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A Educação Física é responsável por abrir um espaço de produção de conhecimento no ambiente escolar. Neste sentido, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) propõem que o processo de ensino e aprendizagem nos ciclos finais do Ensino Fundamental considere simultaneamente a aplicação de três elementos para seu desenvolvimento. Assinale a opção que apresenta tais elementos.

A A diversidade, a autonomia e as aprendizagens específicas.
B A maturidade, a autonomia e as aprendizagens gerais.
C A diversidade, a capacidade dos alunos e a capacitação dos professores.
D A especificidade, a autonomia e a maturidade.
E A capacidade dos alunos, a maturidade e a diversidade.

Em todo caso, é necessário decidir primeiro a qual dos gêneros a alma pertence e o que é — quero dizer, se ela é algo determinado e substância, ou se é uma qualidade, uma quantidade ou mesmo alguma outra das categorias já distinguidas —, e, ainda se está entre os seres em potência ou, antes, se é uma certa atualidade. ARISTÓTELES. De Anima . São Paulo: Editora 34, 2012. O trecho acima pertence ao início das investigações de Aristóteles acerca da alma. O filósofo concluirá que a alma é

A a substância imortal que anima os vivos.
B a essência separada que move o corpo.
C a forma de um corpo dotado de vida.
D a harmonia das partes do corpo.
E a medida da quantidade de energia útil.

Como, além disso, [os homens] encontram, tanto em si mesmos, quanto fora de si, não poucos meios que muito contribuem para a consecução do que lhes é útil, como, por exemplo, os olhos para ver, os dentes para mastigar, os vegetais e os animais para alimentar-se, o sol para iluminar, o mar para fornecer-lhes peixe etc., eles são, assim, levados a considerar todas as coisas naturais como se fossem meios para sua própria utilidade. SPINOZA, B. de. Ética . Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013. O trecho acima expressa a posição crítica de Espinosa em relação a uma das formas de causalidade teorizadas pela tradição filosófica. Trata-se da noção de causa

A eficiente.
B material.
C final.
D formal.
E transitiva.

O Pirronismo, vertente do ceticismo antigo presente no período helenístico, é caracterizado, ao lado de outras escolas desse período, como um exercício espiritual. Baseava-se na prática da epoché como caminho para alcançar a ataraxia , ou seja,

A a aplicação de uma disciplina de vida para fazer o máximo proveito dos pequenos prazeres.
B o uso de jogos dialéticos como modo de se aproximar das essências dos seres.
C a meditação sobre a totalidade como caminho para uma consciência de participação no cosmos.
D o afastamento das atividades públicas para a consecução da independência individual.
E a prática da suspensão do juízo como forma de alcançar a tranquilidade do ânimo.

Os sofistas são um momento necessário da história da filosofia: eles refutam a abstração vazia do ser eleático [de Parmênides] pela consideração das coisas efetivas, da realidade do mundo sensível e vivo, pluralidade, movimento, subjetividade. CASSIN, B. O efeito sofístico. São Paulo: Editora 34, 2005. (Adaptado.) A leitura tradicional a respeito dos sofistas é tributária da interpretação platônico-aristotélica. A relação do trecho acima com essa interpretação é de

A concordância, pois a tradição platônico-aristotélica não se propunha a uma compreensão da realidade.
B discordância, pois ignora a convergência entre as ideias de Parmênides e pensadores como Górgias.
C concordância, pois reconhece o papel fundamental da sofística no cenário intelectual grego.
D discordância, pois os sofistas foram tomados por seus adversários como meros polemistas.
E concordância, pois está em harmonia com a ideia de que o conhecimento sensível só é possível pela retórica.

A ameaça dos homens não vem primeiramente das máquinas e aparelhos da técnica cujo efeito pode causar a morte. A autêntica ameaça já atacou o homem em sua essência. O domínio da armação [Gestell] ameaça com a possibilidade de que a entrada num desabrigar mais originário possa estar impedida para o homem, como também o homem poderá estar impedido de perceber o apelo de uma verdade mais originária. HEIDEGGER, M. “A questão da técnica”. Scientiae Studia , São Paulo, v. 5, n. 3, 2007. O filósofo alemão Martin Heidegger é conhecido por sua crítica à modernidade do ponto de vista ontológico. Segundo o trecho, o perigo essencial da técnica moderna é

A a alienação do homem em relação ao fruto do seu trabalho e a redução do ser à mercadoria.
B o enfraquecimento da capacidade do homem de se relacionar com o ser de forma mais autêntica.
C o progresso técnico ilimitado, que leva ao colapso das estruturas sociais tradicionais.
D o impacto destrutivo sobre os recursos naturais e o risco iminente de colapso ecológico.
E a dependência excessiva das máquinas, que prejudica a autonomia racional dos sujeitos.

O botão desaparece no desabrochar da flor, e poderia dizer-se que a flor o refuta; do mesmo modo que o fruto faz a flor parecer um falso ser-aí da planta, pondo-se como sua verdade em lugar da flor: essas formas não só se distinguem, mas também se repelem como incompatíveis entre si. Porém, ao mesmo tempo, sua natureza fluida faz delas momentos da unidade orgânica, na qual, longe de se contradizerem, todos são igualmente necessários. HEGEL, G. W. F. Fenomenologia do Espírito . Petrópolis, RJ: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2014. O trecho acima ilustra a concepção dialética de Hegel, segundo a qual os contrários

A se anulam mutuamente, desaparecendo no movimento rumo ao fim do processo.
B são fases necessárias de um processo em que cada momento nega e conserva o anterior.
C impedem que a realidade chegue a produzir uma unidade organizada e coerente.
D apenas superficialmente se mostram incompatíveis, dado que as contradições são ilusórias.
E coexistem sem relação entre si, formando partes isoladas de uma realidade fragmentada.

Na Crítica da Faculdade de Julgar , Immanuel Kant diferencia a fruição relativa ao belo tanto daquela envolvendo o que é bom quanto a que envolve o que é agradável . Assinale a opção correta, segundo essa distinção kantiana.

A O agradável é experimentado de forma desinteressada e universalmente comunicável.
B O belo está relacionado aos fins morais, sendo apreciado por seu valor prático e ético.
C O bom é apreciado exclusivamente pelo prazer sensível que desperta a cada indivíduo.
D O belo é desvinculado de conceitos ou utilidades e tem uma pretensão à universalidade.
E O agradável está ligado a um prazer intrínseco que todos compartilham igualmente.

As opções abaixo exibem os processos formativos compreendidos como educação, de acordo com Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9.394/1996), à exceção de uma . Assinale-a.

A Vida familiar.
B Convivência humana.
C Trabalho.
D Práticas religiosas.
E Movimentos sociais.

Um professor de história propôs, como atividade didática, aos seus alunos uma roda de conversa para que lessem e discutissem a seguinte resposta da Tayse Campos a uma entrevista na qual compartilhou sua percepção sobre a identidade dos povos originários no Brasil. Agora, esse termo indígena no Brasil, eu acho que é só uma apropriação política. Nunca existiu índio no Brasil e vai continuar não existindo índio no Brasil. Ele foi trazido pelo colonizador, pelos portugueses que passaram a chamar todo mundo aqui de índio. Essas pessoas até hoje não se autoafirmam indígenas, a não ser usam a categoria que foi criada pelo colonizador. E que foi usada por esses povos para garantir direitos. Então nós somos índios, temos direitos, vamos garantir os nossos direitos a partir dessa categoria. Mas continua no Brasil existindo os Mendonças do Amarelão, os Potiguara do Catu, os Potiguara do Sagi, os Potiguara da Baía da Traição, os Fulniô de Pernambuco, os Pankararu de Pernambuco, os Xavante, os Tuxá da Bahia, os Caiapó lá na região Norte, os Guarani-Kaiowá que perderam suas terras e estão espalhados em vários Estados. Esses povos continuaram preservando sua etnia, seu povo. Porque todos nós éramos povos de etnias diferentes, de culturas diferentes. A grande maioria não se conhecia, porque para nós, a gente não conhecia quem morava no Norte, lá em 1500, a gente não tinha esse contato. Agora, eu acho que esse termo indígena, fortaleceu muito a partir da década de 70, a partir de toda aquela mobilização indígena que houve contra a ditadura militar e a favor da constituição federal de 88, de militância, de luta, para garantir, assegurar os direitos dentro constituição federal. Adaptado de: CAMPOS . Tayse. Entrevista concedida para pesquisa de doutoramento (setembro de 2021). Entrevistadora: Andreza de Oliveira Andrade. Comunidade do Amarelão, João Câmara – RN, 2021. Entrevista realizada em 21/09/2022 A respeito da atividade descrita, assinale a afirmativa que descreve corretamente os objetivos alcançados alinhados ao Referencial Curricular do Ensino Médio Potiguar.

A Permite que os alunos compreendam as consequências da ausência de direitos para os povos indígenas, evidenciadas na inexistência da presença indígena na região.
B Possibilita que os alunos entendam as questões relacionadas à autoidentificação em seus contextos atuais, rejeitando os legados do passado colonial em suas explicações.
C Ensina os alunos sobre a falta de conhecimento da população indígena em relação às suas histórias e aos direitos que lhes são assegurados pelo Estado brasileiro.
D Amplia o conhecimento dos alunos sobre a complexidade do processo de autorreconhecimento, influenciado tanto pela vivência quanto pelos marcos normativos.
E Orienta os alunos a identificar como os indígenas percebem a si mesmos como parte uma cultura unificada, o que justifica o uso do termo “índio”.