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Ao negar o movimento, caracterizando-o como uma ilusão dos sentidos, Parmênides e seus discípulos foram atacados pelos pensadores da escola mobilista, que por sua vez, afirmavam o movimento e a transformação como característica do próprio Ser. Zenão de Eleia, discípulo de Parmênides, formula alguns paradoxos para defender a tese de imobilidade de seu mestre, e dentre estes, aquele que foi um dos mais comentados paradoxos da antiguidade, é o da corrida entreAquiles e a tartaruga. Segundo as premissas do pensamento eleáta exposto no paradoxo de Zenão, o resultado da corrida é:

A Atartaruga vence a corrida.
B Aquiles vence a corrida.
C Há um empate.
D Aquiles não alcança a tartaruga.
E Nenhum dos dois competidores se movem.

“Até Orwell estaria assombrado. Vivemos a ficção de que o mercado é maravilhoso porque nos dizem que está composto por consumidores informados que adotam decisões racionais. Mas basta ligar a televisão e ver os anúncios: procuram informar o consumidor para que tome decisões racionais? Ou procuram enganar? Pensemos, por exemplo, nos anúncios de carros. Oferecem dados sobre suas características? Apresentam informes realizados por entidades independentes? Porque isso sim que geraria consumidores informados capazes de tomar decisões racionais. Em vez disso, o que vemos é um carro voando, pilotado por um ator famoso. Tentam prejudicar o mercado. As empresas não querem mercados livres, querem mercados cativos. De outra forma, colapsariam.” Noam Chomsky Depreende-se da citação acima uma característica marcante do pensamento filosófico, no sentido de:

A se apoiar nas narrativas consolidadas para estabelecer uma análise crítica da sociedade, visando, como afirma Michel Foucault, um “diagnóstico do presente”.
B ser uma articulação entre a história e a análise de dados estatísticos que permitem pensar a contemporaneidade.
C ser um pensamento que pretende se emancipar de uma leitura intelectualista, distante das massas, o que fez com que a filosofia perdesse espaço nos currículos escolares.
D promover uma reflexão acerca de temas contemporâneos.
E ser uma atitude crítica frente à realidade, um questionamento até sobre aquilo que já julgamos conhecer.

“Se, com efeito, mesmo o forte quisesse ser forte, continuou Sócrates, e o rápido ser rápido, e o sadio ser sadio – pois talvez alguém pensasse que nesses e em todos os casos semelhantes os que são tais e têm essas qualidades desejam o que justamente têm, e é para não nos enganarmos que estou dizendo isso – ora, para estes, Agatão, se atinas bem, é forçoso que tenham no momento tudo aquilo que têm, quer queiram, quer não, e isso mesmo, sim, quem é que poderia desejá-lo?” No contexto do diálogo platônico em questão, a discussão sobre o Eros é em, parte, uma discussão sobre o que se deseja, sobre as condições pelas quais desejamos algo. Após o discurso socrático, o quinto entre os convivas do sympósium fica estabelecido que o desejo é:

A fruto de uma completude entre os amantes.
B desejo daquilo de que somos carentes.
C expressão de uma força inconsciente.
D a força que permite aos homens viverem em harmonia.
E desejo daquilo que já possuímos.

“Como não haveria de ser evidente mesmo para um cego, como se diz? Enquanto não houvermos feito esta contestação, nem essa demonstração, não poderemos, de forma alguma, falar nem de discursos falsos, nem de opiniões falsas, nem de imagens, de cópias, de imitações ou de simulacros, e muito menos de qualquer das artes que deles se ocupam, sem cair, inevitavelmente, em contradições ridículas.” O trecho acima do diálogo O Sofista se refere a discussão central do diálogo que pretende afirmar qual é a arte do sofista. Esta discussão se pretende a distinção e definição dos conceitos de:

A moral e ética.
B sensível e inteligível.
C ser e não-ser.
D doxa e episteme.
E uno e múltiplo.

“Ora, quem duvida e se admira julga ignorar: por isso, também quem ama os mitos é, de certa maneira filósofo, porque o mito resulta do maravilhoso. Pelo que, se foi para fugir à ignorância que filosofaram, claro está que procuraram a ciência pelo desejo de conhecer, e não em vista de qualquer utilidade.” A filosofia, o desejo de conhecer, nasce no homem a partir de sua capacidade de:

A duvidar.
B se espantar.
C se emocionar.
D ignorar.
E instrumentalizar o saber.

“Por conseguinte, as ações são chamadas de justas e temperantes quando são tais como as que praticaria o homem justo ou temperante; mas não é temperante o homem que as pratica, e sim o que as pratica tal como o fazem os justos e temperantes.” Em sua obra Ética à Nicômaco, o estagira se questiona acerca da natureza das virtudes humanas, e conclui que:

A é através da prática (ou seja, de um ato deliberado e racional da vontade) de atos justos que se gera o homem justo, e através da prática de atos temperantes, o homem temperante.
B é por natureza que os homens se tornam virtuosos, a partir de uma determinação do caráter (uma disposição do destino).
C é através de uma predestinação divina que os homens se tornam ou não virtuosos.
D é através da educação que se forma um homem justo e temperante.
E é a ocasião o caso concreto que torna o homem justo, forçando-o a decidir conforme a natureza do Sumo-bem.

Aristóteles, em sua obra A Poética, define e diferencia a tragédia da comédia a partir do objeto de sua imitação. Qual é, segundo Aristóteles, a principal diferença entre a comédia e a tragédia?

A A comédia possui uma narrativa que tem por objeto os homens vivos e conhecidos, enquanto na tragédia, a narrativa gira em torno de feitos passados, de homens mortos.
B Na comédia, a narrativa não possui métrica, enquanto a tragédia, assim como em Homero, é sempre apresentada em forma de poesia ditirâmbica.
C A tragédia é a imitação de uma ação de caráter elevado que busca suscitar o terror e a piedade, tendo como efeito a purificação de nossas emoções, enquanto a comédia é a imitação da ação de baixa índole.
D A tragédia é a imitação de uma ação de baixa índole que busca suscitar o terror e a piedade, tendo como efeito a katarse, enquanto a comédia é a imitação das ações dos homens infantis.
E A tragédia e a comédia diferem no tocante ao tema: a primeira narra fatos históricos, e a segunda os fatos cotidianos que geram o riso, porém, ambas possuem como função a katarse.

Friedrich Nietzsche (1844-1900), crítico da tradição filosófica racionalista e iluminista, em seu texto Sobre a verdade e a mentira em um sentido extramoral , desmistifica o conceito de “verdade” através da revelação:

A de uma crise profunda pela qual a consciência dos homens de boa fé passava.
B da dificuldade de uma relação adequada entre as palavras e as coisas.
C do caráter vago da linguagem.
D de seu caráter absoluto.
E de sua origem metafórica.

A crítica que Nietzsche faz ao surgimento da filosofia na Grécia tem como principal motivo a desvalorização da vida resultante do triunfo do “espírito apolíneo” em oposição ao:

A “Espírito Santo”
B “Espírito Dionisíaco”
C “Espírito Valorativo”
D “Espírito da Natureza”
E “Espírito livre”