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Sobre os estudos da fonologia da Língua de Sinais Brasileira, Quadros e Karnopp

( 2004 ) indicam que os principais parâmetros fonológicos são locação, movimento e configuração de mão. Além disso, destacam que, embora alguns pesquisadores não considerem outros elementos como parâmetros fonológicos, há quem também os inclua. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta os parâmetros adicionais segundo as autoras.

A Estrutura frasal e indicadores corporais.
B Morfologia e sintaxe da língua.
C Organização dos sinais e expressões faciais.
D Orientação de mão e expressões não manuais.
E Expressões faciais e corporais.
Texto associado
Considere a obra de Capovilla e Raphael (2005) para responder à questão.

Assinale a alternativa que descreve corretamente o sinal em Libras para FILHO(A).

A Mão direita em F, palma para a esquerda, tocando a testa. Movê-la para frente, mudando para mão em V.
B Mãos verticais fechadas, palma a palma, dedos indicadores, médios e polegares distendidos. Balançar as mãos pelos pulsos para baixo e para cima, alternadamente.
C Mão direita horizontal aberta, palma para dentro, dedos separados, pontas dos dedos apoiados no peito. Mover a mão para frente, unindo as pontas dos dedos.
D Mão direita horizontal aberta, palma para dentro, polegar e indicador unidos pelas pontas. Tocar as pontas dos dedos nos lábios duas vezes.
E Mão esquerda vertical aberta, palma para a direita; mão direita vertical aberta, palma para esquerda, unha do dedo médio tocando a ponta do polegar. Distender o médio direito, batendo-o na palma esquerda duas vezes.
Texto associado
Considere a obra de Capovilla e Raphael (2005) para responder à questão.

Na Libras, há várias formas de demonstrar cordialidade, assim como nas línguas orais. O sinal utilizado para “por favor” é expressado da seguinte maneira:

A mãos horizontais abertas, palmas para baixo, polegar e indicador de cada mão unidos pelas pontas. Mover as mãos, alternadamente, para frente e para trás.
B mãos horizontais abertas, palma a palma, inclinadas para dentro, dedos unidos tocando-se pelas pontas. Separar as mãos movendo-as diagonalmente para trás e para os lados opostos.
C mão direita vertical aberta, palma para frente, dedos separados, diante do ombro direito. Mover a mão em um pequeno arco para cima e para a direita.
D mãos horizontais abertas, palmas para dentro. Mover as mãos, alternadamente, para frente e para trás, batendo as pontas dos dedos durante os movimentos, com os cantos da boca rebaixados.
E mãos verticais fechadas, palma a palma, indicadores e médios distendidos e curvados. Entrelaçar as mãos pelos dedos e balançá-las para os lados, dobrando os pulsos.

A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil, 2008) estabelece diretrizes quanto à educação de estudantes surdos. Essa política menciona que a educação bilíngue desenvolve o ensino escolar na Língua Portuguesa e na língua de sinais, o ensino da Língua Portuguesa como segunda língua na modalidade escrita para alunos surdos, bem como a oferta de serviços de

A instrutores de Libras, preferencialmente surdos, tanto para os alunos surdos como para os demais.
B um professor de Libras e um intérprete de Libras no atendimento educacional especializado para os demais alunos da escola.
C atendimento educacional especializado ofertado na modalidade escrita para os demais alunos da escola.
D tradutor/intérprete de Libras e Língua Portuguesa e o ensino da Libras para os demais alunos da escola.
E tecnologia assistiva e uso de recursos de comunicação alternativa para os alunos surdos que necessitarem.

Sobre o desenvolvimento de linguagem da pessoa surda e as diferentes propostas educacionais, o autor Gérison Kezio (“Oralismo, comunicação total e bilinguismo: propostas educacionais e o processo de ensino e aprendizagem da leitura e da escrita de surdos”, 2016) afirma que “a abordagem do oralismo é insuficiente, pois parte de uma noção de língua e linguagem que provoca nos surdos um atraso de linguagem e suas consequências”. Para esse autor, o oralismo

A deveria trabalhar com o ensino da Língua Portuguesa na modalidade escrita como segunda língua paralelamente ao ensino da língua oral.
B poderia ser considerado exitoso se, juntamente com a estimulação oral, aceitasse a língua de sinais como forma de comunicação.
C beneficia apenas aqueles surdos que se consideram deficientes auditivos por não aceitarem a identidade surda.
D desconsidera os aspectos cognitivos determinados pela linguagem e pela cultura, prendendo-se ao canal auditivo para a transmissão de conteúdos.
E prejudica o surdo oralizado porque só permite que ele aprenda a língua na modalidade escrita após aprender a fala.

Observe o exemplo que Elidéa Bernardino ( Absurdo ou lógica: os surdos e sua produção linguística , 2000) fornece comparando o que é português sinalizado (PS) e o que é Libras (Li): Frase: Eu não tenho dinheiro: estou duro! PS: [EU NÃO TER DINHEIRO, ESTAR DURO] Li: [DINHEIRO TER-NÃO DURO] (expressão facial de bochechas chupadas). Com base na autora, assinale a alternativa que exemplifica corretamente uma produção em português sinalizado.

A [JOÃO PAI MORRER] = O pai do João, morreu.
B [A BOLA ESTAR EMBAIXO D-A CAMA] = A bola está embaixo da cama.
C [EU NOME E-D-I-L-E-I-A VOCÊ NOME] = Meu nome é Edileia. Como você se chama?
D [MANDAR AINDA-NÃO] = Eu não mandei você fazer isso.
E [MARIA MARIDO VIAJAR] = O marido da Maria foi viajar.

Na educação de surdos, autores como Lacerda e Santos (Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos, 2014) e Almeida, Santos e Lacerda ( O ensino do português como segunda língua para surdos: estratégias didáticas, 2015) propõem que o uso de vídeos, imagens, figuras e gráficos, tão presentes no cotidiano da vida moderna, deve ser explorado e incorporado nos discursos que circulam no ambiente escolar, além das expressões faciais e corporais. Tal prática é necessária para atender às necessidades dos alunos surdos, pois o processo de significação para eles, muitas vezes, se dá somente a partir das imagens. A prática descrita é a definição de

A recursos audiovisuais.
B modalidade sensorial.
C concepção bilíngue.
D abordagem gestual/visual.
E pedagogia visual.

De acordo com Lacerda e Santos (T enho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos , 2014), quanto ao alfabeto manual ou datilológico, com o qual é possível soletrar 27 diferentes letras por meio da mão, é correto afirmar que, na interação entre pessoas usuárias da língua de sinais, o alfabeto manual é

A utilizado para soletrar nomes próprios de pessoas e lugares, siglas, elementos técnicos e palavras que ainda não possuam sinais.
B considerado como língua de sinais e pode substituir os sinais quando estes são complexos.
C usado por pessoas não fluentes em Libras para poderem comunicar-se com as pessoas surdas.
D igual para os diferentes países, com pequenas variações para as letras específicas de cada país.
E igual para todos os países, por questões de padronização com o alfabeto escrito, com exceção dos países árabes e asiáticos.

Para os alunos surdos poderem se apropriar integralmente dos conteúdos em sala de aula, é preciso respeitá-los em suas demandas linguísticas e permitir que tenham acesso aos conteúdos escolares em Libras, tendo em vista que essa é a língua passível de aquisição e que pode melhor mediar a construção de novos conhecimentos. Nessa concepção, conforme Almeida, Santos e Lacerda ( O ensino do português como segunda língua para surdos: estratégias didáticas, 2015), a língua de sinais

A precisa ser ensinada no Ensino Fundamental, na escola regular, quando os alunos surdos são incluídos, porque eles não têm outra possibilidade de aprender a Libras, uma vez que, na maioria das vezes, seus pais são ouvintes e não sabem Libras.
B deve ser incorporada às práticas pedagógicas, e os conteúdos escolares devem ser ministrados apenas por professores fluentes em Libras apoiados por instrutores preferencialmente surdos.
C é a língua natural dos surdos, sendo chamada de L1, devendo ser ensinada na escola, em ambientes e horários específicos, para que os alunos surdos possam conviver entre si e aprender a língua com seus pares.
D deve ser ensinada no atendimento educacional especializado em Libras, com os professores instrutores surdos como modelo de Cultura e Comunidade Surdas para os alunos surdos.
E é a única modalidade de linguagem plenamente acessível ao surdo, por utilizar o canal visogestual, favorecendo seu desenvolvimento e auxiliando-o em sua constituição de sujeito.

De acordo com Kézio

( 2016 ), repercutindo a valorização do método Oral, as línguas de sinais eram consideradas como método tradicional, e essa visão acomodou o surdo, o desmotivou a falar, passando a viver numa subcultura. Ele também menciona que pesquisas revelam resultados esmagadores no requisito vida acadêmica dos alunos educados com o método Oral. Assinale a alternativa que, segundo o autor, faz uma afirmação correta quanto a essas pesquisas.

A Nos Estados Unidos, alunos surdos oralizados da quarta série mostraram nível linguístico de graduados.
B A maioria dos surdos apenas oralizados consegue bom desempenho em língua portuguesa.
C Foi observado um rebaixamento significativo no desempenho cognitivo dos surdos.
D Na Inglaterra, constatou-se que 95% de surdos com 15/16 anos conseguem articular a fala de modo inteligível.
E Surdos pós-linguísticos oralizados não costumam apresentar dificuldade na produção de texto escrito.