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O decreto 5626/2005, em seu Capítulo III, no Art. 13, diz que o ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa, como segunda língua para pessoas surdas, deve ser incluído como disciplina curricular nos cursos de formação de professores para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental, de nível médio e superior, bem como:

A nos cursos de licenciatura em Letras com habilitação em Língua Portuguesa
B nos cursos de Graduação em Pedagogia Bilíngue
C nos cursos de licenciatura em Letras-LIBRAS
D em todos os cursos de licenciatura plena

Conforme Perlin

( 2001 ), "as identidades surdas manifestam uma diversidade de facetas devido às fragmentações que enfrentam, em decorrência do poder ‘ouvintista’ que impõe suas normas". A autora, dessa forma, reconhece diversas identidades surdas potenciais, dentre elas, as identidades:

A Flutuante, Linguística, Social
B Social, Linguística, Pedagógica
C Híbrida, Embaçada, de Transição
D de Transição, Incompleta, Pedagógica

Em relação ao “espaço de enunciação”, podemos afirmar que:

A este refere-se aos processos derivacionais como os processos envolvendo a combinação de aglutinação e incorporação
B pode-se realizar um número finito de locações dentro desse espaço, chamados ponto de articulação
C alguns pontos são mais precisos, pois consideram os interlocutores face a face
D a representação das unidades fonológicas dos sinais e? linear

Os Surdos gradualmente desenvolvem seu pensamento e adquirem compreensão de mundo exclusivamente por meio de suas percepções visuais. A identidade surda se forja no contexto de uma cultura eminentemente visual. No entanto, essa distinção não deve ser percebida como uma edificação isolada, mas sim como um processo de construção:

A sociolinguística
B multilinguística
C sociocultural
D multicultural

O processo de desenvolvimento do indivíduo surdo segue a mesma trajetória do ouvinte, sendo moldado pelas interações sociais e pela aquisição de significados a partir de suas experiências no mundo exterior. A única diferença reside na necessidade de um canal linguístico compartilhado com o outro indivíduo com quem está compartilhando essas experiências, ou seja, ambos devem utilizar a língua de sinais. Para superar a barreira da linguagem oral, a língua de sinais é o meio que capacita o surdo a desenvolver suas habilidades:

A linguísticas
B cognitivas
C cidadãs
D sociais

De acordo com Almeida

( 2015 ), os surdos são atores e protagonistas de sua comunicabilidade, não havendo motivo para a sociedade ainda considerá-los sujeitos incapazes ou dependentes linguisticamente. Segundo o autor, esse entendimento a respeito do surdo ainda se mantém devido:

A à falta de discernimento entre deficiente auditivo e surdo
B à hierarquização social, que tem como base a comunicação humana
C ao pouco acesso do surdo às salas de aula, comprometendo seu desenvolvimento cognitivo
D ao fato do surdo não realizar bem a leitura do Português, restringindo o seu acesso ao conhecimento científico

A presença da iconicidade é uma característica inerente e fundamental à Língua de Sinais, e isso ocorre porque:

A permite a representação de traço semântico do significado ou designa uma relação de semelhança entre o signo e aquilo que ele representa
B altera a expressão sintática dos itens lexicais, estabelecendo uma relação entre o que é visual e o que é auditivo
C transmite conhecimentos e proporciona acesso a conceitos universais de qualquer outra linguagem
D permite perceber dois eventos de forma coincidente - em um mesmo instante – na representação espacial dos turnos de discursos na Língua de Sinais

As tomadas de palavras representam uma maneira de atualizar o vocabulário. Isso envolve uma palavra nova não devido à criação original, mas devido à sua adoção. A palavra emprestada pode ou não passar por modificações materiais, semânticas e expressivas durante sua transição para outra língua. Os marcadores gráficos de pontuação (como vírgula, ponto de interrogação etc.) são geralmente reproduzidos no ar, a partir de um ponto fixo no espaço neutro, usando o dedo indicador da mão não dominante. Estudos linguísticos nas línguas de sinais indicam que esse tipo de tomada de palavra pode ser classificado como empréstimo linguístico:

A por transliteração de letra inicial
B de configuração
C estereotipado
D semântico

Ao longo da história, as línguas passam por mudanças e, normalmente, enriquecem seu conjunto de palavras, à medida que respondem à necessidade de nomear novos conceitos provenientes do avanço das ciências, resultantes das mudanças sociais e da influência de outras línguas. Essas adaptações lexicais ao longo do tempo buscam atender à evolução de qualquer sistema linguístico. A perspectiva que aborda essa forma de variação é a:

A polifônica
B sincrônica
C diacrônica
D anacrônica