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Nas considerações finais de seu artigo, Silva, Bonin e Garrote

( 2023 ) perguntam: “Quais são os elementos da cultura digital que contribuem para a reflexão e criticidade dos estudantes no ensino da Filosofia no Ensino Médio?” Acrescentando que, segundo várias pesquisas analisadas, [...] “os recursos digitais são potencializados para engajar os estudantes do ensino médio e promover reflexão crítica na disciplina de Filosofia”. Além dos recursos digitais, o artigo aponta a relevância de

A mobilizar os estudantes para a análise e a reflexão crítica.
B privilegiar o estudo de autores em vez de problemas filosóficos.
C ler os textos na língua original para preservar o rigor analítico.
D ressaltar o papel do professor como porta-voz dos clássicos.
E consultar às fontes primárias dos textos filosóficos citados.

No caso do segundo Wittgenstein, pode-se dizer que na obra Investigações filosóficas a linguagem, entendida como tendo uma estrutura básica, uma forma lógica, desaparece, dissolve-se, fragmenta-se, dando lugar aos jogos de linguagem, múltiplos, multifacetados. Se adotamos a noção de jogo de linguagem, o significado não é mais estabelecido pela forma da proposição, nem pelo sentido de seus componentes, nem por sua relação com fatos, como ele defendia anteriormente (Marcondes, 2010). Para o segundo Wittgenstein, o significado se estabeleceria

A utilizando linguagens artificiais.
B pelo uso cotidiano da língua.
C por meio da sintaxe.
D como resultado da opinião.
E consultando léxicos consagrados.

Em Filosofando : introdução à filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins afirmam que “Na Grécia Antiga não havia a ideia de artista no sentido que hoje empregamos, uma vez que a arte estava integrada à vida. As obras de arte dessa época eram utensílios (vasos, ânforas, copos), edificações (templos) ou instrumentos educacionais. O artífice que os produzia era considerado um trabalhador manual, do mesmo nível do agricultor ou do ferramenteiro. Ele era um artesão, tinha domínio da tekhné , numa sociedade que considerava o trabalho manual indigno”. Aranha e Martins destacam uma voz que ecoava o coro dessa sociedade: “Platão (…) recusa-se a dar valor autônomo ao que chamamos de arte”. O conceito a partir do qual Platão fundamenta sua crítica ao retratado no excerto é o de

A justiça.
B parusia.
C dialética.
D mimese.
E rei-filósofo.

Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein , Danilo Marcondes aborda o período crítico de Kant: “na relação de conhecimento, não é o sujeito que se orienta pelo objeto (o real), como quis a tradição, mas o objeto que é determinado pelo sujeito. A Crítica da razão pura visa, assim, investigar as condições de possibilidade do conhecimento”. Segundo a perspectiva apresentada no excerto, as condições de possibilidade do conhecimento estão associadas à

A rejeição de qualquer relação entre o sujeito e o objeto no processo de conhecimento.
B investigação das contribuições recíprocas de sujeito e objeto na constituição do conhecimento.
C ideia de que o sujeito se adapta às estruturas da realidade externa para produzir conhecimento.
D noção de que o conhecimento é construído exclusivamente com base em intuições sensíveis.
E renúncia completa da distinção entre fenômenos e números na construção da experiência.

Em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré- -socráticos a Wittgenstein , Danilo Marcondes discute diferentes teorias metafísicas da Antiguidade. Dentre elas, o contraste entre Aristóteles e Platão. Nas palavras do autor: “Aristóteles, ao contrário de Platão, valoriza os sentidos e sua contribuição para o desenvolvimento do conhecimento. Enquanto Platão considerava os sentidos pouco confiáveis, proporcionando apenas uma ‘visão de sombras’, Aristóteles os vê como pontos de partida do processo de conhecimento e indispensáveis para esse processo”. No excerto, a diferença entre teoria metafísica apresentada e a platônica diz respeito à

A rejeição da investigação sobre as causas fundamentais da existência.
B ideia de que a essência das coisas é inacessível ao entendimento humano.
C negação da existência de formas separadas do mundo sensível.
D visão de que a realidade carece de qualquer fundamento universal.
E valorização da tese inatista na composição das substâncias.

Alberto Cupani, quando discute a filosofia da tecnologia de Borgmann, em seu texto A tecnologia como problema filosófico: três enfoques , destaca que: “Para Borgmann, ‘tecnologia’ não designa uma forma de técnica, mais evoluída e potente graças à sua associação com a ciência […], mas um modo de vida próprio da Modernidade. A tecnologia é o modo tipicamente moderno de o homem lidar com o mundo, um ‘paradigma’ ou ‘padrão’ caraterístico e limitador da existência, intrínseco à vida quotidiana. Tão intrínseco que ele passa, por isso mesmo, despercebido”. A abordagem da filosofia da tecnologia mencionada, no excerto, considera como característica central da tecnologia

A a estrutura econômica da modernidade.
B a racionalidade técnica como ação racional.
C o desenho e planificação de artefatos.
D a ubiquidade dos dispositivos tecnológicos.
E a ambivalência social e técnica.

Sobre a relação entre Platão e Sócrates, Danilo Marcondes, em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein , afirma: “A crítica de Platão a Sócrates diz respeito […] à concepção de filosofia como método de análise, que […] seria […] insuficiente para caracterizá-la. Seu principal argumento era que um método necessita, para a sua aplicação correta e eficaz, de um fundamento teórico que estabeleça exatamente os critérios segundo os quais o método é aplicado de forma correta e eficaz. […] É esse o papel da famosa teoria platônica das ideias ou das formas, que pode ser considerada o início da metafísica clássica”. Segundo Marcondes, a principal função da Teoria das Ideias de Platão é

A descartar o método dialético por um sistema metafísico.
B estabelecer parâmetros para validar definições e conceitos.
C rejeitar a necessidade de um método de análise.
D refutar a influência de Sócrates sobre sua filosofia.
E propor uma visão materialista do conhecimento humano.

Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote, em seu texto Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no ensino médio: o que dizem as pesquisas? , ressaltam que: “todos os recursos digitais adotados nas práticas pedagógicas contribuem para o ensino de Filosofia. A depender do recurso utilizado […], eles permitem: (i) ilustrar conceitos e teoria filosóficas de modo mais concretos; (ii) estimular a reflexão filosófica e crítica; (iii) desenvolver habilidades críticas; (iv) estimular o debate e diálogo; (v) compartilhar ideias e opiniões sobre temas filosóficos”. Segundo os autores, os recursos mencionados no ensino de Filosofia refletem suas potencialidades ao

A democratizar o acesso a conteúdos filosóficos.
B substituir as práticas pedagógicas presenciais.
C limitar-se à sua função de suporte para práticas tradicionais.
D complementar o ensino, mas sem promover reflexões interativas.
E depender exclusivamente da formação tecnológica dos professores.

Danilo Marcondes explica, em seu livro Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein , um ponto fundamental do pensamento dos filósofos pré-socráticos: “A característica central da explicação da natureza pelos primeiros filósofos é […] o apelo à noção de causalidade. O estabelecimento de uma conexão causal entre determinados fenômenos naturais constitui assim a forma básica da explicação científica. […] A explicação causal possui, entretanto, um caráter regressivo. Ou seja, explicamos sempre uma coisa por outra e há assim a possibilidade de se ir […] até o infinito. […] Surge a necessidade de se estabelecer uma causa primeira […] que sirva de ponto de partida para todo o processo racional”. Entre os filósofos pré-socráticos, Demócrito concebia como princípio explicativo mencionado

A o fogo.
B a água.
C o apeíron.
D o átomo.
E o ar.

Em seu texto Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no ensino médio: o que dizem as pesquisas? , Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote argumentam que: “O ensino de filosofia é fundamental para o desenvolvimento do pensamento crítico, da reflexão ética e da compreensão da complexidade do mundo. A filosofia pode ajudar os estudantes a pensar de forma autônoma, a questionar seus preconceitos e a compreender as diferentes perspectivas sobre os problemas da vida. E, para dinamizar essas possibilidades, há pesquisas que recorrem aos recursos digitais provenientes da cultura digital”. Com base no texto, recorrer aos recursos indicados é relevante para o ensino de filosofia, pois

A os recursos digitais tornam a compreensão da filosofia imediata.
B a sociedade exige o desenvolvimento de uma educação digital.
C o pensamento crítico depende do suporte de ferramentas digitais.
D a cultura digital redefine as relações sociais e educacionais.
E os docentes têm sua função pedagógica reduzida pelas tecnologias.