender representações mais abstratas.
D é um sistema composto por poucos símbolos, por isso não representa uma grande variedade de vocabulário.
E possui símbolos característicos e próprios da história e cultura nacional, sendo o sistema simbólico mais utilizado no Brasil.
Texto associado
Considere a publicação Atendimento educacional especializado : deficiência física. MEC, (2007) de autoria de Schirmer, Browning; Bersch e Machado para responder à questão.

As autoras Schirmer et al. apresentam as pranchas de comunicação. Segundo o descrito por elas, é correto afirmar:

A A prancha de comunicação apresenta uma desvantagem para o usuário, a de expor vários símbolos ao mesmo tempo.
B A prancha personalizada (de comunicação pessoal) deve ser utilizada por múltiplos usuários de comunicação aumentativa e alternativa.
C O vocabulário de símbolos, constante da prancha, deverá ser escolhido de acordo com as necessidades comunicativas de seu usuário.
D Ela é elaborada de acordo com o tamanho e o formato já pré-estabelecidos e, na sua confecção, são utilizados determinados materiais.
E Os símbolos da prancha de comunicação constituem-se sempre de desenhos estilizados em branco sobre um fundo preto.

A Meta 19 do Plano Estadual de Educação de São Paulo refere-se à efetivação da gestão democrática da educação. Entre as estratégias estipuladas para seu alcance está a previsão de que seja assegurada a

A participação dos pais na avaliação de docentes e gestores escolares.
B automação dos processos de tomada de decisão das unidades escolares.
C escolha das escolas públicas estaduais que optem por não informatizar sua gestão.
D fusão progressiva de instâncias representativas, como conselho escolar, grêmio estudantil e associação de pais e mestres.
E contratação de diretor das escolas públicas da rede estadual por critérios políticos.

O estabelecimento de uma conexão causal entre determinados fenômenos naturais constitui a forma básica da explicação científica, e é, em grande parte, por esse motivo que consideramos as primeiras tentativas de elaboração de teorias sobre o real dos filósofos jônicos como o início do pensamento científico. Explicar é relacionar um efeito a uma causa que o antecede e o determina. (Marcondes, 2010) Segundo Danilo Marcondes, no entanto, um problema epistemológico inerente à explicação causal é

A a falácia contra a pessoa.
B a generalização enviesada.
C o sofisma da composição.
D o apelo à autoridade.
E a regressão infinita.