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Se as formações sociais da periferia não estivessem constrangidas pelo poder do sistema internacional, o social poderia estar em primeiro plano em relação ao econômico. Após um lapso mais ou menos longo para cada caso, chegar-se-ia a um período demográfico ou popular, em que o consumo de massa do tipo popular teria um papel importante em uma nova estrutura econômica. O aparelho produtivo adaptar-se-ia aos recursos nacionais, inclusive à população. As necessidades seriam definidas em função de dados locais e não mais em função de modelos exteriores. O papel dos monopólios seria eliminado, reduzido ou controlado. O Estado tornar-se-ia, assim, socialmente mais rico e mais capaz de distribuir serviços em todo o território.

Milton Santos. Pensando o espaço do homem. São Paulo: Editora Edusp, 2002, p. 66-67 (com adaptações).

Nesse texto, Milton Santos aborda as formas de ocupação do espaço econômico pela população, fazendo referência direta ao

A monopólio internacional.
B estado da produção estatizada.
C consumo e produção internos.
D liberalismo econômico.
E neoliberalismo empresarial.

Uma das habilidades previstas na BNCC para o 4.º ano é “reconhecer a história como resultado da ação do ser humano no tempo e no espaço, com base na identificação de mudanças e permanências ao longo do tempo”. A respeito das permanências e das mudanças sociais e culturais havidas no Brasil, ao longo do tempo, assinale a opção correta.

A O esforço catequético empreendido pela Igreja Católica ao longo da colonização do Brasil levou à célere eliminação dos elementos da religiosidade indígena, bloqueou a introdução de elementos de origem africana e permitiu a formação de uma religiosidade idêntica à europeia.
B A expansão da cidadania, conferindo o direito de voto a uma proporção crescente de adultos desde a Independência do Brasil, suprimiu as relações clientelísticas entre os eleitores e seus representantes, típicas do período colonial.
C Embora haja transformações de valores e de práticas cotidianas desde o século XVI, a cultura brasileira ainda carrega marcas herdadas das bases institucionais do período colonial, como da escravidão, do latifúndio e do patriarcalismo.
D A liberdade de imprensa, conferida pelas Ordenações Manuelinas, estabeleceu um importante precedente de mais larga duração para as instituições da atual democracia brasileira.
E Sendo a culinária uma das práticas culturais de longa duração, pode-se reconhecer no arroz com feijão, prato típico brasileiro atual, dois alimentos pré-colombianos presentes no atual território brasileiro.

Deseja-se avaliar o pH dos líquidos I, II e III abaixo a partir de dois indicadores orgânicos A e B a seguir.
I vinagre
II água destilada
III solução diluída de bicarbonato de sódio

A fenolftaleína: incolor em pH < 8,2 e rosa em pH > 10,0
B azul de bromotimol: amarelo em pH < 6,0 e azul em pH > 7,0

Considerando as propriedades químicas das soluções, a faixa de viragem dos indicadores e a necessidade de distinguir qualitativamente soluções ácidas, neutras e alcalinas, assinale a opção que apresenta uma ação que permite diferenciar as três soluções com segurança.

A utilizar ambos os indicadores simultaneamente; a fenolftaleína diferencia o vinagre e a água, e o azul de bromotimol diferencia apenas a solução alcalina
B iniciar com azul de bromotimol, para distinguir meios ácido, neutro e alcalino, e confirmar a solução alcalina com fenolftaleína, que ficará rosa somente na solução III
C iniciar com fenolftaleína, para identificar as três soluções de forma inequívoca, e utilizar azul de bromotimol para confirmação
D utilizar apenas a fenolftaleína, pois sua faixa de viragem permite identificar soluções ácidas, neutras e alcalinas
E utilizar apenas o azul de bromotimol, pois ele distingue vinagre, água destilada e bicarbonato pelas cores azul, verde e amarelo, respectivamente

População economicamente ativa no Brasil (grupo corresponde às pessoas de 15 a 64 anos)

Legenda:
* pessoas de 15 a 64 anos. *
*pessoas de 0 a 14 anos e de 65 anos e mais.
Fonte: Prospectiva da população mundial (2022) da Organização das Nações Unidas (ONU).

Internet: (com adaptações).

Com base nas informações apresentadas no gráfico precedente, assinale a opção correta.

A A diferença percentual da população ativa no período de 1950 a 2022 é maior que a diferença no período de 2022 a 2100.
B O ano de 2022 indica um momento importante do bônus demográfico.
C O gráfico evidencia que a população ativa tende a aumentar nas próximas décadas.
D A projeção apresentada no gráfico indica um imediato decréscimo da população brasileira.
E De acordo com o gráfico, a população dependente vem diminuindo desde o ano 1950.

De acordo com a BNCC para o componente de ensino religioso, são considerados espaços sagrados para a prática coletiva de rituais religiosos

I as igrejas, as sinagogas e as mesquitas.
II os santuários e os caminhos.
III as montanhas, os mares, os rios e as florestas.

Assinale a opção correta.

A Apenas o item I está certo.
B Apenas o item II está certo.
C Apenas os itens I e III estão certos.
D Apenas os itens II e III estão certos.
E Todos os itens estão certos.
Órgão: Secretaria da Educação, do Esporte e da Cultura de Sergipe Cargo: Professor - Área: Ensino Religioso Prova: CESPE/CEBRASPE - SEED SE - Professor - Área: Ensino Religioso - 2026

Uma das marcas da formação social brasileira foi a escravidão de pessoas de origem africana, as quais chegavam ao Brasil por meio de viagens arriscadas em embarcações insalubres. Nesse contexto, a extinção do tráfico transatlântico de africanos para o Brasil

A contou com o apoio senhorial tanto dos proprietários de pessoas escravizadas quanto dos próprios traficantes, reunidos em associações de classe, sensibilizados com os apelos humanitários oriundos da Revolução Francesa.
B foi antecedido pela Lei do Ventre Livre, que indicou a pretensão de não apenas eliminá-lo, mas também de abolir a escravidão.
C foi um passo importante para a industrialização do Brasil, ao criar um amplo mercado consumidor a ser abastecido pela indústria nacional.
D foi antecedida pela extinção do mesmo tráfico para vários países latino-americanos, colônias europeias ainda existentes e mesmo para os Estados Unidos da América.
E foi uma decisão soberana brasileira, tomada diante da ausência de pressões estrangeiras, aprovada pelo parlamento a partir da mobilização da opinião pública nacional.
Texto associado
Texto 5A2-I

“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública, gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).

O texto 5A2-1 afirma que a filosofia é útil porque ajuda a abandonar ingenuidades e preconceitos do senso comum. No ensino de filosofia, isso significa que o professor deve

A estimular a repetição das opiniões comuns da sociedade.
B incentivar a aceitação das ideias dominantes sem questionamentos.
C priorizar apenas conteúdos clássicos, desconsiderando a realidade atual.
D desenvolver práticas de análise racional e crítica de discursos e contextos.
E focar unicamente na memorização de conceitos filosóficos.
Texto associado
Texto 5A2-I

“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública, gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).

Com base no texto 5A2-I, assinale a opção que apresenta o recurso didático adequado ao processo de formação crítica dos alunos.

A exposição de conceitos filosóficos desconectados do cotidiano
B exercícios repetitivos de memorização de autores
C discussão de ideias exclusivamente com base em opiniões pessoais
D apenas aulas expositivas sem participação discente
E leituras filosóficas articuladas a análises de questões sociais contemporâneas
Texto associado
Texto 5A2-I

“A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública, gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações).

Segundo a BNCC, o ensino de filosofia deve promover autonomia intelectual e capacidade de argumentação. Essa afirmação se alinha ao exposto no texto 5A2-I porque ambos

A negam o papel ético e político da reflexão filosófica.
B reforçam a necessidade de submissão às ideias dominantes.
C defendem que a filosofia é útil apenas para compreender fatos passados.
D consideram a filosofia incompatível com interpretações sobre a realidade.
E propõem que a filosofia deve desenvolver uma crítica do mundo social e cultural.

Assinale a opção correta em relação à compreensão filosófica de Francis Bacon e René Descartes, expoentes de duas das principais correntes da filosofia moderna europeia.

A Em sua concepção racionalista do conhecimento, Bacon toma como primeira verdade inabalável a certeza de sua existência como ser pensante.
B Segundo o racionalista Descartes, a dúvida corresponde a um empecilho negligenciável no processo de obtenção de conhecimentos seguros.
C Como expoente do empirismo, Descartes considerava que os sentidos desempenhavam um papel inferior na apreensão do conhecimento.
D Segundo o filósofo empirista Francis Bacon, a ciência deve ser protagonizada por uma indução baseada na observação e na experiência.
E Partidário do empirismo filosófico, Bacon acreditava que a dedução desempenhava um papel primordial na obtenção do conhecimento científico.