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De acordo com o que dispõe a Lei Federal nº 13.869/2019 (crimes de abuso de autoridade),

A constitui crime realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, promover escuta ambiental ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização policial ou com objetivos não autorizados em lei.
B as condutas descritas nesta lei constituem crime de abuso de autoridade quando praticadas pelo agente ainda que por mero capricho ou satisfação pessoal.
C as responsabilidades civil e administrativa são independentes da criminal, não se podendo mais questionar sobre a existência ou a autoria do fato quando essas questões tenham sido decididas no juízo civil.
D é sujeito ativo do crime de abuso de autoridade qualquer agente público, servidor ou não, da administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e de Território, com exceção membros dos tribunais ou conselhos de contas, por possuírem regramento próprio.
E faz coisa julgada em âmbito cível, mas não no administrativo-disciplinar, a sentença penal que reconhecer ter sido o ato praticado em estado de necessidade, em legítima defesa, em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.

A LC nº 214/2025 identifica tanto as pessoas e entidades que são contribuintes do IBS e da CBS, como as que não são contribuintes, exceto no caso de importarem algo diretamente do exterior. Todavia, dentre os listados como não contribuintes, alguns podem optar por serem contribuintes, pelo regime regular, como é o caso, por exemplo,

A do condomínio em imóvel urbano indiviso, com uma casa residencial, formado em decorrência de inventário e partilha, após a morte do proprietário anterior.
B do transportador autônomo de pessoas, na modalidade táxi ou aplicativo.
C da entidade ou unidade de natureza econômico-contábil, sem fins lucrativos, que presta serviços de planos de assistência à saúde, sob a modalidade de autogestão.
D da sociedade em conta de participação, sem personalidade jurídica.
E do consórcio de venda de veículos, com ou sem sorteio, e do consórcio de venda de casas populares.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 7 a 10, baseie-se no texto a seguir.
Humanos e máquinas
Humanos e máquinas poderão se fundir tão completamente que os humanos não serão capazes de sobreviver se estiverem desconectados da rede. Estarão conectados desde o útero, e, se em algum momento da vida você optar por se desconectar, as companhias de seguro talvez se recusem a lhe fazer um seguro de vida, empregadores talvez se recusem a empregá-lo, e serviços de saúde talvez se recusem a cuidar de você. Na grande batalha entre saúde e privacidade, a saúde provavelmente vencerá sem muito esforço.
À medida que, através de sensores biométricos, cada vez mais dados fluírem de seu corpo e de seu cérebro para máquinas inteligentes, será fácil para corporações e agências do governo conhecer você, manipular você e tomar decisões por você. Mais importante ainda, eles serão capazes de decifrar os mecanismos profundos de todos os corpos e cérebros, e com isso adquirir o poder de fazer a engenharia da vida. Se quisermos evitar que uma pequena elite monopolize esses poderes, que parecem divinos, e se quisermos impedir que a humanidade se fragmente em castas biológicas, a questão-chave é: quem é dono dos dados? Os dados do meu DNA, meu cérebro e minha vida pertencem a mim, ao governo, a uma corporação ou ao coletivo humano?
Melhor será invocar juristas, políticos, filósofos e artistas para que voltem sua atenção para esta charada: como regular a propriedade de dados? Essa talvez seja a questão política mais importante de nossa era.
(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 questões para o século 21. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 109-110)

Ao longo do texto, o autor trabalha com a hipótese de que o ser humano,

A em vista de uma forçosa conexão sua com a rede, precisará estar na regência dos poderes dessa conexão.
B compulsoriamente conectado com a rede, buscará constituir uma elite para poder competir com a mídia.
C caso admita vir a estar conectado com a rede, usufruirá dos novos benefícios que ela lhe reserva.
D tentado que está a se integrar ao sistema digital, deve buscar uma forma de fugir da tirania da eletrônica.
E voltado ao convívio com as máquinas, deve tentar aperfeiçoá-las tecnicamente para auferir vantagens socioeconômicas.

Um ativo intangivel estava registrado, no Balanço Patrimonial de 31/12/2023 de uma empresa, pelo saldo contábil de R$ 864.000, composto dos seguintes valores expressos em reais:

Custo de aquisição ......................................................................................................................................................1.000.000
(-) Amortização acumulada ........................................................................................................................... (100.000)
(-) Perda por desvalorização (" impairment ) ................................................................................... ( 36.000 )
(=) Saldo contábil em 31/12/2023 .............................................................................................................. 864.000

A vida útil definida para o ativo quando da aquisição foi de 20 anos e, no final desse prazo, o valor residual será zero. A empresa adota o método das cotas constantes e realizou, em 31/12/2024, o teste de redução ao valor recuperável (teste de " impairment ") com os seguintes valores expressos em reais:

Valor em uso .............................................................................................................................................................. 820.000
Valor justo liquido de despesas de venda .................................................................................. 780.000

Na Demonstração do Resultado de 2024, a empresa deveria

A reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 48.000 e uma receita de reversão do " impairment " no valor de R$ 36.000.
B reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 48.000, apenas.
C reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 50.000, apenas.
D reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 50.000 e uma despesa de perda por desvalorização (" impairment ") no valor de R$ 34.000.
E reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 48.000 e uma receita de reversão do " impairment " no valor de R$ 4.000.

Um equipamento industrial foi adquirido por R$ 2.550.000, à vista, no dia 30/11/2022. O equipamento começou a ser utilizado no dia 02/01/2023, a empresa definiu sua vida útil em 20 anos e o valor residual estimado para venda no final do prazo de vida útil foi R$ 150.000. No final do ano de 2023, a empresa redefiniu a vida útil remanescente para 15 anos e o novo valor residual estimado no final deste prazo remanescente foi R$ 180.000. Se a empresa adota o método das cotas constantes para cálculo da despesa de depreciação e não houve necessidade de redução ao valor recuperável, o valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2025 foi, em reais,

A 2.100.000
B 2.130.000
C 2.194.500
D 2.190.000
E 2.076.000
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto a seguir.
O devaneio é uma doença?
Cansada de sonhar de olhos abertos, uma leitora, Ana, quer saber mais sobre devaneios: "Por que acabo sempre fugindo para esse lugar fictício, onde tudo pode ser tão melhor ou pior, um mundo do que poderia ser, do que poderia ter sido, da pior hipótese fantástica, pretéritos imperfeitos, mais-que-perfeitos, futuros incertos e quando vejo, perdi tanto tempo com isso?"
Tenho carinho pelos sonhos de olhos abertos. Até o começo da adolescência, o devaneio era meu aliado contra o que me parecia ser a mediocridade do mundo. Para mim, como para Ana, o devaneio era o país de onde eu vinha (minha origem escondida) ou minha pátria futura; de um jeito ou de outro, era meu passaporte para um outro mundo, que me salvaria de meu lugar e de meu presente.
Graças ao devaneio, assisti a centenas de aulas chatérrimas, aparentando minha absoluta atenção (embora de olhos um tanto vidrados). Quando atravessei a dolorosa época em que os adolescentes menosprezam os pais, o devaneio me consolou, alimentando a certeza de que eu, de fato, pertencia a outra família.
Enfim, à força de contar histórias para mim mesmo, aprendi a contá-las para os outros. O que fez com que aos poucos meu devaneio se acalmasse por sorte, sem se exaurir. Será que eu amadureci? Ou será que as aulas, o trabalho e os amores se tornaram interessantes, e a necessidade de sonhar diminuiu? Na hora de explicar o excesso de devaneio, o adolescente tende a acusar a realidade na qual vive, a qual mereceria o enfado que ela lhe inspira. Mas, em geral, não há realidade enfadonha, apenas indivíduos enfadados, que, por alguma razão, não enxergam o encanto possível do dia a dia.
Ao devanear, eu me afasto da realidade. Por outro lado, sem devanear mal consigo inventar e desejar realidades diferentes. O que é pior? Entre renunciar a devanear e sucumbir ao devaneio, talvez seja pior renunciar a devanear. Infelizmente, enquanto a gente sonha sossegado, alguns se esforçam para transformar o devaneio num transtorno, senão numa doença. No fundo, nada disso me estranha. Desde o século 19 as regras para uma vida saudável (física e psíquica) são nossa nova moral. E esse ataque contra o devaneio era previsível: qualquer forma de poder prefere limitar os sonhos de seus sujeitos.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Aproveite a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, р. 147-150, passim)

Infelizmente, enquanto a gente sonha sossegado, alguns se esforçam para transformar o devaneio num transtorno .

Numa nova redação, na qual se mantenham a correção e o sentido básico da frase acima, o elemento sublinhado pode ser adequadamente substituído por:

A muitos hão de implementar no devaneio uma transformação transtornada.
B várias pessoas laboram em constituir no devaneio como uma alucinação.
C há os que não titubeiam para se transtornar um devaneio.
D tem gente que não mede estratagemas para que um devaneio se transtorne.
E não faltam os que se aplicam em fazer do devaneio uma perturbação.

Sobre os testes e procedimentos realizados durante uma auditoria:

A O procedimento substantivo de revisão analítica procura identificar e validar os registros mediante os procedimentos de auditoria, buscando a evidência que suporte a fundamentação do registro.
B Os testes substantivos de detalhes são avaliações das informações feitas por meio de estudo das relações e tendências plausíveis entre dados financeiros e não financeiros para identificar anomalias (ex.: comparar faturamento com despesas).
C Os testes de controle e os testes substantivos são procedimentos complementares de auditoria, não excludentes entre si, uma vez que os testes de controle influenciam a extensão dos testes substantivos.
D Os testes de controle visam à obtenção de evidências quanto a suficiência, exatidão e validação dos dados produzidos pelos sistemas de informações da entidade.
E O procedimento substantivo visa à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento.

As imprecisões, irregularidades ou distorções constatadas durante uma auditoria em Demonstrações Contábeis podem ser decorrentes de fraude ou erro. Trata-se de distorção decorrente de fraude a

A omissão deliberada de valor ou divulgação, incluindo divulgações inadequadas ou incompletas de relatórios financeiros, conforme aplicável.
B super avaliação dos estoques decorrente de falha não intencional nos cálculos de custo médio.
C estimativa contábil incorreta decorrente da falta de atenção aos fatos ou de interpretação errada dos fatos.
D falta de registro contábil dos passivos a curto prazo, decorrente de informação errada repassada pelas fontes de informação.
E imprecisão na coleta ou no processamento de dados usados na elaboração das demonstrações contábeis.

Para fins de incidência do IBS e CBS, nos termos da LC nº 214/2025, considera-se ocorrido o fato gerador do IBS e da CBS no momento

A do fornecimento, nas operações com bens ou com serviços, ainda que de execução continuada, mas não no caso de execução fracionada.
B do pagamento ou depósito do preço, na hipótese de aquisições de bens em leilão judicial.
C do fornecimento, nas operações com bens ou com serviços, exceto no caso de execução continuada ou fracionada.
D do fornecimento, nas operações com bens ou com serviços, ainda que de execução continuada ou fracionada.
E da aquisição do bem, na hipótese de aquisições de bens pela administração pública direta, por autarquias e por fundações públicas.

No dia 23/10/2023, a empresa Comprando e Vendendo S.A . adquiriu mercadorias para revenda e pagou os seguintes valores:

R$ 1.010.250 para o fornecedor das mercadorias.
R$ 30.000 para a transportadora que levou as mercadorias até sua loja.

Estão incluídos nesses valores pagos, os seguintes tributos:

Tributos recuperáveis no valor total de R$ 138.000
Tributos não recuperáveis no valor total de R$ 96.000

Em 10/12/2023, a empresa vendeu 80% das mercadorias pelo valor R$ 2.700.000, mas concedeu um desconto comercial de 10% em função da quantidade adquirida pelo comprador. Os impostos sobre a venda são de 10% sobre o valor liquido da venda, a empresa pagou para seus vendedores o valor de R$ 48.600 a titulo de comissão e R$ 42.000 para a transportadora que fez a entrega das mercadorias vendidas. O lucro bruto apurado pela empresa Comprando e Vendendo S.A., especificamente em relação à compra e venda das mercadorias citadas, foi, em reais,

A 1.374.600
B 1.708.200
C 1.542.000
D 1.416.600
E 1.465.200