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Durante um longo período de tempo foi reforçada a ideia de que a Libras é uma língua semelhante ao português, mas com a particularidade de ser feita com as mãos. Nesse sentido, pensava-se que os sinais supriam cada palavra, mantendo a mesma estrutura da fala em português. Contudo, hoje, se sabe que a Libras possui uma estrutura gramatical própria. Sobre os aspectos linguísticos da língua de sinais, pode-se considerar que:

A apesar de ter estrutura gramatical própria, parte da sua composição semântica está vinculada à influência da língua portuguesa
B os parâmetros da Libras estão relacionados totalmente aos aspectos pronominais e verbais
C a Libras não segue as mesmas regras e a composição português, assim como a flexão verbal se estabelece de um modo diferenciado
D as línguas de sinais em geral são idênticas, pois os sinais da Libras são formados pela combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses são feitos

Uma grande conquista da comunidade surda brasileira, considerada como um marco histórico, é a Lei n° 10436, de 24 de abril de 2002, que reconhece como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados. Essa lei dispõe em seu parágrafo único que a Língua Brasileira de Sinais:

A poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa quando houver tradução em Libras
B não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa
C torna o português escrito um instrumento linguístico facultativo à comunidade surda
D deverá ser a língua majoritária nas escolas bilíngues

O Decreto Federal nº 5626/2005, que regulamenta a Lei nº 10.436, 2002, e o art. 18 da Lei nº 10.098/2000, considera pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais – Libras. O referido decreto avalia eficiência auditiva como a perda bilateral, parcial ou total, de:

A quarenta e um decibéis (dB) ou mais
B cinquenta e um decibéis (dB) ou mais
C acima de setenta decibéis (dB)
D acima de noventa decibéis (dB)

O profissional que atua junto aos alunos com surdez que utiliza diferentes modelos de atuação como: o modelo cognitivo, modelo interativo, modelo interpretativo, o modelo comunicativo, modelo sociolinguístico, modelo do processo da interpretação e modelo bilíngue e bicultural é o:

A Professor bilíngue
B Intérprete de Libras
C Professor de Libras
D Professor de apoio

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva inclui na educação especial ações educacionais que tangem os alunos surdos. Desse modo, na exposição dos marcos históricos da educação bilíngue, em que se faz referência à Lei nº 10.436/2002 e ao Decreto nº 5.626/2005, são denominadas escolas ou classes de educação bilíngue aquelas em que:

A a Libras, a modalidade escrita da Língua Portuguesa e a forma oralizada do português sejam línguas de instrução utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo
B a Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam línguas de instrução utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo
C somente a Libras seja a língua de instrução utilizada no desenvolvimento de todo o processo educativo, tendo o português escrito como uma língua de aporte facultativo
D a Libras esteja em primeiro plano por ser a L1 da comunidade surda, constituindo a língua de instrução utilizada no desenvolvimento de todo o processo educativo, e a modalidade escrita da Língua Portuguesa seja ofertada somente aos surdos oralizados, deste modo garantindo a plena inclusão

Para formar um sinal são necessárias unidades mínimas: configuração de mãos, locação, movimento da mão, orientação, expressão facial/corporal. Segundo Quadros e Karnopp

( 2004 ), a identificação destas unidades mínimas é responsabilidade da:

A Fonética
B Fonologia
C Linguística
D Comunidade surda

As línguas de sinais têm como principal diferença em relação às línguas orais, a modalidade produtiva. Isto é, as línguas de sinais são gestuais-visuais e as línguas orais são orais-auditivas. A Língua Brasileira de Sinais é uma língua gestual-visual e a ordem mais básica dos sinais em uma frase é:

A Sujeito-Verbo-Objeto
B Sujeito-Objeto-Verbo
C Verbo-Sujeito-Objeto
D Verbo-Objeto-Sujeito

A mudança de classe gramatical em língua portuguesa, em que nomes derivam de um verbo, acontece pela adição de um sufixo. Por exemplo: programar – programador – ou pela mudança de acento – fábrica – fabrica. De acordo com Quadros e Karnopp 2004, em Língua Brasileira de Sinais essa derivação pode ocorrer com a mudança de:

A configuração de mãos
B orientação
C movimento
D expressão facial e corporal

A morfologia nas línguas de sinais inclui recursos gramaticais para examinar várias facetas linguísticas. A ideia de aspecto verbal, por exemplo, aborda dados simultâneos, o que contrasta com a tendência predominante de linearidade nas línguas orais. Para isso, é fundamental empregar distinções nas características dinâmicas. Tais distinções estão no:

A espaço de enunciação
B ponto de articulação
C movimento
D volume

Por meio da modalidade gestual-visual-espacial em que a LIBRAS é produzida e compreendida pelos surdos, frequentemente, as pessoas podem erroneamente pensar que todos os sinais são uma representação "visual" do referente que representam no ar. O nome dado a essas formas linguísticas que tentam imitar as características visuais do referente real é:

A iconicidade
B visualidade
C arbitrariedade
D simultaneidade